Preconceitos… marca e origem

Publicado em Categorias Conversinha

Nas aulas de antropologia estudamos preconceito de marca e preconceito de origem. Na moda parece que temos algo de certa forma bem semelhante ao chamado preconceito de marca… Ao julgar pelo que vemos, olhamos, estamos julgando pelo que é visível – o que nem sempre reflete uma suprema realidade. Acontece que até mesmo no quesito ao qual o conceito é de fato aplicado, na questão das relações raciais, o Brasil é levado pelo preconceito de marca. A avaliação ou aceitação por aqui costuma se dar não pelas raízes de alguém, mas por tudo aquilo que é aparente e visível. Com exceção de cidades menores ou casos específicos um sobrenome, já por vezes espalhado e sem força, perdeu a importância que outrem carregou.

Levando essa ideia para um campo fora antropologia/sociologia temos o julgamento pelo visível e não tanto pelo histórico de determinada pessoa. A marca, que engloba o ‘embrulho’, traços físicos, gostos, sotaque, é fruto do primeiro contato enquanto a origem se liga pela descendência familiar ou étnica. No geral, o que mais vale? O que importa? Acho que nem uma e nem outra coisa, mas…

Exemplos de preconceito de marca e origem podem ser vistos no filme Uma Linda Mulher. A personagem de Julia Roberts (Vivian) é julgada por sua aparência de garota de programa e, depois, respeitada por estar bem vestida e bem acompanhada (de Edward, personagem de Richard Gere). Logo mais para o fim Philip (Jason Alexander), colega de seu ‘cliente’, sabendo de sua ‘profissão’, julga pela origem deixando de lado o novo visual. Preconceitos dentro de preconceitos, julgamentos em julgamentos.

Obviamente toda forma de preconceito é cruel, errada e rasa; devemos cuidar para não julgar erroneamente as pessoas apenas pelo que elas vestem ou aparentam, afinal pode ser que a pessoa seja incrível e apenas envia as mensagens erradas com seu visual. Claro que na pós-modernidade (não gosto desse termo assim solto, mas enfim…. achei válido) as ideias se formam muito rapidamente pela necessidade da informação e conexão rápida e eficiente, por isso mesmo cabe a nós cuidar muito do visual que apresentamos – principalmente em situações de julgamento eminente. Entrevistas de emprego, primeiros encontros, reuniões… são nesses momentos que devemos ressaltar o que somos, sem tentar inventar um novo visual em busca de aceitação pela marca. Cabe a nos, também, evitar qualquer rastro de mentira quanto a origem – seja familiar ou de círculos de convivência. Falhas são desnecessárias e ainda piores quando cavadas de maneira consciente.

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O Conversinha sempre aborda os assuntos de forma muito superficial, claro. Com isso não estou, de forma alguma, falando sobre antropologia ou algo do tipo. É apenas uma correlação. Porque no fim estudarmos, lemos e pesquisamos para aplicar o que aprendemos na vida . Certo?! =)

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