Dezembro, e um chance para chegar lá….

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Quando chega dezembro, me pego pensando no que já foi e no que ainda pode vir. Por ser o último do ano, é o mês que carrega o peso das decisões finais, das resoluções, da vontade de ver tudo entrar nos trilhos – mesmo aquelas coisas que ficaram perdidas durante tanto tempo, nos outros meses que passaram voando e que, querendo ou não, reuniram momentos bons e ruins.

Além disso, é o mês das respostas, das aprovações ou reprovações, no qual os acertos ou as falhas ficam mais claros, os dramas se revelam e as inseguranças se multiplicam. É o tempo de analisar, de pensar no que foi feito e no que não foi feito. Faltou vontade? Sobrou preguiça? O que aconteceu para que os sonhos de janeiro se perdessem entre as folhinhas do calendário?!

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Pode-se dizer, ainda, que o mês pede renovações. No entanto, não é preciso esperar o ano virar para recomeçar, para alinhar o que está errado, para consertar o que não deu certo. Essa mania de procrastinar é tão prejudicial… Até mesmo porque a mudança que vale a pena é aquela aproveitada assim, no momento exato da vontade, naquele instante que bate um misto de tristeza e decepção que pode ser substituído por um anseio maluco de (poxa!) fazer acontecer! São aquelas ondas de otimismo que dão a sensação de que tudo vai dar certo, porque mais ora, menos ora, boa novas batem à porta. Não é assim que tem que ser?!

Mesmo que não se saiba ao certo para onde se vai, mesmo que o novo seja um risco, mesmo que o medo seja como um afago que protege e prende em um quartinho seguro (que mais funciona como uma prisão) é preciso vez ou outra se jogar de uma ponte sem saber se lá embaixo há água ou pedras. Afinal, seja nas emoções ou nas atitudes, estas que foram as grandes responsáveis pelo caminho trilhado nas últimas muitas semanas, só com uma mudança de rumo é que se muda o resultado.

Dia desses, entre pingos de chuva, enquanto as gotas caíam no para-brisa do carro e as luzes do trânsito mostravam um ensaio de engarrafamento, me peguei pensando em outras avenidas e cruzamentos que podem levar para longe. Pensei no quão longe e quão perto essa mudança pode estar. Não houve medo. Houve vontade, aliás, de estar próximo daqueles que nem mesmo conheço, mas que, talvez, venham a me incitar a ser melhor. E aí a lembrança do quão positiva pode ser a convivência com os que inspiram, que incomodam, que te fazem sair da zona de conforto e te levam a fazer algo diferente e que te mostram que você ainda é muito pouco e está muito longe de onde você pode, talvez, chegar.

Texto originalmente publicado em 4 de dezembro de 2014.

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