Entre tumultuosas e intermináveis ondas de transformação

“É preciso estar preparado para tumultuosas e intermináveis ondas de transformação”, Elizabeth Gilbert

Ando meio emotiva. Ou seria emocionada? Nem sei. Estou com os nervos a flor da pele. Em breve Francisco completa um ano e tento não me tomar pela tristeza de já não ter mais meu pai aqui, comigo, por um ano. Somada à saudade de minha mãe.

A coincidência das datas ainda me dói. O que ainda mexe com meus dias e pensamentos, também. Afinal, são emoções conflitantes que me afetam, mas que não podem me abalar. Então, é uma luta diária.

recuperação e autoestima

1 ano de muitas primeiras vezes

O último ano foi uma loucura. Muitos começos. Muitas primeiras vezes. Muitos arrependimentos vieram à tona. Mas, por outro lado, descobri amigos. E me encontrei resiliente.

É engraçado, mas apesar de mais madura, mais calejada, me sinto mais jovem. Recuperei a coragem perdida com o tempo. E o gosto pelo frio na barriga.

Com isso, me sinto menos preocupada com “o que os outros vão pensar”, ou com “o que vão dizer”. Isso, por tanto tempo, foi um grande fator limitador na minha vida. Cresci em cidade do interior, sempre sofrendo com o que falavam, mas sinto que finalmente isso ficou para trás.

Vão sempre falar algo sobre você, seja bom ou ruim. Que seja. Do que isso importa?

Tenho um bebê que me desafia todos os dias, assim como todos os outros devem também ser. E nesse ano como mãe passei grandes apertos. Vi de perto a pior da solidão. Descobri como o ser humano pode ser cruel, interesseiro e ruim. Ruim mesmo, maldoso. Ou seria egoísta? Mas, mais uma vez, tento não endurecer.

Lembro a frase “há que endurecer, mas sem perder a ternura, jamais”. Que não é Che. E nem de ninguém. Mas, quem inventou merece aplausos. Eu também sempre lembro das palavras de Guimarães Rosa: “o que a vida quer é coragem”, e elas nunca deixaram de ser parte da minha história. Não é assim? Coragem e ternura?

Motivação que conforta e transforma

Pois é, virei uma grande sequência de frases motivacionais e livros de autoajuda. Virei uma esperançosa nata. Vou vivendo. Lembrando que isso já é muito bom. E que sofrer com conforto, e com a barriga cheia, já é um privilégio. O que me conforta e me faz sofrer menos. Quer saber? Eu sei, sou muito afortunada. E tudo o que passamos realmente nos engrandece. E são esses desafios que nos transformam e que nos mostram como somos capazes de nos reinventar. Mesmo quando tudo parece conspirar contra.

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