Será o fim da linha para o jeans skinny?

O empoderamento feminino reflete em todas as esferas. E na moda isso acontece de maneira direta. Tanto que alguns tipos de peças até pouco tempo atrás idolatradas vêm perdendo espaço. Falo, por exemplo, da calça skinny. Modelo afunilado e justo da cintura aos tornozelos, destaca pernas magras e finas – um padrão que nos acostumamos a perseguir. Só que com a mudança de comportamento das mulheres, a tendência também mudou. A skinny já não é mais a toda soberana implacável na terra das calças jeans.

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Outras modelagens de calças jeans, muito além do skinny, ganham força. O sucesso do boyfriend jeans serve de exemplo. A pegada até abriu espaço para o retorno triunfal das calças com cintura alta. Além dos modelos tradicionais de pernas retas – como o icônico Levi’s 501.

Pode ser que estejamos apenas passando por uma temporada de valorização do conforto. Ou, então, de fato, estamos mais preocupadas em desempenhar bem nossas funções. Sem precisar abrir mão do nosso estilo. Da nossa sensualidade. E talvez estejamos mais satisfeitas e felizes com nossas curvas. A ponto de destacá-las com o que mais nos valoriza. Ao invés de seguir na tentativa de mudar o corpo para que ele se adeque à modelagem mais famosa dos últimos anos.

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Jeans para todos

Vou concordar que o empoderamento virou tendência. Mas, qual o mal há? Quer um exemplo? Ame-as, ou não, as irmãs Kardashian são grandes empresárias. Que sabem como ninguém aproveitar os momentos do mercado. E, ao mesmo tempo, colocam a mulher sexy, segura, confiante e livre em voga. Exemplo recente da onda do jeans aqui descrita, e do empoderamento, foi o lançamento da nova marca de Klhoe Kardashian – Good American. O conceito trabalhado é o de calças jeans que vestem as mais variadas silhuetas. Tudo isso apresentado por modelos de etnias, corpos e estilos totalmente variados. Então, há opções para qualquer um! Tem, claro, muita calça skinny. Mas com uma grade que vai desde os tamanho pequenos aos grandes.

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RIP SKINNY JEANS?

Em um movimento junto ao primeiramente descrito, o jeans volta a ter sua pegada ‘de raiz’. Ele perde o jeito de calça colante, agarrada, com muito elastano, e volta a ser mais pesado. Quase puro. O jeans da mamãe, o modelo ‘do namorado’, as opções customizadas, além do flare e do curto, mostram que dá sim para arrasar em qualquer tipo de estilo. Já a moda de rua inspira e serve de referência.

Somos diferentes, cheias de desejos e vontades. Não precisamos, por regra, de um jeans skinny.

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Há, ainda, quem afirme  que o jeans skinny não está morto. A questão seria outra. Nas palavars de Sidney Morgan-Pedro, analista na WGSN, “os skinny jeans não morreu, ele agora apenas tem mais competição”.

Especialistas em tendência cravam que já é velha a história de que o jeans justinho está com seus dias contados. Que essa onda já vem sendo apresentada há anos, sem reais alterações nas prateleiras. O WGSN, aliás, destaca que mais de 50% dos novos modelos jeans que chegam às lojas tem modelagem skinny.

Tudo isso seria reflexo de uma demanda dos consumidores. E, sim. As marcas juram fabricar o que o público-alvo busca. E mesmo com os editoriais sugerindo outros modelos, como os largos e soltinhos, eles ainda não chegam perto do sucesso do skinny… Pra pensar.

Será que dessa vez a ideia do jeans folgado não vem com mais força e embasamento? Muitos duvidavam da aceitação do jeans do namorado. Assim como causou estranheza o sucesso dos calçados confortáveis, sem salto. Nas últimas semanas de moda, quase só se viu jeans largos, soltos e folgados. E a crescente presença de tais modelos nas ruas pode determinar um novo momento. Mudanças pesadas levam tempo.

Quem sabe, em breve, não veremos as lojas oferecem modelos variados, diversos, com pegadas distintas que possam agradar mulheres diferentes? Talvez o que falta é isso. Perceber que não dá mais para apostar em um só tipo de peça. Quando somos diferentes.

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