Quebrando promessas em um ano que promete

Comecei o ano de 2018 quebrando promessas.

Acordei certa madrugada com a lembrança de meu pai me dizendo que eu não precisava me punir por nada. Era isso que ele falava a cada vez que eu fazia uma promessa, e oferecia em troca algum tipo de privação.

Foi assim por muito tempo.

Um ano inteiro sem chocolate. Um mês sem carne. Um mês sem doce… tantos “nãos” que nem me lembro mais.

Algumas vezes pensava que essa era uma maneira que eu encontrava para mostrar que eu era mais forte que minhas compulsões alimentares. Ou então voltava a acreditar que eu estava apenas oferecendo algo em troca de uma conquista… Seja como for, era uma punição. Sofrida, aliás.

A lembrança das palavras do meu pai veio pra mim com um aviso. Como se ele me dissesse para deixar de lado certas ideias. Ou foi o meu subconsciente?

Pensei e aceitei o que me veio.

Por qual motivo me culpar? Já não é a vida feita de ensinamentos? Já não aprendi muito com o processo da dificuldade?

Tanta culpa Por que e pra que?

Ao perceber que a punição me trazia tristeza, abri a geladeira e encarei um grande pedaço de bolo de chocolate. O bolo do mêsversário de Francisco. 4 meses. O gosto foi de liberdade. O bolo nem mesmo estava tão bom, mas…

A gente se pune sem perceber. Se culpa. Se julga. Sofre e chora por dores que estão fora do nosso controle.

A gente se culpa por ter errado. Por ter se precipitado. Por ter feito demais, quando deveria ter sido menos. E a lição já estava ali, em cada noite mal dormida por preocupação. Em cada sufoco. Em cada susto.

Acho que cansei. Talvez seja a idade, a urgência de viver, a maternidade ou qualquer um dos grandes choques de realidade que já levei. Mas, não vou me culpar. Vou comer meu bolo. Me acabar com o chocolate. Pois é, vou ganhar peso. Uma gordurinha a mais. Uma dobra extra. Porque eu vivo e quero viver! Não vou me escravizar pelo doce, pela carne, pelo queijo, pelo sanduíche, mas não vou dizer não… até quando posso comer e sentir o gosto, o prazer e a alegria?

Meu primeiro ensinamento de 2018 foi esse. Viver sem culpa. Sem autopunição. A vida ensina. A gente aprende e curte. E segue em frente. E vira a página. E aceita o que é bom e traz felicidade. Nem que seja um bolinho.

Pois é. Comer me faz feliz. Muito feliz! Taurina, sabe como?!

Pode vir, 2017. E que seja leve

Quando foi a última vez que você teve a oportunidade de recomeçar? Não sabe? Pois lembre-se que cada novo dia, cada novo momento, é sim um recomeço. Por mais que não encaremos as coisas assim.

Ciclos podem ser percebidos de maneira bem particular. Alguns medem por semanas, outros semestres, e, indiscutivelmente, a grande parte encara a troca de ano como uma nova etapa que se inicia. E é. Talvez a virada de ano seja o mais forte dos ciclos. Como uma nova idade, mas coletiva.

É a celebração e a reflexão que vem com o ano novo que gera a sensação de que é possível deixar tudo de ruim para trás e lançar novos desafios. Acreditar em portas que vão se abrir. Ter para si como possível até os mais loucos sonhos.

Seja com comemoração, ou uma celebração introspectiva, é forte a vontade de que tudo venha da melhor maneira. Tudo bem, eu sei, pode ser que o ano que se encerra (aquele que muitos nem querem mais dizer o nome) não tenha sido nada bom. E foi pesado. Mas, aprendemos muito com ele. Temos que ver assim. E as coisinhas boas não podem ser ocultadas pelo peso do que machucou. Seríamos nós quem somos hoje se não tivéssemos enfrentado problemas?

De coração aberto

Por aqui, vou me preparando para o ano de 2017 com o coração aberto. E com otimismo. Sim. Como diz Ronaldo Fraga, otimista só de raiva. Ou melhor, por pura insistência. Venho acalmando a alma e o coração para jogar fora as mágoas. A dor. E a chateação que passou. E guardando com muita alegria os bons momentos. As conquistas. As pequenas coisas que a gente nem mesmo espalha, mas celebra em silêncio.

Vou fazer uma lista. Mais uma vez. Traçar metas, das mais simples as mais ambiciosas. Vou, ainda, me reconectar comigo mesma. Com minha essência. Para que eu me livre da dor que eu possa ter causado ou sofrido.

E para vocês, desejo paz e serenidade. E que possamos ter um 2017 com menos consumismo. Com mais paciência. E confiança no que somos. Na nossa beleza, no nosso poder, na nossa força interior. Que não precisemos gastar para encontrar a felicidade. E nem se fantasiar para ter uma autoestima elevada. Que 2017 seja leve.

Sete passos para um 2017 melhor

A menos de uma semana da virada do ano, o que não faltam são preparativos. E, para muitos, expectativas. Mas, a gente sabe. Nada muda se a gente não muda. E se não saímos da nossa zona de conforto é impossível que possamos vivenciar algum tipo de transformação.

Sempre em tempo

Se faltam poucos dias para o ano novo, vale trabalhar com uma meta de uma pequena mudança por dia ou um exercício por vez. E, daí, se preparar para um recomeço que seja representado por aquilo que mais importa por você.

Passo 1: Organize o seu guarda-roupa

Pode parecer clichê, e talvez até mesmo seja. Mas, praticar o desapego antes de um momento de mudança é como dizer que você está disposta a deixar o velho ir. E abrir espaço para o novo. É mostrar coragem, desapego, desprendimento. Além do mais, o momento pode ser aproveitado para fazer uma boa doação de peças. Em um ato de solidariedade e caridade.

Passo 2: Peça perdão

Cada um de nós passa por desentendimentos, dos mais diversos. Pelos mais estranhos motivos. E, se não agimos (esperando a ação do outro) uma bobagem pode ser alastrar por muito tempo. Assim, perdemos amigos. Pessoas queridas. Nos afastamos de quem já nos fez muito bem. Reflita sobre as pequenas confusões do ano que se encerra. E aproveite para dizer, me desculpe. Todos nós erramos. E ter a humildade para reconhecer é o que faz de nós grandiosos.

Passo 3: Exagere e extravase

Tá bom, a gente sabe. O ano não foi fácil. Foi, no mínimo, peculiar. E pode ser que você tenha ficado tensa. Preocupada com o futuro. Então, se dê um dia de relaxamento. Não precisa ser uma massagem, mas algo que te faça se sentir livre! Pode ser sair para dançar, tomar uns drinks com as amigas, massagem relaxante em um SPA urbano, curtir uma tarde de preguiça no shopping (com direito a cinema), ou uma orgia alimentar. Sabe?! Ninguém quer começar um novo ano com tensões desnecessárias.

Passo 4: Homenageia quem você ama

Na correria do ano pode ser que você tenha passado pouco tempo com as pessoas que ama. E, por mais que não seja o indicado, acontece. Que tal fazer aquela visita, curtir uma tarde ou convidar para um jantar aqueles que são parte da sua vida? Quebre a desculpa da falta de tempo.

Passo 5: Cuide de você e do seu lar

Nossa imagem e nossa casa são extensões da nossa personalidade. E é delicioso começar um novo ano com tudo funcionando bem. Ou, ao menos, longe do caos. Organize o que puder, melhore o que conseguir e valorize aquilo que está sob o seu exclusivo controle.

Passo 6: Encare um balanço anual

Tire alguns instantes do seu dia para refletir sobre os acontecimentos do ano. Não aqueles de impacto político ou econômico. Mas, aqueles pessoais. Detalhes da sua carreira, ou da sua vida afetiva. Coisas boas que você conquistou, obstáculos que superou. Veja onde você mais acertou. E, prenda-se a tudo o que foi bom e que te trouxe uma sensação de vitória. Sobre as falhas, agradeça por elas. E tente perceber formas de fazer melhor da próxima vez.

Passo 7: Anote os seus planos

Estabeleça metas para o próximo ano. Seja um pouco ousado. Coloque no papel os seus sonhos. Tenha coragem de tirar da mente o que você quer para a sua vida. Numere as coisas que você gostaria que acontecessem com você e guarde para fazer um balanço assim que o novo ano acabar. E, claro, lembre-se constantemente do que pode fazer você mais feliz. E do que, por ventura, você gostaria de realizar.

Ative o ‘modo transformação’

Cada pequena atitude já é um movimento que nos leva à evolução. Acredite na sua capacidade de se reinventar. E descubra, sempre que necessário, a sua nova melhor versão.

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