Quanto custa o outfit? Pensamentos sobre o fim dos tempos…

O que mais importa pra você, o preço do seu “outfit” ou como ele faz você se sentir?

Se você não está entendendo nada, clique aqui ou aqui. Mas, resumindo, estamos vivendo a volta com força total da LOGOMANIA! Uma tendência super anos 2000 (ou um pouco antes disso) na qual é “legal” ostentar logomarcas. Tudo isso em um momento no qual começávamos a amadurecer a ideia do vestir sustentável, que vinha superando as tendências e os modismos.

Falamos até mesmo sobre guarda-roupa cápsula, lembra? #bonstempos.

É claro que, por direito ou vontade, podemos seguir o que for mais interessante para cada um de nós. Não há uma regra ou norma que te force a usar e gostar disso ou daquilo.

Outfit: roupa.

substantivo feminino: 
1. peça ou conjunto de peças de vestir; traje. 
2. qualquer tecido que sirva para adorno, cobertura etc.

Menos, por favor

Eu não chamaria de itens de luxo camisetas, bonés e tênis que nada tem de demais, fabricados como qualquer outra peça de fast fashion,  só que produzidos em pequena escala. Mas, faz parte de um nicho. E muitos vêm encerando como luxo – o próprio setor. Pelo preço e pelo fator exclusividade.

Temos, como símbolo maior do momento, a Supreme. Você provavelmente já viu, por aí, alguma camiseta com a logo da marca, ou uma de suas MUITAS cópias e releituras. Eu usaria uma blusa do tipo com a logo, mas se no lugar estivesse escrito pão de queijo. Ou supimpa. E pagaria, não sei, 100 reais?!

Essa sou eu.

Logomarca, pra mim, é um tanto quanto anos 90, de verdade. Mas, sei lá, moda não é isso? Cada um usar o que quer? Pagar quanto quer por seu outfit?

Pra poucos, não tão bons

Quando você entra na loja online da Supreme fica a sensação de que tudo está esgotado, o que gera ainda mais desesperado para comprar algo fabricado ali. Entenda que muito provavelmente é só um truque.

É como a tal fórmula de lançamento. Na qual vagas em seminários, cursos online e outros eventos do tipo vão, por regra, passar por fases de “está acabando”, “últimas vagas”, “última chance”.

Ninguém quer ficar de fora, certo?

Não, ao menos, a princípio. Mas basta pensar um pouquinho e avaliar a situação com calma para entender que ninguém vai morrer se não comprar um chaveiro. Ou, ampliando a conversa, se não, sei lá, participar de um evento de detox emocional (tô inventando, tá?).

Neymar aprova

Não é de hoje que essas marcas desfiladas por rappers, jogadores de futebol/basquete e influenciadores (reais, das ruas) despontam com suas febres. Mas, também não é de hoje que a moda tem suas ondas passageiras.

Em algum tempo camisetas de malha, bonés e tênis caríssimos voltarão a ter sua função básica e essencial. E o investimento feito estará em outra tendência de nicho, ou não.

Algumas aquisições são, sim, menos efêmeras. Como o caso de algumas bolsas de grife, relógios, casacos, entre outros itens mais atemporais, consagrados em décadas de trajetória.

O medo? Mais como mãe, do que como consultora de estilo, vivo o receito de que meu filho, ainda um bebê, se deixe levar por um desses modismos quando crescer. E por viva menos experiências – queira ter e acumular coisas, sabe?!

#consultorahonesta

Fico pensando em como quero investir (e vou investir) meus recursos mais naquilo que vivo e  menos em roupas. Apostar mais em aulas, cursos, viagens e menos em peças que se perdem rapidamente com o tempo e o ciclo natural de seu crescimento.

Não sei quanto é válido investir em um look. Até quanto é aceitável. Acredito que não há uma resposta definitiva. Então, faça o que quiser. Mas, não deixe de viver para isso. E não tente justificar o injustificável. No país da desigualdade social, no qual pessoas passam fome na rua e dormem encostados em paredes de lojas fechadas, ostentar uma blusinha de malha de 500 reais (com orgulho) é sinal do fim dos tempos. Eu teria, no mínimo, vergonha. Como li por aí, é brega. É cafona.

Aos que calculam o preço do seu outfit, o que querer ou precisam provar?

Como lembra Zygmundo Bauman, “na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”.

Até qual idade uma mulher pode usar barriga de fora?

Barriga de fora. Até quando usar? Até qual momento da vida nós, mulheres, podemos optar por mostrar, sem medo, o umbigo ou uma faixa de pele na altura da cintura? Ou mesmo, quem sabe, toda a barriga?

Porque não há uma resposta definitiva.

Aliás, é impossível chegar a uma única solução: certo ou errado não existe. Ao menos não por aqui, onde cada qual pode criar suas regras, tendo como objetivo central uma autoestima elevada e boas doses de confiança.

Mostrar ou não mostrar, eis a questão

Expor, ou revelar, o corpo é uma decisão pessoal que precisamos aceitar (respeitar).

Afinal, independe das curvas, do peso ou da idade, cada um tem, ou deveria ter, o domínio de suas escolhas. Porque, cobrir a nudez com o que seja uma extensão de uma personalidade e de sua identidade, é um objetivo nobre. Principalmente na construção de um estilo pessoal – que seja sólido e fiel à sua essência.

Se o que você busca são razões para se mostrar um pouco mais, ou menos, saiba que elas podem até ser resumidas em alguns tópicos. Que, aqui, não trazem as respostas que são, geralmente, compartilhadas.

Regras para barriga de fora

Use barriga de fora, se:

  • Você quer, ou acha bonito;
  • Combina com sua personalidade, com seu estilo;
  • Vai fazer você se sentir bem, bonita, confiante, sensual ou livre;
  • Se você se olhar no espelho e se sentir bem! Entenda aqui!

Não use barriga de fora, se:

  • Você se sentir insegura, sem graça;
  • Se você for ficar incomodada com o resultado;
  • Ao se olhar no espelho, achar esquisito ou estranho;
  • Não gostar, não achar bonito, não tiver vontade.

Parece simples, porque é.

E antes de cair no arriscado mundo das cobranças por um corpo magro, sarado, barriga negativa, gominhos, fitness, lembre-se que os padrões de beleza mudam MUITO de tempos em tempos. Não se escravize por tal.

O tempo que você perde tentando, por vezes, se enquadrar, é tempo desperdiçado.

Até qual idade a mulher pode usar barriga de fora, então? A resposta é: até quando ela (ou você) quiser, na medida que se sentir bem, da forma que lhe favorecer e combinar com a sua personalidade.

Para usar barriga de fora

Barriga de fora pode existir com um pedacinho revelado, por meio de recortes na peça, com a barriga 100% a mostra ou com uma transparência. Perceba que são muitas as variáveis. Acima de tudo, há muito para explorar.

É legal que você encontre a que te parece legal. Se não gostar, então deixe de lado.

Viva a moda da forma que lhe convém.

Conclusão? Seja feliz em frente ao espelho. E ame o seu visual. Assim a vida fica tão mais fácil…

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5 razões para você não comprar aquilo que jura precisar

Compras são tentadoras. O processo de levar para casa algo novo desperta sensações incríveis e libertadoras. Mas, nem sempre a aquisição em questão é realmente necessária ou que de fato cabe no orçamento. Talvez seja hora de não comprar…

A decisão da aquisição deve ser muito bem avaliada. Aliás, existem muitas razões para você deixar para trás aquilo que jura precisar.

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Não há mal algum em repetir roupas

Aquela sensação de que você será julgada por usar em uma festa ou evento a mesma peça que usou há algum tempo é pura bobagem. Lembre-se de que boas aquisições foram feitas para serem utilizadas várias vezes. E, além do mais, bons acessórios (aqueles que você já tem, claro) podem dar outro sentido a produção. Desencane e deixe de se importar com bobagens! Quer saber? Gaste seu tempo, e seu dinheiro, com coisas mais sérias – ou legais.

A fatura do cartão de crédito vai chegar

Antes do que você imagina, no momento mais inapropriado, chega a fatura do cartão de crédito. E não é nada legal ver que os gastos foram descontrolados. Essa sensação de arrependimento com a compra praticamente estraga a mágica de uma boa aquisição. Então, faça compras respeitando o seu orçamento.

Economizar também é legal

Lembre-se de planos maiores… e de que o “não” de hoje é a alegria de amanhã. Controlar o consumismo tende a ser a receita mágica para evitar as tais compras pequenas e gastos picados – que são os grandes vilões para quem quer guardar uma grana e investir em algo um pouco (ou muito) mais caro. Com isso, tenha metas. E veja, com gosto, a conta engordar.

A tendência de hoje é o cafona de amanhã

As modinhas são um bom exemplo de peças que rapidamente deixam de ser bacanas. Assim como toda e qualquer tendência. Com isso, não se sinta mal por não acompanhar as listas de “tem que ter” para cada estação. Para uma pessoa real é impossível ter todos os modismos de cada temporada. Deixe de lado a loucura do “todo mundo usa” e viva feliz com as suas peças prediletas! E com os seus clássicos incríveis.

Não dá pra ter tudo

Como Zygmunt Bauman bem diz: “o mundo está cheio de possibilidades, é como uma mesa de bufê com tantos pratos deliciosos que nem o mais dedicado comensal poderia provar de todos”.

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Como criar looks incríveis (e reais) para o inverno

Acha difícil montar looks de inverno? Que bobagem! Pode ser até mesmo divertido compor e combinar peças do seu guarda-roupa para construir produções incríveis para os dias mais frios.

looks de inverno

O truque para não errar na hora de montar os seus looks de inverno é pensar no resultado final da produção. É tudo questão de peso visual e harmonia entre as peças utilizadas.

Antes de passar horas em frente ao guarda-roupa, lembre-se: o que você experimenta não precisa, necessariamente, ir pra rua. Tente, avalie (olhe-se no espelho) e tome uma decisão final.

Sem muita cobrança, por favor.

Mas ententa que o que você experimenta é um jeitinho de tentar. Sabe? Faça suas apostas.

Truques especiais, no YouTube

Contei no meu canal do YouTube quais são alguns erros que podem prejudicar muito a construção dos seus looks de inverno. Dá o play para assistir!

Inscreva-se no canal AQUI! Dicas INCRÍVEIS pra você melhorar a sua relação com o seu guarda-roupa e com o espelho.

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Aquela compra apressada e errada, também já fiz

Lá se foram, não sei, talvez 20 anos.

Eu morava em Sete Lagoas e havia uma loja chamada Sabata’s. Ela era o máximo – pra mim, uma menina do interior. Tratava-se de uma multimarcas que vendia todas as grifes bacanas da época.

Zapping, Zoomp, Fórum, Iodice, Ellus, Triton… esqueci alguma? Muito provável.

Até hoje tenho e uso um blazer que minha mãe me deu pra eu usar nas festinhas, comprado na tal Sabata’s… era bem esquisito na época, hoje é quase vintage, com modelagem larguinha (questão de tempo).

Mas, então, voltamos pra tal Sabata’s.

Tudo na loja era “caro”. Principalmente pra uma menina de 12 anos. E meu pai, de tempos em tempos – em datas especiais – nos presenteava com um cheque em branco. Sim, um cheque. E podíamos (eu e minha irmã) gastar 100 reais, cada. Era o suficiente pra comprar uma blusinha e uma calça. Com muita sorte.

E a gente operava o milagre, com alegria.

Vamos ao que importa

Só que não é isso que importa. O que importa é que duas vezes por ano, a Sabata’s realizava uma mega liquidação. E na época era surreal.

Liquidação de verdade, eu estou falando.

Imagina um outlet dos Estados Unidos. Aquela loucura. 50% de desconto. Talvez 70%. Era assim. As pessoas faziam fila.

Eu sempre estava na fila.

Sair mais cedo da aula, e pegar a liquidação logo no começo, era normal.

A situação fazia com que aquilo virasse quase um evento na cidade. Você encontrava com todo mundo ali. Coisas do interior, sabe?

Bons tempos, em partes.

Porque preciso ser sincera. Eu comprava muito mais do que precisava. E, pra piorar, comprava tudo errado.

Tudo tão errado, que dói lembrar

Levava calça grande, porque era o que tinha. Escolhia blusinha apertada, porque era o que tinha sobrado. Pouco importava se me servia bem.

Era de marca, tá bom? E a menina que fui só pensava nisso – na etiqueta.

Por causa disso eu passava os meses seguintes usando roupas que odiava. E lembro de uma blusinha de alcinha vermelha, curtinha, que nunca ficaria bem em mim.

Ela ficava péssima no meu corpo. Mas, eu tinha comprado e tinha que usar.

Quase consigo lembrar da menina insegura que eu era tentando fazer aquelas peças erradas funcionarem, em frente ao espelho do armário. Incluindo a blusinha vermelha.

Falo de horas de “produção”.

Essas compras erradas multiplicavam o meu sofrimento nos finais de semana. Na hora de sair pra balada. Eu só me sentia mal. Feia, gorda, estranha, esquisita, totalmente errada perto das meninas lindas que estudavam no mesmo colégio que eu. Totalmente diferente. Mas não no sentido bom.

Por isso quando vejo uma cliente relatar que mantém no guarda-roupa uma peça que não usa, que não gosta e que só usa com sobreposições (ou jeitinhos) lembro instantaneamente do que eu sentia.

Repito que não era bom.

Essa história de comprar errado…

São muitas as razões que fazem a gente comprar errado. Pode ser o preço. Pode ser o desejo de usar uma tendência. A ansiedade. Ou a insegurança. Pode ser o desconhecimento das nossas curvas. Talvez a pressa. No entanto, não é isso que gera a decepção constante em frente ao armário. É manter-se no erro – seguir usando algo que não é legal – que faz tudo ficar ainda pior.

Por isso eu sempre digo: livre-se do que não funciona em você. Não repita compras erradas.

Não compre o que não serve em você hoje! Não leve pra casa algo só pelo preço, por ser tendência, por ficar legal em alguém que você conhece (ou viu em algum lugar).

Pense 1, 2, 3 vezes antes de finalizar a compra. Evite a correria.

Como eu queria poder voltar no tempo e cancelar essas loucuras feitas em liquidações. A tristeza que se arrastava por ter no armário um monte de peças “de marca”. Que eu comprava por preços absurdos de baixos, sem entender que elas estavam ali, encalhadas, por um motivo muito especial. Porque eram péssimas pela modelagem, pelo estilo, pela forma ou pelo tecido.

Como eu queria ir em uma dessas liquidações da Sabata’s, hoje, e tentar operar um dos meus milagres da boa compra. Seria um real teste.

Voltar no tempo, me permitir resgatar memórias e lembranças da adolescente que fui – e que sofria demais com o visual – me ajuda a compreender emoções e sensações que vejo hoje em atendimentos.

É interessante.

A gente não precisa e nem deve se prender ao erros do passado. Precisamos olhar pra frente. Aprender e superar.

O hoje é perfeito para começar algo novo (e melhor).