Por um guarda-roupa criativo

Algumas vezes o que falta não são roupas, mas sim um guarda-roupa criativo

A decisão de abrir mão de certas peças do guarda-roupa é difícil e delicada. Muitas vezes o desapego não é a solução para problemas ou incômodos que prejudicam a rotina do vestir. Além da ideia de abrir espaço entre roupas realmente importantes, que são usadas, há também dois outros pontos que dificultam a limpeza no guarda-roupa. Há a questão do forte caráter emocional. E certas peças guardam também o alto investimento que lhes foi dedicado.

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Quebrar tais barreiras é muito importante, mas nem sempre é o bastante. Ou nem mesmo a única saída. Pode ser que as roupas não sejam mais utéis por outras razões. Pois então…  Existem peças que estão em ótimo estado e que podem ser aproveitadas com um pouco mais de criatividade. Falo de sair do padrão utilizado dia após dia. Ao brincar com looks diferentes, ideias novas em meio ao uso viciado de determinadas composições, o guarda-roupa pode ganhar nova vida.

Para todas essas possibilidades de falhas ou dificuldades ao vestir existe algum tipo de solução. Basta, antes de tudo, descobrir e interpretar qual o problema. Em caso de pouca criatividade, pode-se pensar em “atacar” primeiro a fonte de informações. E enriquecer a bagagem visual com referências e inspirações mil. Pouca criatividade não é um problema difícil de ser solucionado. Mas para tal é necessário quebrar a barreira que limita a construção de ideias novas e interpretações variadas. Trata-se de ousar, de ir além, de ter um pouco de coragem para tentar algo novo.

O que inspira?

E onde estão essas inspirações? Estão em todos os lugares. Para quem ainda não está treinado para coletar referências visuais vale apostar em revistas, sites e blogs repletos de looks e ideias. O cinema também é uma excelente referência. Um ambiente cheio de personagens que, por vezes, parecem trazer exatamente o que gostaríamos de ter como visual. A construção de um book de referências, seja ele virtual ou material, é a porta para um novo momento. Com novas ideias e mais coragem para ir além.

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A importância das referências

Um exercício interessante e simples é o de recortar, colecionar ou reunir imagens de looks, peças ou mesmo combinações de cores que fazem seus olhos saltarem. Que atraem a sua atenção. Em um primeiro momento essas ideias podem até parecer improváveis para você. Mas, se seu olhar ficou preso naquela imagem por alguns instantes é porque de fato há algo nela que lhe tocou.

Na hora de aplicar as referências o receio de ser mal visto, ou de se sentir mal, pode ser uma barreira para sair da zona de conforto (tão prejudicial em todas as esferas da vida). Por isso, é bom agir com coragem e experimentar sem medo, sem timidez, e sem se deixar levar pela insegurança. Tudo isso é melhor que correr de volta para o guarda-roupa e vestir a roupa batida que nada lhe acrescenta.

Post publicado originalmente em 12 de janeiro de 2012.

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Mulheres em busca de conforto

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Muito além das blogueiras e dos blogs de look do dia, existem centenas de milhares de mulheres que, dia após dia, travam reais brigas com seus guarda-roupas. Diferentemente dos visuais postados nas redes sociais, as mulheres da vida real não querem peças trabalhadas e produzidas para o dia-a-dia, saltos vertiginosos para o trabalho ou peças com comprimentos encurtados para as tarefas básicas da rotina. São mulheres que clamam pelo conforto. Mas, não querem um conforto fácil, preguiçoso, como erroneamente muitos pensam. Elas querem conforto com charme, feminilidade e, quem sabe, com toques de tendência em uma peça ou outra.

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São mulheres que não sabem e nem se preocupam em saber qual a peça chave da vez. Estão muito ocupadas cuidando de suas vidas e o lazer, para elas, passa longe da moda. Pode estar na arte, no cinema, em brincar com os filhos ou assistir um pouco de televisão. Moda nada mais é que a fonte primária do ato diário do vestir, mas não é, por isso, uma paixão obrigatória.

Não há nada de errado em tal realidade. Muito pelo contrário. O sistema da moda se alimenta da cruel busca pelo novo, da insatisfação, da corrida pelo que não temos e que alguém insiste em dizer que, teoricamente, precisamos ter. A bolsa, o batom, a cor, o corte… haja dinheiro e disposição. Ainda assim, muitas continuam firmes em seus universos e em busca pelo conforto. E como encontrá-lo?!

O conforto está no caimento perfeito, na roupa com o tamanho ideal – nem grande, nem pequena demais. Está no tecido de qualidade, que não pinica, não sufoca, não incomoda e é fácil de cuidar. Está na escolha de peças práticas, como os suéteres, as calças de alfaiataria, os vestidos de comprimento na altura dos joelhos e os oxfords e mocassins que nunca deixam na mão. Está em conhecer o guarda-roupa, em saber o que fica bem com o que; em entender que o básico não precisa ser avacalhado e que o charme extra pode ficar por conta de um mero acessório. No mundo das mulheres reais, há desejos muito mais fáceis de serem alcançados do que aqueles disseminados em algumas revistas de moda ou blogs de look do dia. E esta é uma tendência que vale ser disseminada.

Por que você precisa se conhecer?

Em se tratando de imagem e estilo, saber quais as suas preferências e vontades é determinante

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Um dos pontos principais para se sentir bem com sua imagem é se conhecer. Entre tendências, modismos e referências que pipocam na mídia e nas redes sociais, entender suas necessidades e estabelecer o que é, para você, interessante define diretamente qual a linha visual e estética mais adequada ao seu gosto pessoal e estilo de vida.

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Quem você é, quem você quer ser, além de ambições e preferências são algumas das bases para escolher qual a melhor roupa e quais os acessórios que dão o tom de sua imagem. Mas, não se trata só disso. As peças do vestuário isoladas precisam ser combinadas para fazer sentido e ganhar as ruas, e esta também é uma questão que está totalmente presa ao que você gosta e acha bonito. O mix de cores, a mistura de formas, o toque final dos complementos dá sentido à cada peça de roupa que, isolada, é só mais uma na multidão.

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Assim, os seus hábitos, o tipo de filme que você curte (se é que curte), o ambiente, a estação do ano, além de alternativas para lazer, descanso e muito mais são o caminho para descobrir qual o tipo de roupa irá lhe deixar mais feliz, confiante e satisfeita! Mais do que isso, a noção de “belo”, o que cada um considera bonito, varia de caso para caso e este é o caminho que determina o que é interessante para você.

Por essa e outras razões, mais importante do que acompanhar os looks do dia nos blogs de moda, decorar as tendências, saber de cor nomes de marcas e estilistas é estabelecer o que desperta o seu interesse e salta aos seus olhos. É focando neste sentimento positivo e consciente que se faz possível ter um guarda-roupa do qual saem looks acertados que geram autoestima elevada. Convencidos?!

Vista-se, prepare-se

Escolher a roupa é se preparar para o que vem pela frente

Podemos sentir, diariamente, que gastamos muito tempo escolhendo a roupa que vamos usar. Isso vale, também, para o tempo dedicado à produção, ao ato do vestir e se produzir. Acontece que esse momento guarda muito mais do que o ato em si. Se vestir, se produzir, é se preparar para enfrentar o dia pela frente  – ou um momento específico. É uma ação que inclui um grande valor e é de enorme importância, por ser determinante para o que acontecerá em seguida.

Tudo muda quando estamos confortáveis com o que vestimos, quando a roupa é uma extensão real do que somos ou queremos ser. Assim, ao abrir as portas do guarda-roupa estamos abrindo um leque de opções, que precisam ser boas – é claro. Mas, muito além disso, deve haver toda uma vontade interna, uma empolgação, para ter um dia bom, se preparando visualmente, sabe?!

E esse momento de vestir a roupa, cuidar da beleza, passar uma maquiagem, colocar os acessórios finais, é também um momento para colocar as ideias em ordem, mentalizar as coisas funcionando bem e respirar com calma para que tudo dê certo.

Saias e efeitos

Ideias e imagens para usar a saia que mais valoriza o seu corpo, atendendo às suas necessidades

São inúmeras as opções e variações de saias, com as quais conseguimos efeitos bem específicos. Além dos diversos comprimento existentes há também alterações nas modelagens, o que afeta diretamente o caimento da peça. Assim, uma saia pode agregar volume, alongar as pernas, afinar a cintura ou mesmo jogar a atenção na porção superior. Tudo é possível.

 As saias de corte alongado, reto ou levemente aberto, são ótimas para quem quer disfarçar pernas grossas, culote ou quadril cheio. Quanto mais vertical a linha da peça mais emagrecedora a mesma será. Os modelos longos, ou mesmo os caracterizados por fenda ou parte frontal um pouco mais curta que a parte traseira, como uma calda, são um exemplo do tipo de peça. Outro elemento interessante é a cor que quando mais escura ou fechada que a da peça aplicada no tronco acaba por gerar esse efeito de tirar a atenção das pernas e jogar em um ponto inverso, sem para tal ser preciso apostar em peças sem graça ou básicas ao extremo.

As saias estampadas de modelagem solta, sejam elas curtas ou longas, geram uma certa confusão visual e fazem com que haja uma dúvida quanto a origem do volume daquela peça. Assim, a porção inferior pode até ficar um pouco mais cheia, ampla, mas isso pode ser trabalhado sem quebrar ou deformar as linhas da silhueta. E no fim isso pode ser utilizado como recurso para esconder um bumbum cheio ou os temidos culotes.

No caso da saia um pouco mais estruturada há de se perceber que ela, por ser pesada, acaba por criar um efeito boneca no caso do corte evasê e um efeito super versátil no caso da modelagem mais reta. Assim a peça de cima pode gerar uma certa compensação visual. Esses volumes ou linhas horizontais que aparecem com cortes marcados ou mesmo com a presença de pregas ganham diferentes sentidos e efeitos dependendo do comprimento da peça. No caso de peças encurtadas o corpo passa a ser mais valorizado que a forma; já as peças mais compridas valorizam o corte em detrimento de tudo mais.

Os looks que ilustram o post são da Antix.