7 coisas que aprendi com minhas clientes

Publicado em Categorias Consultoria de Estilo

Em 10 anos como consultora de estilo, posso dizer que muito ensinei, mas também aprendi. Em cada atendimento há uma descoberta – muitas vezes indireta. Algo que acrescenta ao meu trabalho e, também, na minha vivência pessoal. E a própria profissão me mostrou coisas que fizeram de mim uma pessoa melhor.

Pontual, nem que seja para esperar

Em um dos meus primeiros atendimentos, aprendi sobre a importância da organização. E sobre o valor da pontualidade. Fui muito elogiada por sempre chegar na hora certa – tanto nos encontros de compra, quanto nos encontros em frente ao guarda-roupa. Por vezes esperei na porta, dentro do carro, outras vezes ali mesmo no sofá da sala da casa da cliente… mas, sempre pontual. Se para alguns algo estranho, para outros fonte de credibilidade. Certa vez, uma cliente me disse “você leva mesmo à sério essa história de montar look”. E é verdade. Roupa mexe com sentimento, com emoções, afeta a rotina e, assim como qualquer outra coisa, merece o respeito de um horário cumprido. 

Sororidade

Antes mesmo de ter conhecimento do que era sororidade – nem mesmo sabia que existia tal termo – minha profissão me fez escutar história e desabafos, com o coração aberto. Quando as portas de um guarda-roupa se abrem, o coração se abre junto. E é preciso respeitar vivências, ainda que elas sejam muito diferentes da sua. 

Respeite o orçamento

Entre vários tipos de clientes, muitas delas chegaram até mim com valores disponíveis bem específicos. Limitados. E quantias previamente estipuladas para a compra de roupas. Pouco, muito, ou o suficiente, é preciso respeitar o orçamento. E de fazer a mágica acontecer. Sem motivos para dar errado.

Seja paciente

Cada um tem seu tempo, seja para experimentar peças, ou para assimilar novas informações. Ser paciente é básico em toda e qualquer profissão.

Seu gosto pessoal nada importa

Pessoas são diferentes, e isso se reflete diretamente na maneira de vestir. Impor formas, cortes e estilos é inaceitável. Nosso gosto pessoal é, como o próprio já diz, pessoal. Certo e errado não vem ao caso – ou nem mesmo existe.

Trate bem à todos

Como nem só de flores é feito o jardim, certa vez presenciei uma abordagem grosseira e rude por parte de uma cliente, que destratou a funcionária de uma loja. De tão incomodada, não conseguia pensar em passar mais tempo com tal pessoa. Recusei a contratação de um novo serviço de shopper (compras) e perdi uma grana. Mas me mantive fiel aos meus princípios.

Quanto mais simples, melhor

Cada cliente tem sua história. Mas, para algumas, a contratação da consultoria de estilo é algo muito (mas muito) fora do seu universo. Falo de pessoas que não entendem de moda, e nem querem entender. Só querem se sentir bem em frente ao espelho. Dar a devida atenção, e buscar atender às expectativas, é o mínimo. Até mesmo porque o que é simples e óbvio, para mim, pode ser complexo para o outro. Por isso, descobri na prática que é essencial simplificar a troca de informações. E evitar o uso de termos e expressões muito segmentadas. Mastigar as explicações faz tudo ficar muito mais fácil, em grande parte dos atendimentos. Afinal, é só roupa.

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