Quem é o protagonista? O personal stylist ou o cliente?

Um dia desses eu andava pelo shopping quando uma cena me deixou incomodada. Uma pessoa, colega, personal stylist, fazia vídeos no celular, falando sobre o momento de shopper, enquanto a cliente em questão caminhava atrás, quase que esquecida. Aquilo me causou estranheza. Troquei olhares com as pessoas que estavam comigo e seguimos nosso caminho. Mas não esqueci daquela cena.

Passei a pensar sobre protagonismo. E sobre as vezes nas quais o ego do profissional se sobrepõem a qualidade do serviço prestado.

100% de dedicação à protagonista

Não importa se a profissional é uma celebridade, se é renomada, ou mesmo se é incrível. Essa não é a discussão – e nem mesmo seria o caso, para o acontecido em si. O que importa é que ali, naquele momento, durante uma consultoria de compras, o celular merece – e deve ser esquecido.

A pessoa que contrata um consultor de imagem/estilo, ou personal stylist, paga (investe) para ter um tempo 100% focado no outro. Para ter ao menos uma parcela de seus problemas resolvidos. E não para servir de propaganda, ou de meio de divulgação.

Vejo, com frequência, a profissão ser utilizada como forma de lazer ou alimento para o ego de pessoas que não o fazem por paixão.

Sem imposições e sem tanta exposição

Até quando exibir ou mostrar um atendimento? Apenas, e somente, se a cliente autorizar e se mostrar confortável. Seja como for, compartilhe o momento totalmente com a personagem principal daquele momento. Viva aquela experiência profissional com a contratante. Como uma parceria que deve ser.

Deixar o outro para trás, enquanto discorre sobre suas qualidade profissionais, é tão chato quanto querer impor seu estilo ao outro.

Que sejamos carinhosas e prestativas, mas acima de tudo que possamos colocar nossa vaidade – e nossa vontade de divulgação, tão necessária nos dias de hoje – em segundo lugar. O protagonismo é da cliente. Nós somos só a ferramenta.

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Quanto custa o outfit? Pensamentos sobre o fim dos tempos…

O que mais importa pra você, o preço do seu “outfit” ou como ele faz você se sentir?

Se você não está entendendo nada, clique aqui ou aqui. Mas, resumindo, estamos vivendo a volta com força total da LOGOMANIA! Uma tendência super anos 2000 (ou um pouco antes disso) na qual é “legal” ostentar logomarcas. Tudo isso em um momento no qual começávamos a amadurecer a ideia do vestir sustentável, que vinha superando as tendências e os modismos.

Falamos até mesmo sobre guarda-roupa cápsula, lembra? #bonstempos.

É claro que, por direito ou vontade, podemos seguir o que for mais interessante para cada um de nós. Não há uma regra ou norma que te force a usar e gostar disso ou daquilo.

Outfit: roupa.

substantivo feminino: 
1. peça ou conjunto de peças de vestir; traje. 
2. qualquer tecido que sirva para adorno, cobertura etc.

Menos, por favor

Eu não chamaria de itens de luxo camisetas, bonés e tênis que nada tem de demais, fabricados como qualquer outra peça de fast fashion,  só que produzidos em pequena escala. Mas, faz parte de um nicho. E muitos vêm encerando como luxo – o próprio setor. Pelo preço e pelo fator exclusividade.

Temos, como símbolo maior do momento, a Supreme. Você provavelmente já viu, por aí, alguma camiseta com a logo da marca, ou uma de suas MUITAS cópias e releituras. Eu usaria uma blusa do tipo com a logo, mas se no lugar estivesse escrito pão de queijo. Ou supimpa. E pagaria, não sei, 100 reais?!

Essa sou eu.

Logomarca, pra mim, é um tanto quanto anos 90, de verdade. Mas, sei lá, moda não é isso? Cada um usar o que quer? Pagar quanto quer por seu outfit?

Pra poucos, não tão bons

Quando você entra na loja online da Supreme fica a sensação de que tudo está esgotado, o que gera ainda mais desesperado para comprar algo fabricado ali. Entenda que muito provavelmente é só um truque.

É como a tal fórmula de lançamento. Na qual vagas em seminários, cursos online e outros eventos do tipo vão, por regra, passar por fases de “está acabando”, “últimas vagas”, “última chance”.

Ninguém quer ficar de fora, certo?

Não, ao menos, a princípio. Mas basta pensar um pouquinho e avaliar a situação com calma para entender que ninguém vai morrer se não comprar um chaveiro. Ou, ampliando a conversa, se não, sei lá, participar de um evento de detox emocional (tô inventando, tá?).

Neymar aprova

Não é de hoje que essas marcas desfiladas por rappers, jogadores de futebol/basquete e influenciadores (reais, das ruas) despontam com suas febres. Mas, também não é de hoje que a moda tem suas ondas passageiras.

Em algum tempo camisetas de malha, bonés e tênis caríssimos voltarão a ter sua função básica e essencial. E o investimento feito estará em outra tendência de nicho, ou não.

Algumas aquisições são, sim, menos efêmeras. Como o caso de algumas bolsas de grife, relógios, casacos, entre outros itens mais atemporais, consagrados em décadas de trajetória.

O medo? Mais como mãe, do que como consultora de estilo, vivo o receito de que meu filho, ainda um bebê, se deixe levar por um desses modismos quando crescer. E por viva menos experiências – queira ter e acumular coisas, sabe?!

#consultorahonesta

Fico pensando em como quero investir (e vou investir) meus recursos mais naquilo que vivo e  menos em roupas. Apostar mais em aulas, cursos, viagens e menos em peças que se perdem rapidamente com o tempo e o ciclo natural de seu crescimento.

Não sei quanto é válido investir em um look. Até quanto é aceitável. Acredito que não há uma resposta definitiva. Então, faça o que quiser. Mas, não deixe de viver para isso. E não tente justificar o injustificável. No país da desigualdade social, no qual pessoas passam fome na rua e dormem encostados em paredes de lojas fechadas, ostentar uma blusinha de malha de 500 reais (com orgulho) é sinal do fim dos tempos. Eu teria, no mínimo, vergonha. Como li por aí, é brega. É cafona.

Aos que calculam o preço do seu outfit, o que querer ou precisam provar?

Como lembra Zygmundo Bauman, “na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”.

Até qual idade uma mulher pode usar barriga de fora?

Barriga de fora. Até quando usar? Até qual momento da vida nós, mulheres, podemos optar por mostrar, sem medo, o umbigo ou uma faixa de pele na altura da cintura? Ou mesmo, quem sabe, toda a barriga?

Porque não há uma resposta definitiva.

Aliás, é impossível chegar a uma única solução: certo ou errado não existe. Ao menos não por aqui, onde cada qual pode criar suas regras, tendo como objetivo central uma autoestima elevada e boas doses de confiança.

Mostrar ou não mostrar, eis a questão

Expor, ou revelar, o corpo é uma decisão pessoal que precisamos aceitar (respeitar).

Afinal, independe das curvas, do peso ou da idade, cada um tem, ou deveria ter, o domínio de suas escolhas. Porque, cobrir a nudez com o que seja uma extensão de uma personalidade e de sua identidade, é um objetivo nobre. Principalmente na construção de um estilo pessoal – que seja sólido e fiel à sua essência.

Se o que você busca são razões para se mostrar um pouco mais, ou menos, saiba que elas podem até ser resumidas em alguns tópicos. Que, aqui, não trazem as respostas que são, geralmente, compartilhadas.

Regras para barriga de fora

Use barriga de fora, se:

  • Você quer, ou acha bonito;
  • Combina com sua personalidade, com seu estilo;
  • Vai fazer você se sentir bem, bonita, confiante, sensual ou livre;
  • Se você se olhar no espelho e se sentir bem! Entenda aqui!

Não use barriga de fora, se:

  • Você se sentir insegura, sem graça;
  • Se você for ficar incomodada com o resultado;
  • Ao se olhar no espelho, achar esquisito ou estranho;
  • Não gostar, não achar bonito, não tiver vontade.

Parece simples, porque é.

E antes de cair no arriscado mundo das cobranças por um corpo magro, sarado, barriga negativa, gominhos, fitness, lembre-se que os padrões de beleza mudam MUITO de tempos em tempos. Não se escravize por tal.

O tempo que você perde tentando, por vezes, se enquadrar, é tempo desperdiçado.

Até qual idade a mulher pode usar barriga de fora, então? A resposta é: até quando ela (ou você) quiser, na medida que se sentir bem, da forma que lhe favorecer e combinar com a sua personalidade.

Para usar barriga de fora

Barriga de fora pode existir com um pedacinho revelado, por meio de recortes na peça, com a barriga 100% a mostra ou com uma transparência. Perceba que são muitas as variáveis. Acima de tudo, há muito para explorar.

É legal que você encontre a que te parece legal. Se não gostar, então deixe de lado.

Viva a moda da forma que lhe convém.

Conclusão? Seja feliz em frente ao espelho. E ame o seu visual. Assim a vida fica tão mais fácil…

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5 razões para você não comprar aquilo que jura precisar

Compras são tentadoras. O processo de levar para casa algo novo desperta sensações incríveis e libertadoras. Mas, nem sempre a aquisição em questão é realmente necessária ou que de fato cabe no orçamento. Talvez seja hora de não comprar…

A decisão da aquisição deve ser muito bem avaliada. Aliás, existem muitas razões para você deixar para trás aquilo que jura precisar.

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Não há mal algum em repetir roupas

Aquela sensação de que você será julgada por usar em uma festa ou evento a mesma peça que usou há algum tempo é pura bobagem. Lembre-se de que boas aquisições foram feitas para serem utilizadas várias vezes. E, além do mais, bons acessórios (aqueles que você já tem, claro) podem dar outro sentido a produção. Desencane e deixe de se importar com bobagens! Quer saber? Gaste seu tempo, e seu dinheiro, com coisas mais sérias – ou legais.

A fatura do cartão de crédito vai chegar

Antes do que você imagina, no momento mais inapropriado, chega a fatura do cartão de crédito. E não é nada legal ver que os gastos foram descontrolados. Essa sensação de arrependimento com a compra praticamente estraga a mágica de uma boa aquisição. Então, faça compras respeitando o seu orçamento.

Economizar também é legal

Lembre-se de planos maiores… e de que o “não” de hoje é a alegria de amanhã. Controlar o consumismo tende a ser a receita mágica para evitar as tais compras pequenas e gastos picados – que são os grandes vilões para quem quer guardar uma grana e investir em algo um pouco (ou muito) mais caro. Com isso, tenha metas. E veja, com gosto, a conta engordar.

A tendência de hoje é o cafona de amanhã

As modinhas são um bom exemplo de peças que rapidamente deixam de ser bacanas. Assim como toda e qualquer tendência. Com isso, não se sinta mal por não acompanhar as listas de “tem que ter” para cada estação. Para uma pessoa real é impossível ter todos os modismos de cada temporada. Deixe de lado a loucura do “todo mundo usa” e viva feliz com as suas peças prediletas! E com os seus clássicos incríveis.

Não dá pra ter tudo

Como Zygmunt Bauman bem diz: “o mundo está cheio de possibilidades, é como uma mesa de bufê com tantos pratos deliciosos que nem o mais dedicado comensal poderia provar de todos”.

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Como criar looks incríveis (e reais) para o inverno

Acha difícil montar looks de inverno? Que bobagem! Pode ser até mesmo divertido compor e combinar peças do seu guarda-roupa para construir produções incríveis para os dias mais frios.

looks de inverno

O truque para não errar na hora de montar os seus looks de inverno é pensar no resultado final da produção. É tudo questão de peso visual e harmonia entre as peças utilizadas.

Antes de passar horas em frente ao guarda-roupa, lembre-se: o que você experimenta não precisa, necessariamente, ir pra rua. Tente, avalie (olhe-se no espelho) e tome uma decisão final.

Sem muita cobrança, por favor.

Mas ententa que o que você experimenta é um jeitinho de tentar. Sabe? Faça suas apostas.

Truques especiais, no YouTube

Contei no meu canal do YouTube quais são alguns erros que podem prejudicar muito a construção dos seus looks de inverno. Dá o play para assistir!

Inscreva-se no canal AQUI! Dicas INCRÍVEIS pra você melhorar a sua relação com o seu guarda-roupa e com o espelho.

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