“Seja o que for, a gente dá conta”

Quando penso que já se passaram três meses desde o seu nascimento, fico em dúvida se os dias correram r, ou se o tempo parou. Foram muitos os altos e baixos. Na verdade, nem sei dizer quem chorou mais, se eu, ou você. Choramos juntos, aliás. E não foram poucas as vezes nas quais encontrei consolo no seu olhar. Ou quando você segurava o meu dedo, puxava a minha roupa e me encarava como se soubesse por tudo o que eu passava. Ou pelo que a gente passava. Você me salvou.

O tempo voou. Parece que foi ontem que eu começava a desconfiar que estava grávida… mas, foi a um ano atrás.

Você transformou a minha vida

Você nasceu ontem, Francisco. E transformou a minha vida. O que é mais do que óbvio, mas você veio para dar novo sentido aos meus dias. É verdade. São muitas as horas nas quais eu paro e acho que não vou dar conta. Sinto saudade da minha vida de antes. Da minha liberdade. De quem eu era. Mas, já não sinto mais falta de tantas outras coisas. Por você comecei a repensar minhas escolhas e decisões. Vi erros que cometi e que nem mesmo sabia. Encontrei motivação para tentar coisas novas. Percebi que estava um tanto quanto acomodada. E que tinha caído em uma zona de conforto, na qual o pouco, por vezes, era suficiente. Agora, com você por perto, aceitar qualquer coisa é impossível. Lembrei da menina que eu era até pouco tempo atrás.  Cada dia é novo. Todo dia é diferente. A cada minuto você me surpreende e eu me surpreendo com quem virei. Ainda que, vez ou outra, eu sinta que vou surtar, quando você chora sem parar. E depois, do nada, abre um sorriso, quase que zombando da minha cara. Você é demais.

Você é parte de mim

É incrível ver você descobrindo o mundo. Aprendendo coisas novas. E é um pouco assombroso o quanto me vejo em você. O quanto a sua mini personalidade se parece com a minha. Você quer tudo pra ontem. Pra agora. E não sabe bem esperar… sabe porque percebi isso tão bem em você? Porque também sou assim.

Meu filho, vamos ter que trabalhar isso juntos. Eu e você. Vamos ter que descobrir o que é paciência. Essa ansiedade não nos leva a nada. Mas, calma lá. Por que você não teve toda essa pressa pra nascer? Ah, sim. Porque você, assim como sua mãe, também é do tipo que curte um drama. Os protagonistas de uma novela mexicana. Também vamos mudar isso. Tá? Ou não.

Nesses seus três meses de vida, nos quais você vem se descobrindo como uma pessoinha – e vem aprendendo que há um mundo aqui fora bem mais caótico que a barriga da sua mãe – já posso dizer que vencemos algumas coisas. E vamos seguir assim. Juntos, sempre.

Cada sorriso seu me ilumina. Cada gargalhada me faz acreditar no milagre da vida. Quando topei entrar nessa viagem maluca chamada maternidade, eu sabia o que estava por vir. Só não pensei que seria tão intenso e bom. Você é só um bebê. Como tantos outros que estão por aqui. Mas, é a maior herança que vou deixar ao mundo. E que venha o que tiver pela frente. A gente dá conta.

Maternidade, estilo e transformação

Cada coisa que acontece em nossa vida transforma a nossa maneira de vestir. Impacta no nosso visual. Não seria diferente com uma gravidez.

Só que o momento mais marcante para uma mulher que se torna mãe não está na gestação em si. Ou no corpo diferente, com barrigão, curvas pronunciadas…

A grande transformação acontece após o parto. Naquele momento no qual a gente se vê diferente. Por inteiro. Externamente e interiormente.

100% intenso

Já pensou em como é maluco ter um corpo um dia, outro depois de nove meses e uma terceira silhueta logo depois? É tudo muito intenso!

São sensações tão profundas que não ficam só no visual. São questões internas. Questão de sentimentos. Medos, ambições, vontades… um bebê muda tudo.

E as peças do guarda-roupa antigo, aquele que talvez até mesmo funcionava bem, por vezes perdem sentido. Como explicar? Não há uma razão lógica… é tudo muito emocional. Vai além do corpo que muda. Vai além, também, do novo papel.

E, aí, chega a hora de refletir. De, em meio a uma rotina corrida – maluca, eu sei – reservar um tempo para pensar sobre gostos e vontades. É uma hora incrível para rever o guarda-roupa. Para fazer aquela superlimpeza. Um grande desapego. E planejar novas aquisições.

Dá até mesmo para melhorar aquilo que antes já incomodava. Uma oportunidade para se recriar. Ou para voltar à essência.

Tudo novo e um novo visual

Um bebê, um filho, é tudo muito novo! Tão novo que para algumas mulheres, pede um novo visual. Pensado para a mesma pessoa de sempre, em nova versão. Sem que isso afete ainda mais a autoestima. Sem grandes cobranças. Sem surtar muito com as mudanças do corpo – algo que eu mesma venho lutando contra nas últimas semanas.

Sem peso.

A maternidade transforma e convida para uma evolução. (1) Para sermos melhores, dentro das nossas vontades e possibilidades. (2) Para valorizarmos o que realmente importa, longe do consumismo e das amarras da indústria da moda. (3) E para ter um visual que realmente funciona, sem drama ou dor em frente ao guarda-roupa.

Uma experiência literalmente prática

Como consultora de estilo e mãe de primeira viagem estou neste processo de transformação. Pensando sobre como quero me apresentar ao mundo a partir de agora que não sou mais só o que era antes. Sou, também (mas não somente) a mãe do Francisco. E estou vivendo, na prática, o que já vivi com outras clientes. Só que agora é diferente. E tem que ensinado muito.

Quer conhecer a consultoria de estilo? Me escreve no amanda@amandamedeiros.com.

Tchau agosto, oi setembro: Francisco chegou

É só um bebê, mas é tudo!

Há 10 dias minha vida mudava completamente. Não que eu não soubesse que isso estava por acontecer. Foram 41 semanas de espera, ansiedade e alegria – tecnicamente, 39. Foram mais de 250 dias de preparação e planejamento. Mas, nem todo planejamento poderia me fazer entender o que estava por vir. Ou melhor, como minha vida mudaria – de verdade – entre a última semana de agosto e a primeira de setembro.

Enquanto esperava Francisco, perdi meu pai.

Perdi meu pai em algum momento que marcava 40 semanas e 2 dias de gestação. Os dias que eram pra ser os mais felizes da minha vida se transformaram em momento de desespero e dor. Por mais que eu não pudesse me permitir sentir aquela dor. Afinal, eu tinha uma bênção dentro de mim. Um ser que, deste sempre, valia mais do que tudo. E que era aguardado, com ansiedade, não só por mim, mas também pelo meu pai. Eu devia isso à ele. Não poderia desanimar ou esmorecer. Por mais que eu me perguntasse a cada segundo se aquilo tudo estava mesmo acontecendo. E por que naquele momento?

Não sou tão forte assim…

Cansei de tentar entender essas coisas da vida. Como que, num piscar de olhos, tudo muda. Isso já aconteceu tantas outras vezes… mas eu ainda não me acostumei. E, o que eu já havia escutado, passava a fazer ainda mais sentido: a gente se programa, mas algumas coisas estão muito além do que podemos controlar. Te dizem pra ser forte, mas como ser tão forte assim? Guardei para mim o direito de chorar. De sofrer. De sentir dor. Não sou tão forte como gostaria. Ou como seria bonito afirmar…

E também foi assim com Francisco. Com aquele que me segurou de pé. Ele nasceu quando quis, como quis. Bem diferente do jeito que a gente havia desejado. Do jeito que eu havia combinado com ele. Era pra ser um parto tranquilo. Com contrações, seguidas por uma bolsa rompendo naturalmente e um nascimento bonito e suave. Com direito a fotos felizes. Que nada… O roteiro desenhado pelo cara lá de cima era bem diferente.

Senti, ao mesmo tempo, dor física e emocional. Pela primeira vez.

A bolsa rompeu ainda em agosto. Em um momento no qual eu gargalhei de doer a barriga, por algum motivo bobo. E ali começou tudo. Espera, espera e mais espera… afinal, a vida é uma eterna espera – será esse meu roteiro?! E, nada. Contrações induzidas e, lá fomos nós, para um caminho de muita dor. Uma dor que eu jamais poderia imaginar. Que não estava nos meus planos. Como pode? Eu estava em frangalhos, mas ele estava bem. Já havia se passado um dia – e ainda era agosto – e agora era questão de honra esse bebê nascer só em setembro. Quando o dia virou, eu já nem sabia mais quem era, ou onde estava. E entre flashes desconexos do que foi um dos dias mais insanos da minha vida, ele nasceu. Eu tive o meu parto normal. Ele estava bem. Eu estava bem. Tudo valeu à pena. Era 1º de setembro. 15h36.

10 dias depois, aqui estou sem entender bem as últimas duas semanas. Parece já ter se passado mais de um mês, mas o tempo não corre quando a gente quer que ele voe. Ainda me esqueço, vez ou outra, de que não tenho mais uma importante parte da minha vida. Que mais essa parte se foi. E perder essa parte, de alguma forma, me fez sentir ainda mais saudade da minha mãe – e de tudo o que a gente viveu. Da nossa família alegre e unida, apesar de tudo. Do nosso vínculo. Da criação simples, mas de amor sem medida. Da falta de limites pra bagunça e brincadeiras, mas das obrigações claras em uma rotina repleta de atividades.

Francisco chegou. E enquanto escrevo vigio a babá eletrônica que registra seus movimentos malucos. E é um amor tão surreal que dói. Dói pelo medo de não ser forte o suficiente, como ele precisa. Dói, também, fisicamente. A cada mamada. A cada vez que acordo de madrugada. A cada vez que sinto falta da mulher que eu era e que sei que jamais serei. A cada vez que eu desejo sumir no mundo, mas lembro que não posso mais. Mas, quem sabe eu serei uma pessoa melhor?! Ainda não sei. É bem provável que não. Talvez eu seja só a mesma Amanda de sempre, na versão mãe. Um tanto quanto confusa, ainda. Mas tentando meu melhor. É um misto de insegurança, medo e expectativa. Que seja, assim, da melhor maneira. Me nego a planejar mais nada. Só me resta sonhar com o melhor.

A calça que você vai querer usar durante a gravidez

Grávidas de plantão, esse post é para vocês. Pode ser que você esteja nas primeiras semanas da gestação. E a barriguinha ainda nem apareça de jeito a levantar suspeitas sobre o momento da sua vida. Mas, mesmo no começo da gravidez, coisas como inchaço e a sensação real de cintura desaparecendo dia após dia fazem com que algumas calças comecem a ficar mais apertadinhas. Sim, é um pouco maluco pensar como um feto que pesa poucas gramas pode gerar tantas transformações no corpo.

Um elástico, um milagre

Para quem quer fugir das roupas de gestante, alguns tipos de peças podem ser uma solução confortável, charmosa e prática. Entre elas, está a calça jogging. Ou melhor, as calças com elástico no cós. A ausência de zíper, botões ou outros tipos de fechos fixos e firmes faz com que a peça consiga se adaptar às fases do seu corpo. Com o tempo, a barriga vai crescendo, e a calça segue funcionando bem.

Além disso, a calça jogging vem em tecidos maleáveis e frescos, geralmente. O que garante aquele conforto que é desejo básico para a grávida. Então, antes de se render às calças jeans com elástico, vale experimentar outras alternativas. Peças que, por vezes, só por não terem o carimbo gestante em algum lugar, tem preços bem mais justos.

Tem vídeo no YouTube sobre o assunto. Dá o play!

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Sobre grávidas e looks sensuais

Grávida pode ser sexy? Sempre vai ser controverso. Ou, a ideia de que a gestante é um ser imaculado e angelical que não deve exibir as suas curvas. Polêmicas à parte, o que se tem é o fato de que cada mulher, grávida ou não, deve buscar sua essência e seu estilo ao escolher o que vestir. E, claro, ninguém precisa ser sexy. Assim como ninguém precisa ter um visual romântico. #ChegaDeRegras

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Pensando em guarda-roupa, não existem normas ou regras para a época da gestação. E sim, vestir um corpo em constante mudança – com uma barriga que aumenta dia após dia – não é fácil. Mas, claro. Está permitido se sentir feminina na época. Assim como, claro, é possível ser clássica, moderna…

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Inspirações para manter o visual sensual durante a gravidez não faltam. Basta desejar. E, quem quiser também, pode mostrar com gosto a barrigona! É lindo de ver uma mulher carregando o filho…

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Assim, o que por muitas vezes gera medo vem como uma saída para se manter sexy durante a gestação. Falo de usar as suas roupas regulares! Vestidos e blusas mais justas podem destacar a barriguinha e ressaltar o corpo.

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Ok. Talvez você se sinta toda esquisita e diferente enquanto grávida. Mas, está tudo bem! O importante é a mulher conseguir viver bem e feliz durante as 42 semanas. Afinal, imagina que chato passar tanto tempo brigando com o guarda-roupa?!

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