Até quando esperar?

Sempre escutamos que devemos viver o hoje. E sim, assim tentamos. Ao menos na teoria. Mas, ainda que inconscientemente, por muitas vezes postergarmos escolhas, decisões ou investimentos por medo do que pode vir depois. Ou, então, por não acreditar que a hora em questão é a hora exata para tal.

Mas, até quanto esperar?

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Toda hora é hora

Há, por exemplo, quem acredite que é essencial aguardar a chegada (na vida) de alguém especial para usar aquela lingerie cara, a camisola linda, ou mesmo a roupa de cama de altíssima qualidade.

No baú das esperanças há mais do que um enxoval de casamento (ou relacionamento). Há um enxoval de emoções que presas aguardam o outro, o olhar do outro, a concordância do outro.

Enquanto isso, a roupa mais ou menos segue servindo… A calcinha furada, o pijama rasgado, a toalha dura de tão judiada…

Não dá.

Tudo isso enquanto no armário existem tantas opções melhores para se alegrar e mimar a autoestima…

Sobre amos próprio

Somos nós o nosso mais puro tesouro. E, sim, devemos nos amar para conseguirmos amar plenamente outra pessoa ou mesmo nossa profissão.

Quanto melhor nos sentirmos, melhor iremos nos comunicar e relacionar com o outro e, por que não?, com a vida.

Por isso, mude a sua maneira de se cuidar. Todos saem ganhando. Coisas interessantes – incluindo o jogo de pratos bacana, o jeans perfeito e o perfume importado – não foram compradas para ficar esperando.

A autorização para se mostrar melhor parte, também, daquela liberação íntima e pessoal para ser uma pessoa melhor no momento atual. Sem precisar esperar o próximo mês, o próximo ano, o 13º, a herança prometida pelo tio-avô, ou o resultado da próxima rodada da Mega.

Dentro do possível, a hora é agora.

A hora para se exercitar, para organizar a casa, jogar fora o lixo acumulado, retocar o cabelo, costurar as roupas rasgadas, seja o que for! Não há férias ou folga, dinheiro extra ou bônus que façam despertar o gosto pela mudança.

Ser a melhor versão do que somos depende de nós e pode começar agora!

E para quem acredita que é preciso esperar a riqueza para ter um estilo de vida diferente, investir no visual, adequar o guarda-roupa a uma imagem tão desejada, pensar mais em espiritualidade, melhorar o relacionamento com a família, ou simplesmente começar a pensar mais em si mesmo, saiba que não é bem assim que funciona.

O dinheiro apenas amplifica o que somos. Ou seja, não muda a nossa essência.

Uma pessoa com baixa autoestima e pouca confiança será sempre assim, caso não abrace o poder da transformação.

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Menos cobrança, mais inteligência

Não é simples abraçar uma autoestima elevada. Uma sensação de bem estar e, mais do que isso, de estar livre, à vontade com o que somos e vestimos.

A verdade é que nossa silhueta, seja como for, sempre esconde pequenos detalhes que são encarados, por nós, como defeitos. Por mínimos que sejam, por mais discretos e sem importância… incomodam.

Nos cobramos mais a cada dia. Quase que como uma resposta a mesma cobrança imposta pela sociedade. Aquela visível nos modelos de beleza. Tudo bem; é válido dizer que a história, nos últimos anos, começa a ganhar sopros de novidade. De outros padrões. Mas, ainda assim, a suposta valorização do natural, da beleza real, ainda é pintada de maneira muito irreal. Corpos gordinhos sem celulite? É sério? Gestantes saradas? Mulheres magérrimas com bumbum enorme e seios fartos? Quais as chances, na vida real?

Ou seja. Vale passar a vida se cobrando e se privando de muito do que gosta? Não seria muito mais leve relevar pequenos defeitos, inspirar-se em modelos reais e aprender a valorizar o que temos de bom?

Quão leve levar a vida?

É triste perceber como algumas das boas coisas da vida podem ser encaradas como loucuras, como crimes para quem cresceu com o peso de ter que ser um ícone de beleza. Ou algo próximo disso.

De repente, extrapolar um pouco na hora do almoço passa a ser visto com maus olhos… ou comer sem culpa, sem aliar refeições à atividades físicas constantes, é tido como inaceitável.

É sério isso?

Aparentemente, viver pode ter perdido o seu sabor, o seu tempero, já que se entregar aos deleites do mundo é colocar em risco a chance de se aproximar de um padrão de beleza praticamente impossível de se alcançar.

Real, de verdade

Sejamos realistas. É preciso encontrar um equilíbrio, descobrir o que pode ser feito sem colocar em risco a tal felicidade. Para viver de forma plena, talvez seja preciso abrir mão de um determinado manequim, mas isso não significa, necessariamente, que você está abrindo mão da sua felicidade.

Existem formas mil, diversas, de valorizar um corpo, uma silhueta, e talvez seja necessário um pouco de tempo e mente aberta para perceber o que há de belo em você, sem contar todas aquelas qualidades que não são visíveis aos olhos – as que não se pode tocar.

Talvez, levar uma vida mais leve, com menos cobrança e com pitadas de liberdade traga consigo as vantagens de uma autoestima elevada, de sensação de dever cumprido e, com isso, felicidade. Talvez se aceitar como uma pessoa normal, longe da perfeição das modelos ou das atrizes (após banhos de correção nas imagens) seja a dieta para quem quer se sentir bem com seu corpo. Obviamente, cruzar os braços e abraçar exageros não ajuda em nada, mas um pouco de imprudência, em doses homeopáticas, é válido para uma vida mais legal.

Post publicado originalmente em 2 de fevereiro de 2012.

Desapega ou desencana: dieta de emoções

Quais são as coisas que pesam no seu dia e deixam sua vida difícil? Quem são as pessoas que te colocam para baixo e tentam te desmotivar?! Roupas e coisas são diferentes em todas as formas. Enquanto os itens materiais podem ser esquecidos no fundo do guarda-roupa, ou passados para frente sem a menor cerimônia, as pessoas, algumas vezes, precisam ser suportadas. Seja pela convivência no ambiente profissional, pelas ligações no círculo de amizades ou por laços de família. Eu sei. Não há como desapegar em um clique de pessoas. Mas há como desapegar do mal que essas lhe fazem, parando de importar com opiniões ou palavras que em nada acrescentam. Começar cada dia escolhendo quais batalhas travar é optar por um estilo de vida mais leve, como uma dieta dos sentimentos.

Deixar de lado o que não faz bem, como uma dieta dos sentimentos, é um exercício diário para quem opta por felicidade

É sobre abrir mão do que lhe deixa pesado e fica apenas com os ingredientes que lhe fazem bem. Tudo isso porque não podemos comprar pessoas novas para compor nosso mix de relacionamentos, mas podemos fazer combinações que funcionem melhor para a nossa personalidade e estilo de vida – assim como os itens do nosso guarda-roupa devem favorecer nossa silhueta, estilo pessoal e, personalidade! É aí que a lógica do desapega, ou desencana, faz sua mágica. Tudo o que é substituível, podemos deixar de lado sem cerimônia. No entanto, para o que é obrigatório na nossa vida, devemos relevar opiniões. Não se trata de fugir de críticas construtivas, mas de esquecer quem quer lhe magoar e lhe fazer mal. Estes não merecem consideração. Ao repensar nossas reações quanto ao que nos deixa tristes, conseguimos uma vida mais leve. Ficamos livres de coisas e opiniões que não nos trazem felicidade. Afinal, quem, além de cada um de nós, poderá saber o que e quem nos faz bem?! Ao menos assim deveria ser.

Post publicado originalmente em 6 de maio de 2013.

Se conhecer é, sem dúvida, a melhor dica de moda

Entre a última semana de moda e a mais recente tendência, existe uma pessoa, o consumidor, eu e/ou você. O modismo invadiu as ruas, estampa as revistas de fofoca, foi usado pela protagonista da novela, e continua sendo insistentemente disseminado pelas páginas de estilo pessoal. De tanto ver, você acaba cedendo, mas a roupa não convence.

Modismos são arriscados e menos importantes do que saber o que de fato valoriza seu corpo e alimenta sua autoestima

Mais forte do que o peso do que é “must have”, é o peso da autoestima. Ela pede explicações a cada look que não combina com a sua identidade ou estilo de vida. A tendência não está preocupada com as linhas de sua silhueta. Ela não tem noção do que acontece com suas proporções ou mesmo sabe quais cores valorizam a sua imagem. Ela está ali, pedindo para ser usada. Sendo divulgada como obrigatória. No entanto, não é tão grandiosa assim. Importantes, verdadeiramente importantes, são as escolhas pensadas a partir do que combina com você.

É o corte que abraça o seu corpo. A cor que dá vida ao seu rosto. Os detalhes que representam o espírito da sua identidade. Mais do que ler revistas de moda, acompanhar desfiles, ficar de olho no que as blogueiras postam e dizem estar “in love” é  apurar o olhar para o que você acha bonito, para o que te deixa confiança e eleva a sua autoestima. Ao invés de anotar dicas prontas de combinações, regrinhas feitas na base da massificação, é valioso ter suas próprias peças chave e ter na moda um elemento de consumo e não a sua salvação. Em português claro, sem a frescurite aguda das expressões em inglês, reproduzidas a exaustão, se conhecer e ter na sua satisfação pura e plena a melhor dica de moda.

Texto publicado originalmente em 1º de abril de 2013.

As coordenadas do mapa da felicidade

A vida é cheia de chances, de oportunidades e de recomeços. Há o tempo da vida, o tempo de Deus (para os que acreditam) e o tempo do próprio tempo… se são diferentes? Não há como saber ou dizer ao certo. Seria sabedoria demais em um mundo onde somos parte pequena, ínfima, de um todo. Mas, sabemos que há muito mais do que conseguimos entender ou dizer.

No mapa da vida há um GPS sentimental que possui as coordenadas até a tal tão sonhada felicidade

Por vezes é difícil imaginar anos como dias, como uma pausa entre algo que momentaneamente deu errado, mas poderia ter dado certo. Às vezes, é complicado aceitar que aquele tempo era necessário, importante para que as pessoas pudessem perceber a importância de uma e da outra na vida um do outro. De toda forma, esse tempo ensina e, com outras vivências, mostra como cada experiência possui seu valor e que se duas pessoas vivem se reencontrando, é porque há algo de especial naquela história. Pode haver o que era para ser, ou pode haver o que não era nada… não há como saber.

Não há como negar. Coincidências são meros presentes do destinos, são orientações do mapa da vida que tenta, insistentemente, nos levar até a felicidade. Vale seguir esse GPS sentimental e, daí, alcançar a tal felicidade que, mesmo que temporária, é maravilhosa! Vale cada segundo, cada sorriso, cada abraço, cada troca de olhares que vem cheia de carinho… desses sentimentos que são raros no tempo das relações superficiais. Por isso, vale tentar de novo. Vale tentar sem medo para que, quem sabe, o desfecho seja o tal final feliz. A vida é feita de oportunidades e, em alguns casos, essas surgem após momentos de turbulência e de sofrimento, que apenas abriram caminho para algo mil vezes melhor e mais sincero.

Texto originalmente publicado em 15 de fevereiro de 2012.