Os segredos do estilo de Fátima Bernardes

Não é de agora que Fátima Bernardes vem chamando atenção. Desde que abandonou a bancada do Jornal Nacional e seguiu para empreitada de sucesso, no entretenimento, ela vem se destacando por vários motivos. Aparentemente, superou com sucesso um divórcio, tem um supersalário, se mostrou muito mais talentosa do que a gente poderia imaginar e está toda bonitona e confiante. Mas, aqui o papo é roupa, então vamos ao que importa: seu estilo é bem coeso e interessante.

estilo Fátima Bernardes

O estilo de Fátima Bernardes faz com que seus looks sejam um dos mais comentados do universo global. E não é por menos. O visual é natural, nada forçado e parece próximo de mulheres reais… sem produção exagerada, fácil de reproduzir e se inspirar.

Alguns elementos se repetem com frequência. Entre eles, as calças jeans bootleg (afunilada nos joelhos e larguinha na barra), além das batas e vestidos de corte evasê (ajustados no tronco e soltinhos no quadril). Importante destacar, ainda, os calçados de bico fino ou alongado.

As características de sua silhueta – quadril largo e ombros estreitos, com pouco peito – também fazem com que nós brasileiras possamos nos ver muito nela. Afinal, o corpo tipo triângulo é muito comum por aqui.

Peças como o cinto e os colares chamativos entram para complementar o look. Uma resposta natural às necessidades do seu biotipo. Afinal, são acessórios que ajudam a equilibrar as proporções e valorizar não só o quadril largo, mas também o rosto. As estampas na porção superior também são recorrentes – mais um truque de compensação de peso visual.

Mas, muito além das peças em si, o destaque do visual de Fátima Bernardes está na simplicidade. Em escolhas que caem perfeitamente no corpo e em um estilo bem amarrado, que conta histórias parecidas, dias após dia, ainda que com diferenças no grau de sensualidade.

Lá em 2013 eu já havia falado sobre o estilo de Fátima Bernardes. Interessante perceber como suas escolhas mudaram e como, hoje, ela adicionou boas doses de sensualidade em seu imagem, que antes era carregada de elementos românticos. Confiança, sabe?

A gente muda, e nosso estilo muda. Natural acontecer o mesmo com celebridades.

Quer copiar o estilo de Fátima Bernardes?

Pegadinha, claro. A gente não deve copiar o estilo de ninguém. Mas, se você vê nas escolhas delas – e gostaria de se inspirar – eis um caminho.

  • Calças jeans bootleg
  • Batas estampadas
  • Vestidos evasê
  • Estampas de tamanho médio
  • Sandálias de tiras finas
  • Cintos de espessura mediana
  • Ombros de fora
  • Decotes em V
  • Peças com detalhes em ponto alto
Quer que eu te ajude a encontrar o seu estilo? É possível! Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

 

Inspiração de moda em Animais Noturnos

Um filme dirigido por Tom Ford, mas sem peças de Tom Ford. Consegue imaginar? Pois, bem. Estou falando de Animais Noturnos. O longa incrível conta a história de Susan Morrow (Amy Adams), uma negociante de arte que recebe um manuscrito de seu primeiro marido. E que, a partir disso, relembra traumas e fracassos de seu passado. É como um livro dentro de um filme com boas reviravoltas e uma trama bem intrigante.

pode conter spoilers

É impossível não admirar a parte estética de Animais Noturnos. De maneira geral, a questão visual é muito forte. E a personagem de Amy Adams esbanja perfeição e elegância. O que, superficialmente, é bem intenso. Mas, aos poucos, suas fragilidades vão sendo reveladas.

É muito bacana perceber isso em um filme. A maneira que as roupas podem criar, na superfície, uma sensação que se desfaz quando o distanciamento é quebrado. Quantas vezes já não percebemos isso com pessoas do nosso círculo de convivência?

tom ford, Estilista e diretor

Como diretor, Tom Ford não deu pitacos no visual de Susan. Por mais que algumas linhas e formas do figurino lembrem o estilista. A figurinista Arianne Phillips, aliás, afirma que ela não trabalha com o Tom Ford designer de moda. “Eu trabalho com o Tom Ford diretor de filmes”. Foi, aliás, a segunda parceria da dupla, que já havia atuado junto em Direito de Amar.

A figurinista ainda lembra que, em suas escolhas, ela buscou um exterior que combinasse com o interior. Reforçando a ideia da alienação, isolamento e e um casamento infeliz. “O vestuário tem que criar para o ator e para a audiência essa camada visual que complemente a vida interna“, explica Arianne.

Uma estética impecável, até demais

Todos os detalhes também foram pensados na busca por contrastar e combinar os personagens com a estética dos cenários. Seja nas horas mais sofridas, seja da galeria de arte, ou da residência da personagem principal, no caso de Susan. E a vulnerabilidade também aparece nos momentos em que a personagem de Amy Adams está em peças confortáveis, sem maquiagem, quase que desmontada, se deixando levar pela história do livro. Em alguns momentos é possível pensar: como pode algo dar errado na vida perfeita de alguém tão maravilhosa?

As roupas não têm a assinatura de nenhuma grife famosa. Como pode parecer. “Eu não queria usar em Amy roupas de nenhum designer que pudessem levar a audiência para algum lugar fora do filme”, conta Arianne Phillips. “Tentamos criar um mundo próprio para ela, com roupas que pudessem ser relevantes em seu tempo, mas que não dissessem muito”, completa. Todas as peças foram desenvolvidas pela equipe da figurinista.

Um rapper do tipo elegante

Americano de ascendência cubana, Pitbull dá show de elegância adaptada em um universo no qual formalidade pode ser puro desastre

Ok, isso pode soar um pouco estranho mas Pitbull, rapper americano de sangue cubano, é um dos meus artistas preferidos na atualidade. O som dele é ótimo para dançar, relaxar, pensar em nada, encarar uma estrada e esquecer dos problemas. Além das parcerias animadíssimas que geram esse som legal, que incluem J.Lo, Paulina Rubio, Mark Anthony, Usher, Enrique Iglesias e tudo mais, o estilo de Pitbull é bem interessante, uma mistura latina de elegância e personalidade aflorada.

Ternos alinhados, ousadia na combinação de cores. Roupas ajustadas, sem serem coladíssimas demais. Uso de estampas, padrões clássicos em contraste à cabeça raspada e um toque despojado ao deixar a gola da camisa um pouco soltinha.

Bom, essa elegância foi construída aos poucos, trabalhada com muita sabedoria. Pitbull é a prova de que as músicas mais “marcantes” não precisam estar sempre ligadas a excesso de ouro, calças rasgadas, coladas, ou mesmo peças super largas complementadas por exageros sem fim. Pior? Aquela jovialidade da roupa de quem ainda não assimilou que é uma estrela do showbis.

 

Bom gosto talvez não venha no DNA, mas pode ser inserido na forma de vestir e portar. Por que não?! E pode ser aplicado no contexto de cada um. Essa latinidade, ainda que emprestada, ganha graça com ternos bem cortados e alinhados. Por fim, uma mistura que gera um bom resultado.

 

E para mostrar o clima, atualizei o post com esse comercial da grife Lanvin, super bem lembrado pela Camila do Sim, Senhorita!. =)

O limite da sensualidade

Corpos, estilos e identidades diferentes devem encontrar seu próprio caminho para explorar a sensualidade de maneira adequada à ambientes e ocasiões.

Medir o grau de sensualidade adequado à certos ambientes é quase que o desafio eterno de toda mulher. Difícil saber como aplicar um visual feminino, interessante, capaz de atiçar o interesse masculino sem cair na casa da vulgaridade. Difícil, também, conseguir balancear a sensualidade com a seriedade do local de trabalho. O segredo para boas doses, certeiras, de sensualidade está nas sutilezas; estas nascem na maneira de trabalhar decotes, comprimentos encurtados, pele a mostra, transparências, tecidos colantes ou mesmo qualquer tipo de elemento que, de uma forma ou outra, remete ao universo do fetiche. O mesmo vale para algum tipo de detalhe que alimente a imaginação do sexo oposto, sem nem precisar, para isso, ousar demais.

Algumas mulheres, naturalmente sensuais, conseguem explorar com grande facilidade a sensualidade na própria atitude e na forma de se portar. Entre elas, Angelina Jolie que em diversos filmes, como Salt, Lara Croft, 60 Segundos, A Troca ou O Turista consegue, sem abusar de roupas vulgares, mostrar toda sua confiança. A questão está clara no olhar, na forma de se apresentar, de se impor. As roupas sensuais apenas complementam o visual, e conversam.

Outras mulheres, não tão sexys, ganham esse toque pelos pequenos detalhes – como é o caso de Jennifer Aniston. Todo Poderoso, Dizem por aí, Ele não está tão a fim de você, Fora de Rumo, Separados pelo casamento ou Marley e Eu, são boas referências para entender o estilo da eterna Rachel. Ela é sensual nas miudesas, em grau muito mais suave, porém ainda assim presente. Pela sua silhueta magra e de poucas curvas as roupas justas, fendas e transparências não chocam tanto; os decotes, então, podem ser mais aprofundados, enquanto os comprimentos sobem e as roupas ficam mais próximas a silhueta.

Salma Hayek, por fim, é outro estilo de mulher. Em Volver, X-Men, Frida, Era uma vez no México, Dogma, Estúdio 54, Traffic ela é completamente sensual, onde decotes semelhantes aos utilizados por Jennifer Aniston ganham outra conotação, outro efeito final. A silhueta extremamente curvilínea pede, então, por mais cuidado, diferentemente do que acontece com Angelina Joline que, apesar do rosto super sexy, possui uma silhueta fina e longa – ainda que com curvas.

São corpos, estilos e identidades completamente diferentes que, de uma forma ou outra, conseguem seduzir e enviar suas dicas de segundas (terceiras e quartas) intenções. Regras gerais não podem ser pensadas, porque o que há como referência é, mais do que tudo, a relação entre corpo e roupa, atitude e looks. Por via das dúvidas, de toda forma, fica a importância de dosar o quanto mostramos e o quanto queremos nos mostrar dependendo da ocasião e do contexto.

Chic sim, Gloria Kalil

Sempre bonitinha (de forma nada pejorativa) nossa queria Gloria Kalil esbanja uma elegante jovialidade nos corredores das semanas de moda. Não é difícil gostar do tipo de roupa que ela usa pois as mesmas são sempre simples e fáceis de encontrar – de forma geral. O que fica de diferente é a forma de combinar e ornar; ou seja, o mais difícil de tudo já que peças isoladas não dizem nada.

Calçados confortáveis, comprimentos comportados, diversão nos detalhes e/ou acessórios que deixam até um look monocromático com um toque de exclusividade. Sempre há algo inusitado, algo que não esperamos mas que é o elemento que fecha de vez o visual.

O que é charme sem fim, aliás, é a repetição natural de peças sem erro – mostrando que realmente chique é aquele que tem um mix de opções preferidas que valorizam sua silhueta e enviam as mensagens adequadas. As tendências estão sempre por ali, misturadas à clássicos particulares de Gloria ou mesmo a peças comuns em qualquer e todo guarda-roupa. Além disso ela mistura marcas nacionais com importadas sem ostentação. É, no mínimo, ideal de admiração.