Cadeira cativa para a imagem

Nunca se falou tanto sobre a importância da imagem no campo eleitoral como tem sido discutido ultimamente. Talvez a pouca credibilidade de alguns muitos candidatos faça com que questões antes secundárias sejam colocadas em voga, ou então esse efeito seja um reflexo natural das mudanças de visão e comportamento estabelecidas com o passar do tempo. Imagem sempre foi questão valorizada, mas ultimamente isso tem sido algo discutido abertamente e não mais um tabu visto como futilidade – como acontecia até pouco tempo atrás. Que pessoa tida como séria ousaria admitir que necessitava de um auxilio para se vestir bem?! Sabemos como a história era. Hoje a aquisição de serviços, gerais, mostra o perfil de uma pessoa completa que se preocupa com todos os mínimos detalhes capazes de valorizar seus pontos fortes e fortalecer sua personalidade. Não pense em fraqueza – pense em mente aberta, daquele que sabe que não há como nascer carregando todos os conhecimentos do mundo… mas é possível aprender e, dessa forma, melhorar.

Imagem é algo com cadeira cativa na lista de prioridades de uma pessoa pública e enquanto muito se fala do assunto, durante a corrida eleitoral, por vezes se esquece de colocar em pauta a importância do discurso, do comportamento, dos pequenos detalhes que estruturam um grande e forte candidato. Pense em um terno alinhado, um vestido bem cortado, linhas firmes e limpas que abrem as portas para palavras igualmente fortes e impactantes… enquanto… um olhar torto, um aperto de mão frouxo, um comentário preconceituoso ou uma atitude infantil geram o tão temido desastre. São pequenos deslizes que fazem com que a imagem escorra, sobrando uma forte mal impressão de uma pessoa que não convence como real, assim como um pacote de presente bonito que quando aberto mostra não ter conteúdo – uma caixinha vazia.

Na outra mão um presente mal embrulhado, jogado aos cantos, presenteando pessoas erradas (que pouco se interessam por aquele mimo em si) gera o mesmo efeito decepcionante. Impossível não perceber a complexidade do processo. Não se pode falhar por aqui… mas muito menos se descuidar por ali. Dai a razão pela qual a política está cada vez mais atrelada a serviços de aprimoramento visual, além de questões gerais ligadas ao marketing pessoal (algo um pouco mais comum e antigo nesse meio). Os bons candidatos não podem perder pontos nos detalhes e os ainda não tão fortes querem se garantir através do fortalecimento pelo impacto da aparência. No fim, a imagem se mostra sempre um grande ponto de preocupação… mais do que nunca algo impossível de ser ignorado.

Prepare-se para as liquidações

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Já é fato que em dez dias ou um pouco mais as liquidações começam a fervilhar. Se preparar para realizar boas aquisições é extremamente importante. Dê uma boa olhada no guarda-roupa, aproveitando esses dias entre natal e reveillon que costumam ser parados e entediantes. Vale fazer aquela limpa praticando o desapego e se perguntando o que falta no seu acervo e quais tipos de peça podem potencializar seus looks. Foco! Compras planejadas são garantia de felicidade.

E posso fazer uma analogia estranha mas que funciona como explicação para as tais compras planejadas?! Adquirir novos itens do vestuário, e de tudo na vida, é como fazer supermercado… você olha a despensa, anota o que está faltando e sobrando, e a partir disso lista quais são as compras da semana (ou mês); ao chegar no supermercado você tenta se manter fiel a essa lista super organizada, mas mesmo assim acontece de comprar um chocolate ou uma bebida que não estavam nos planos… ao invés de desesperar você curte essa aquisição inesperada, mas toma o cuidado pra não fazer do erro ocasional uma regra recorrente. Então por que não aplicar esse mesmo pensamento quando o assunto é moda? Compramos o que precisamos e brincamos com exageros ou extravagâncias, contando que isso não nos deixe sem o pão de cada dia.

Encontro de Consultores de Imagem

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Aconteceu no último sábado, dia 12.12, o Encontro de Consultores de Imagem. Ao que tudo indica esse foi o primeiro evento do tipo, onde toda a classe ou a parcela mineira que se dispôs a tal se reuniu em busca de um único objetivo – valorizar a profissão.

A consultoria de imagem não é um campo novo ou recente, mas ainda está trilhando seu caminho e se estruturando; no Brasil ainda não somos conhecidos ou reconhecidos devidamente. Métodos de trabalho, formas de se profissionalizar, caminhos para encontrar clientes… tudo isso é muito pessoal, mas por que não dividir um pouco do que já se sabe ou aprendeu?! E foi isso o que aconteceu no encontro.

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Há um número crescente de pessoas empenhadas  em trabalhar com consultoria de imagem, mas vale lembrar que a profissão é como toda outra profissão e requer dedicação, estudos, pesquisas, comprometimento e muita seriedade; não trabalhamos com moda e sim com pessoas, por isso a paixão deve estar vinculada não ao consumismo e sim à vontade de entender alguém. Como dizem as Oficinas “é preciso gostar mais do pé do que do sapato”.

Cada um molda sua formação do jeito que considerar mais adequado a sua linha de trabalho e também a suas capacidades. De onde você sai e pra onde você vai é o que deve ser analisado, mas é preciso ter a técnica que se faz a maior e mais forte ferramenta de uma boa atuação.

Colegas e não concorrentes. Chega de querer passar a perna em quem trabalha como você, buscando um mesmo objetivo; se queremos e buscamos respeito, se queremos ser valorizados, devemos ter a ambição conjunta de crescer como um todo. Há mercado pra todo mundo, afinal cada profissional é diferente e por isso vai encontrar alguém que se interesse por sua linha de trabalho. Há a necessidade latente de uma associação ou algo do tipo, pois é interessante regulamentar algo que hoje pode ser exercido por qualquer um e de qualquer forma.

Não basta estudar, é preciso atuar. Cursos e mais cursos, no Brasil ou no exterior, são ótimos mas o conhecimento se perde quando o saber não é praticado. Deve-se começar de algum lugar, de alguma forma, pois esse impulso inicial é o que alimenta dúvidas que serão esclarecidas com o passar do tempo.

Enfim, agradeço ao convite e a iniciativa de Dani Amado. Foi ótimo participar e espero que esse seja o primeiro de muitos encontros que podem e devem acontecer em outros estados e, futuramente, de forma nacional. Que tal?! Juntos somos mais (bem clichê, mas é fato).

As fotos são de Fernando Moretzonh.

Ignorem minhas caretas… é o meu jeitinho.

Não basta ser premium

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Não é porque um jeans é Seven, Diesel, True Religion ou seja lá o que for que ele vai necessariamente vestir bem. O corte pode ser impecável, o tecido super bacana, lavagem interessante, mas esse conjunto apenas funciona quando a peça valoriza as formas da sua silhueta. Jeans premium, por si só, não garante acerto pleno. Então antes de sair investindo pesado numa peça absurdamente cara pense na estrutura da mesma, pois é isso que trará satisfação e beleza – muito além de carregar uma marca badalada.

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Hoje em dia encontramos alguns jeans vistos como premium de fabricação nacional, como é o caso do RK Denim ou da John John (alguém sabe se ainda existe a Hotel Denim?!). Acho que é, muitas vezes, bem mais válido trabalhar com essas ou outras marcas brasileiras do que com coisas importadas que, por vezes, não caem tão bem numa silhueta tipicamente cheia de curvas. Já repararam, por ai, o tanto que algumas calças da Diesel apertam e achatam o bumbum de quem usa?! Tudo bem, trata-se de uma escolha errada do modelo… mas é porque a calça foi mais feita para abraçar um outro tipo de corpo. Já os jeans da Seven tendem a cair melhor num corpo voluptuoso, só pra constar.

Bom, fica a dica de dar mais atenção a peça do que a etiqueta e tomar muito cuidado com as encomendas feitas a amigos ou conhecidos que viajam ao exterior; é muito difícil comprar jeans sem provar… na verdade acho que é algo praticamente impossível, a não ser que você já conheça perfeitamente o corte, a lavagem e tudo mais; afinal, um tipo de tratamento dado a um determinado tecido pode alterar totalmente a forma ou resultado de duas peças de corte e modelagem idêntica.

Menos Jeans…

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A voguete Helô Gomes estava comentando no blog dela, o Sanduíche de Algodão, sobre trocar o jeans pela calça de tecido… tudo em nome do projeto verão sem canga. Menos calça jeans, mais calça de tecido! O jeans aperta a circulação, o que deixa a pele ainda mais ‘machucada’”. A ideia é ótima pro verão, pro visual e a pele agradece chorando beleza e maciez. Mas perder velhos hábitos pode não ser lá tão simples…

O jeans é prático, eficiente e curinga; no entanto as calças de tecido, ou mesmo peças como shorts, bermudas e saias podem ser igualmente simples de usar se pensarmos nelas em modelagens mais neutras e secas. A forma de compor pode ser aplicada de maneira semelhante a trabalhada no jeans, só que ao invés de um visual super casual e despojado você caminha muito para a casa da elegância, sem o menor esforço.

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Mas nem tudo precisa ser básico. Se existem jeans diferenciados (com gavião baixo, boca ampla, detalhes, aplicações…) vale abrir a mente para calças desse jeito… que muitas vezes são esquecidas pelo medo de aproveitar pouco a aquisição. Olha, se a roupa foge do básico ela deve ser a sua cara e com isso o uso repetido pode virar algo como sua marca registrada.

As calças de tecido podem ser pensadas no linho, no algodão, viscose, lã fria… tudo o que deixe seu corpo bem. E se você sente que o jeans modela a silhueta pode-se pensar nisso em outros tipos de peças já que um tecido um pouco mais estruturado, com modelagem adequada, consegue super bem segurar culotes e levantar o bumbum. Não é desculpa boa apelar pra história de que as calças de tecido marcam as formas… elas marcam se você deixar.

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Sabemos que o jeans aperta e muitas clientes reclamam mesmo que se sentem incomodadas em passar um dia todo usando a peça; eu sou desse time e desde muito tempo uso jeans apenas esporadicamente. Me sinto bem mais bem vestida com calças de tecido e o conforto é inexplicável.

Por fim, não caia na velha armadilha da calça preta de secretária eu não tenho nada contra as secretárias, pelo contrário. Modelos clarinhos, em tons de cinza, marrom, riscados ou texturizados são muito mais criativos que o modelo previsível preto que pode deixar seu visual super sério e carrancudo. E vamos enfrentar o calor com máxima dignidade!

As peças aqui apresentadas são da Alcaçuz, marca super feminina e elegante que conheci numa ida a São Paulo e me hospedei exatamente em frente a loja da Alameda Lorena – depois disso sempre me hospedei lá. Infelizmente acho que só vende em terras paulistas mesmo… mas fica a dica. Sei que entra sempre no Coquelux, mas raramente algo realmente bacana.