Direto no Pulso

São muitas as boas razões pra investir em relógios. Peça antes super essencial nos braços de homens e mulheres atarefados o relógio perdeu muita força devido a disseminação dos celulares… se antes não conseguiamos ficar sem conferir as horas no pulso hoje tiramos o celular do bolso/bolsa e pronto, tudo feito – com a vantagem de calendários, previsão do tempo, agenda e todas aquelas coisas que esse antigo acessório nunca pôde ofertar… Só que o charme de um relógio de pulso está em sua história e não apenas na sua super útil função.


Relógios falam muito sobre o estilo de uma pessoa, sendo que serve não apenas como item de grande utilidade. Trata-se de um tradutor de personalidade, que revela (as vezes) mais do que as próprias roupas. Lembramos de trocar ou optar por ternos e vestidos adequados às situações… mas muitas vezes os relógios passam despercebidos nesse processo. Por que?! Porque eles acabam como uma extensão do corpo, assim como acontecem com os óculos de grau e com as alianças de casamento. Não é exagero.

Hoje em dia relógios são vítimas de modinhas, assim como acontecem com bolsas, sapatos e afins… mas há também uma extensa gama que responde às necessidades das mais diferentes personalidades. Existem os de tendência, mega badalados, que recebem homenagens mil em forma de cópias que acabam por se alastrar entre os mais variados pulsos enlouquecidos por modismos; existem os famosos de plástico, divertidos, que instigam a vontade de colecionar e o desejo de brincar até mesmo na hora de consultar as horas; existem os clássicos, atemporais, que com suas pulseiras de couro remetem à serenidade e sobriedade daqueles que levam a vida a sério; nos esportivos o desejo pela praticidade, que reúne culto ao corpo e conforto em materiais fáceis e simples de cuidar.

Não importa quem você é, como você é e quais suas ambições… um bom relógio, pertinente à sua rotina, é peça chave não apenas no seu guarda-roupa mas também na sua vida. Porque um celular é ótimo, claro, mas nada melhor que ter direto no pulso uma boa razão para se lembrar dos horários, dos compromissos, dos prazos que hoje, pela extrema correria do dia-a-dia, muitas vezes esquecemos de cumprir. Clássicos, são e sempre serão clássicos… até mesmo em seus modelos não tão atemporais.

Interpretando Composições


Compor, combinar, misturar peças parece ser o maior desafio de toda mulher. É mesmo difícil traçar formas pouco óbvias de se misturar roupas de seu guarda-roupa, sem cair no exagero ou sem ficar básica demais. Mas tudo fica mais fácil quando pensamos nas coordenações de forma mais prática e realista. Imagine um jogo – com metas, objetivos e muita diversão como resultado.

Tenha em mente: estrutura da composição, peça chave e ponto focal. Complicou?! Que nada. A estrutura da composição é o número de peças que compõem o look em questão; a peça chave é aquela que reina e atrai todos os olhares; ponto focal é o local de sua silhueta que será evidenciado no resultado final. Simples assim. Mas… não entendeu nada?! Calma lá.

Como já dissemos antes, aqui no Conversinha, todo corpo e toda mulher possui ponto fortes e pontos fracos em sua silhueta. Descobrir quais são se faz primordial para se vestir bem e são esses que devem ser a grande estrela do ponto focal. Para acertar cheio nisso é preciso jogar com roupas ou acessórios que levem toda a atenção para essa região – seja ela colo, braços, pernas, quadril… e não se tratam de regras já que hoje você pode querer valorizar o rosto e amanha os pés! Tudo muda tão rapidamente, não?!
Continuando. Em todo visual sempre vai haver uma peça chave; ela pode ser um vestido, um anel, uma blusa ou o calçado. Não resuma esse atrativo do look a uma roupa já que muitas vezes acessórios atuam como personagens principais de composição! Mas para tal as demais peças precisam dar espaço e deixar aberto esse lugar onde as luzes de foco jogarão olhares – não dá pra desejar que tudo seja super revolucionário numa só combinação. E é fato que geralmente a peça chave será a grande responsável pelo ponto focal da combinação por você estruturada… porque se você coloca uma saia super estampadona você sabe que ela vai chamar muito mais atenção do que a blusinha branca t-shirt que todo mundo têm igual.

Equilíbrio. Se uma pulga atrás da orelha te diz que você exagerou é porque, talvez, algo ali está mesmo fora do lugar… muitas vezes um detalhe mínimo polui o que poderia estar perfeito.

Estruturar uma composição de maneira coerente é algo que depende do seu astral. Uma peça única pode ser mais simples de usar, mas pede por acessórios e complementos adequados para que o visual não toque na simplicidade extrema; misturar duas peças é básico e aprendemos isso de forma quase que automática, só que nem toda peça combina com outra qualquer… muitas vezes combina com a moça da revista, mas não fica bem em gente como a gente; e fazer um mix de três ou mais peças é lindo sim e fica maravilhoso quando funciona… só que não é só jogar e realizar sobreposições loucas… você precisa medir qual o peso visual daquilo ali pra que você não trabalhe com um foco errado que pode deformar sua bela silhueta.

Simplicidade + simplicidade é chique, clean, elegante… mas só fica assim se as peças possuem corte ótimo em tecidos melhores ainda! Sobreposições são bacanas, atuais e despojadas no entanto as cores precisam conversar, assim como texturas e possíveis padronagens. Bom. Todas essas palavras servem para dar duas dicas finais: sempre, sempre, trabalhe com um espelho companheiro e nunca fique presa às soluções mais simples pois nelas podem estar chances gritantes de erro. Será melhor, talvez, se equivocar por ter tentado à ser mais uma no meio da multidão… e se você se produziu toda e não gostou, paciência… acontece. Sinta-se orgulhosa por ter coragem para sair da tediosa zona de conforto. E é como uma escola… erramos, acertamos e aprendemos muito nesse jogo de composições.

Quente x Frio

Existem vários tipos de mulheres, inúmeras peles, tons e cores que se contrastam melhor ou pior com determinadas pessoas. Mas há algo que não se pode discutir – existem mulheres de pele quente e mulheres de pele fria.

Descobrir qual a intensidade de sua pele é algo super importante para a estruturação de uma imagem coesa e vibrante, afinal a cor certa é um dos fatores mais fortes no delineamento de um conjunto proveitoso.

Através de uma sucessão de perguntas e análises é possível descobrir qual a tonalidade de sua pele. É como se fosse um teste, meio genérico devo dizer, mas que no geral funciona. Antes de tudo tenha perto de você um bom espelho, num local com o máximo possível de iluminação natural – afinal, a luz artificial pode adulterar o resultado… luzes amareladas, por exemplo, nos deixam amareladas… já as brancas demais deixam nossa pele mais pra fria e brilhante. Coisas assim.
  • Qual a cor das veias de seu corpo?! Azuladas (a), Esverdeadas (b)
  • Qual a cor de sua pele?! Rosada (a), Dourada (b)
  • Entre branco e bege, qual cor mais valoriza seu rosto?! Branco (a), Bege (b)
  • Entre prata ou dourado, qual cor mais ilumina seu rosto?! Prata (a), Dourado (b)
  • Entre tons terra e tons rosados, quais lhe valorizam mais?! Rosados (a), Terra (b)

Entre os tons pastel existem os quentes e os frios.
Coloque na casa dos quentes os mais alaranjados e amarelos.
Entre os frios estão os azulados, verdes e rosas.

Bom, quem obteve mais respostas A pode dizer que sua pele é fria. Quem obteve mais respostas B, deve saber que sua pele é quente. E como isso influencia na questão dos nudes e tons pastel?! Novamente de forma genérica pode-se dizer que pessoas de pele fria ficam melhor com os nudes de tom acinzentado, nos quais o fundo tende mais aos azulados, cinzas, rosas ou afins; quem possui pele quente deve investir mais nos tons de fundo amarelado, pensando nas cores de fundo bege, creme ou marrom. Porque no geral o que se vê é que é preciso seguir a intensidade da sua pele na hora de se vestir, respeitando as limitações e indicações de sua imagem. E isso não vale apenas para os nudes… aplique essa mesma linha de pensamento ao escolher as cores no geral! Todo mundo pode usar vermelho… no entanto cada tipo de pele pede um tom característico da cor; da mesma forma que há um azul que favorece cada pele, sendo preciso descobrir qual a força ou intensidade desse azul.

Exemplos de tom nude que são mais friozinhos.
Perceba os cinzas, off-white, rosinhas…

Pelo que vimos nas passarelas da SPFW e do Fashion Rio pode-se dizer que haverão tons pastel e nudes para todos os tipos de mulheres, já que num mesmo desfile pudemos encontrar cores mais acinzentadas convivendo tranquilamente com outras mais ligadas aos beges. Mas será obrigatória focar somente e apenas em tons quentes ou frios?! Então, acredito que não. O importante em toda essa história é fazer com que a cor, ou as cores, predominantes de seu look sigam as indicações da análise de sua pele. Você pode muito bem salpicar um pouco de cada cor numa mesma composição, contando que a dominante esteja de acordo com aquela intensidade, fria ou quente, que mais está de acordo com você.

Exemplos de nude que são quentes.
Sempre ligados aos beges e marrons, com fundo amarelado.

Quem quer uma silhueta mais longa e magra pode e deve brincar tranquilamente com os jogos de ton sur ton, que forçam uma falsa linha vertical alongada e muito elegante. Pra quem quer aumentar ou acrescentar volumes em certas partes do corpo, chamando o foco dos olhares para um determinado ponto, pode brincar com os nudes fazendo deles neutros que dão espaço para que estampas ou mesmo cores super vibrantes brilhem no visual.

A ideia do post era analisar os rostos das famosas, mas achei impossível porque cada foto me dizia uma coisa… isso de luz, reflexos, fotos feitas, retoques e maquiagem interfere muito! Então, pra não falar o que não posso comprovar, achei melhor relevar.

Entendendo os anos 80…

Um pouquinho de história da moda é sempre bom. Já é fato que os anos 80 são tendência e, com eles, volta a reinar (mesmo que de forma tímida) referências que já fizeram grande sucesso a algumas, não muitas, décadas atrás. Porque a gente sabe que a moda é cíclica, assim como tudo na vida. 


Os anos 80 ficaram conhecidos como a era dos contrastes, reunindo consumismo exagerado, total dedicação a profissão e vontade de viver a vida loucamente. Extremos: essa é a palavra que define melhor esse tempo onde a tecnologia japonesa avançava rapidamente e não haviam limites para novas descobertas – dos tecidos à bens de consumo. Bom, assim se pensava.

Tudo começa com os Baby Boomers que foram criados e educados numa nova perspectiva de vida. Work Hard, Play Hard. Trabalhe muito, mas se divirta mais ainda. Pairava a pergunta no ar: por que economizar?! As coisas vão bem. Então, gaste! Dressed for Success. Ou seja, havia toda um união de grande esforço com enorme merecimento; as pessoas se dedicavam intensamente  as suas profissões e até mesmo por isso compravam o divertimento e luxo como coisas do seu cotidiano. [Não combina com o perfil da atualidade?! Trabalhamos 12, 15 horas por dia para ter como comprar aquelas certas futilidades que não poderíamos ter de outras formas].

Como símbolo a década teve a figura do yuppie, leia-se young urban professional; veste-se em busca de poder e leva a vida com ambição e diversão. As mulheres abraçam de vez as calças e copiam ainda mais o look profissional dos homens, enquanto estes encontram os prazeres da vaidade. Para as ambiciosas garotas adultas, que querem seu lugar dentro do ambiente coorporativo, imagine ombros demarcados… enquanto isso os homens brincam com detalhes mais ousados, como é o caso do sapato bicolor. Percebe-se nesse ponto o motivo dos ombros salientados, valorizando a silhueta triângulo invertido; tal forma ressalta poder, autoridade, vontade de ser vista em condições iguais aos homens… buscando não apenas remuneração semelhante mas também o mesmo respeito dentro das empresas nas quais estão inseridas. Mas, o interessante, é que a mulher não esquece sua feminilidade e se mantêm firme a seu gênero. Leia-se Madonna que representa totalmente a figura feminina yuppie ‘Cause we’re living in a material world, and I am a material gir’.

Relacionamentos instáveis e o comprometimento apenas com o trabalho gera um novo panorama na sociedade americanas – que se reflete em todo o mundo.

Caminhando para a noite, que nunca acaba, figuras exageradas e enlouquecidas se aventuram nas formas godês, fofas, em silhueta balão e exagerada. Cores vivas, tecidos brilhantes, silhueta triângulo invertido de forma ainda mais arquitetônica, mas talvez não tão rígida. Vontade de curtir a vida, de aproveitar cada instante de um momento perfeito… com um corpo merecidamente perfeito. 

Abraçando os excessos característicos da época está a febre do fitness e body building com roupas de lycra e extrema vitalidade. A vaidade masculina encontra seu auge ao mesmo tempo em que as mulheres parecem estar ainda mais preocupadas com o físico. Mulheres se masculinizam e homens encontram a feminilidade. Algo assim.
Os estilistas passam as ser filhos do marketing, preocupando em transmitir uma imagem condizente com suas crenças. Entre exemplos de representantes dos yuppies imagine Giorgio Armani, Hugo Boss, Calvin Klein, Donna Karen e Ralph Lauren; já na onda do exagero Vivienne Westwood e Jean Paul Gaultier. Enquanto isso Azzedine Alaïa era ‘o rei do stretch’.  Ícones da Época?! Inúmeros e extremamente importantes para quem quer entender o que se passava. Na músicaMichael Jackson, Madonna, Prince e o enorme sucesso das séries televisivas como Dallas e MiamiVice, além de StarWars e vários outros filmes que marcaram não apenas a época mas também a moda… FlashDance, Dirty Dancing e Fame. Musicais e mais musicais. Essa década, mais do que as outras, precisa de trilha sonora. 

Além do yuppies fala-se do black movement dos anos 60 que ressurge como Black is Beautiful – principalmente na música e na dança. Imagine o break dance misturado a roupas de ginástica, nos estilo Adidas dos pés a cabeça (tendo também Reebok, Nike e tudo mais). Disso a onda caminha até a house music, mantendo o gosto pelo ritmo e pelo culto ao corpo. Não há como negar que durante a década o corpo ganhou muito mais vida, não apenas como cabide de vestimentas mas também como poderosa forma de expressão silenciosa (leia-se dança e moda)

Em meados da década de 80 a empolgação se quebra um pouco devido a doenças que se espalham… sem contar Chernobyl e o crescimento estrondoso do buraco na camada de ozono. No final da década, é o fim do luxo e da ostentação com o colapso da bolsa em 1987 (black monday). As pessoas deixam de ser tão egoístas e passam a se preocupar realmente com o futuro do planeta. Começa a guerra contra o uso de peles e também a necessidade de ajudar o outro… os chamados desconhecidos desamparados. Para tal, lembre do Live Aid

Com tudo isso, com esse enorme volume de informação que não chega nem a ser um pouquinho do que aconteceu (afinal é difícil resumir uma década, seja ela movimen
tada ou não) dá para sentir de onde surgem essas inspirações que não estão apenas nas passarelas das semanas de moda que fervilham por ai… estão também, e já, nas ruas. Mulheres e homens cultuam seus corpos e se preocupam exageradamente com o visual; nós, mulheres, buscamos nos igualar aos homens trilhando um caminho muito mais longo do que se imaginava a três décadas atrás. O luxo está em todos os lugares e parece ser um mal necessário, disseminado por grandes grifes que vendem não apenas seus produtos mas também todo um estilo de vida que se faz mágico por entre as vitrines e editoriais. Cultuamos series televisivas e delas retiramos inspirações para vestir e portar. É claro, não se trata da volta dos anos 80 de forma literal… parece ser apenas uma nova onda que corresponde a um momento de certa forma semelhante ao vivido anteriormente. Ainda é muito cedo para prever o que vai acontecer, mas sabemos que a década de 80 não apareceu novamente de graça. Como sempre trata-se de uma resposta aos acontecimentos atuais. O que?! Os yuppies estão ai entre seus 40, 50, 60 anos vivendo seu melhor momento e loucos para influenciar mais uma era.