Blogueiras ensinam sobre protagonismo

Quando penso em feminismo, logo lembro das meninas blogueiras que contam com a parceria de seus companheiros na realização do trabalho.

Sempre observei com carinho e admiração as garotas que têm em suas equipes os seus namorados ou maridos. É interessante ver como para alguns homens está tudo bem em trabalhar nos bastidores, e deixar a mulher brilhar. Neste caso, reconhecer que a mulher é a protagonista da empresa. E que, sem ela, não há nada.

Trabalho em equipe

Não vou negar que toda equipe é sempre de grande importância para que um negócio dê certo. Principalmente quando falamos da produção de conteúdo, onde existe toda uma parte de marketing e finanças com grande importância.

Só que, como bem sabemos, é o rosto que aparece nas fotos, ou vídeos, que brilha, quando pensamos em tal universo. É ali que está o protagonismo. Na influenciadora digital, em si. Na blogueira. Assim como acontece, de maneira similar, em inúmeras outras empresas nas quais as mulheres (esposas ou namoradas) atuam nos bastidores, enquanto os homens são o cartão de visita.

Por que isso chama a minha atenção? Porque o que um dia foi raro, hoje já não é mais tanto.

E chega a ser admirável.

São tantos os exemplos, como Camila Coelho e Ícaro, ou Taciele e Fernando, que poderia ficar horas citando casais que atuam assim. Garotos que arriscaram, largaram seus empregos e carreiras e acreditaram em suas parceiras.

Sim, alguns relacionamentos amorosos entre blogueiras e seus parceiros profissionais acabam – por vezes até mesmo permanece a parceria. Mas, o mais legal é a ideia de que isso pode inspirar. E levar mais e mais meninas a entenderem que elas não precisam ficar na sombra do homem. Que no casal, tudo bem a mulher ser a mais bem sucedida, a que chama mais atenção (no trabalho).

Não me entendam mal.

Referências para a vida

Não pensem que não reconheço, mais uma vez, a importância de todos os lados para um profissional de sucesso. Mas, a ideia de que a mulher deve forçadamente viver às sombras do homem já não cola mais. A ideia da mulher dona de casa, mãe – não por opção, mas por dever – não serve. E fica esquecida quando pensamos nessas meninas que faturam alto com seu talento.

Goste, ou não, são casos de sucesso (eu mesma tenho muitas ressalvas quando ao conteúdo produzido e toda a incitação do consumo). Referências que devem ser levadas para a vida como um todo. E que podem motivar jovens garotas a se destacarem em suas carreiras, muito além da internet. E que elas entendam que podem buscar os mais elevados cargos. E que, se for o caso, terão homens entre seus subordinados. E estes, assim esperamos, devem respeita-lás e admira-lás assim como nós (como mulheres) fazemos com tantos outros homens.

Por mais mulheres como protagonistas e por mais igualdade. 

AQUELA EXPLICAÇÃO BÁSICA

Não é todo mundo que sabe, ao certo, o que é o feminismo. É a ideia de direitos iguais. E aí está embutido, também, a ideia de obrigações semelhantes. Na minha vida, encaro como a divisão equilibrada de tarefas, contas, e tudo mais. É o que busco dia após dia.

Recomendo a leitura do livro “Sejamos todas feministas”, de Chimamanda Ngozi Adichie para compreender melhor o conceito. E afastar, de vez, a ideia de colocar o feminismo lado a lado ao machismo.