Lazer e dever em viagens de trabalho

Amadas ou odiadas as viagens de trabalho são, por vezes, a oportunidade de conhecer um novo local ou mesmo de aliar dever à lazer. Alguns cenários, no entanto, inspiram muito mais a diversão do que o dever profissional, fazendo com que seja difícil controlar a vontade de dar as costas às tarefas obrigatórias.

Nos comuns cruzeiros, ou mesmo nos encontros em resorts e/ou locais de pura diversão (leia-se Vegas, Cancun ou Miami) uma falha ou distração pode virar motivo de piada eterna no café da empresa. Cuidar da imagem, ainda que fora do espaço direto do trabalho, é também parte da rotina básica de um bom profissional.

Veja que ambientes de piscina, praia ou algo do tipo nada obrigam o uso de roupas de banho ou mesmo peças minúsculas de roupa – da mesma forma que uma roupa social ou formal ao extremo pode chocar. A adequação se mostra em todo momento o que há de mais importante. As garotas devem tomar cuidado com o quanto de pele mostram, ou mesmo com o tamanho dos decotes. Se na vida pessoal biquinis minúsculos são comuns vale lembrar que logo ali ao lado estão pessoas que você conhece e vai continuar tendo uma relação direta. Tentar se exibir, ou exibir à boa forma às colegas também é desnecessário. Tenha em mente aquela vontade, gigante, de ser respeitada.

O comportamento com relação a bebidas alcóolicas também é outro ponto a ser visto. Para quem não consegue parar na primeira dose vale simplesmente evitar a ingestão de qualquer tipo de drink. Beber socialmente, para quem realmente consegue, é algo totalmente aceitável. Se sentir obrigado a entrar na brincadeira, só por questão de pertencimento, pode revelar uma certa insegurança que em nada será útil… e é a porta para grandes desastres.

Mostrar-se amigável ou um pouco mais afetuoso que no ambiente do escritório também cabe, principalmente com as pessoas com as quais você já tem alguma maior intimidade. No entanto é indicado tomar cuidado com exclusões, deixando de lado alguns colegas que não são tão íntimos na vida cotidiana. Talvez o momento pouco padrão seja inspirador para conhecer melhor colegas de outras áreas ou mesmo para fazer contatos com pessoas diferentes, coisas que gradualmente podem abrir portar. Pendurar no pescoço do chefe, ou de outros superiores, deixa uma imagem nada boa ficando o profissional com fama de bajulador. Talvez, em algum momento, um opinião certeira (corajosa) ou mesmo um outro tipo de atitude forte coloque os holofotes direcionados à você de maneira sutil e ainda assim marcante. Sem forçar.

O bom profissional está sempre atendo, sempre de olho nas oportunidades. Seja onde for ele consegue superar expectativas.

julgado pela mesa de trabalho?

Emitimos sinais através das roupas, gestos, pela fala… assim como contamos um pouco sobre nós através do que carregamos ou portamos. Nossa casa, um ambiente fechado inviolável, como diz a própria constituição, revela nossa essência. Numa referência exposta e palpável está nossa mesa de trabalho que conta a sua rede profissional quem você é. A forma com que você dispõem suas coisas, a escolha de material (das canetas ao fundo de tela do computador) conta uma história. Por mais que seja possível ‘maquiar’ os sinais pequenos deslizes ou descuidos revelam a realidade. Cuidar de alguns pontos imprescindíveis é possível, melhorando sua imagem ou mantendo a mesma forte sem fraudar um perfil que não lhe pertence.

Referências familiares ou afetivas são sempre interessantes, principalmente quando genuínas; limite-se a elementos compatíveis ao espaço disponível, evitando exagero. Troféus expostos ou paredes recheadas de diplomas apontam para uma personalidade vaidosa, alguém que gosta de se vangloriar de suas conquistas; há um limite entre honra e exibição. Fotos de animais ou bichos de estimação podem indicar traços de carência, principalmente dentro de um contexto ligado a discurso repetitivo sobre o assunto; cuidado para não emitir os sinais errados. Mesas e gavetas recheadas de biscoitos, balas, garrafinha d’água e caneco de café tendem a apontar para um perfil ansioso ou mesmo intenso, daquela pessoa que não gosta ou mesmo pode perder tempo entre um lanche e outro.

Agora cuidado. Mesas cheias podem ser sim organizadas e essas apontam sinais de eficiência e ocupação. Há uma grande diferença entre uma mesa repleta de papeis, relatórios, imagens e acessórios organizados e alinhados e uma outra mesa com folhas dobradas, bolinhas de papel amassado, restos do lanche e canetas sem tampa. Sua eficiência não será medida pela linha estética de seu espaço, mas seu pouco rendimento pode ser julgado ou explicado pela sua falta de organização… e na hora de lhe ‘atacarem’ um bom argumento pode ser o de suas coisas estarem sempre fora do lugar.

uma mesa limpa, vazia e seca pode indicar que você não se sente confortável com aquele trabalho ou mesmo com aquele lugar, por isso não se ‘monta’ por ali. Isso serve como aviso não apenas para seus colegas e superiores mas também (e principalmente) para você.

Dicas finais

– Não cole adesivos ou faça desenhos no espaço da empresa. O computador que você usa não é seu, por isso não deve ser danificado. Bilhetes colantes são um outro caso, servindo como lembrança ou atenção.

– Não deixe nunca restos de comida ou copos sujos em cima da mesa. Sempre termine o dia com seu espaço limpo; para tal existem lixeiras em todos os cantos de escritórios.

– Não exagere no volume de referências familiares e pessoais. Isso pode indicar que você está insatisfeito com o trabalho ou mesmo que sente falta extrema de casa, direcionando pensamentos e vontades para algo totalmente oposto ao trabalho.

– Em hipótese alguma se intrometa no espaço alheio, mesmo que você divida a estação ou a própria mesa com outros funcionários. Já imaginou se algo importante desaparece? Se você tem o costume de revirar o material alheio você pode ser apontado como o primeiro ou principal culpado do incidente.