Até qual idade uma mulher pode usar barriga de fora?

Barriga de fora. Até quando usar? Até qual momento da vida nós, mulheres, podemos optar por mostrar, sem medo, o umbigo ou uma faixa de pele na altura da cintura? Ou mesmo, quem sabe, toda a barriga?

Porque não há uma resposta definitiva.

Aliás, é impossível chegar a uma única solução: certo ou errado não existe. Ao menos não por aqui, onde cada qual pode criar suas regras, tendo como objetivo central uma autoestima elevada e boas doses de confiança.

Mostrar ou não mostrar, eis a questão

Expor, ou revelar, o corpo é uma decisão pessoal que precisamos aceitar (respeitar).

Afinal, independe das curvas, do peso ou da idade, cada um tem, ou deveria ter, o domínio de suas escolhas. Porque, cobrir a nudez com o que seja uma extensão de uma personalidade e de sua identidade, é um objetivo nobre. Principalmente na construção de um estilo pessoal – que seja sólido e fiel à sua essência.

Se o que você busca são razões para se mostrar um pouco mais, ou menos, saiba que elas podem até ser resumidas em alguns tópicos. Que, aqui, não trazem as respostas que são, geralmente, compartilhadas.

Regras para barriga de fora

Use barriga de fora, se:

  • Você quer, ou acha bonito;
  • Combina com sua personalidade, com seu estilo;
  • Vai fazer você se sentir bem, bonita, confiante, sensual ou livre;
  • Se você se olhar no espelho e se sentir bem! Entenda aqui!

Não use barriga de fora, se:

  • Você se sentir insegura, sem graça;
  • Se você for ficar incomodada com o resultado;
  • Ao se olhar no espelho, achar esquisito ou estranho;
  • Não gostar, não achar bonito, não tiver vontade.

Parece simples, porque é.

E antes de cair no arriscado mundo das cobranças por um corpo magro, sarado, barriga negativa, gominhos, fitness, lembre-se que os padrões de beleza mudam MUITO de tempos em tempos. Não se escravize por tal.

O tempo que você perde tentando, por vezes, se enquadrar, é tempo desperdiçado.

Até qual idade a mulher pode usar barriga de fora, então? A resposta é: até quando ela (ou você) quiser, na medida que se sentir bem, da forma que lhe favorecer e combinar com a sua personalidade.

Para usar barriga de fora

Barriga de fora pode existir com um pedacinho revelado, por meio de recortes na peça, com a barriga 100% a mostra ou com uma transparência. Perceba que são muitas as variáveis. Acima de tudo, há muito para explorar.

É legal que você encontre a que te parece legal. Se não gostar, então deixe de lado.

Viva a moda da forma que lhe convém.

Conclusão? Seja feliz em frente ao espelho. E ame o seu visual. Assim a vida fica tão mais fácil…

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Os segredos da sensualidade

A sensualidade por vezes é própria de uma pessoa. Mas, as roupas desempenham um importante papel na construção de um visual sedutor. Com isso, toda e qualquer mulher pode se sentir provocante com as escolhas certas.

O sexy, nas vestimentas, muda a nossa linguagem corporal. Afeta, diretamente, nossa maneira de nos comunicar com o mundo.

É um efeito que surge de fora para dentro.

A roupa que estimula

Pode ser que, quando mal utilizado, o visual sensual gere desconforto e insegurança. É o caso de meninas que tentam se sentir mais maduras e provocantes com calçados de salto alto, ou com decotes profundos, e acabam ficando sem lugar, sem graça e sem charme.

Falo daquele caminhar incerto, ou do incômodo com o corpo revelado.

Ou, pode ser, que a menina séria e tímida se sinta um furação com uma transparência velada, um calçado de bico fino, e um cabelo em rabo de cavalo.

Sensualidade é questão de sutileza. De provocar e excitar.

São muitos os elementos que evocam ao sexy. Muito além do decotão exagerado. Da saia mini. Do vestido tubinho e justíssimo. Estes, aliás, são exemplos de sensualidade clichê. Que não impacta da maneira que pode ser.

Sexy, sem ser vulgar

O sexy, quando utilizado com sabedoria, passa longe do vulgar. É mais uma questão de provocação. De gerar desejo. De atiçar a curiosidade. De convidar o outro a se demorar na observação, e vagar os olhos por um corpo estrategicamente coberto – ou revelado.

São linhas, texturas, recortes, formas que instigam a imaginação.

Seduzir é um jogo. E, assim como diz Toby Fischer-Mirkin, em O Código do Vestir, “o mais sexy é o misterioso e o oculto”.

Ao pensar assim, o que chama atenção não é o que já foi revelado. É o que está, em partes, escondido. É o que gera dúvida e excitação.

“A mensagem expressa na moda sedutora deve ser sussurrada e não gritada. Qualquer roupa que exiba o corpo muito obviamente perde sua atração, – porque quando se perde o mistério, também se perde o interesse”, completa  Toby Fischer-Mirkin

O guia definitivo para o look sexy

Mais importante que apostar nas peças sensuais da temporada, é conhecer o próprio corpo e saber o que – e como – valorizar. Cada mulher tem seus atributos, a parte que considera mais envolvente ou sensual. Daí, o importante é destacar essa parte em questão para gerar confiança e provocação.

Erra quem pensa que apenas o bumbum e os seios são sensuais. Pernas, colo, braços, costas, pescoço e linha de cintura são apenas algumas das outras porções da silhueta feminina que provocam desejo. A sensualidade feminina não precisa ser óbvia.

Imagine setas invisíveis. Direcionamentos. As coxas, por exemplo, quando mostradas em uma peça com fenda, ou um tecido fluido, que brinca de revelar e esconder as pernas, remete ao que há mais para o alto, quando o olhar do expectador segue a linha vertical. Da mesma maneira, um longo decote nas costas serve quase que como uma seta para o bumbum.

Um corpo que quase se revela

As linhas das roupas podem criar trajetos visuais para o olhar de quem você deseja atrair – ainda que seja um personagem desconhecido. Linhas angulares e assimétricas conseguem produzir tal efeito muito bem! Um decote, ainda que modesto, em V, com o colo a mostra, brinca que é possível ver um pouco mais, se puxar a peça para baixo. Sabe? É o perigo. O risco existente em mexer um pouco na roupa. A expectativa de que a roupa saia do lugar… de que algo aconteça. Mas, não acontece.

Os seios são, definitivamente, o ponto de maior sensualidade do corpo feminino. Mas, não precisam ser exibidos por completo para atrair olhares.

Aliás, quando muito (ou tudo) é revelado, sem mistério, a graça se vai. Já está ali exposto. Cria-se a ideia de que foi fácil, então não há muito mais para ver.

O decote pode mostrar apenas as curvas dos seios. Ou, mesmo, um tecido que de tão fino revela os desenhos das curvas.

Entre as mensagens ocultas da moda, pode-se haver a sensação de que a mulher que mostra todo o corpo, sem mistério, considera sua própria silhueta o seu maior atributo! E, assim pode ser, tudo bem. Há méritos. Mas, para quem não quer ser assim interpretado – o mesmo para os homens – equilibrar as mensagens pode ser interessante.

Pura atração

Entre o corpo velado e o corpo exposto, há um jogo de provocação e intimidação, que desencadeia na sedução e na tentação.

Cada parte do nosso corpo seduz de uma maneira diferente. Ao mostrar os seios, há a sensação de poder feminino, em uma parte do corpo que alimenta e conforta. Já o bumbum, também traz consigo o poder, de um ponto que remete à fertilidade, procriação e, claro, ao sexo.

Braços, costas e ombros nus trazer consigo a ideia da força, que para alguns homens pode ser intimidador. Aí está que a forma de exibir, entre um corpo frágil e um corpo sarado, muda os seus devidos efeitos.

O rabo de cavalo carrega consigo a ideia de um símbolo fálico, o sexo e a ousadia. Já nos lábios em vermelho intenso, a sensação de que algo é perigoso e arriscado, como o sangue.

Mensagens ocultas

Igualmente importante como o jogo de mostrar e exibir, está o uso de tecidos e acessórios! Nos elementos com pontas, em couro, verniz, 5vinil, ou outras texturas que remetem ao fetiche, a ideia de que está permitido se envolver. É o perigo que atiça a curiosidade.

E na renda, no tule, nas transparências de maneira geral, o chamado a admirar a lingerie, o convite ao que está por debaixo da roupa.

Muito além do óbvio, do decote exagerado, do vestido colado, do corpo meramente nu, está a moda com suas possibilidades. As roupas com suas mensagens ocultas.

Para seduzir

Tecidos

Os que remetem à certos tipos de fetiche, como couro e vinil, e os que lembram peças de lingerie, como renda e tule. A seda, maleável, brinca de mostrar as curvas, sem revelar. Já os com elastano (lycra), entre outros tecidos colantes, exibem as curvas.

Acessórios

Peças e calçados com pontas lembram do que é perigoso. Já as franjas, a meia-calça e os cintos grossos, e apertados, estão carregados de sensualidade. As correntes e as botas remetem a praticas fetichistas.

Detalhes

O zíper mostra algo que pode ser alcançado, bastando um único movimento. Os ombros e colo a mostra destacam a nuca, um local do corpo importante na sedução. Recortes na linha de cintura, ou quadril, revelam pouco, mas em pontos com muito significado. Pés a mostra, em sapatos de tiras finas, além de gargantilhas grossas também carregam alto tom de sensualidade.

Sempre sexy

Fendas, decotes profundos em V, costas a mostra, decote de um ombro só, decote ombro a ombro, comprimento mini, saia lápis, transparência, lingerie a mostra, cintura alta, recortes, cabelo em coque soltinho, unhas longas.

Seja como for, o importante no vestir para seduzir é a confiança e a certeza de sentir o poder e a força que as roupas certas, utilizadas da maneira certa, podem trazer. 

Confira mais

Precisa de ajuda para organizar o guarda-roupa e realizar boas compras de roupas e acessórios? Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

A roupa que te completa

Escolher uma roupa não é apenas decidir como cobrir a nudez. Cada forma de vestir guarda consigo possibilidades que se abrem para complementar a sua personalidade. Igualmente, podem responder às suas vontades e expectativas. Por isso é tão importante ter no guarda-roupa as opções certas, capazes de lhe socorrer nas mais variadas alterações de humor. Ou mesmo nos possíveis momentos da sua rotina. Não se trata de ter muito – o importante é ter o certo.

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Roupas e acessórios acertados são como bons amigos, que te amparam em momentos difíceis e repartem com você a euforia na hora da comemoração.

Se o problema é autoestima baixa, por uma ou outra razão, a modelagem certa mostra que tudo está onde deveria estar na sua silhueta. E lhe ajuda a recuperar um pouco da confiança. Acessórios legais servem para quebrar um pouco da mesmice daquelas peças já batidas. Ou mesmo para reforçar o caráter de algum detalhe do look que você gostaria de potencializar. Já um calçado confortável (nem por isso, menos apresentável) é o abraço apertado, encontrado também em casacos ou suéteres de boa qualidade.

Seja como for, nossas roupas não devem ser encaradas como tendências e modismos fabricados para nos deixar atuais e desejáveis. Elas podem e devem compartilhar com a gente um pouco da nossa história e das nossas vontades.

Roupas como uma extensão da individualidade

Como é bom ter um guarda-roupa que é mais do que uma etiqueta. Que é a representação da pessoa que você curte ser. Preparar-se para mais um dia merece esse cuidado, porque cada um de nós merece essa atenção.

Encarar as roupas menos como bens de consumo e mais como extensões da sua individualidade ajuda a assimilar o conceito de estilo. E estilo cada um tem o seu – mais ou menos explorado.

Texto publicado originalmente em 15 de maio de 2015