Não se entregue à tristeza

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Entre pessoas pessimistas e tropeços da vida, um convite ao sofrimento; logo ao lado, a possibilidade de seguir em frente

miseryNem todos os dias são superalegres, mas muitos são – ou devem ser – fáceis e leves, apesar das dificuldades do trabalho, da correria do dia-a-dia e das muitas tarefas que tentamos cumprir. No entanto, algumas pessoas estão sempre tristes, chateadas, de cara ruim e aparência amarrada. Não estão enfrentando problemas, doenças ou dramas familiares; elas apenas gostam de ser assim: infelizes. Levadas pela vontade constante de sofrer, procuram conquistar novos adeptos ao (literalmente) triste estilo de vida. E, acabam, sempre, reforçando o peso das dificuldades, salientando defeitos alheios e supervalorizando a tristeza. A escolha pela angustia ou tormento como melhor amiga não deve ser sedutora e não pode, de forma alguma, envolver quem não quer ser assim, destruindo sentimentos de alegria e felicidade que acompanham naturalmente os que sabem ver o lado bom da moeda ou os que gostam da vida com um tempero otimista.

Se aqui, ou ali, a tristeza é onipresente, olhe além. Assim como o sofrimento adora companhia, a felicidade também é digna de ser compartilhada. Um brinde aos otimistas! A alegria aproxima muito mais do que a tristeza usada como acessório. Não há mal em ter um dia ruim, em sofrer, se chatear e reclamar. Há algo de estranho em amar a dor, em ser a vítima, em querer convencer aqueles que estão por perto de que a dor é natural, que é justificável por muito pouco. Em se tratando do seu dia, do seu humor, nunca deixe que os outros compliquem a sua maneira de viver. Não deixe nem mesmo que os tropeços do dia lhe arrastem para um caminho sem volta. A tristeza é sedutora e abraça nas horas que somos açoitados por um problema, surpreendidos por uma decepção. Pode-se pensar em se entregar ao conforto do pranto, mas de que adianta?! Passe por cima. Há sempre um novo dia.

 

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