Seis graus de separação

Há uma teoria que diz que todos nós estamos ligados por no máximo seis laços de amizade. Seria incoerente tentar duvidar desse fato quando a história de termos sempre ‘conhecidos’ em comum é mais recorrente do que se pode imaginar. Todos já passamos por encontros ou desencontros que nos levam a crer que o mundo é realmente muito pequeno e que de uma forma ou outra estamos no mesmo barco.

Essa coincidência pode ser boa por uma lado, mas tremendamente arriscada por outro. Esse ciclo eterno de conhecidos nos coloca em situações pessoais e profissionais extremamente delicadas, nas quais tudo tende a dar certo se praticarmos uma atitude otimista e sincera. A verdade é que o ditado de que ‘mentira tem perna curta’ se prende nessa linha dos seis graus de separação, onde qualquer omissão ou um floreado são facilmente desmentidos por alguém que por alguma razão sabe exatamente quem você é, de onde você vem, e onde você estava. Pior ainda é quando esse ciclo toca no campo dos relacionamentos amorosos, criando situações desagradáveis. Quando algo pega no coração parece que a dor tende a ser bem maior, até mesmo do que quando mexem com o bolso. Feridas financeiras podem ser facilmente resolvidas, pela privação ou reordenação das peças; porém feridas emocionais geram longas e árduas batalhas que se arrastam por um período de tempo.

Tudo isso parece evidenciado pela era das redes sociais, que lhe jogam na cara essas conexões das quais talvez preferiríamos nem estar cientes. Por via das dúvidas um comportamento correto e limpo, de acordo com seus princípios, lhe priva de atritos futuros. Não há como negar que a verdade pode ser dolorosa, cruel, porém muito mais complicado é a tarefa de ter que se explicar – ou então assumir uma postura indiferente, já que o drama ou a dor alheia não lhe interessam.

Por esse ponto estamos todos próximos, juntos, realmente ligados e isso não se dá apenas pelo fato do mundo ser estranhamente pequeno. São essas coincidências, essas ligações indiretas, que aumentam nossas possibilidades e enriquecem nossa vida salpicando um pouco de emoção em cada mínimo detalhe do dia-a-dia. Afinal, quem ai não tem uma história dessas para rir, chorar e contar?!

Olha, essa teoria dos seis graus de separação não é nova. Aliás, é bem antiga. O aparente responsável é Frigyes Karinthy – autor, poeta, jornalista e mil outras coisas de origem húngara. De forma geral a ideia é de que são necessários no máximo seis laços de amizade para que duas pessoais quaisquer estejam de alguma forma ligadas.

Pra quem gostou e ficou curioso, mas não quer saber de teoria (oi?!) vale a série cancelada Six Dregrees, o filme de 1993 Six Degrees of Separation ou o jogo do Kevin Bacon.

A imagem é de Friends, do episódio do ‘we were on a break!’. Ross trai Rachel e tenta apagar o rastro, mas não consegue porque um contra pro outro que espalha pro outro e por ai vai. Tenso!

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