Todo excesso esconde uma falta

Correr para o shopping, passar pela loja predileta e, automaticamente, sair de lá com uma sacola em mãos. Sim, todo mundo já fez isso em algum momento.

Mas, afinal, porque compramos o que não precisamos?

Ter demais, ou ter em excesso, pode carregar vários sentidos e significados. Nos atendimentos da Consultoria de Estilo explico o hábito de várias maneiras. Exageramos quando não sabemos o que fica bem no nosso corpo. Também temos a tendência de comprar demais quando não conhecemos o nosso guarda-roupa.

Em todos os casos, ter um relacionamento ruim com o armário, e com a própria imagem, desencadeia efeitos nada bons. Mas, não é só isso. Também podemos exagerar quando tentamos compensar algo de um universo em outro.

Todo excesso esconde uma falta

Um guarda-roupa lotado, com muito mais peças do que você consegue (na ponta do lápis) utilizar nos próximos meses, pode esconder dores emocionais. Ou questões íntimas, que vão muito além da imagem.

E até mesmo as pessoas mais bem resolvidas podem projetar tristezas e decepções de uma lado em outras esferas da vida.

A solução para o consumismo ou o apego aos itens materiais pode estar onde menos se imagina. O primeiro passo, porém, é simples: uma autoanálise e um bom desapego. E que esse não seja seguido por novas e sucessivas aquisições.

Vamos conversar sobre o assunto?

Que tal repensar o seu relacionamento com o guarda-roupa? Descomplique o ato diário do vestir. Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

Como saber se o look está simples ou exagerado

Montar um look e avaliar se ele está sem graça, exagerado ou na medida pode ser desafiador. E a linha entre um look básico demais e um muito poluído é bem tênue.

Muitas vezes é o olhar treinado ou o hábito para combinar bem que fazem com que compor looks vire parte simples da rotina. Mas, calma lá: se esse não é o seu caso, existe um teste rápido que pode te orientar.

É uma maneira de saber se seu look está equilibrado. Estou falando do teste dos 10 pontos! Já conhece?

No teste dos 10 pontos, cada peça, elementos, acessório ou detalhe do visual recebe uma pontuação. 1 ponto. E o objetivo é que o saldo final do seu look fique entre 10 e 12 pontos.

Menos do que isso, o look está muito básico… Mais do que isso, está teoricamente exagerado.

E o que conta como ponto? Cada peça, cada cor, cada detalhe, cada elemento (textura, recorte, enfeite, aplicação); cada acessório ou ponto chamativo de maquiagem (seja batom, esmalte ou sombra).

Ou seja, um ponto para cada característica do seu look!

Na prática

Vamos contar os pontos de alguns dos meus looks postados no Instagram? (Me segue por lá: sou @consultora_de_estilo).

♥ Look 1: 7 peças (camiseta, moletom, jaqueta, calça, sapato, relógio, óculos) + 3 cores (marinho, amarelo, preto) + 2 detalhes (brilho sapato, estampa blusa) = 12 pontos

♥ Look 2: 6 peças (óculos, colar, cardigan, vestido, sapato, relógio) + 2 cores (preto, branco) + 1 detalhe (textura cardigan) = 9 pontos

♥ Look 3: 6 peças (óculos, blazer, suéter, calça, sapato, relógio) + 4 cores (bege, cinza, marinho, rosa) + 2 detalhes (estampa suéter, estampa blazer) + 1 detalhe extra (mix de estampas) = 13 pontos

♥ Look 4: 6 peças (óculos, trech coat, cardigan, vestido, bota, relógio) + 5 cores (bege, marrom, marinho, estampa) + 1 detalhe (mix de estampas) = 12 pontos

Simples, não?

O legal do teste é que ele serve como uma boa referência para avaliar o seu look. Pode ser que um look com 9 pontos esteja super bacana, ou um look com 13 pontos te faça bem feliz. A medida do ‘entre 10 e 12’ deve servir apenas como uma referência.

Então, de forma alguma se prenda aos números! Se o look ficou legal, do seu jeito, se você está feliz, ótimo! Combinado?

O que acha? Vai experimentar?

No YouTube

Dicas imperdíveis e personalizadas você recebe na consultoria de estilo. Conheça: amanda@amandamedeiros.com.

Maneiras espertas de usar peças “fofinhas”

Quando caem as temperaturas, surgem outras possibilidades no guarda-roupa. Sobreposições e peças mais pesadas passam a fazer parte das alternativas do vestir.

Entre elas, uma é especial: as peças puffer. Ou melhor, essas peças fofinhas, com pegada esportiva.

Supervolumosas e feitas em nylon, lembram um aconchegante abraço. E, o melhor? Literalmente esquentam muito o corpo.

Mas, como usar uma peça tão cheia de volume?

Peça de impacto

Não dá pra ignorar sua forte presença. Se tiver cor, o impacto dobra! Então, a questão do volume é um ponto a ser avaliado. E é aí que entra a importância da composição.

A montagem do look deve observar o equilíbrio visual.

Se a jaqueta ou colete é bem volumoso, as peças complementares podem ser mais leves. Ou mais enxutas. Tudo para que o visual não fique muito grandão.

E a peça que vai por baixo da puffer também pode ser mais levinha. Mais seca, quase que rente à silhueta. Porque assim não fica toda uma confusão visual.

Mas, se você gosta de algo diferentão – muito volume, contrastes, impacto – pode caprichar no efeito inverno.

Tem vídeo no canal do YT sobre as peças fofinhas

Cansada de sofrer com o guarda-roupa? Conheça a Consultoria de Estilo Online. Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

Eu sou gaga: do medo à transformação

Eu sou gaga.

Por muito tempo evitei essa afirmativa. Foram anos negando o que era inegável. Ou melhor, fugindo de uma característica que não me define, mas é parte de mim. A gagueira, assim como tantas outras dificuldades, é um problema que machuca. E que tem impacto social. Atrapalha o convívio, as relações interpessoais, interfere no âmbito profissional e deixa marcas. Marcas, essas, que vêm de brincadeiras e piadas tortas que escutamos e carregamos sem reclamar. Mesmo sendo pura crueldade.

O que acontece é que há algum tempo descobri que a melhor maneira de lidar com uma dificuldade é aceitá-la. E encará-la de frente. Mesmo porque tratamentos variados e abordagens milagrosas podem, por hora, até ajudar. Mas não se transformam em solução.

A gagueira é traiçoeira porque vai e volta. E volta quando você menos imagina. Por incomodar – tanto quem fala, quanto quem escuta – vem comumente acompanhada de desculpas. E de tentativas de fugir da questão. Nesse caminho são muitos os que vão te dizer que você não gagueja, que isso não é nada, que isso não importa… só que cada palavra não muda o que de fato acontece dentro de nós. O desespero ao ‘travar’. A vergonha por não conseguir se expressar. A constante e automática substituição de palavras que chega a alterar o sentido e o significado do que queremos dizer.

Aprendi à minha própria custa

Como disse, um dia, Saramago, “aqueles que gozam da sorte de uma palavra solta, de uma frase fluida, não podem imaginar o sofrimento dos outros, esses que no mesmo instante em que abrem a boca para falar já sabem que irão ser objeto da estranheza ou, pior ainda, do riso do interlocutor (…) A gagueira, no meu caso, passou a ser uma pálida sombra do que foi na infância e na adolescência. Aprendi à minha própria custa”.

Antes que pareça o contrário, não sou contra tratamentos. Mas, aceitar-se como gago é a base para tudo. É reconhecer o que te desafia. Não tem isso relação com alguns tipos de tratamento? Então. A partir disso, conseguir caminhar em busca da cura. Ou melhor, curar as feridas emocionais que a gagueira deixa. E falar sobre o assunto.

Algo como sinais

“A maneira pela qual percebemos as circunstâncias da nossa vida vai determinar como reagiremos a elas. Se vemos nossas dificuldades com carência, julgamento e medo, então vamos responder com carência, julgamento e medo, bloqueando todas as orientações do universo. Mas, quando escolhemos por ver todas as dificuldades com amor, abrimos espaço para milagres”

Dia desses, entre uma leitura e outra, me peguei com uma passagem que destacava como escondemos no nosso íntimos mágoas e dores que nos marcam (veio de um livro de Gabrielle Bernstein). E como evitamos olhar para elas como forma de fingir que não existiram ou nunca aconteceram. Lembrei o quanto fiz isso com a minha maneira de falar. O quanto me calei, fugi, evitei falar sobre o assunto… e evitei (simplesmente) falar. Até que por vontade, e por coragem, comecei com os vídeos no YouTube – mesmo como um desafio profissional. E peguei gosto. Falei sobre gagueira. Conheci outros gagos, como eu. Muitos. E me redescobri confiante em frente a câmera. Com isso, parei de fingir que eu não conseguia falar, só por medo de falhar e por medo de passar vergonha. Encontrei na minha vulnerabilidade uma forma de crescimento. E tem sido bom.

Ainda gaguejo. Ainda sou gaga.

O processo de cura emocional vem seguido da melhora, propriamente dita, na fala. É libertador ver a cair a barreira que, por exemplo, me afastava do telefone. Que me fazia travar ou gaguejar. Não foi algo que mudou da noite para o dia. Foi, e tem sido, um processo de transformação. Assim como são tantos outros. Mas é bom. Não sinto nas minhas o peso da vontade de ser perfeita. Não preciso ser. E, sim, ainda gaguejo. Mas já não me sinto inferior. Ou pior. Me imponho quando escuto uma piada sem graça. Reajo em frente a um comentário que me dói – sem precisar jogar um comentário pior ainda, sobre quem faz a piada (por tantas vezes fiz isso). E tenho na gagueira um detalhe. Que não me define. Mas me deixa mais forte.

“O mundo exterior é uma projeção do mundo que criamos na nossa mente (…) o problema não está la fora, mas dentro de nós”.

Tenho a minha voz

A gagueira me isolou, por um tempo, do mundo. Me fez não só tímida, mas envergonhada. Me fez esconder meus talentos, sentir vergonha das minhas capacidades, duvidar da minha inteligência. Por tanto tempo tudo o que eu queria era, apenas, conseguir falar! E falar o que estava dentro de mim. Por isso, talvez, me apeguei tanto a escrita. E desenvolvi o amor pelos blogs, textos, contos e histórias. Com palavras no papel, ou na tela do computador, pude falar sobre qualquer coisa, sem ‘travar’. Mas, foi com o vídeo que comecei a me sentir menos sozinha e menos diferente. Por isso sou grata por cada comentário que recebi, por cada e-mail, por cada desabafo compartilhado.

São poucos os que se assumem como gagos. E eu entendo totalmente os motivos. Mas, o acolhimento das redes sociais, das plataformas de comunicação, é, em algum nível, motivador! É o que mostra caminhos, soluções e explicações.

Agora me me dei direito a ter uma voz, ainda que gaga (por que não?) não vou mais me calar. E no meu espaço, aqui nessa confusa e superlotada internet, ninguém pode me silenciar. Não só eu, mas todos nós.

No YouTube

Como usar jeans com jeans

Tecido essencialmente casual, o jeans é o tipo de material que nunca sai de moda. O máximo que vemos acontecer com ele é o surgimento de novas tendências nas formas de uso e aplicação.

Não é de se espantar que o look 100% jeans seja uma referência. Ou melhor, um tipo de combinação que é uma opção constante para quem curte uma estética um pouco mais informal.

Para quem tem medo de usar o look só com peças jeans, um aviso: não tem muito como dar errado. A questão essencial é ficar de olho no peso visual das peças, para que a composição não fique muito grosseira.

Existem peças jeans nos mais variados estilos. E, claro, com resultados que variam muito de acordo com o peso do tecido, sua cor, sua modelagem…

Quer experimentar? Segue abaixo três dicas que podem te ajudar muito a brincar com o mix de peças jeans.

– misture peças com tons de jeans diferentes: claro com escuro ou uma lisa e outra com lavagens;

– junte uma peça jeans mais pesada com outra mais leve: brinque com a questão do peso visual;

– combine uma peça jeans com um acessórios jeans, afinal o mix não precisa estar apenas nas roupas.

Que tal, já gosta ou vai tentar utilizar?

Lembre-se, sempre, que são essas ideias que fazem o nosso guarda-roupa render muito! E é com truques assim que conseguimos criar muitos looks com poucas roupas.

Tem mais no YouTube. Assista!

Para conhecer formas e maneiras de otimizar o seu guarda-roupa, conheça a Consultoria de Estilo. Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.