Recuperando a feminilidade perdida

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A mulher moderna e a questão da luta eterna contra preguiça visual, sentida de perto pelos companheiros

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Muitas mulheres casadas, com filhos, sofrem com inadequações do guarda-roupa após mudanças na silhueta, rotina corrida, muitas obrigações e pouco tempo dedicado às próprias necessidades. Sem pensar, ou sem perceber, o visual perde todo o seu brilho. A insatisfação da mulher com a própria imagem acaba por afetar não apenas a vida da mulher, mas também do marido e da família como um todo. No entanto, não cabe a mulher se vestir impecavelmente dia após dia, e nem é uma obrigação manter-se divina e sexy 24/7. O homem precisa entender que com tantas tarefas, tamanhas obrigações e com o amadurecimento, o visual muda e a jovem que amava saltos altos, saias curtas e blusas decotadas já não combina mais com a mulher que se equilibra entre a maternidade, a vida profissional e os cuidados com a casa.

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O programa “Dormindo com o meu estilista”, transmitido pela Discovery Home and Health, mostra homens fazendo profundas intervenções no guarda-roupa da esposa. No primeiro momento, após passarem por um “treinamento” dado por uma especialista (seguindo as necessidades da mulher) o marido sai as compras para transformar o guarda-roupa da esposa. No entanto, o que sempre se percebe são escolhas totalmente equivocadas, pensadas na visão idealizada da mulher sempre sexy em saltos vertiginosos e roupas justíssimas. Claro que, no segundo momento, estas dão lugar a peças igualmente femininas, mas mais elegantes, por vezes despojadas, e práticas, como pede a vida da mulher moderna – e como é insistentemente explicado pela apresentadora.

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A questão, o que se aprende com o programa, é que o homem que convive com a mulher desleixada alimenta o sonho ou o desejo por uma mulher feminina, com foco na lembrança da mulher pela qual ele se apaixonou. O que eles não sabem por não serem especialistas em personal stylist, e não por maldade, é que é possível ser feminina e feliz (com a autoestima lá no alto) usando roupas legais, fáceis, alegres e sensuais. O homem, na ânsia de ter a mulher atraente e incrível de volta, pensa de maneira limitada, dentro do que ele tem como referência quanto ao guarda-roupa da mulher, mas nada mais quer do que um pouco mais de entrega à vaidade, esquecida no grande volume de obrigações que uma “mãe” possui. Com isso, não se trata de considerar uma ofensa ganhar um vestido curto e colado como presente, mas perceber que talvez aquele seja um pedido, ou um grito, de quem sabe que ali existe uma mulher esteticamente incrível, que poderia se entender novamente com o seu corpo e imagem. E nós mulheres nos cobramos demais, quando os homens nem mesmo enxergam os defeitinhos. Que bobagem. É obvio que, para tal, é preciso alinhar uma série de fatores, mas, antes de tudo, esquecer desculpas e parar de direcionar a razão do desleixo para cansaço ou falta de tempo, já que vestir-se mal e vestir-se bem demanda a mesma quantia de esforço – a questão é se dedicar à compra bem pensada e entender que o desgaste com uma baixa autoestima é muito maior do que a dedicação diária e sutil ao visual. Só para constar, e refletir.

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