Sobre ousar, aparecer e deixar que nos vejam

Dia após dia, somos bombardeadas com imagens perfeitas, vidas perfeitas, rotinas incríveis e repletas de atividades empolgantes. É o mal das redes sociais, nas quais grande parte das pessoas preferem apresentar apenas um recorte de seus melhores momentos.

Há como questionar?

Mas, isso pode nos abalar. E nos limitar. Fazer com que pensemos, sempre, que não somos bons o suficiente. Ou que não temos nada de bom ou interessante para mostrar. E isso não se resume, apenas, a nossa vida pessoal. Afeta, também, a esfera profissional… e, também, a nossa imagem. E a nossa relação com o guarda-roupa.

Por nos considerarmos piores do que os demais, com nossas imperfeições, podemos acabar tentando nos esconder. Seja em roupas sem graça, em peças que não chamam atenção, ou em casulos formados por itens largos, grandes e que não atraem olhares…

Como resultado, uma baixa autoestima. Uma sensação constante de fracasso. E a ideia de que é preciso ser bom, ótimo, incrível ou maravilhoso para ser aceito.

PERFEITAMENTE IMPERFEITOS

No livro ‘A coragem de ser imperfeito’, Brené Brown fala justamente sobre isso. Sobre as imperfeições que nos fazem perfeitos. Sobre as falhas que nos fazem mais interessantes, mais reais e mais incríveis. Sobre a busca por uma aceitação que não precisa, por regra, passar por uma vivência sem falhas.

“Em vez de vivermos de julgamentos e críticas,devemos ousar, aparecer e deixar que nos vejam. Isso é a coragem de ser imperfeito! Isso é viver com ousadia! Estamos aqui para criar vínculos com as pessoas! Amor e aceitação são necessidades irredutíveis de todas as pessoas”, pondera Brené Brown.

E como isso pode ser utilizado em nossas vida?

Quando nos permitimos ser quem somos, sem esconder o que nos deixa vulneráveis, tudo muda. Quando nos aceitamos (e amamos) mesmo com nossas imperfeições, as coisas acontecem. E quando entendemos que somos sim interessantes com nossas peculiaridades, a vida caminha pra frente. É isso que nos liberta, que nos aproxima e que faz de nós, de fato, pessoas reais.

A coragem de ser imperfeito

Para muitas mulheres, a perfeição estética não chega a ser um objetivo. Esta meta, no entanto, cede lugar a outros tipos de cobrança tão pesadas quanto àquelas relativas ao visual. O perfeccionismo que influencia a maneira de agir e pensar acaba servindo como um bloqueio que limita as experiências de quem não consegue se entregar completamente à vida por medo de possíveis julgamentos. Ou, mesmo, pelo receio de não ser pleno ou perfeito.

imperfeição

Viver na margem, no desejo da tentativa, na vontade de um dia conseguir, gera mágoas e estragos permanentes, tais como insegurança e baixa autoestima. Mais do que isso, é um tipo de escolha que superficialmente até protege (naquele momento ou fase da vida), mas que faz com que o passo além não aconteça jamais! É preciso viver com ousadia, abraçar cada uma de suas imperfeições e fazer do querer um experimento. Em um jogo de tentativas e erros, as chances ao menos existem… sejam elas meio a meio ou, talvez, até mesmo menores do que isso. O que não se pode é pensar que um mau presságio ou o receio do possível resultado negativo bloqueie o tentar.

O poder da vulnerabilidade

Em “A coragem de ser imperfeito”, livro de Brené Brow, este assunto é tratado com muita delicadeza, sendo mais do que um livro motivacional. A autora, responsável por uma das mais assistidas palestras do TED, explora o poder da vulnerabilidade e indica razões e maneiras para abrir mão da vergonha – aquela que carrega o estigma do erro e do fracasso.

A leitura é, mais do que tudo, muito indicada para quem não está 100%  de bem com a vida. Afinal, se mexer, mudar algo, renovar-se com referências e novas inspirações é essencial para traçar um caminho que leve ao acerto. Porque, mais ora, menos ora, algo tem que ser feito. E repensar a maneira de agir e de se comportar é a base para fazer acontecer.

Como Brené Brown cita em um dos capítulos do livro, “os momentos mais fortes de nossas vidas acontecem quando amarramos as pequenas luzinhas criadas pela coragem, pela compaixão e pelo vínculo, e as vemos brilhas na escuridão de nossas batalhas”. Poderoso, não?!

 

 

Texto originalmente postado em 30 de janeiro de 2015.

A CORAGEM DE SER IMPERFEITO

Para muitas mulheres, a perfeição estética não chega a ser um objetivo. Esta meta, no entanto, cede lugar a outros tipos de cobrança tão pesadas quanto àquelas relativas ao visual. O perfeccionismo que influencia a maneira de agir e pensar acaba servindo como um bloqueio que limita as experiências de quem não consegue se entregar completamente à vida por medo de possíveis julgamentos ou, mesmo, pelo receio de não ser pleno ou perfeito.

imperfeição

Viver na margem, no desejo da tentativa, na vontade de um dia conseguir, gera mágoas e estragos permanentes, tais como insegurança e baixa autoestima. Mais do que isso, é um tipo de escolha que superficialmente até protege (naquele momento ou fase da vida), mas que faz com que o passo além não aconteça jamais! É preciso viver com ousadia, abraçar cada uma de suas imperfeições e fazer do querer um experimento. Em um jogo de tentativas e erros, as chances ao menos existem… sejam elas meio a meio ou, talvez, até mesmo menores do que isso. O que não se pode é pensar que um mau presságio ou o receio do possível resultado negativo bloqueie o tentar.

Em “A coragem de ser imperfeito”, livro de Brené Brow, este assunto é tratado com muita delicadeza, sendo mais do que um livro motivacional. A autora, responsável por uma das mais assistidas palestras do TED, explora o poder da vulnerabilidade e indica razões e maneiras para abrir mão da vergonha – aquela que carrega o estigma do erro e do fracasso.

A leitura é, mais do que tudo, muito indicada para quem não está 100%  de bem com a vida. Afinal, se mexer, mudar algo, renovar-se com referências e novas inspirações é essencial para traçar um caminho que leve ao acerto. Porque, mais ora, menos ora, algo tem que ser feito. E repensar a maneira de agir e de se comportar é a base para fazer acontecer.

Como Brené Brown cita em um dos capítulos do livro, “os momentos mais fortes de nossas vidas acontecem quando amarramos as pequenas luzinhas criadas pela coragem, pela compaixão e pelo vínculo, e as vemos brilhas na escuridão de nossas batalhas”. Poderoso, não?!