A mística no produto novo

Uma compra acertada mostra seu resultado na alegria do uso e na mística revelada, no corpo e na atitude, quando a peça é usada pela primeira vez. Sente-se uma confiança, um bem estar bem específico da novidade, algo impossível de ignorar. Aquele famoso: “tô incrível”. Talvez, por isso pensamos sempre em uma roupa nova para cada e toda ocasião especial. Mesmo já tendo tanta coisa guardada no armário.

Não sentir aquela empolgação ou ansiedade por usar algo novo aponta para um compra falha ou mal direcionada. É isso que gera esse desejo de postergar ao máximo a data inicial do uso. Pois será a lembrança do erro martelando de forma dramática na mente… faz sentido?

Compra como investimento

Em tempos de mudanças cada vez mais velozes nas araras das lojas (entre tendências e modismos) valorizar o potencial da novidade, e menos o exagero, surge como uma alternativa para não se perder entre tantas possibilidades. Emerge a opção da compra como investimento. Redobra-se a mística do novo. A compra deve ser cada vez mais pensada. E, por sua vez, combinada ao que já está no guarda-roupa…

As ‘novidades’ – sob a forma de tendências – precisam render. E há algo de maravilhoso nessa questão: mesmo com mudanças, elas são pouco surpreendentes e o velho ganha toque atual, ganha um prazo de uso bem mais longo do que o que visto anteriormente. E não falo dos clássicos atemporais. É hora de atualizar cada look por meio de combinações boladas com grande eficiência.

A partir disso vale tirar máximo proveito da força do novo. A compra como uma maneira de adicionar alegria e vibração ao guarda-roupa. Digo, comprar menos e vibrar mais.

Texto originalmente publicado em 19 de setembro de 2010.

Compras às pressas pode não ser uma boa ideia

Não é raro que bata a vontade de resolver todos os problemas da vida de uma vez só. Mas, será possível? Sabemos que tudo o que é feitos às pressas peca pela qualidade. Assim como tudo o que é feito sem pensar é um convite ao arrependimento. Por mais que eu concorde com Chico Buarque, quando ele diz “aja duas vezes antes de pensar”. Mas, isso vale mais para coisas que não mexem com o nosso bolso.

Já sei como é. Quando você se depara com uma sensação de infelicidade em frente ao guarda-roupa, percebe na hora que é preciso alguma mudança. Mas, a urgência pode ser sufocada por outras questões mais importantes. E o drama com o armário vai ficando para depois… Quando não é assim, e você corre para compras coisas novas – porque é isso que parece, sempre, a solução para um guarda-roupa que não funciona – corre-se o risco de comprar errado. E, comprando errado, o arrependimento futuro é certo.

Dar um jeito, com calma

Dar um jeito no visual e no guarda-roupa pede planejamento. Sim, planejar! Estimar. Programar. Ver do que você precisa, quanto, e de qual tipo de cada coisa. E, não. As compras novas não precisam ser feitas na correria, de qualquer jeito. Em uma ida desesperada ao shopping. No maior estilo ‘tenho que ficar livre dessa tortura chamada compras’.

Não gostar de fazer compras de moda não é um problema. Aliás, vejo isso até como algo menos complicado do que amar comprar para preencher vazios internos. Mas, é como um check-up anual médico. Toma tempo, mas é necessário. Pode até mesmo ser chato, só que é importante. E quando a gente foca no resultado positivo, e vê o resultado bom, a tal tortura passa.

Então, antes de sair por aí em clima de desespero comprando um monte de coisas aleatórias para salvar o seu guarda-roupa, pare um pouco. Avalie do que você precisa, o que falta, o que combina com o seu corpo, suas necessidades e seu estilo, e, é lógico, o que cabe dentro do seu orçamento. Lojas não mordem. E vendedores desagradáveis podem ser educados com um básico “estou só olhando”. Vai por mim.