É preciso ter esperança

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Esperança alimentada por sintonia, por afinidade, pela busca por um futuro feliz

Esperança nos mistérios do tempo, nas graças da vida. Esperança no que pode, ou não, ser, acontecer. Esperança em ter a companhia de quem lhe faz bem e, assim, chegar a um lugar bom, mesmo que em meio a interferências externas que potencializam a pouca chance de um futuro feliz. Mesmo assim, bons momentos podem ser o fio de força necessário para alimentar essa tal esperança de que as coisas funcionem, cheguem onde podem (e deveriam) chegar. Sintonia não se discute, se sente. Não se nega, se aceita. São coisas como essa, raridades, que servem como prova de que um encontro, em meio a desencontros, não deve ser coisa do acaso – mesmo que esse acaso seja o responsável por presentes tão surpreendentes na rotina. Alguns momentos são presentes da vida, não importa se forem tirados em algum momento futuro, eles deixam os rastros de suas graças. Curam feridas… fazem renascer a tal esperança.

Essa tal rara esperança, que deveria ser parte do dia-a-dia, pode ser elemento vivo nas amarras do destino. Vez ou outra faz os tantos personagens de uma história parecerem detalhes de todo um contexto bem maior. Como duvidar das coisas que a vida é capaz de fazer por nós?! Parece que ela age por conta própria, trabalha incansável para que as coisas dêem certo. Difícil acreditar que os muitos obstáculos que aparecem são coisas que surgem para nos fortalecer… por mais que sejam, por mais que apareçam para ensinar… mas são. No fim, sempre fica o reflexo de alguém que está pronto para algo novo, maior, mais ousado, intenso.

Não adianta gastar tempo tentando decifrar os mistérios do destino… se fossem certos, materiais, não seriam mistérios… não seriam nada. Melhor que procurar explicações é viver, aproveitar o tempo que há para aproveitar e as chances que a vida dá. Cada sorriso faz valer a pena.

As coisas não mudam, elas apenas se alinham a novos desejos e novos sonhos. No entanto, estes podem ter algo em comum entre aqueles que esperam alguma boa nova do destino, que este se manifeste como algo bom para o futuro, como algo de feliz para os dias que vão surgir – ou para os dias de hoje. Podem ficar juntos se a vida cooperar, se se esforçarem para tal, se quiserem de fato abrir mão de certos prazeres em prol de algo duradouro. Nada mal sonhar, nada mal manter viva a crença de que dias novos podem trazer mais surpresas, nada mal dar espaço para a esperança e colocar essa dentro do peito, como um escudo que afasta coisas ruins, pensamentos negativos, olhares que desejam roubar, ou sugar, sua mais pura felicidade. Como uma criança que aguarda o dia do aniversário, ou espera o presente de natal, ficamos de mãos atadas nos braços do tempo. Podemos agir e tentar agilizar dicas quanto ao que nos será entregue, podemos tentar adivinhar o futuro, mas nada é certo quanto ao que é parte da vida, nada é certo quanto ao que não está nas nossas mãos.

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