Ter estilo é se conhecer

Em meio a tendências e modismos somos os grandes responsáveis pelo nosso visual e pela nossa elevada auto-estima.

Muito se fala sobre estilo, sobre identidade visual e o quanto é interessante estar na moda – ou seguir a moda. A verdade é que estes pontos, e estas histórias, são muito mais simples do que parecem. Podemos começar afirmando que todo mundo possui um estilo (as vezes pouco definido) e que este estilo, claro, é construído a partir das vivências, gostos, ideias e desejos de cada um. Tudo o que cada um é, ou sonha em ser, influencia na sua identidade visual. No entanto existem falhas no processo de materialização dessa tal identidade visual, gerando pequenos cortes na transmissão e na finalização do que será assimilado e trabalhado como interessante. Somos o que gostamos, o que sonhamos, mas nem sempre conseguimos construir com coerência uma ideia final para tantas impressões. Por diversas razões acabamos perdidos no meio do caminho, sem saber como comprar, o que comprar e muito menos como combinar. Assim, lamentamos ao perceber que gastamos muito mais do que o necessários (e disponível) e carregamos o peso da culpa e da ineficiência por não nos sentirmos bem com uma coisa tão diária – o ato do vestir.

Nascemos e já somos imediatamente cobertos com vestes. A primeira roupa, aliás, vem cheia de significados e é a partir disso que nossos pais começam a traçar nossa identidade visual – quando indicam o uso do rosa, azul, vermelho ou branco. Ainda assim, com os anos, os traços de personalidade começam a pesar mais e mais fortemente, sendo que este é o momento no qual começamos a ser plenamente responsáveis pelo que vestimos. Acontece que o mais comum é não sermos treinados para tal independência e em certos momentos pode surgir uma grande insegurança quanto ao que vestir e como vestir. Isso se dá pelo amplo volume de opções e também pelas histórias que ficam nas entrelinhas desse caminho. É impossível negar que o que vestimos diz muito sobre o que somos. Levados pelo consumismo podemos partir para lados distintos, caminhando entre a indiferença e a insatisfação quanto ao que escolhemos para ornar nossa silhueta. É verdade que a moda pode não ser tão simples quanto parece. Ela prega peças e, por tal razão, nos trás vibração e satifação. Porém, não é a moda que conta a nossa história – nós somos parte dela, somos o que faz a moda, ainda que de forma delicada em meio ao processo de construção de uma tendência. O que é importante, ao menos à princípio, é saber como, e quando, brincar com as opções que o universo fashion oferece. Algumas pessoas estarão mais ligadas à modismos enquanto outras ficarão felizes com o que é atemporal. Longe do certo e/ou errado é importante descobrir o que nessa história satisfaz cada um. Mais do que isso, é importante descobrir o que satisfaz você! Quando looks te seduz? Qual visual lhe deixa confortável, confiante e feliz?! Genuinamente, é por nós que devemos trabalhar com a moda… nada mais do que isso.