Rêvant de… Paris

O sonho mais que possível de conhecer a cidade do romance, da moda, da arte e de tudo o que há de mais incrível na vida

Alguns lugares aparecem, e reaparecem, nas entrelinhas da vida em um curto espaço de tempo – ainda que em flashes, em lembranças, filmes, textos, trabalhos ou fotos de amigas, Paris gera paisagens de sonho e perfeição. A partir das ruas que estão sempre poéticas nos registros, não somente pelos belíssimos enquadramentos, a cidade envolve por suas inúmeras possibilidades de cultura e arte como um todo. Entre referências de vinhos, Chanel, Versailles e doces, o desejo de conhecer a cidade luz.

 

Foram algumas as coincidências, seguidas umas das outras. O pedido para escrever um texto sobre a cidade como ponto turístico, roteiro perfeito e tradicional para lua de mel; uma reprise do filme O Diabo Veste Prada, exatamente no momento da viagem à Paris; uma amiga postando fotos no instagram de uma viagem de pesquisa e, por fim, Amelie Poulan, me surpreendendo com uma música da trilha que havia sido parte de uma recente história importante para mim. Não acredito em meras coincidências. Acho que em tudo pode haver um sinal ou ao menos alguma forma de motivação.


Se em Paris estivesse, faria já no primeiro dia um passeio pela Champs Elysées até chegar ao Arco do Triumfo… assistiria uma missa na Catedral de Notre Dame, à beira do rio Sena; passearia pelas pontes, como a sempre citada Pont Alexandre III. Iria à Ópera Garnier, principalmente para conferir algum ballet ou orquestra; não perderia a imensa roda gigante na Place de La Concorde, sem contar, é claro, o Palais Royal e seus maravilhosos jardins logo perto ao Louvre. Incluiria a Place des Vosges, que pelo que dizem é incrível e garante suspiros.

Sem deixar a arte de lado, jamais, gostaria de conhecer o Musée de l’Orangerie, com obras de Picasso, Matisse, Renoir e Cézanne, entre outros; correria para Versailles, imaginando Maria Antonieta e tudo o que já vi em filmes e livros, estudando sobre sua história e importância para a construção da moda. Gostaria de conhecer o Pêndulo de Foucault, o Musée de la Mode et du Textile, é claro, além de boas e muitas horas dedicadas ao Louvre. Tentaria correr, por fim, para a Pinacothèque de Paris e o Pantheon. Seria perfeito!

 

Caminharia tranquilamente pelas ruas ou alugaria uma bicicleta, dizem que super vale a pena. Dedicaria um tempo especial a obra de Gustave Eiffel, a Torre Eiffel (aha!), com direito a muitos registros eternizados não só na memória. Tentaria sair do lado turístico, sentir um pouco da vida normal da cidade (e a velha mania de querer fazer parte, de ser um elemento do meio) e me deliciaria com as vitrines dos sonhos. Iria à Zara, TopShop, Naf Naf, Mango, H&M, Uniqlo e outras lojas de redes de fast fashion – admito.

Não iria pensando em comprar, deixaria esse lado para qualquer viagem aos Estados Unidos. O foco, acima de tudo, seria ver e sentir – no estilo que fazemos e vivemos em cidades onde o consumo não é o ponto central (mesmo sendo). Curtiria o romance, ainda que sozinha; pensaria em tudo o que já estudei e li sobre a cidade, enquanto tentava construir uma imagem de um lugar que sempre esteve em minhas referências apenas por filmes e fotografias. No mais, dormiria o mínimo para viver ao máximo. Agora? Basta esperar a hora.

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