Anna Wintour avisa: “ninguém precisa de outra bolsa”

A toda poderosa da Vogue America, Anna Wintour – aquela representada em O Diabo Veste Prada e a mulher que tem como crush o tenista Roger Federer adoro! – apareceu com boas novidades. 

Não é que a controversa Vogue (para nós amantes da moda real) parece estar aceitando que modelos esqueléticas, fórmulas e tendências quadradinhas, impostas, já não funcionam mais?

Mas, não é só isso.

Parece que a onda vida real / proximidade que tanto seduz em vlogs publicados no YouTube e postagens em redes sociais como o Instagram chegou também às passarelas e, claro, à moda. E em balanço gravado para a publicação, Anna Wintour avalia o cenário.

Ou você pensou que essa indústria tão forte simplesmente aceitaria ficar em segundo plano, enquanto influenciadores ditam tendências e vendem muito? Ou achou que as revistas de moda fechariam suas portas, assim, fácil? Claro que não.

Questão de representatividade

Após cobrir algumas centenas de desfiles para a temporada, a Vogue aponta que diversidade, nas passarelas, agora é uma realidade. E que o que se viu foram identidades diversas (em suas mais variadas etnias, idades e tipos de corpos), representadas.

É tudo sobre conexão.

É, também, sobre ter na moda um respiro. Para 2018, a tendência são roupas que façam sorrir e que sejam divertidas… Um antitodo ao que vem da realidade e seus tempos difíceis. Mais do que a calça de cintura baixa, a transparência o jeans, ou os tons pastel.

Significa algo

“Ninguém precisa de outra bolsa, ou outro casaco…”, afirma Anna Wintour. Mas, o que quer a Vogue e sua editora com essa afirmação? O que esperar? Não estaria a revista apenas querendo pegar carona em algo que já vem há tempos sendo discutido? Pode ser que sim, mas isso é importante. E é grande.

Pensando no quanto as revistas femininas influenciam o comportamento de mulheres – principalmente as jovens meninas – essa afirmativa, assim como outras, ajuda a desconstruir uma série de pensamentos problemáticos que desencadeiam em relacionamentos tóxicos com o guarda-roupa e com a imagem.

Sim! É bom quando há um novo discurso, ainda que ele possa não ser 100% natural. Asim como faz bem ver a moda ser desfilada por mulheres reais.

É bom ter na moda uma forma de expressão pessoal. Afinal, roupas são complementos da nossa personalidade. Roupas são parte do que somos. E já não era hora da maior publicação de moda existente na atualidade aceitar isso e reforçar o discurso.

Novos tempos.

Decor com arte e vida

O apartamento de Bettina Prentice é uma confusão organizada de formas e inspirações, com vários elementos de decoração espalhados por todos os cômodos e lugares possíveis. Não há uma padrão único a ser seguido, o que faz com que o resultado seja muito particular. Para uma amante de arte, nada mais natural.

É interessante perceber como que qualquer elemento pode saltar ao olhar, dependendo do momento ou mesmo do humor. E em meio a quadros, retratos, livros e muito cacarecos, há alguns pontos mais pessoais, que contam um pouco da história da fundadora e dona da Prentice Art Comminications. Betinna lembra que o apartamento em NY recebeu muitas texturas, e que não poderia faltar um toque de vida com as mini orquídeas e outras plantinhas espalhadas pela casa. No mais, um toque de humor deixando o clima muito mais leve. Show!

Caos visual organizado

Sabe a ideia de combinar vários quadros e elementos de design em um único ambiente?! Assim foi pensado o apartamento de Nicole Hanley, com uma pegada eclética e divertida. A inspiração serve como referência para quebrar os princípios e as ideias básicas da decoração, com aquela ousadia que faz toda a diferença.

O mix de cores ganha harmonia pelas bases neutras e pelas paredes brancas que recebem imagens diversas. O moderno se contrasta com o clássico, sem que um ou outro perca a identidade. Há ordem na confusão, quase que como um caos organizado. Demais! Talvez decorar a casa, o lar, seja bem isso… seja ter essa capacidade de modificar um cômodo e aplicar elementos externos de forma com que tudo converse entre si, ainda que pela personalidade de quem vive no local.

Aconchegante e original

Patricia Herrera, consultora de criação, mostra para a Vogue seu apartamento em New York. Sim, ela é filha de Carolina Herrera e com um histórico como esse a expectativa é grande. Localizado em Little Italy, Manhattan, o amplo apartamento é charmoso e cheio de vida, conseguindo aliar uma estética apurada a um toque de “lar doce lar”.

Casada, e com filhos, Patricia diz gostar de certas formalidades como flores espalhadas pela casa e uma mesa bem posta; mas isso deve ser combinado aos seus cachorros, crianças correndo e música alta. Assim, é uma casa de quem vive e de quem tem nos detalhes recordações e memórias, com muita originalidade – como na parede da cozinha com quadros de fotos pessoais, onde a família gosta de ficar junto. E o ambiente, ainda que carregado de objetos de arte, cores e texturas, é aconchegante, talvez pela presença de texturas macias e madeira, talvez pelos tons vivos e intensos aplicados nos complementos e detalhes.

No mais, as crianças tem seu espaço e o apartamento foi dividido em áreas, com muito bom gosto. A decoração ficou a cargo do casal, e Patricia atribuiu ao marido os méritos pelos detalhes e pela seleção de objetos de arte. Como aprendizado fica a importância de ter um espaço no qual reinam as prioridades e o estilo da família, bem além das ideias e propostas de um decorador que pode focar mais na beleza do que no significado daquilo para quem vai viver no ambiente.

Intervenções x Transformações

Tratamentos estéticos são ótimas ferramentas para manter a imagem jovem, mas o limite entre uma melhoria e uma deformação pode ser bem sutil. De amenizar as linhas de expressão à eliminar qualquer traço de emoção uma ponte que revela a incapacidade de lidar com a passagem do tempo. Manter-se jovem não deveria ser uma regra, e de fato não é. O que se tem como importante é buscar se sentir bem, reconhecendo a hora de parar dentro desse processo.

Botox ou aplicações que paralizam a musculatura possuem efeito temporário, com jogo reverso após algumas semanas; porém as intervenções cirúrgicas carecem de cuidado dobrado. Procurar um ótimo profissional, com referências, e seguir as orientações do mesmo é receita para que o resultado seja de valorização e não de mutilação da realidade.

Já ficou mais que evidente que uma beleza real, natural, é muito mais valiosa que uma fabricada. De fato tudo que é fabricado tem origem artificial e, como farsa, demanda um grande esforço para ser mantida próxima do real. A história acaba com um estranhamento eterno frente ao espelho, quando não se começa a omitir dos conhecidos e parentes a origem dos olhos mais abertos ou dos lábios mais carnudos. Engana-se, no fim, mais a si próprio.

O tempo não volta, não adianta tentar… assumir com classe e elegância tal realidade é maneira de se assegurar dando uma chance a auto-estima. Nada mais elegante que uma senhora com bela postura, cabelos cuidados e roupa moderna para transmitir sabedoria e conhecimento; nada mais estranho que uma mulher de meia idade com roupas de adolescente, rosto paralisado e trejeitos desordenados.

Tudo fora do limite é preocupante… nada contra a plástica em si, que pode ser uma ótima ferramenta; basta saber o que pode de fato ser melhorado e o que é um exagero.

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