Transição de carreira: de jornalista a copywriter

Quando migrei efetivamente do jornalismo tradicional para o marketing de conteúdo, descobri que a minha forma de escrever profissionalmente até então não seria suficiente para que eu alcançasse sucesso no universo digital.

Aprendi com a maior empresa de soluções de marketing de conteúdo da América Latina, a Rock Content, qual era o caminho para produzir textos que atraem e convertem.

Por isso, para explicar melhor o que me faz gostar tanto de trabalhar com marketing de conteúdo — e te ajudar na transição de carreira —, separei alguns pontos que mostram o que diferencia tanto a forma de comunicar do jornalista para o copywriter.

Confira neste texto o que você precisa aprender (ou entender) para migrar de nicho na profissão. Vamos lá?

O que é um copywriter

O jornalista escreve para entreter e/ou informar. Já o copywriter produz textos com o objetivo de persuadir, engajar o leitor e, dessa forma, fazer com que ele realize algum tipo de ação pré-determinada.

Parece complexo? Garanto que não é.

Ainda que sutil, a diferença de conceito determina diretamente como são os rumos da elaboração de um texto. Em marketing de conteúdo são utilizados muitos recursos e boas práticas que contribuem para que o texto cumpra o seu papel.

Antes da transição de carreira, saiba o que tem em um texto de marketing de conteúdo

No post ou material rico de marketing de conteúdo há uma introdução, aplicação de intertítulos, foco em uma persona, além de uma chamada para ação, uso de palavra-chave e uma rede de links (só para citar alguns dos pontos principais).

É pelo grande número de regrinhas e orientações que entre o jornalismo tradicional e o digital existe um abismo. Isso faz com que, algumas vezes, ótimos profissionais do mercado não consigam produzir bons textos para a internet.

Tal dificuldade, aliás, muitas vezes acontece quando é ignorada a busca por ranqueamento ou o poder da escaneabilidade em um texto produzido para o digital.

É necessário entender que em copywriting o foco não está no ato de escrever um texto bonito: o objetivo pode ser responder uma dúvida, solucionar uma dor ou gerar uma interação.

Para tal, você precisa ter conhecimento dos pontos que explicarei daqui pra frente.

Escreva para uma persona

Quando trabalhamos em redações tradicionais, ou mesmo em assessorias de imprensa, escrevemos para um público-alvo. No entanto, com o público-alvo em mente não existe aprofundamento sobre as dores, desejos e características daqueles para os quais produziremos conteúdo.

Mas tudo muda quando você escreve para uma persona. Ao enxergar essa figura (o leitor) como alguém real, o envolvimento com os projetos e clientes fica muito mais realista!

Ao escrever para uma persona os objetivos da estratégia e do conteúdo passam a fazer muito mais sentido. Isso afeta a escolha de palavras, o tamanho das frases e até mesmo a contextualização.

Foque na escaneabilidade

Esqueça os longos parágrafos formados por frases igualmente extensas. No marketing de conteúdo, a escaneabilidade é o centro da comunicação. O texto é elaborado para ser lido e interpretado com facilidade — seja no celular ou na tela de um grande computador.

Isso não significa que o perfil da persona é ignorado. Há como produzir conteúdos com inúmeros curtos parágrafos de três linhas leves e diretas…. ou aprofundar e atingir uma persona mais complexas, com parágrafos de seis linhas, frases um pouco mais longas e períodos repletos de informação.

Ainda assim, listas numeradas, bullet points, intertítulo e outros recursos direcionam o olhar para o que importa. A persona é fisgada e, a partir disso, entra na jornada do cliente, entre a atração e a conversão.

Tenha em mente uma estratégia

No marketing de conteúdo é impossível pensar apenas em um texto solto. Afinal, entender as características de um projeto gera um envolvimento com todos os objetivos do cliente (e da empresa). E isso é traduzido em um planejamento de conteúdos interligados.

Por isso, diferentemente do que acontece em um jornal — quando as demandas surgem e são pautadas, quase sempre, pelo factual — no marketing de conteúdo é possível enxergar um horizonte. Existem metas e resultados muito claros a serem entregues.

Trabalhar assim é como viver sempre produzindo uma matéria especial, dividido em várias publicações. A diferença é que os objetivos são claros e o jornalista copywriter (e equipe) será diretamente cobrado por tal: resultados.

Aprenda sobre a estrutura do conteúdo

Se no jornalismo tradicional tudo é sobre lead ou pirâmide invertida, no copywriting você precisa conhecer outros recursos. Antes de começar a produzir, aprenda sobre:

  • call to action (CTA);
  • aplicação da palavra-chave;
  • link building;
  • topic cluster;
  • estágio do funil;
  • uso de negrito etc.

Analise os resultados

Até os jornais começarem a migrar para o online, com sites que têm seus volumes de acessos calculados e tempo de leitura analisados (entre outros fatores), as métricas de audiência eram muito relativas. Tiragem? Distribuição? O quão fácil era (e é) manipular tais números?

Quando pensamos em televisão ou impresso, é difícil saber quantas pessoas acompanharam uma reportagem até o fim. Com um blog post e boas ferramentas, tudo é possível!

A análise dos resultados mostra exatamente o que funciona e o que não. O post alcançou organicamente quantas pessoas? Quantas clicaram nos links? Em quais links? Qual foi o tempo de leitura? Você tira relatório de tudo!

Contribua para o sucesso do cliente

No marketing de conteúdo o foco está no cliente! Cada ação, cada texto, cada novo alinhamento parte do princípio de que o cliente precisa alcançar o sucesso planejado.

Ok, a importância do jornalismo é inquestionável. Por meio dele temos acesso a tudo o que acontece, em todas as esferas possível.

Mas no marketing de conteúdo os objetivos são outros — podemos aquecer o mercado, gerar empregos, multiplicar oportunidades e solucionar problemas por meio do copywriting.

Na Rock chamamos nossos clientes de Rock Stars! Mas gosto de pensar na experiência da persona, não diferente no cliente que contrata os meus textos. Penso nas vezes que me vi abrindo o Google para solucionar dúvidas ou buscar soluções e fui transformada em lead — ou fiz uma compra.

Não tenho um CTA estratégico para finalizar o texto, mas recomendo estudar e aprender sobre o assunto antes de começar a transição de carreira. Com a experiência de jornalista combinada ao potencial do marketing de conteúdo é possível construir textos extremamente interessantes. E depois? Ter ainda mais sucesso na carreira! Essa é a riqueza do trabalho. Poder comunicar e ranquear.