Os segredos do estilo de Ticiane Pinheiro

Quando a mulher conhece o seu corpo, fica fácil valorizar cada curva. É assim com Ticiane Pinheiro, apresentadora do programa Hoje em Dia.

Dona de uma silhueta longilínea, com cintura marcada e equilíbrio entre linhas de quadril e busto, Ticiane aposta, sempre, em peças justas, que ressaltam as curvas e que contam com boa dose de sensualidade.

Não é de se espantar que pele a mostra também esteja nas características recorrentes de seu visual. Decote, pernas de fora, ou mesmo costas nuas estão entre os padrões que se repetem nos looks da jornalista.

O lado sexy, no entanto, não fica exagerado. Afinal, ela domina bem o jogo do mostrar e esconder. Ou melhor, a ideia de que quando revelamos muito em determinada porção do corpo, podemos esconder mais outra.

Truques de sensualidade

Seus truques de sensualidade não se limitam ao jogo do revela e esconde. Ela também capricha na escolha dos tecidos. E mostra como o brilho, as texturas que convidam ao toque ou mesmo as transparências podem passar uma mensagem mais provocativa no look.

É com esses pilares que Ticiane Pinheiro mantém já há um bom tempo uma imagem sólida. Mesmo quando aposta em um pouco de informalidade, ao optar por uma calça ou short jeans.

Os elementos mais característicos de seu visual podem ser facilmente copiados por quem se vê no estilo sensual. Seja com os calçados de salto alto e bico fino, nas peças de couro ou nos vestidos justíssimos.

Os elementos característicos do estilo sexy
  • Pele a mostra
  • Tecidos que incitam o toque
  • Comprimentos encurtados
  • Decotes e recortes estratégicos
  • Peças sem muito volume
  • Linhas verticais que mostram as curvas
  • Vestidos justíssimos
  • Mostra aqui, esconde ali

Os segredos do estilo de Fátima Bernardes

Não é de agora que Fátima Bernardes vem chamando atenção. Desde que abandonou a bancada do Jornal Nacional e seguiu para empreitada de sucesso, no entretenimento, ela vem se destacando por vários motivos. Aparentemente, superou com sucesso um divórcio, tem um supersalário, se mostrou muito mais talentosa do que a gente poderia imaginar e está toda bonitona e confiante. Mas, aqui o papo é roupa, então vamos ao que importa: seu estilo é bem coeso e interessante.

estilo Fátima Bernardes

O estilo de Fátima Bernardes faz com que seus looks sejam um dos mais comentados do universo global. E não é por menos. O visual é natural, nada forçado e parece próximo de mulheres reais… sem produção exagerada, fácil de reproduzir e se inspirar.

Alguns elementos se repetem com frequência. Entre eles, as calças jeans bootleg (afunilada nos joelhos e larguinha na barra), além das batas e vestidos de corte evasê (ajustados no tronco e soltinhos no quadril). Importante destacar, ainda, os calçados de bico fino ou alongado.

As características de sua silhueta – quadril largo e ombros estreitos, com pouco peito – também fazem com que nós brasileiras possamos nos ver muito nela. Afinal, o corpo tipo triângulo é muito comum por aqui.

Peças como o cinto e os colares chamativos entram para complementar o look. Uma resposta natural às necessidades do seu biotipo. Afinal, são acessórios que ajudam a equilibrar as proporções e valorizar não só o quadril largo, mas também o rosto. As estampas na porção superior também são recorrentes – mais um truque de compensação de peso visual.

Mas, muito além das peças em si, o destaque do visual de Fátima Bernardes está na simplicidade. Em escolhas que caem perfeitamente no corpo e em um estilo bem amarrado, que conta histórias parecidas, dias após dia, ainda que com diferenças no grau de sensualidade.

Lá em 2013 eu já havia falado sobre o estilo de Fátima Bernardes. Interessante perceber como suas escolhas mudaram e como, hoje, ela adicionou boas doses de sensualidade em seu imagem, que antes era carregada de elementos românticos. Confiança, sabe?

A gente muda, e nosso estilo muda. Natural acontecer o mesmo com celebridades.

Quer copiar o estilo de Fátima Bernardes?

Pegadinha, claro. A gente não deve copiar o estilo de ninguém. Mas, se você vê nas escolhas delas – e gostaria de se inspirar – eis um caminho.

  • Calças jeans bootleg
  • Batas estampadas
  • Vestidos evasê
  • Estampas de tamanho médio
  • Sandálias de tiras finas
  • Cintos de espessura mediana
  • Ombros de fora
  • Decotes em V
  • Peças com detalhes em ponto alto
Quer que eu te ajude a encontrar o seu estilo? É possível! Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

 

Ótimo documentários pra assistir, na Netflix

Bateu aquele bode, quer aprender mais sobre algo ou a madrugada está tediosa? Hora de Netflix!

Viciados em Netflix, uni-vos. A plataforma garante que a gente possa curtir uma ampla gama de documentários que não são só fonte de entretenimento, mas também de conhecimento.

pipoca_netflixSim, sou viciada. Curto, por exemplo, muito mais que canais tradicionais (seja abertos, ou fechados) – que tento assistir o mínimo possível. Estou numa fase na qual não quero perder tempo com o que me desliga do mundo! Com o que anestesia a mente.

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Happy

O que é a felicidade, qual seu valor e como encontrá-la? Tantas perguntas, tão poucas respostas. O documentário aborda justamente isso de maneira inspiradora.

Iris

A história de Iris Apfel, lenda da moda, contada pelo documentarista Albert Maysles. Aos 95 anos, ela é um grande ícone de estilo.

India’s Daughter

Uma jovem estuprada. Ou melhor, mais uma. A história real de um crime na Índia que mobilizou a população. Censurado no país, o documentário aborda tanto a cultura do estupro, quanto o machismo nosso de cada dia.

She´s beautiful when she´s angry

Um olhar sobre o movimento feminista norte-americano, na década de 60. Um caminho interessante para pensar sobre o que já melhorou, o que ainda segue bem ruim e o que podemos fazer para melhorar a nossa situação, como mulheres.

The True Cost

Um documentário duro que mostra o pior lado da indústria da moda, principalmente do setor do fast fashion. Sim, dói. A verdade não é tão bonita quanto o que vemos nas araras das grandes redes.

Alguma outra indicação?

O custo verdadeiro… para se pensar

Qual o preço que pagamos por uma peça de roupa produzida por uma loja qualquer de uma rede de fast fashion? Não… não o valor financeiro. Qual o real preço do fast fashion? Essa é uma pergunta que precisamos fazer. E a resposta, clara, está no documentário “The True Cost”.

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Não é preciso ir muito longe para saber qual a origem de uma roupa comprada em algumas da lojas que nos tentam com preços baixos e os mais variados modismos. São as redes que apresentam as últimas tendências, por pouco. Que atualizam suas coleções semana após semana. Que aceleram as temporadas e são capazes de entregar 52 micro-estações anualmente, fazendo com que a gente sinta que sempre precisa de algo novo… saímos sempre perdendo na corrida pelo look do dia perfeito.

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A resposta, a origem, está ali mesmo na etiqueta… Cambodia, Bangladesh, Indonesia, China, Nicaragua, Costa Rica, El Salvador, entre tantos outros países que, pela carência de trabalho, recebem precárias sweatshop (locais com condições desumanas de trabalho)… Há casos por aqui também. Não poucos. Entre costuras imperfeitas, tecidos de qualidade duvidosa e roupas que geram amor e esquecimento em pouco tempo, estão pessoas… que recebem algo como US$ 2, US$ 4 dólares pela semana de esforço.

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A questão a se pensar é: precisamos ser tão egoístas assim a ponto de ignorar o que acontece com tantos trabalhadores (em alguns casos, perto de nós – em fábricas clandestinas localizadas aqui no Brasil) a troco de uma roupa barata, que dura pouco?! Comprar, desapegar. Comprar mais, vender, para comprar de novo… um ciclo que alimenta o desperdício e mantém a indústria da moda de alta velocidade é sustentável?! Há de se pensar que a moda, como conhecemos há tanto tempo atrás, já não existe mais. Mas, é preciso encontrar um caminho mais justificável, que signifique algo, e não somente o comprar por comprar, que enriquece tanto tão poucos. Será que a gente ganha alguma coisa (de verdade) entupindo o guarda-roupa com peças que pouco, ou nada, significam? Além de tudo, merecemos mais.

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O vazio que fica após tantas compras, com o guarda-roupa tão cheio, mas tão pouco para usar (que é o que tanto acontece) já é uma dica de que as coisas, como estão, não são tão certas assim. A mania de renovar o guarda-roupa, por sua vez, tenta nos impor personalidades descartáveis que não temos a obrigação de aceitar. “The True Cost” está no Netflix.

Inspire-se: Dona Helô

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A cada novela, uma nova referência. Há sempre uma personagem que se destaca, seja pela atuação, pela história ou pelo figurino. No caso de Salve Jorge, existem algumas boas inspirações, mas Helô (interpretada por Giovanna Antonelli) é unanimidade.

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Seu visual é feminino, mas marcante. Cores terrosas, muitas estampas, texturas e um toque de drama nos acessórios pesados reforçam a personalidade chamativa da delegada. Vale destacar as calças de cintura alta e as camisas de tecidos finos, como a seda.

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O tal cinto duplo  – dois cintos usados ao mesmo tempo – apesar de ter caído no gosto de algumas mulheres é um truque pouco recomendado e não é uma jogada simples. Acontece que quando feito com cintos finos, trançados, eles acabam virando uma única peça. No caso em questão, os cintos grossos tendem a gerar uma bagunça visual que pede uma cintura naturalmente marcada. Para as mulheres da vida real que tem barriguinha saliente (gordurinhas), e querem tirar o foco do local, a ideia é pra lá de arriscada.

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As estampas abstratas são comumente vistas no guarda-roupa de Helô, que também gosta de jeans bootcut e argolas. A combinação deixa o visual feminino com um toque de perua, mas é na medida certa, passando longe do exagero. É legal também o cabelo cacheado, que complementa o visual. Por fim, a lembrança de que a composição camisa de tecido bacana + calça ajustada de cintura alta é confortável e fácil de usar. O excesso de acessórios fica a cargo do estilo pessoal. Com poucos acessórios, e estampas menos animalescas, o resultado é outro.