Escolhas espertas de hotéis no Leste Europeu

Pra mim viajar é relaxar e curtir. Pra isso preciso de um bom lugar para descansar. Ou, ao menos, um local no qual eu tenha conforto similar ao da minha casa.

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Para a viagem ao leste europeu reservei hotéis pelo Booking. Desde que comecei a organizar sozinha minhas viagens passei a apostar na plataforma. Fiz o mesmo na viagem ao Peru, México, Chile, entre várias outras – mesmo quando vou a São Paulo, ou Rio. Costumo combinar o Booking com o TripAdvisor (onde analiso a reputação da unidade e as fotos). E o que acontece?

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Golden Crown, em Praga

Em Praga o hotel escolhido foi o quatro estrelas Golden Crown. Preço: 60 euros / dia, quarto de casal superior com café da manhã. A localização é muito boa. Fica entre duas estações de trem, em frente a estátua de Franz Kafka, a cerca de três quadras do Relógio Astronômico e muito perto de tudo. Praga é uma cidade onde conseguimos fazer tudo a pé, mas ficar na região de Praga 1, do centro antigo, ajuda bastante. Café da manhã farto (um cappuccino feito na hora delicioso), quarto grande e limpo. Pelo preço achei maravilhoso.

Ibis Stare Miastro, Cracóvia

A escolha por um Ibis é, digamos, fácil. Mas, pode trazer arrependimentos. Pensando na rede, a unidade Ibis Kraków Stare Miastro foi disparado a pior que conheci em todas as minhas viagens (incluindo as de trabalho). E olha que já fiquei em muitos Ibis. Só a localização segurou – fica bem perto da estação central Główny. Perto, também, da praça central da cidade. Fizemos o caminho a noite várias vezes, caminhando mesmo, sem problema. O que irritou é que o quarto não estava limpo como eu esperava e a cama não era nada confortável, mesmo sendo um três estrelas. O bom é que isso dava motivo para chegar ao hotel já querendo sair novamente. Preço: 153 zlotys / dia, quarto casal. Não optamos pelo café da manhã – ao lado da estação de trem também há um shopping. Onde o que não faltam são opções para comer e repor o estoque de água.

Ibis Centrum, Varsóvia

Fui preguiçosa ao escolher, mais uma vez, um Ibis. Mas, o arrependimento dessa vez não bateu. Apesar de ser um dois estrelas, o que assusta, o Ibis Warszawa Centrum é confortável e bem localizado. Podia estar mais limpo, não minto. Mas, é pertinho de um ponto de tram que nos levava rapidinho ao centro antigo. Também não optamos pelo café da manhã. Um bom motivo para começar o dia já batendo perna. E curtir um bom Costa Coffee. Preço: 222 zlotys / dia, quarto casal.

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La Prima Fashion Hotel, Budapeste

O nome do hotel foi o que me chamou atenção, de cara. E o visual dos quartos também. Gostei, ainda, do atendimento antes mesmo de chegar na cidade. Trocamos e-mails e mandei entregar meu Budapest Card por lá (tudo certinho). Além disso, ao realizar o check-in no La Prima Fashion Hotel recebemos todo um kit com vários mapas e materiais que ajudam na organização de passeios. Aquela coisa pequena que faz toda a diferença. O quarto era bem lindo e grande. Banheiro ótimo. Tudo muito limpo. O café da manhã, no entanto, não estava no nível do hotel. Apesar de farto, a qualidade era mediana. Não compatível com um quatro estrelas. No mais, localização na altura da Ponte Elisabeth, a dois quarterões do Danúbio, do lado Buda, perto de muitos comércios e restaurantes. Na região do que eles chamam de calçadão de Budapeste. A noite a área fica um pouco esquisita, mas a gente que é brasileiro tira de letra! Preço: 70 euros / dia, quarto casal deluxe com café da manhã.

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Ruby Marie Hotel Vienna / Viena

E lá fomos nós pra Viena e seus hotéis caros. Seria maravilhoso ficar hospedado ao lado da Opera de Viena. Mas, o orçamento não permitia. Como a cidade tem um ótimo sistema de transporte focamos em um hotel bom, próximo a uma  estação de trem. O eleito foi o Ruby Marie. Que escolha! O hotel fica em um prédio reformado, na esquina da Mariahilfer que é conhecida como a rua de compras de Viena. Pode melhorar? Claro! Seu design é todo legal e charmoso, com quarto amplo e moderno, com café da manhã bem selecionado. Há cinema, sala de leitura e muito mais disponível para os hospedes… aqueles hotéis que fazem você se sentir em casa. Parecia um eterno painel de Pinterest. Só o check-in que começa tarde (3 pm). Preço: 130 euros / dia, quarto casal standart com café da manhã.

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Boscolo Prague Autograph Collection

O final de uma viagem é sempre um pouco triste, pra mim. Com isso, queria fechar com chave de ouro. Um cinco estrelas. Escolhi o Boscolo Autograph Collection, em Praga. Outro reforço para a decisão foi a localização, ao lado da estação central de Praga – e chegamos de Viena por ali. Ou seja, maravilha. Preço: 108 euros / dia. Como nem tudo é perfeito, o hotel tem uma escadaria gigante na entrada – é um prédio antigo, super tradicional, onde era um banco checo. Enfim. Vamos ao motivo do amor pelo Boscolo. Ganhamos um upgrade para uma suíte junior (reservamos um quarto clássico) e quase chorei de alegria. Elegante, gigante e confortável, o quarto era perfeito. Destaque, ainda, para a simpatia do staff do hotel. Solícitos e muito bem treinados. Pra quem precisa relaxar, a piscina é um sonho. Quero conhecer outras unidades com a bandeia Autograph Collection.

Sobre os preços

Viajamos em novembro, o que já não é mais alta temporada. É começo de baixa temporada. Além disso, em quase todas as escolhas aproveitei o desconto de 10% do Genius no Booking (juro que isso não é publieditorial). Também fiz o seguinte. Escolhi os hotéis com muita antecedência e realizei a reserva com cancelamento gratuito. Mais próximo da viagem fui trocando para reserva sem cancelamento, em alguns casos troquei o hotel, o que diminui muito os preços. À princípio, por exemplo, eu ficaria no Buddha-Bar Budapest e no One Wien Staatsoper. Mas, achei preços melhores nos hotéis acima citados. Sempre penso em garantir uma reserva e depois avalio as melhores possibilidades para agarrar os melhores preços e descontos. #JeitinhoBrasileiro

Minha viagem ao Peru: obrigado Pachamama | parte 1

Não sou uma blogueira de viagem. Muito menos uma especialista no assunto. Sou, assim como muitos, uma pessoa que ama viajar e que gosta de compartilhar suas experiências com outras pessoas. E que, também, curte resolver tudo por conta própria.

Foi com curiosidade, paciência, tropeços e disposição para aprender mais sobre outras culturas que aprendi a organizar as minhas própria viagens. Uma dessas experiências, talvez a mais gratificante, foi a de planejar uma viagem para o Vale Sagrado.

Machu Picchu

Tenho muitos lugares na minha lista de viagens dos sonhos. Mas, Machu Picchu só entrou nessa nada pequena lista quando conheci o Peru. Em 2011 viajei para o país quase que por acaso. Pela combinação de um feriadão com uma promoção CVC. Pagamos e fomos para Lima. E só. Sem conhecer nada sobre o país chegamos a um lugar que me deu de presente comidas maravilhosas, pessoas gentis e um novo mundo para ser explorado. Fiquei obcecada pela cultura Inca após uma visita a Huaca Pucllana. Queria saber mais! Mas, não dava. Foi nessa viagem que a vida me apresentou, também, o Pisco, o chef Gastón Acurio e o sabor inesquecível de um bom ceviche peruano.

Então, 2015 foi o ano. Passei meses sonhando com o Peru. Queria conhecer tudo, de Machu Picchu às Linhas de Nazca. Mas, a vida é feita de escolhas. E seria preciso abrir mão de algumas coisas. Não foi a hora ainda de conhecer, por exemplo, Puno e Arequipa. Teríamos 12 dias de viagem, sendo 10 no Peru. Saindo de Belo Horizonte, a viagem não leva menos que um dia. É preciso fazer uma conexão, o que deixa o processo muito mais longo do que acontece saindo de São Paulo, por exemplo.

Apesar de já conhecer Lima bem eu queria fazer tudo de novo! Todos os passeios, principalmente porque estava com o meu marido que ainda não conhecia o país. Devo dizer, primeiro, que uma semana antes da viagem – com todos os passeios comprados, hotéis pagos, etc, tivemos uma surpresa com a Decolar que repentinamente bloqueou nossas passagens (da Tam). Depois de muito desespero (e horas ao telefone) conseguimos embarcar. Foi preciso não só reclamar, como ameaçar, reclamar com a Tam, surtar em todas as redes sociais, daquele jeito… Entrei em pânico. O que, ao fim, nos deixou um importante ensinamento: não compre nada pela Decolar. Deu tudo certo.

“Stop worrying about the potholes in the road and celebrate the journey” Fitzhugh Mullan

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