Um pouco Frida Kahlo: pensamento sobre uma mulher afrente de seu tempo

São poucos os que conseguem expressar de forma clara e aparente sentimentos em forma de arte – seja ela música, pintura, dança. E poucos são aqueles que se comunicam de forma direta e sincera ao contar uma história, seja ela triste ou feliz. Há sempre um exagero. Assim como uma seleção de detalhes que são apagados ou ampliados.

Frida Kahlo
A artista mexicana, Frida Kahlo
"Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pensei sonhos, só pintei a minha própria realidade", Frida Kahlo

Frida Kahlo foi intensa ao representar em traços certeiros, quase sempre dramáticos, sua dor e sua luta. Uma vida restrita não apenas pelas limitações físicas, mas também por uma história de amor cercada de machismo (enraizado em seu tempo e cultura).

Se a pintura era a forma de expressão de Frida, de contar ou gritar pro mundo tudo o que sentia e pensava, temos nós as roupas como elementos de exteriorização – por onde podemos dar dicas e pistas sobre o que sentimos e acreditamos.

Frida Kahlo nasceu na Cidade do México
Frida Kahlo nasceu (1907) e morreu (1954) na Cidade do México, em Coyoacán

Dentro do nosso estilo pessoal, ligado ao que imaginamos ser mais ou menos viável, podemos trabalhar com elementos que antecipam nosso humor ou nossas ambições.

Uma crescente dor e um crescente talento

As dificuldades crescentes de Frida Kahlo, assim como sua dor física, foram retratadas de forma igualmente crescente em suas criações. É possível perceber essas alterações. Principalmente porque elas não precisam de um narrador para deixar claro o quanto sua vida mudava quadro após quadro. Desenho após desenho. Texto após texto (registrado em diários). E o quanto cada dia ficava mais forte e difícil.

O talento de Frida Kahlo foi eternizado em pinturas e desenhos

Se pararmos para analisar nossa forma de vestir, nos últimos meses ou anos, vamos ter um retrato das mudanças de vida pelas quais passamos, evidenciadas pelo trabalho de cor, textura, formas.

Há momentos escuros, dominados pelo uso de preto. Outros suaves, retratado por tecidos leves e transparente. Também um toque de rebeldia, no uso de aplicações inusitadas. Por mais que alguém seja mais clássica, ou mais ligada aos modismos, sempre haverá uma forma de visualizar as sutis transformações vividas dentro de um espaço de tempo.

"Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor", Frida Kahlo

Não podemos, na vida cotidiana, ser obras de arte ambulantes. E dominadas pelo exagero de mensagens. No entanto, é nos mínimos detalhes que vale ser um pouco Frida. E não temer revelar sua realidade.

Certos sentimentos podem ser omitidos nas palavras ou ressaltados nas roupas, mas transbordam no olhar.

De nada adianta tentar quebrar a ligação entre a escolha do vestir e o vestir, de fato, uma roupa.

Post criado, originalmente, em julho/2010.

Uma frase de Gabrielle Bernstein

Quando a gente duvida da nossa capacidade, do nosso merecimento, a gente se limita. E trocamos energia positiva por negatividade… Os nossos pensamentos, assim, criam formas igualmente negativas.

E, para qualquer um, felicidade é um direito. Mas, ela não vem sem que a gente permita.

Por que seria diferente?

Igualmente, temos o direito de sonhar grande. Desde que tenhamos confiança suficiente para permitir uma plena entrega ao sonho. E, a partir daí, correr atrás.

Tudo é energia

A coach Gabrielle Bernstein compartilha uma mensagem positiva e tem uma história de superação e entrega. Além disso, ela nos mostra, com clareza, o quanto a entrega ao amor e ao tempo do universo permite que milagres aconteçam em nossas vidas.

Falo sobre perseverança, fé e paciência.

Fé que deve estar presa não apenas (ou nem mesmo) à religiões ou crenças… mas sim na fé em nos mesmos. No nosso potencial. No poder da paixão.

Somos uma fonte inesgotável de força. Mesmo que, vez ou outra, a gente se esqueça disso… É que quando aplicamos nossa energia no que queremos, tudo pode acontecer.

O contrário vem quando a gente se deixa levar pela baixa autoestima, insegurança, pelo medo… Trata-se de um ciclo. Que precisa ser quebrado.

Por mais que tentem vender pra gente a ideia de que somos o que temos, ou a sensação de que seremos mais se tivermos mais, isso não é verdade.

Não mesmo.

Um carro caro, uma bolsa de grife, um apartamento enorme com varanda gourmet, ou um celular ultramoderno nada acrescenta, se não melhora (de fato) a nossa vida. Se não nos traz pura felicidade. Se foi comprado, ou adquirido, apenas para mostrar aos outros.

O nosso real poder

Nós mesmos somos a nossa maior e inesgotável fonte de força e de poder. Está em nós a força que precisamos para que a gente se conecte ao universo. E receba o que é nosso por direito.

E não nos outros, ou em bens materiais…

Aquilo que sentimos quando achamos que estamos com “sorte” é o resultado da nossa energia positiva aplicada no que desejamos de verdade.

Novamente, não é sorte. É a nossa conexão com algo maior.

Como diz Gabrielle Bernstein, “a sua presença é o seu poder”.

Sobre ousar, aparecer e deixar que nos vejam

Dia após dia, somos bombardeadas com imagens perfeitas, vidas perfeitas, rotinas incríveis e repletas de atividades empolgantes. É o mal das redes sociais, nas quais grande parte das pessoas preferem apresentar apenas um recorte de seus melhores momentos.

Há como questionar?

Mas, isso pode nos abalar. E nos limitar. Fazer com que pensemos, sempre, que não somos bons o suficiente. Ou que não temos nada de bom ou interessante para mostrar. E isso não se resume, apenas, a nossa vida pessoal. Afeta, também, a esfera profissional… e, também, a nossa imagem. E a nossa relação com o guarda-roupa.

Por nos considerarmos piores do que os demais, com nossas imperfeições, podemos acabar tentando nos esconder. Seja em roupas sem graça, em peças que não chamam atenção, ou em casulos formados por itens largos, grandes e que não atraem olhares…

Como resultado, uma baixa autoestima. Uma sensação constante de fracasso. E a ideia de que é preciso ser bom, ótimo, incrível ou maravilhoso para ser aceito.

PERFEITAMENTE IMPERFEITOS

No livro ‘A coragem de ser imperfeito’, Brené Brown fala justamente sobre isso. Sobre as imperfeições que nos fazem perfeitos. Sobre as falhas que nos fazem mais interessantes, mais reais e mais incríveis. Sobre a busca por uma aceitação que não precisa, por regra, passar por uma vivência sem falhas.

“Em vez de vivermos de julgamentos e críticas,devemos ousar, aparecer e deixar que nos vejam. Isso é a coragem de ser imperfeito! Isso é viver com ousadia! Estamos aqui para criar vínculos com as pessoas! Amor e aceitação são necessidades irredutíveis de todas as pessoas”, pondera Brené Brown.

E como isso pode ser utilizado em nossas vida?

Quando nos permitimos ser quem somos, sem esconder o que nos deixa vulneráveis, tudo muda. Quando nos aceitamos (e amamos) mesmo com nossas imperfeições, as coisas acontecem. E quando entendemos que somos sim interessantes com nossas peculiaridades, a vida caminha pra frente. É isso que nos liberta, que nos aproxima e que faz de nós, de fato, pessoas reais.

Você tem tesouros escondidos…

Quando a gente se acomoda, a gente deixa para depois a realização de sonhos. E, se não acordamos à tempo, tais desejos nunca se realizam. E dão lugar a frustração.

Sem limite de idade

Eu não li “Comer, rezar, amar”. O grande sucesso de Elizabeth Gilbert só foi por mim conhecido depois que o livro foi adaptado para o cinema. E este me tocou profundamente. A ideia da realização tardia, em um tempo no qual a juventude parece a data limite para conquistar algo, abriu os meus olhos para o fato de que não, não era tarde para viver a vida que sempre sonhei. 

Percebi que minha ambição não era só um mero capricho. Era uma vontade muito intensa de ter algo que eu acredito ser meu por direito. Passei a acreditar que a crença em meu talento e potencial não são mera invenção do meu ego… Posso dizer, ainda, que o TED de Elizabeth Gilbert mudou a minha perspectiva de vida.

Foi como um chacoalhão.

Não são raros os casos de pessoas que se realizam perto ou após os 40 anos. Pensando assim, rapidamente, lembro de Saramago, Paulo Coelho e, claro, da própria Elizabeth Gilbert… por que, então, eu deveria me acomodar aos 20, ou 30?

Estilo em qualquer idade

E é isso que penso, também, sobre a consultoria de estilo. Cada um tem seus sonhos, desejos, vontades e, para muitos, ter um bom relacionamento com as roupas – amar-se em frente ao espelho – é um grande desejo. Que, por algum motivo, não se realiza. Mas, claro, não deveria e nem mesmo precisa ser assim.

“ Você tem tesouros escondidos dentro de si — tesouros extraordinários —, assim como eu e todos aqueles à nossa volta. E trazer esses tesouros à tona requer esforço, fé, foco, coragem e horas de dedicação, e o relógio não para, e o mundo continua a girar, e simplesmente não temos mais tempo para pensar tão pequeno”, afirma Elizabeth Gilbert em Grande Magia. A publicação de 2015 explora a importância da vivência criativa e de uma experiência plena, uma reviravolta, sem precisa, para isso, largar tudo.

A vida plena, aliás, está nos detalhes. Viver e realizar-se requer, antes de tudo, esforço. Dedicação. Entrega. E fé.

O que você está fazendo para trazer à tona seus tesouros?

Se você ainda não leu "Grande Magia", leia. Confira aqui.

Numa frase: sobre ver, sentir, pensar, acreditar…

Stacy London desistiu das regras de moda – amém. A consultora de moda destaca que não acredita mais nelas. “Os conselhos que eu dou agora são mais na linha de entender o que as pessoas querem e sentem, e ajudá-las a chegar lá”, afirma.

E é bem por isso que ela deixa bons ensinamentos para quem quer se sentir bem e feliz com a própria imagem.

Por dentro e por fora

Em seu novo programa – Pegar ou Largar (um pouco bobo, talvez) – ela ressalta a importância de que a imagem exterior esteja de acordo com o que há no interior. Que o visual não seja uma fantasia.

“Ver, sentir, pensar, acreditar – estes são os estágios de como nos mudamos nosso estilo, por fora, e a nossa autoimagem, por dentro”, diz Stacy London. Não é verdade? Neste processo de auto-conhecimento e descobertas, aprendemos a valorizar o nosso visual por meio daquilo que acreditamos e somos.

Conheça a consultoria de estilo e pare de sofrer em frente ao guarda-roupa. Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.