Eu sou gaga: do medo à transformação

Eu sou gaga.

Por muito tempo evitei essa afirmativa. Foram anos negando o que era inegável. Ou melhor, fugindo de uma característica que não me define, mas é parte de mim. A gagueira, assim como tantas outras dificuldades, é um problema que machuca. E que tem impacto social. Atrapalha o convívio, as relações interpessoais, interfere no âmbito profissional e deixa marcas. Marcas, essas, que vêm de brincadeiras e piadas tortas que escutamos e carregamos sem reclamar. Mesmo sendo pura crueldade.

O que acontece é que há algum tempo descobri que a melhor maneira de lidar com uma dificuldade é aceitá-la. E encará-la de frente. Mesmo porque tratamentos variados e abordagens milagrosas podem, por hora, até ajudar. Mas não se transformam em solução.

A gagueira é traiçoeira porque vai e volta. E volta quando você menos imagina. Por incomodar – tanto quem fala, quanto quem escuta – vem comumente acompanhada de desculpas. E de tentativas de fugir da questão. Nesse caminho são muitos os que vão te dizer que você não gagueja, que isso não é nada, que isso não importa… só que cada palavra não muda o que de fato acontece dentro de nós. O desespero ao ‘travar’. A vergonha por não conseguir se expressar. A constante e automática substituição de palavras que chega a alterar o sentido e o significado do que queremos dizer.

Aprendi à minha própria custa

Como disse, um dia, Saramago, “aqueles que gozam da sorte de uma palavra solta, de uma frase fluida, não podem imaginar o sofrimento dos outros, esses que no mesmo instante em que abrem a boca para falar já sabem que irão ser objeto da estranheza ou, pior ainda, do riso do interlocutor (…) A gagueira, no meu caso, passou a ser uma pálida sombra do que foi na infância e na adolescência. Aprendi à minha própria custa”.

Antes que pareça o contrário, não sou contra tratamentos. Mas, aceitar-se como gago é a base para tudo. É reconhecer o que te desafia. Não tem isso relação com alguns tipos de tratamento? Então. A partir disso, conseguir caminhar em busca da cura. Ou melhor, curar as feridas emocionais que a gagueira deixa. E falar sobre o assunto.

Algo como sinais

“A maneira pela qual percebemos as circunstâncias da nossa vida vai determinar como reagiremos a elas. Se vemos nossas dificuldades com carência, julgamento e medo, então vamos responder com carência, julgamento e medo, bloqueando todas as orientações do universo. Mas, quando escolhemos por ver todas as dificuldades com amor, abrimos espaço para milagres”

Dia desses, entre uma leitura e outra, me peguei com uma passagem que destacava como escondemos no nosso íntimos mágoas e dores que nos marcam (veio de um livro de Gabrielle Bernstein). E como evitamos olhar para elas como forma de fingir que não existiram ou nunca aconteceram. Lembrei o quanto fiz isso com a minha maneira de falar. O quanto me calei, fugi, evitei falar sobre o assunto… e evitei (simplesmente) falar. Até que por vontade, e por coragem, comecei com os vídeos no YouTube – mesmo como um desafio profissional. E peguei gosto. Falei sobre gagueira. Conheci outros gagos, como eu. Muitos. E me redescobri confiante em frente a câmera. Com isso, parei de fingir que eu não conseguia falar, só por medo de falhar e por medo de passar vergonha. Encontrei na minha vulnerabilidade uma forma de crescimento. E tem sido bom.

Ainda gaguejo. Ainda sou gaga.

O processo de cura emocional vem seguido da melhora, propriamente dita, na fala. É libertador ver a cair a barreira que, por exemplo, me afastava do telefone. Que me fazia travar ou gaguejar. Não foi algo que mudou da noite para o dia. Foi, e tem sido, um processo de transformação. Assim como são tantos outros. Mas é bom. Não sinto nas minhas o peso da vontade de ser perfeita. Não preciso ser. E, sim, ainda gaguejo. Mas já não me sinto inferior. Ou pior. Me imponho quando escuto uma piada sem graça. Reajo em frente a um comentário que me dói – sem precisar jogar um comentário pior ainda, sobre quem faz a piada (por tantas vezes fiz isso). E tenho na gagueira um detalhe. Que não me define. Mas me deixa mais forte.

“O mundo exterior é uma projeção do mundo que criamos na nossa mente (…) o problema não está la fora, mas dentro de nós”.

Tenho a minha voz

A gagueira me isolou, por um tempo, do mundo. Me fez não só tímida, mas envergonhada. Me fez esconder meus talentos, sentir vergonha das minhas capacidades, duvidar da minha inteligência. Por tanto tempo tudo o que eu queria era, apenas, conseguir falar! E falar o que estava dentro de mim. Por isso, talvez, me apeguei tanto a escrita. E desenvolvi o amor pelos blogs, textos, contos e histórias. Com palavras no papel, ou na tela do computador, pude falar sobre qualquer coisa, sem ‘travar’. Mas, foi com o vídeo que comecei a me sentir menos sozinha e menos diferente. Por isso sou grata por cada comentário que recebi, por cada e-mail, por cada desabafo compartilhado.

São poucos os que se assumem como gagos. E eu entendo totalmente os motivos. Mas, o acolhimento das redes sociais, das plataformas de comunicação, é, em algum nível, motivador! É o que mostra caminhos, soluções e explicações.

Agora me me dei direito a ter uma voz, ainda que gaga (por que não?) não vou mais me calar. E no meu espaço, aqui nessa confusa e superlotada internet, ninguém pode me silenciar. Não só eu, mas todos nós.

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Como usar jeans com jeans

Tecido essencialmente casual, o jeans é o tipo de material que nunca sai de moda. O máximo que vemos acontecer com ele é o surgimento de novas tendências nas formas de uso e aplicação.

Não é de se espantar que o look 100% jeans seja uma referência. Ou melhor, um tipo de combinação que é uma opção constante para quem curte uma estética um pouco mais informal.

Para quem tem medo de usar o look só com peças jeans, um aviso: não tem muito como dar errado. A questão essencial é ficar de olho no peso visual das peças, para que a composição não fique muito grosseira.

Existem peças jeans nos mais variados estilos. E, claro, com resultados que variam muito de acordo com o peso do tecido, sua cor, sua modelagem…

Quer experimentar? Segue abaixo três dicas que podem te ajudar muito a brincar com o mix de peças jeans.

– misture peças com tons de jeans diferentes: claro com escuro ou uma lisa e outra com lavagens;

– junte uma peça jeans mais pesada com outra mais leve: brinque com a questão do peso visual;

– combine uma peça jeans com um acessórios jeans, afinal o mix não precisa estar apenas nas roupas.

Que tal, já gosta ou vai tentar utilizar?

Lembre-se, sempre, que são essas ideias que fazem o nosso guarda-roupa render muito! E é com truques assim que conseguimos criar muitos looks com poucas roupas.

Tem mais no YouTube. Assista!

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Como transformar looks de verão em looks de inverno

Para você, montar looks quentinhos, perfeitos para o inverno, é uma tortura? Talvez faltem no seu guarda-roupa algumas peças básicas e essenciais para fazer com que suas roupas de meia estação, ou verão, sejam utilizadas durante o frio.

Peças transformadoras

A primeira peça que é básica, essencial, indispensável no guarda-roupa de inverno é o suéter. Simples e básico suéter. Pode ser com gola V, redonda, gola alta, vai depender do seu estilo e do que você gosta! O legal é que ele tenha uma cor neutra, daquelas que te valorizam. Seja preto, branco, bege, marinho, ou mesmo vinho.

A parka – um casaco de características utilitárias, feito em tecido impermeável – é outra peça que é muito útil no inverno. É muito versátil e já se firmou como algo que vai além da tendência. Boas opções de cores são o verde militar, bege, marrom ou preto, que são tons que ornam bem com praticamente tudo. Quando chove, então, passa a ser muito mais útil! Em viagens é indiscutível como funciona bem até mesmo por seus tantos bolsos.

Falar sobre inverno sem falar de trench coat é difícil, pra não dizer raro. O casaco funciona tão bem por ser prático! E funciona bem no conceito de tirar e colocar. Ou melhor, aquele item com o qual você se protege do frio, mas tira com facilidade quando precisa (ao entrar em ambientes quentinhos). Tudo bem fácil. E tem uma pegada bem elegante, além de ser um clássico. Pode ter o comprimento até o joelho ou ser curtinho. Se você encara mais frio, o melhor é o mais compridinho. O mesmo vale para escolha do modelo, pensando no tecido. São várias as opções.

Peças fofinhas

E aquela jaquetinha fofa, que alguns chamam de puffer. Pode ser que você não tenha uma, mas já se imaginou abraçado por ela… certo? Não é uma peça só gostosa, ela esquenta bastante, apesar de ser leve, e tem estilo mais casual. O que é legal para quem não quer deixar todo look de inverno todo elegante. Pra quem acha o modelo muito inflado pode ser outro modelo de nylon.

Ainda na mesma pegada, o colete fofinho, também desse tipo puffer, entra como uma maneira de encarar o frio. É como seguir o velho conceito de mãe, que diz que o importante no inverno é proteger o peito “pra não gripar”. O colete de nylon não é só legal, com um toque modernoso, mas também fácil de combinar.

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Dizem que o branco engorda e o preto emagrece…

Preto emagrece e branco engorda? Será que isso existe e as cores conseguem, de fato, mudar visualmente a nossa silhueta? Bom, não é tão simples assim. E, claro, nenhuma cor, roupa ou tecido literalmente engorda. O que acontece é que as roupas ao serem aplicadas sobre o nosso corpo geram efeitos. Efeitos que mudam de caso para caso, contexto para contexto.

Para entender o efeito visual das cores na nossa silhueta – o que, de fato existe – é preciso perceber, antes de tudo, que cores claras e cores escuras tem características distintas. E tais características estão sempre relacionadas a questões como tecido, modelagem, caimento e contexto.

É tudo sobre efeito visual

Antes de tudo, o efeito do preto ou do branco vai depender do contexto geral do look. E quando há muito contraste entre uma cor e outra é normal que o tom mais escuro aumente menos (visualmente) a porção. E a cor mais clara, com brilho, ou com textura, amplie mais a área do corpo em questão.

Mas, isso é uma regra? Não! É impossível generalizar. Mas, dá pra pensar em alguns elementos como forma de orientação para usar, com sabedoria, o branco e o preto. Cores tão clássicas. E são pontos que valem para todos os tons claros e escuros.

Engorda x emagrece

Textura, estampa, brilho, ou mesmo cores claras em contraste a cores escuras tendem a aumentar visualmente a porção. Mas, não é só isso. As cores claras, como o branco, também podem nos “emagrecer” visualmente. Ou, digamos, afinar o corpo. Tudo depende do contexto geral. Cortes fluidos, em tecidos com movimento, ou mesmo tecidos opacos em peças com modelagem vertical tendem a aplicar tal mágica. Dá pra jogar de acordo com os seus objetivos. E destacar e disfarçar, ou aumentar e diminuir, o que você quiser.

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Como usar acessórios na cor branca

As botas brancas não são uma tendência isolada para a temporada – já até falei sobre elas por aqui. Aliás, o branco aparece nos mais diversos acessórios, entre calçados e bolsas.

Legal de perceber que o branco, velho conhecido de quem trabalha na área da saúde, aparece nos modelos e estilos mais variados. Tem pra todos os gostos.

Ponto positivo é que os acessórios na cor branca ajudam a agregar um pouco de frescor ao visual. Assim como qualquer outro acessório claro.

Uma dica, no entanto, é ter um cuidado extra para manter a bolsa e o sapato bem branquinho. Manutenção faz toda a diferença. E, quando o acessório é claro, fica um tanto quanto mais difícil mantê-lo com boa aparência. Sem manchas ou marcas. Até uma calça jeans pode marcar uma bolsa.

Branco vai com tudo!

Mas e aí, existe alguma regra ou dica para acertar no uso? Não e não! É o famoso gostar e usar. E, mais do que isso, misturar com as peças do guarda-roupa de maneira natural. A bolsa branca não precisa, por regra, ser combinada a um sapato branco. Seja uma bota, um tênis, um oxford ou uma sapatilha… o legal é o mix entre cores e de texturas.

Interessou? Veja se gosta e avalie bem antes de investir na tendência.

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