Entre zebras, cobras e onças…

As zebras serão as vedetes do verão, mas não há como deixar de lado todas as outras estampas inspiradas em animais. Cobra, onça, leopardo… há espaço pra tudo, sempre. Mas usar tais referência de forma delicada, criativa e diferenciada, sem ficar exagerado, as vezes é algo que gera dúvida. Desde cores e formas, ou mesmo composição de padrão, existem variações mil que dão chances legais de se criar uma imagem no mínimo interessante. Porque a natureza inspira, sempre, e nos oferece um leque amplo de ideias a serem aplicadas no nosso dia-a-dia – desde misturas de cores à contrastes de modelagens.

Na natureza a pele das cobras, onças, tigres, leopardos ou zebras servem como uma forma de camuflagem, na qual os animais usam sua cobertura para se proteger de possíveis perigos ou mesmo para preparar o melhor e mais feroz ataque. No nosso guarda-roupa a ideia da animal print já segue linhas bem diferentes, onde busca-se chocar, ousar, e não se esconder. Mas vamos pensar… ir mais a fundo… se entre galhos marrons, folhagens verdes, frutas coloridas e rios azuis essas estampas conseguem ficar bem combinadas acho que isso serve de sinal para que a gente misture mais cores às cobras, zebras e onças do nosso dia-a-dia, e não apenas o marrom, preto e branco básico e seguro.

Repare o quanto fica charmoso uma estampa de animal combinada à vermelho ou verde… o resultado é realmente muito bom e acredito que a única explicação pra isso, mais poética, seja que tais cores são comumente encontradas na natureza.
O verão da Maria Filó vêm brincando muito com variações de padrões clássicos inspirados em animais, jogando com traços variados para tigres e também a já conhecida estampa de onça na versão mini, além da zebra colorida. O que manda bem, também, na marca são as propostas do lookbook que brinca com combinação de animal print e também com cores inusitadas, tudo com clima super despojado e longe do olhar sexy que geralmente é relacionado a esse tipo de referência. É possível fazer adaptações e com o que você já têm no seu guarda-roupa mudar um pouco da cara das composições, saindo dos velhos conhecidos que já nem mais atraem olhares.

Usar oncinha no sapato, zebrinha no cinto, leopardo no lenço já é coisa do nosso dia-a-dia! Então vamos ir além e misturar tudo, colocando como fundo uma cor vibrante de sua preferência para dar a seu visual uma cara mais alegre e ainda assim atual.

Por um Sapatinho de Princesa

Quem não quer um calçado perfeito para seus pés?! Que não machuque, que fique bem na silhueta e que ainda seja lindo?! Bom, eu sei que eu quero algo assim – principalmente se tiver salto e for indolor.

Ao se escolher calçados para se comprar ou experimentar devemos pensar em três pontos. Veja se o item está compatível com sua silhueta, se ele é confortável e se é diferente das demais peças existentes no seu guarda roupa. Porque qualquer sapato, baixinho ou de salto vertiginoso, precisa e pode calçar bem e deve valorizar as formas de seu corpo; além disso têm-se a importância de que uma nova compra seja algo que adicione variedade ao seu guarda-roupa e não funcione como uma repetição daquilo que você já muito possui.

As regrinhas são simples, mas não posso deixar de dizer que nada disso vale cegamente, sem experimentar ou observar um pouquinho a peça no seu corpo. Abaixo algumas orientações genéricas que podem ser bem úteis.

  • Calçados que deixam o peito dos pés a mostra alongam as pernas e deixam as mesmas mais magras e bem delineadas.
  • O tamanho do salto deve ser proporcional a altura da mulher; saltos altíssimos em calçados de solado grosso podem ficar pesados demais para uma mulher de silhueta magra; assim como um sapato de tiras muito fininhas, e saltinho mais estreito ainda, pode acabar destoando no corpo de alguém mais cheinho.
  • Calçados de tiras ou mesmo botinhas curtas cortam muito a silhueta, achatando a imagem – o que pode ser bom para mulheres altíssimas e magrinhas demais; mas, uma forma de amenizar tal efeito, é trabalhando com look monocromático, todo de um só tom, ou mesmo usando de calçados de tom nude que desaparecem visualmente no conjunto final.
  • Saltos não são os únicos responsáveis por deixar o calçado mais refinado; textura e possíveis aplicações, ou mesmo os recortes da peça, podem fazer de uma sapatilha ou uma rasteirinha algo muito mais bacana que um scarpin basicão. Então é preciso se livrar um pouco da ideia básica de que salto é chique e sapato baixo é despojado.
  • Sapatos fechados na frente tendem a ser mais sérios que os de ponta aberta, seja peep-toe ou sandália.
Entre botas, sandálias, rasteiras e havaianas é preciso alimentar a variedade de seu guarda roupa, evitando nossa constante mania de se manter fechado no mesmo modelo sempre muito parecido. Além disso há de se pensar em preferências, ou no que bate mais com suas vontade. Porque o sapatinho de princesa não é aquele cristalizado pela imagem no scarpin metalizado em prata, mas sim um que seja perfeito para seus pés, seu momento e sua personalidade.

Efeitos em Espelho

Espelho, espelho meu… Dá pra me contar a verdade e parar de me enganar?!

Bom, é mais ou menos assim que deveríamos encarar o espelho – buscando uma imagem real e não distorcida, pra melhor ou pra pior. Se dar uma conferida honesta no visual pode ser algo difícil e doloroso pode ser, também, uma salvação que lhe poupa de boas e grandes falhas de combinação/composição. Desenvolver o hábito e a prática de olhar-se no espelho, de corpo inteiro, gera grandes vantagens.

No início o exercício aqui posposto pode ser um pouco doloroso e penoso, já que muitas vezes passamos um bom tempo tentando fugir da realidade. Sabemos dos nossos defeitinhos, mas nós nos negamos a olhar para eles, pois sentimos que com isso vamos apenas esquecer da existência dos mesmo. Mas, no fim, a história não é bem essa… mesmo sem olhar nós temos perfeita noção de tudo! Com isso têm-se que uma outra perspectiva mais dura, quase que ‘de choque’ se faz mais interessante.

Olhe-se no espelho usando lingerie e vá buscando o que lhe incomoda, mas também o que lhe agrada. Costas bonitas, joelhos tortos, ombros bem delineados, bumbum mais ou menos… vale anotar. Não é pra ficar igual louca depois procurando clínica de estética ou cirurgião plástico… a ideia é mais se conhecer para, a partir disso, buscar formas de moldar sua silhueta com roupas adequadas.

Já vestida, observe bem o que acontece… se o bumbum fica bacana, se os ombros continuam lindos, se os joelhos tortos desaparecem… a questão é tentar traçar qual a fórmula para que você fique ainda mais bela do que já é! Mas isso você só vai conseguir se enfrentar de frente um belo dum espelho plano, bem fixado, com uma iluminação digna e sincera. Vale pra vida, vale pra relacionamentos… temos que ser críticos o suficiente para gostar, amar ou simplesmente não curtir certas coisas, sem querer ‘tapar o sol com a peneira’ e fingir que tudo está bom quando não está. Vale, então, um espelho de corpo/rosto e um de alma.

Efeito em Listras

Listras, listras e listras. Muitos se limitam a dizer que as verticais emagrecem e as horizontais engordam. Que denominação mais cruel essa, hein?! Seria razão para que o sindicado das listras se revoltasse, já que algumas sofrem sérios preconceitos em sociedades quase que dominadas por pessoas que querem, de qualquer forma, parecer mais magrinhas.

Brincadeiras à parte há de se dizer que entender e aplicar de forma prática e eficiente as listras no visual pode ser mais divertido e menos óbvio do que se parece. Além de analisar a posição das mesmas na peça precisamos observar, ainda, as cores, espessuras e também a intensidade das mesmas – sem contar o efeito que a própria modelagem pode gerar.

  • Listras grossas, sejam elas verticais ou horizontais, vão sempre agregar volume – ainda mais se forem estruturadas por tons contrastantes. Há de se lembrar que quanto maior o contraste, a diferença, entre as cores das listras mais peso visual a mesma possui.
  • Tamanho e a força da listra deve ser medidos em comparação a sua silhueta e não a de outras pessoa; uma listra pode ser fina pra mim, mas grossa pra você… dependendo de como seu corpo é.
  • Listras finas, trabalhadas em ton sur ton, são maravilhosas para se disfarçar gordurinhas ou mesmo volumes extra; quando há variação entre a espessura das listras tal efeito é potencializado de forma a criar uma ilusão perfeita que engana muito os olhares.
  • Quando colocadas em diagonal as listras passam a ter outro sentido, o que muito acontece em saias ou vestidos; de toda forma pode-se pensar mais no efeito positivo da posição, já que tal orientação tende a alongar a silhueta.
  • Em alguns casos as listras de espessura estática, sempre igual, e combinação de apenas dois tons tendem a gerar um efeito extremamente caracterizado; a imagem que automaticamente surge é a de prisioneiro, palhaço ou marinheiro – dependendo da opção de cor.
Porque, enfim, nada muito simples e generalizado constrói efeito coerente a nossa realidade. Se vestir fosse tão tabuada assim, no sentido de isso é isso e aquilo é aquilo, as revistas de moda seriam fininhas e os blogs nunca teriam posts como esse aqui. Mas ah, deve ser algo como preguiça de pensar ou mesmo falta de vontade de se divertir com as vestimentas que ora nos fazem quebrar a mente e logo depois nos ofertam deliciosas loucuras. Por isso antes de sair fechando a cara pra camiseta de listras horizontais dê uma chance ao modelo e veja se ele cai bem… em você!

Mil formas de cobrir ou mostrar os Braços

Braços são motivo de amor ou ódio entre nós mulheres. Se para algumas a região é um super ponto forte, para outras é razão de preocupação e receio (oi?!). Por isso blusas, camisas e até mesmo vestidos podem auxiliar bastante nesse trabalho de esconder ou mostrar a região – de maneira a valorizar a imagem. Afinal, vestir-se é manipular tecidos, tramas e texturas em prol de um conjunto mais harmônico e satisfatório.

Mulheres de braços bem delineados, magros e longos podem e devem abusar das regatas e blusas de mangas curtinhas, trabalhando ainda com os modelos que carregam abotoamentos diferenciados – chamando a atenção para a região. Vale imaginar manguinhas bufantes ou modelos de alças onde a falta de algo para tampar os braços é realçada por tiras de renda ou afins.

Saia na zona comum, dos modelos típicos à t-shits ou regatas básicas, e se aventure por entre outras possibilidades nas quais um ponto alto do corpo é valorizado, dando mais charme também a região alta do tronco.


Já as mulheres de braços cheinhos ou gordinhos precisam fugir de qualquer manga que tenha elástico ou fecho com botão, para que o mesmo não fique esmagando a parte mais cheinha do braço. E já digo… de nada adianta pensar que deixar o fecho aberto melhora a situação, porque isso só vai sinalizar aos quatro ventos que a região está mais cheia do que deveria.

Se modelos bufantes demais ou mesmo justíssimos são prejudiciais as mangas com transparência ou mesmo com linhas amplas aparecem para salvar a pátria, alimentando o guarda-roupa com todo um rico leque de variações. Difícil resistir.

Então, ficamos assim. Faça o exercício de usar e abusar de blusinhas, camisas e afins cheios de personalidade em suas mangas, lembrando que não existem limitações quando o assunto em questão é ousadia em modelagens. São pequenos detalhes, coisas simples, que fazem com que qualquer mulher ganhe muitos pontos em seu visual… tudo isso, sempre, sem prejudicar o resultado final do look que deve estar pertinente às necessidades de sua silhueta – sem que você precise se escravizar por ela.