Vai, mas já volta

Viagem rápida, dessas cá e lá num mesmo dia, merecem atenção para os pequenos detalhes. Além de se munir de boas ferramentas de entretenimento e informação (leia-se revista, livro, ipod, carregador de celular e qualquer coisa pequena e útil) a roupa que você vai trajar deve aguentar o batente sem lhe deixar na mão. Se viajar com elegância já é por si só algo complicado a história fica mais crítica quando você precisa se mostrar apresentável no meio da confusão. E se chove? Previna-se com a previsão do tempo, amiga camarada para todas as horas. Uma reunião, uma entrevista, um encontro… seja lá qual for o motivo alguns simples cuidados garantem a imagem que você precisa segurar.

De olho no tecido! Evite qualquer roupa ou tecido que amasse após um certo tempo sentada. Mesmo na ponte área o que se vê são bons chás de cadeira que pedem por fios leves, maleáveis, desses que sempre garantem aparência de novo. Para tal vale pensar na sua experiência com aquela roupa.

Calçado confortável, preferencialmente fechado. Sapatos fechados tendem a ser mais refinados e quando estruturados, sem tiras cortantes, não maltratam os pés. Mesmo sem caminhadas pelo caminho vale lembrar que os pés podem inchar com o sobe e desce do avião – dai analise sempre suas experiências passadas… ou o que você lembra delas.

Atente-se a maquiagem. Pouco é mais e quanto menos você carregar mais fácil vai ser de recuperar o visual digno ao passar do dia. Pense que é mais fácil acrescentar do que tirar… e isso vale para sombra, blush, pó… tudo! Vá retocando de forma a dar aquele up esperto no taxi ou no banheiro público.

Bolsa grande, mas prática. O melhor é apostar em uma bolsa grande que garanta espaço suficiente para que você leve tudo o que precisa – de documentos à carregados de celular (não dá pra esquecer). A bolsa deve seguir a linha interessante do calçado, gerando harmonia.

E por fim não se esqueça do casaquinho ou mesmo uma blusa de frio pequena e fácil de guardar – se o dia estiver aparentemente quente. Nunca é demais seguir o conselho da mãe que insistentemente lhe orienta a levar consigo algo para se proteger do frio ou do ar condicionado. De olho nos horários, confira via mapas os valores do taxi ou ónibus a serem utilizados e tenha no bom planejamento a receita para seu sucesso, paz e tranquilidade.

As Cores de Santiago

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Ok, Santiago não é uma cidade colorida. Pelo contrário, suas construções e mesmo a natureza é bem escura e terrosa, onde os prédios são metalizados e espelhados. Não há nada de alegre e vibrante na cidade em si, mas as garotas e mulheres tratam de mudar esse visual apostando em misturas de cores contrastantes – sem medo de chocar.

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As meninas chilenas não são magrinhas e carregam uma silhueta baixinha e voluptuosa; nem mesmo isso faz com que nos dias de frio (que são muitos) elas se entreguem a muitas sobreposições e misturas de cores nas quais surge um visual muito feminino e gostoso de se observar. Nada de tédio, pelo contrário.

O que aprender com isso? Que apostar em tons profundos e escuros, só pelo frio ou pelo leve excesso de peso, não é lá a atitude mais certeira (por mais que seja a mais óbvia) já que o que se vê é a construção não de um visual envolvente mas sim sério que acaba por afastar um pouco possíveis aproximações e cria aquela sensação de capa protetora dos olhares externos. Nos mínimos detalhes podem estar focos de cor que vão retirando a atenção exclusivamente da silhueta e leva a mesma para a imagem como um todo. Trata-se de fazer um ponto fraco ser amenizado ou mesmo sufocado por combinações legais e atraentes que emanam alegria e auto-estima.

Isso vale de dica ou recado para quem anda se escondendo no preto… que tal fazer uma loucurinha de vez em quando? O resultado pode ser viciante.

Mil Tênis na Block

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Foi na loja Block do Parque Arauco que visualizei a materialização enfileirada do que busco sempre apresentar para algumas de minhas clientes que amam conforto, mas ainda assim sabem que nem todo tênis pode ser usado durante o dia-a-dia. Já é assunto mais que conhecido… tênis de ginástica deve ser aplicado no visual direcionado à exercício físico ou prática de esportes e para lazer existem outros modelos de solado geralmente reto e material mais trabalhado.

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O pessoal chileno não teme cores ou detalhes diferenciados e talvez até mesmo por isso a quantidade e variedade de tênis bacanas seja tão grande – e isso explica também o motivo dessa loja Block estar em todo canto de Santiago. Muitos dos itens que vi por lá eu nunca havia visto de verdade em lojas, apenas em sites ou revistas gringas; em pontos de artigos de esporte, tênis, vemos sempre aquela coleção de molas e misturas de tecidos que são perfeitos para a prática de esporte mas péssimas como complemento de um possível look casual. Dá pra ver facilmente que os tênis da imagem acima não funcionariam para uma corrida ou mesmo para musculação, mas são perfeitos pra outras atividades – como longas caminhadas num dia de várias tarefas domésticas ou mesmo passeios com filhos/namorado/marido/cachorro. Não pense só no AllStar, até mesmo porque ele nem é lá tão confortável, né…

Block_2A Block não se liga muito a esporte como culto ao corpo ou saúde, mas sim a ele como um estilo ou linha de gosto de pessoas que prezam pelo conforto e querem se sentir bem desse jeito! Todas as marcas bacanas estão lá e os preços são de chorar de felicidade. Sem dúvida uma loja pra conhecer e para amar, mesmo que você não sinta a menor vontade de trocar suas sapatilhas ou saltos por tênis coloridos de cano alto ou metalizados no cano baixo.

Aqui no Brasil esse tipo de tênis pode ser encontrado nas lojas exclusivas da Adidas, Nike, Puma…. não conheço, por aqui, nada como a Block que é bem multimarcas. Alguém conhece e quer me contar?!

Só por um Olá!

Malas Prontas pro Trabalho


Quando minha irmã me disse que ía passar quase dois meses no Chile, a trabalho, uma única coisa me preocupou, e não foi a tal gripe do pig. Fiquei me perguntando como é que montaríamos a mala! Passado o susto inicial me lembrei que era tudo muito mais fácil do que sempre imaginamos. Bom assim.


Montar malas de viagem, seja pra uma semana ou um ano longe de sua casa, é algo que pede calma e bom senso. No caso de temperaturas semelhantes a de sua cidade natal o trabalho se resume a enxugar o número de peças e contar com um ótimo serviço de lavanderia; para temperaturas tão diferentes como BH e Santiago o que se vê é um processo de adaptação onde as sapatilhas viram botas, os blazers são substituídos por casacos e no lugar de correntes e anéis entram cachecóis e luvas.

Minha irmã é friorenta e se pra passar o dia num prédio em Nova Lima (ao lado de BH) ela já se jogava nas sobreposições (camisa + suéter + blazer) imagina o que ela vai aprontar por lá?! Tudo foi salvo, na verdade, por um super mega quente casaco perfeito e elegante que será o básico das produções de todo dia, num tom de azul marinho quase preto e textura de ursinho amigo; por baixo, os tricots quentinhos com camisas que darão o toque charmoso ao brincar com aquilo de gola e punho pra fora, sabe?! A bota de cano curto esquentará os pés, sem fazer volume feio por baixo da calça. Se o frio apertar, meia calça grossa nas pernas e pronto. Outra opção é o blazer cinza chumbo que vai servir bem pros dias mais quentinhos, combinando com as mesmas camisas/cardigans/suéteres.

Quanto ao volume e qualidade de roupas, a conta foi simples. Pegamos apenas as peças mais novas, com tudo bonitinho – barra feita, botões bem costurados, limpíssimas. Com o passar dos dias as mesmas devem ir para a lavanderia e tudo funcionará sem problemas.

Só que como nem tudo é trabalho, mandei junto dois jeans, sendo um escuro e um claro, além de um casaco esportivo e tops pra compor – sem contar um vestido de inverno. No caso de necessidade as novas roupas serão adquiridas por lá mesmo, assim como luvas e afins que não existiam no guarda-roupa da minha irmã. Porque já é fato que vale aproveitar os preços tentadores da capital chilena pra dar um up nas produções, sem exagero pois de volta ao Brasil roupas mega grossas tendem a ficar obsoletas.

Daqui alguns muitos dias vou dar uma passeada por lá e espero que isso renda bons posts pro Conversinha. Não me lembro de ter viajado pra um lugar frio, numa época de frio, e acho que vai ser no mínimo interessante. E eu nunca viajei sozinha pra outro país… tô tensa… porque no fim sei que a irmã mal vai ter tempo pra mim. Básico.