Menos cobrança, mais inteligência

Não é simples abraçar uma autoestima elevada. Uma sensação de bem estar e, mais do que isso, de estar livre, à vontade com o que somos e vestimos.

A verdade é que nossa silhueta, seja como for, sempre esconde pequenos detalhes que são encarados, por nós, como defeitos. Por mínimos que sejam, por mais discretos e sem importância… incomodam.

Nos cobramos mais a cada dia. Quase que como uma resposta a mesma cobrança imposta pela sociedade. Aquela visível nos modelos de beleza. Tudo bem; é válido dizer que a história, nos últimos anos, começa a ganhar sopros de novidade. De outros padrões. Mas, ainda assim, a suposta valorização do natural, da beleza real, ainda é pintada de maneira muito irreal. Corpos gordinhos sem celulite? É sério? Gestantes saradas? Mulheres magérrimas com bumbum enorme e seios fartos? Quais as chances, na vida real?

Ou seja. Vale passar a vida se cobrando e se privando de muito do que gosta? Não seria muito mais leve relevar pequenos defeitos, inspirar-se em modelos reais e aprender a valorizar o que temos de bom?

Quão leve levar a vida?

É triste perceber como algumas das boas coisas da vida podem ser encaradas como loucuras, como crimes para quem cresceu com o peso de ter que ser um ícone de beleza. Ou algo próximo disso.

De repente, extrapolar um pouco na hora do almoço passa a ser visto com maus olhos… ou comer sem culpa, sem aliar refeições à atividades físicas constantes, é tido como inaceitável.

É sério isso?

Aparentemente, viver pode ter perdido o seu sabor, o seu tempero, já que se entregar aos deleites do mundo é colocar em risco a chance de se aproximar de um padrão de beleza praticamente impossível de se alcançar.

Real, de verdade

Sejamos realistas. É preciso encontrar um equilíbrio, descobrir o que pode ser feito sem colocar em risco a tal felicidade. Para viver de forma plena, talvez seja preciso abrir mão de um determinado manequim, mas isso não significa, necessariamente, que você está abrindo mão da sua felicidade.

Existem formas mil, diversas, de valorizar um corpo, uma silhueta, e talvez seja necessário um pouco de tempo e mente aberta para perceber o que há de belo em você, sem contar todas aquelas qualidades que não são visíveis aos olhos – as que não se pode tocar.

Talvez, levar uma vida mais leve, com menos cobrança e com pitadas de liberdade traga consigo as vantagens de uma autoestima elevada, de sensação de dever cumprido e, com isso, felicidade. Talvez se aceitar como uma pessoa normal, longe da perfeição das modelos ou das atrizes (após banhos de correção nas imagens) seja a dieta para quem quer se sentir bem com seu corpo. Obviamente, cruzar os braços e abraçar exageros não ajuda em nada, mas um pouco de imprudência, em doses homeopáticas, é válido para uma vida mais legal.

Post publicado originalmente em 2 de fevereiro de 2012.

Desapega ou desencana: dieta de emoções

Quais são as coisas que pesam no seu dia e deixam sua vida difícil? Quem são as pessoas que te colocam para baixo e tentam te desmotivar?! Roupas e coisas são diferentes em todas as formas. Enquanto os itens materiais podem ser esquecidos no fundo do guarda-roupa, ou passados para frente sem a menor cerimônia, as pessoas, algumas vezes, precisam ser suportadas. Seja pela convivência no ambiente profissional, pelas ligações no círculo de amizades ou por laços de família. Eu sei. Não há como desapegar em um clique de pessoas. Mas há como desapegar do mal que essas lhe fazem, parando de importar com opiniões ou palavras que em nada acrescentam. Começar cada dia escolhendo quais batalhas travar é optar por um estilo de vida mais leve, como uma dieta dos sentimentos.

Deixar de lado o que não faz bem, como uma dieta dos sentimentos, é um exercício diário para quem opta por felicidade

É sobre abrir mão do que lhe deixa pesado e fica apenas com os ingredientes que lhe fazem bem. Tudo isso porque não podemos comprar pessoas novas para compor nosso mix de relacionamentos, mas podemos fazer combinações que funcionem melhor para a nossa personalidade e estilo de vida – assim como os itens do nosso guarda-roupa devem favorecer nossa silhueta, estilo pessoal e, personalidade! É aí que a lógica do desapega, ou desencana, faz sua mágica. Tudo o que é substituível, podemos deixar de lado sem cerimônia. No entanto, para o que é obrigatório na nossa vida, devemos relevar opiniões. Não se trata de fugir de críticas construtivas, mas de esquecer quem quer lhe magoar e lhe fazer mal. Estes não merecem consideração. Ao repensar nossas reações quanto ao que nos deixa tristes, conseguimos uma vida mais leve. Ficamos livres de coisas e opiniões que não nos trazem felicidade. Afinal, quem, além de cada um de nós, poderá saber o que e quem nos faz bem?! Ao menos assim deveria ser.

Post publicado originalmente em 6 de maio de 2013.

Se conhecer é, sem dúvida, a melhor dica de moda

Entre a última semana de moda e a mais recente tendência, existe uma pessoa, o consumidor, eu e/ou você. O modismo invadiu as ruas, estampa as revistas de fofoca, foi usado pela protagonista da novela, e continua sendo insistentemente disseminado pelas páginas de estilo pessoal. De tanto ver, você acaba cedendo, mas a roupa não convence.

Modismos são arriscados e menos importantes do que saber o que de fato valoriza seu corpo e alimenta sua autoestima

Mais forte do que o peso do que é “must have”, é o peso da autoestima. Ela pede explicações a cada look que não combina com a sua identidade ou estilo de vida. A tendência não está preocupada com as linhas de sua silhueta. Ela não tem noção do que acontece com suas proporções ou mesmo sabe quais cores valorizam a sua imagem. Ela está ali, pedindo para ser usada. Sendo divulgada como obrigatória. No entanto, não é tão grandiosa assim. Importantes, verdadeiramente importantes, são as escolhas pensadas a partir do que combina com você.

É o corte que abraça o seu corpo. A cor que dá vida ao seu rosto. Os detalhes que representam o espírito da sua identidade. Mais do que ler revistas de moda, acompanhar desfiles, ficar de olho no que as blogueiras postam e dizem estar “in love” é  apurar o olhar para o que você acha bonito, para o que te deixa confiança e eleva a sua autoestima. Ao invés de anotar dicas prontas de combinações, regrinhas feitas na base da massificação, é valioso ter suas próprias peças chave e ter na moda um elemento de consumo e não a sua salvação. Em português claro, sem a frescurite aguda das expressões em inglês, reproduzidas a exaustão, se conhecer e ter na sua satisfação pura e plena a melhor dica de moda.

Texto publicado originalmente em 1º de abril de 2013.

As coordenadas do mapa da felicidade

A vida é cheia de chances, de oportunidades e de recomeços. Há o tempo da vida, o tempo de Deus (para os que acreditam) e o tempo do próprio tempo… se são diferentes? Não há como saber ou dizer ao certo. Seria sabedoria demais em um mundo onde somos parte pequena, ínfima, de um todo. Mas, sabemos que há muito mais do que conseguimos entender ou dizer.

No mapa da vida há um GPS sentimental que possui as coordenadas até a tal tão sonhada felicidade

Por vezes é difícil imaginar anos como dias, como uma pausa entre algo que momentaneamente deu errado, mas poderia ter dado certo. Às vezes, é complicado aceitar que aquele tempo era necessário, importante para que as pessoas pudessem perceber a importância de uma e da outra na vida um do outro. De toda forma, esse tempo ensina e, com outras vivências, mostra como cada experiência possui seu valor e que se duas pessoas vivem se reencontrando, é porque há algo de especial naquela história. Pode haver o que era para ser, ou pode haver o que não era nada… não há como saber.

Não há como negar. Coincidências são meros presentes do destinos, são orientações do mapa da vida que tenta, insistentemente, nos levar até a felicidade. Vale seguir esse GPS sentimental e, daí, alcançar a tal felicidade que, mesmo que temporária, é maravilhosa! Vale cada segundo, cada sorriso, cada abraço, cada troca de olhares que vem cheia de carinho… desses sentimentos que são raros no tempo das relações superficiais. Por isso, vale tentar de novo. Vale tentar sem medo para que, quem sabe, o desfecho seja o tal final feliz. A vida é feita de oportunidades e, em alguns casos, essas surgem após momentos de turbulência e de sofrimento, que apenas abriram caminho para algo mil vezes melhor e mais sincero.

Texto originalmente publicado em 15 de fevereiro de 2012.

Vá além dos manuais e deixe sua marca

Para começar, você precisa deixar a sua marca. Simples assim. Em um tempo de profissionais cada vez mais competentes e bem treinados, fabricados para ser um sucesso, o diferencial pode estar naquilo que mais ninguém sabe fazer.

Tal diferencial, o ponto extra, pode estar na mera capacidade de não ser mais um. De se fazer notar, de ser um risco fora do círculo. Que por vezes pode até incomodar, mas acima de tudo chama atenção.

beyou

Cada um carrega um diferencial e este é essencial para quem quer fazer história e, assim, deixar sua marca

Com todas as outras características que os demais carregam, que a concorrência já cansou de carregar (e treinar), ser diferente, ser uma exceção, parece ser também o segredo para ser melhor. Não se trata de fabricar uma atitude inusitada. Talvez a questão seja deixar aflorar aquilo que passamos boa parte da vida tentando esconder.

Pode ser um senso de humor apurado, um jeitinho avacalhado ou mesmo um tipo de comportamento qualquer que os livros insistiram em dizer que são pouco indicados. Já pensou que regras foram quebradas e histórias de sucesso nasceram do risco?! Nada mal ser diferente. Nada mal deixar sua marca e ser demais simplesmente pela capacidade de ser você. Talvez, ainda, a questão seja ser uma mistura do profissional esperado com alguém que vai além do padrão. Alguém que sabe que um pouco de ousadia é o que faz com que não sejamos apenas medianos. Questão de escolha. Questão de deixar sua marca!

Post publicado, originalmente, em 18 de junho de 2012.

Quer repensar a sua imagem? Me escreva no amanda@amandamedeiros.com