Sobre ousar, aparecer e deixar que nos vejam

Dia após dia, somos bombardeadas com imagens perfeitas, vidas perfeitas, rotinas incríveis e repletas de atividades empolgantes. É o mal das redes sociais, nas quais grande parte das pessoas preferem apresentar apenas um recorte de seus melhores momentos.

Há como questionar?

Mas, isso pode nos abalar. E nos limitar. Fazer com que pensemos, sempre, que não somos bons o suficiente. Ou que não temos nada de bom ou interessante para mostrar. E isso não se resume, apenas, a nossa vida pessoal. Afeta, também, a esfera profissional… e, também, a nossa imagem. E a nossa relação com o guarda-roupa.

Por nos considerarmos piores do que os demais, com nossas imperfeições, podemos acabar tentando nos esconder. Seja em roupas sem graça, em peças que não chamam atenção, ou em casulos formados por itens largos, grandes e que não atraem olhares…

Como resultado, uma baixa autoestima. Uma sensação constante de fracasso. E a ideia de que é preciso ser bom, ótimo, incrível ou maravilhoso para ser aceito.

PERFEITAMENTE IMPERFEITOS

No livro ‘A coragem de ser imperfeito’, Brené Brown fala justamente sobre isso. Sobre as imperfeições que nos fazem perfeitos. Sobre as falhas que nos fazem mais interessantes, mais reais e mais incríveis. Sobre a busca por uma aceitação que não precisa, por regra, passar por uma vivência sem falhas.

“Em vez de vivermos de julgamentos e críticas,devemos ousar, aparecer e deixar que nos vejam. Isso é a coragem de ser imperfeito! Isso é viver com ousadia! Estamos aqui para criar vínculos com as pessoas! Amor e aceitação são necessidades irredutíveis de todas as pessoas”, pondera Brené Brown.

E como isso pode ser utilizado em nossas vida?

Quando nos permitimos ser quem somos, sem esconder o que nos deixa vulneráveis, tudo muda. Quando nos aceitamos (e amamos) mesmo com nossas imperfeições, as coisas acontecem. E quando entendemos que somos sim interessantes com nossas peculiaridades, a vida caminha pra frente. É isso que nos liberta, que nos aproxima e que faz de nós, de fato, pessoas reais.

Você tem tesouros escondidos…

Quando a gente se acomoda, a gente deixa para depois a realização de sonhos. E, se não acordamos à tempo, tais desejos nunca se realizam. E dão lugar a frustração.

Sem limite de idade

Eu não li “Comer, rezar, amar”. O grande sucesso de Elizabeth Gilbert só foi por mim conhecido depois que o livro foi adaptado para o cinema. E este me tocou profundamente. A ideia da realização tardia, em um tempo no qual a juventude parece a data limite para conquistar algo, abriu os meus olhos para o fato de que não, não era tarde para viver a vida que sempre sonhei. 

Percebi que minha ambição não era só um mero capricho. Era uma vontade muito intensa de ter algo que eu acredito ser meu por direito. Passei a acreditar que a crença em meu talento e potencial não são mera invenção do meu ego… Posso dizer, ainda, que o TED de Elizabeth Gilbert mudou a minha perspectiva de vida.

Foi como um chacoalhão.

Não são raros os casos de pessoas que se realizam perto ou após os 40 anos. Pensando assim, rapidamente, lembro de Saramago, Paulo Coelho e, claro, da própria Elizabeth Gilbert… por que, então, eu deveria me acomodar aos 20, ou 30?

Estilo em qualquer idade

E é isso que penso, também, sobre a consultoria de estilo. Cada um tem seus sonhos, desejos, vontades e, para muitos, ter um bom relacionamento com as roupas – amar-se em frente ao espelho – é um grande desejo. Que, por algum motivo, não se realiza. Mas, claro, não deveria e nem mesmo precisa ser assim.

“ Você tem tesouros escondidos dentro de si — tesouros extraordinários —, assim como eu e todos aqueles à nossa volta. E trazer esses tesouros à tona requer esforço, fé, foco, coragem e horas de dedicação, e o relógio não para, e o mundo continua a girar, e simplesmente não temos mais tempo para pensar tão pequeno”, afirma Elizabeth Gilbert em Grande Magia. A publicação de 2015 explora a importância da vivência criativa e de uma experiência plena, uma reviravolta, sem precisa, para isso, largar tudo.

A vida plena, aliás, está nos detalhes. Viver e realizar-se requer, antes de tudo, esforço. Dedicação. Entrega. E fé.

O que você está fazendo para trazer à tona seus tesouros?

 

Numa frase: sobre ver, sentir, pensar, acreditar…

Stacy London desistiu das regras de moda – amém. A consultora de moda destaca que não acredita mais nelas. “Os conselhos que eu dou agora são mais na linha de entender o que as pessoas querem e sentem, e ajudá-las a chegar lá”, afirma.

E é bem por isso que ela deixa bons ensinamentos para quem quer se sentir bem e feliz com a própria imagem.

Por dentro e por fora

Em seu novo programa – Pegar ou Largar (um pouco bobo, talvez) – ela ressalta a importância de que a imagem exterior esteja de acordo com o que há no interior. Que o visual não seja uma fantasia.

“Ver, sentir, pensar, acreditar – estes são os estágios de como nos mudamos nosso estilo, por fora, e a nossa autoimagem, por dentro”, diz Stacy London. Não é verdade? Neste processo de auto-conhecimento e descobertas, aprendemos a valorizar o nosso visual por meio daquilo que acreditamos e somos.

Conheça a consultoria de estilo e pare de sofrer em frente ao guarda-roupa. Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

O valor da imitação

Não são poucas as vezes que cito, por aqui, a importância das referências para a construção de uma boa imagem. Tudo serve de inspiração. Desde nossos colegas do trabalho aos amigos, passando pelas pessoas que seguimos nas redes sociais e aqueles que admiramos.

E não, não há nenhum problema em se inspirar. Ou melhor, em copiar.

A imitação – aqui na consultoria de estilo – surge como uma maneira de sair da zona de conforto e de testar algo que pode trazer bons resultados. Funciona quase que como uma ferramenta facilitadora para quem quer algo novo.

Salvador Dali, aliás, sabia muito bem disso. E, entre outras frases célebres – com pensamentos altamente atemporais – destacou que “aqueles que não querem imitar nada, não produzem nada”. Afinal, pode onde começar? Vivemos imersos em particularidades… É impossível não partir de um ponto no qual imitamos algo. Afinal, o 100% novo ainda existe?

Inalcançável

Também é do pintor a frase “não tenha medo da perfeição, você nunca irá alcança-la”. E, para nossa imagem, isso é igualmente certeiro. Não precisamos temer e nem buscar a perfeição, porque ela não existe.

Brinque com referências e aprenda a se inspirar com o Pinterest. 
Veja aqui.

Numa frase: escolha sem arrependimentos

Não existe uma receita para uma vida feliz. Assim como não existe um único caminho para conquistar uma autoestima elevada. Ainda assim, são várias as formas possíveis para transformar a sua rotina. E para se aproximar do que te traz satisfação.

Se entregar ao momento, viver intensamente, dizer “sim” sem arrependimentos, podem ser algumas da saídas para quem busca uma experiência mais plena.

A escritora Mary Anne Radmacher fala justamente disso. Em seus livros ela aborda formas e maneiras de conquistar uma vida mais completa. Tudo isso em sua essência.

tudo o que existe

“Caminhe até o limite. Escute atentamente. Jogue com o abandono. Ria. Escolha sem arrependimentos. Continue a apreender. Faça o que você ama. Viva como se isso fosse tudo o que existe”, diz Mary Anne Radmacher. Sabe? Entregue-se. Experimente. Porque, no fim, o que fazemos é sem dúvidas tudo o que existe.