Pensando sobre coisas e sinais da (tal) vida

Existem dias, ou épocas, em que a vida ensaia brincar com você. Sinais, indicações, encontros, desencontros, falhas e acertos que parecem lhe contar uma história. Mas, o quão difícil é entender o contexto?

Encarar uma realidade para a qual tapamos os olhos pode ser muito doloroso e cruel. Principalmente quando a novela se arrasta por muito tempo, passando a ser parte de seu cotidiano.

Já percebeu o quanto é difícil se desapegar de um costume?

Não mais que de repente a vida (essa tal vida, quase uma pessoa materializada) vem lhe dar um susto jogando nas suas mãos, repentinamente, um mundo de informações novas a serem assimiladas. Em meio a essas novidades, talvez das quais você já muito desconfiava, brota a vontade de não acreditar ou ao menos de acreditar naquilo que o outro (ou outra) lhe fala.

Saber qual decisão tomar é muito difícil e as estatísticas apontam que quase sempre tendemos a cair no erro, dramatizando pontos a serem esquecidos e menosprezando detalhes e descobertas que tudo possuem de real.

Num mundo onde não conhecemos ninguém por completo, mas estamos sempre conectados por coincidências e amizades ligadas à amizades, o que parece mais seguro é confiar em seu coração. Por mais clichê que isso possa soar.

Alguns lhe enganam, outros tentam lhe enganar, mas se algo está acontecendo é porque do jeito que estava não podia mais ficar.

Recomeços

Falo, ainda, sobre seguir o sexto sentido. Às vezes parece que a vida (Vida, vou mesmo lhe tratar como pessoa) trata de organizar suas peças, forçando recomeços e encerrando etapas. Procure curar feridas, esquecer erros do passado e superar medos.

Devemos acreditar sempre que se um ciclo se fecha é porque outro muito melhor e mais bonito está para começar.

Que tenhamos força para recomeços, que tenhamos coragem para nos expor e que mentiras apareçam em meio a coincidências, nessas coisas que nem os filmes conseguem reproduzir tão bem. Nesse mundo não existem protagonistas e antagonistas, somos todos personagens buscando um objetivo em comum – a felicidade.

Se cada novo dia é uma página em branco, temos o direito de nos recusar a repetir um final infeliz.

Texto publicado originalmente em 10 de setembro de 2010.

Descomplique: Consultoria de Estilo a Distância

Vestir não precisa ser tão complicado. Nem pra mim, nem pra você… nem para ninguém!

Em quase 10 anos de trabalho com a Consultoria de Estilo muito mudou. E, agora, principalmente, estamos cada vez mais conectados e mais seguros quanto a validade dos serviços virtuais. A comunicação online, mais do que nunca, quebra barreiras. Por isso me sinto plenamente confiante para trabalhar com outros formatos de serviços, que vão além do presencial – seguindo firme com a Consultoria de Estilo a Distância (ou online, ou virtual) que já ofereço há tanto tempo…

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Após reformular o material, cheguei no que considero o melhor Guia de Estilo que já ofereci. A mudança veio do retorno que recebo das clientes, E, agora, percebo que cheguei em um formato que me agrada totalmente e que é simples e didático, como deve ser.

O material da Consultoria de Estilo à Distância é diferente daquele entregue no serviço presencial. Ele é mais completo e explicativo. Mesmo porque são abordagens distintas, apesar de terem como ponto de partida e chegada algo semelhante: confiança para vestir e facilidade para comprar. Se você quer conhecer, me escreva. =)

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O serviço é oferecido R$ 770. Como retorno, a (ou o) cliente recebe além de um Guia de Estilo (super completão – individual e todo explicadinho) alguns materiais extra, que variam de caso para caso. De toda forma, claro, são muitas as imagens e os complementos – indicações de leituras, vídeos, e muito mais que possa ser útil no processo de reavaliação da imagem. O trabalho conta, também, com encontros virtuais, além da resposta de questionário e envio de fotos para a concretização das análises.

E tudo é feito por mim, Amanda. Sem que estagiários, ou terceiros, coloquem as mãos em questionários ou fotos – prezo muito pela privacidade de cada um, assim como gosto da minha.

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Se você, por acaso, já solicitou o orçamento e recebeu retorno com um preço diferente deste aqui, tudo bem. Você ainda pode contratar o serviço com o valor antigo. Ou seja, uma boa oportunidade.

Estaremos cada vez mais junas, seja em texto, vídeos ou conversas online. Tudo faz parte de um processo de autoconhecimento e evolução!

E eu, como Consultora de Estilo, e como pessoa que também tem a sua relação com as roupas repleta de dúvidas e inseguranças (com as quais adoro lidar), acredito muito que descomplicar o ato diário do vestir é sinônimo de qualidade de vida. Sinto, no meu dia a dia, e no retorno que recebo das minhas clientes, como pode ser positiva a revião do relacionamento com o guarda-roupa. Roupas, aliás, são complementos. São o meio, mas não o começo ou o fim. E espero que cada vez mais mulheres (e homens, também) sintam-se assim. Confiantes.

Quer conhecer? Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

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Só pra constar

Para muitos, já não há mais diversão sem flashes, felicidade sem postagem de fotos e conquistas sem declarações registradas em redes sociais. Na era do espectáculo, comunicar sentimentos e divulgar elementos que remetem à superioridade parece algo quase que obrigatório. A compra, a viagem, o jantar, o ingresso, a roupa ou o drink. Um foto, um comentário, a contabilização de curtidas e de popularidade.

Observados por muitos, queridos por poucos, somos escravos de um tempo de carências. São muitos os que ambicionam elogios ou até mesmo a atenção da crítica. A afirmação da suposta felicidade parece mais importante do que a felicidade em si. Ou a conquista só é saborosa se for passível de comparações. Talvez será preciso um pouco mais de tempo, e maturidade, para aprender a lidar com as características multifacetárias da vida virtual, ou mesmo descobrir a melhor maneira de jogar com as possibilidades de um momento no qual podemos expor nossas vidas de maneira instantânea e, naturalmente, sofremos com a mesma velocidade de tal ato ao perceber que toda euforia é passageira. Após o auge da foto, do post, sobra apenas a realidade que nem sempre é tão mágica. Esta, aliás, quando é perfeita, ou intensa, supera a necessidade de divulgação, pois por si só já é plena.

 

Texto publicado, originalmente, em 2 de dezembro de 2012.

Para repensar a imagem

Limitar o ato do vestir, repetindo regras pré-fabricadas, é esquecer que o que mais importa é ser feliz e se sentir bem

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O que mais vemos nos sites e nas revistas de moda são orientações para uma silhueta perfeita, com modelos que desfilam traços magros e corpo alongado. Afinal, o sonho ou o desejo de muitas por uma silhueta padrão é alimentado pela mídia. Não?! No entanto, tal sensação de bem estar, que parece estar tão ligada ao corpo que carregamos (e gera autoestima elevada) vai muito além da forma física – e vem de outras coisas… tipo, do simples “se sentir bem” com as roupas. Disso ninguém pode esquecer. No entanto (e ainda bem!) o mundo é feito de pessoas diferentes – com vontades e desejos próprios, com particularidades únicas. Com isso, não é estranho ou raro encontrar quem queria ressaltar o quadril já chamativo, destacar os seios já voluptuosos ou marcar coxas grossas; ou mesmo quem se aceite com o corpo que tem, longe dos esteriótipos do cinema e das passarelas. Tais desejos vão muito além do que está registrado em quase todo e qualquer previsível bê-á-bá de estilo pessoal. E isso é demais!

A moda é incrível. É o retrato de um tempo, a tradução da estética de uma época e um registro visual das preferências de uma sociedade. Mas, o que mais importa, é o que faz cada um feliz. E daí se o look ficou exagerado, se a combinação foi além do esperado e se as peças não traduzem tendências?! E qual o problema de vestir-se com muitas cores, de apostar no preto total ou de usar tons contrastantes. Quem disse que temos e devemos que ter o que é considerado “legal” hoje?! O que há de belo é o sorriso no rosto e a incrível sensação de bem estar que vem de dentro para fora e faz qualquer look ficar maravilhoso! É o brilho nos olhos, a confiança refletida no jeito de caminhar e a energia ao se movimentar. Nada mal.

É claro que também nos serviços de Consultoria de Estilo/Imagem é natural apostar em orientações que limitam para ensinar quanto ao que funciona ou não funciona – ao menos a princípio. Porque, de forma geral, é um caminho para pensar formas de alcançar a autoestima elevada, por abrir um sorriso ao ver sua imagem no espelho. E isso vem de conversas, da busca por saber o que incomoda para ser solucionado. Se não é um problema, não há porque propor soluções. Mas, tal caminho de limitações nada mais é, ou deve ser, que uma etapa, uma fase, para quem está perdido e não consegue se enxergar como uma tela em branco em meio a um mundo de variações! É necessário, claro, limitar, listar o que funciona, para preparar a mente para outros desafios, entre combinações e coordenações antes inimagináveis. E funciona. Mas não precisa ser uma regra permanente na vida de nenhuma pessoa. Isso pode, aquilo não pode, isso é bonito, aquilo é feio… quem disse?!

Ao compreender a silhueta, entender como manipular uma cartela de cores, explorar formas de brincar com os acessórios, nasce um novo jeito de encarar o guarda-roupa. É como uma criança que aprende a ler e, naturalmente, também quer escrever; é como alguém que descobre algo novo e quer ir além. Por isso a experimentação é tão importante! O tal ato de juntar peças apenas para sentir o resultado, ou testar um mix novo, diferente, por pura curiosidade. Com isso, e por isso, fica a sensação livre e pura de que cada um deve saber como lidar com o seu visual. Não há que se preocupar, essencialmente, com opiniões alheias. Se sente bem? Está feliz? Ótimo! Permanentemente insegura quanto ao visual, gastando horas para escolher peças?! Mude já. Nunca é tarde para repensar a imagem e sempre é hora de escolher ser feliz.

Quer um sinal?

Pare de esperar sinais e faça acontecer

A vida nos apressa, chama, incita, nos lembra da necessidade de que algo seja feito, de que tudo mude ou continue como está. Decidir não mudar já é uma decisão. São estalos de realidade, sopros na memória ou instantes de lucidez que gritam a necessidade de que as coisas se transformem, se reestruturem, saiam de um lugar para outro. É a mente pedindo para respirar um ar puro e fresco fora da zona de conforto, é o corpo implorando por algo melhor, por algo mais digno ou mais cheio de vida. E se ficamos sempre parados esperando por um sinal da vida, estamos deixando o tempo passar – este que corre cada vez mais rápido, com uma velocidade assustadora, como o sangue que corre em nossas veias. Se estivermos dispostos, alertas, atentos e vivos, estaremos sempre criando ou encontrando nossos próprios sinais, como chances para fazer o que deve ser feito. Trata-se de uma forma de descobrir coisas maravilhosas entre as artimanhas do acaso. É o tal fazer acontecer. Se você estava esperando um sinal, talvez o sinal seja este, talvez ele esteja bem na sua frente. Um novo dia é sempre uma nova chance, uma oportunidade para fazer tudo certo, ou errar com a segurança de quem arriscou. Basta fazer alguma coisa, nem que esta coisa seja não fazer nada, mas com consciência, tendo na mente a certeza de que até mesmo a espera foi fruto de uma decisão.