15 dias na Colombia: Bogotá, Medellín e um bebê

Viajar é meu alimento para a alma. Por isso, passei longos meses incomodada por não chegar perto de uma mala de viagem. Até que decidimos por conhecer a Colômbia, país pelo qual eu já tinha interesse, mas ainda não conhecia.

No entanto, a maior mudança que já aconteceu na minha vida – ter um filho – fez com que eu tivesse que optar por um estilo de viagem diferente daquele com o qual já havia me acostumado (punk e intensa). Tive que planejar uma aventura mais calma. É sobre isso que falo neste post, no qual vou contar como foram meus 15 dias entre Bogotá e Medellín, em uma viagem com bebê de um ano.

Viagem com bebê, para onde ir?

Aeroporto El Dorado, em Bogotá
Aeroporto El Dorado, em Bogotá

Viajar com um bebê de 1 aninho pode ser mais desafiador do que sair por aí com um bebê recém-nascido. Eu já explico por qual razão penso assim…

Quando a criança começa a ter muitas vontades fica mais difícil de “controlar” seus desejos, e é preciso respeitar a fase! São muitas descobertas e a curiosidade está bem em alta nesse momento.

Com 1 ano, Francisco já sabe muito bem o que quer. Apesar de não saber, direito, quando está com fome, cansado, ou entediado. Complicado, não?

Por isso, optei por visitar cidades que tivessem muita estrutura. Falo de dois grandes centros, com shoppings, parques, supermercados variados, muitas farmácias e hospitais – Medellín e Bogotá, as maiores cidades da Colômbia.

Por que a Colômbia?

Nós na pedra de El Peñol (sim, subimos! \”/)

Eu descobri a Colômbia alguns anos atrás, com a ajuda do Pinterest. Meu desejo inicial era conhecer Bogotá, Cartagena e Medellín (outros pontos também chamaram minha atenção, mas o país é enorme!).  Mas achamos (eu e Igor) que três voos internos + os quatro voos para chegar ao país seriam um exagero para uma criança tão pequena. Seria exaustivo ao extremo.

Estávamos certos.

Por isso, excluímos Cartagena dos planos.

A cidade litorânea, em si, não tem praias lindas (é preciso pegar barquinhos para chegar em outras praias na região), e a época da nossa viagem (outubro) é considerado mês com altas probabilidades de chuva.

Sobre a Colômbia, eu já conheço vários outros países aqui pertinho… e queria um país no qual eu pudesse chegar “rápido”. O ideal, confesso, seria Argentina, que tem voo direto saindo de BH. Mas já fui várias vezes, e nem considerei.

Mas, afinal, por que Medellín e Bogotá? Por causa de Botero, Peñol, e os parques. Não foi por causa de Narcos, ou Pablo Escobar. Pra falar a verdade, eu tenho a maior preguiça de “narcotours”.

Nosso roteiro, por fim, ficou assim: 4 noites em Bogotá, 7 noites em Medellín, mais 3 noites em Bogotá.

Por que não chegar em Bogotá e sair em Medellín? Porque a passagem ficaria bem mais cara, e teríamos que realizar três conexões na volta. Como estamos em BH, não temos voo direto para a Colômbia.

Por viajar com um bebê  achei que seria bom evitar viagens extremamente longas, com conexões demoradas, ou corridas demais. Além de qualquer chance de perder um voo, e ficar jogados em aeroportos.

A compra das passagens

Voamos para Colombia partindo de BH > Guarulhos > El Dorado, por Latam (mesmo trajeto na volta). Tentamos pegar alguma promo mara do Passagens Imperdíveis, mas não rolou. Apareceram várias pra Colômbia, mas sempre com conexões ruins. Os voos internos, por sua vez, foram realizados pela low cost Viva Air.

Sobre a low cost Viva Air

Importante ressaltar que na Viva Air compramos as passagens mais caras, com direito a reserva de lugar e bagagem despachada, além de termos adquirido mais uma bagagem extra. Isso aconteceu porque, diferentemente da Tam, a Viva Air não cobra pela viagem com menor de 2 anos no colo, mas também não permite bagagem despachada – só o carrinho (conversamos e conseguimos levar o bebê conforto sem pagar, mas foi tipo um “favor”).

É importante avaliar os detalhes sobre as bagagens e franquias do seu voo, em cada companhia aérea. Lembrando que menores de 2 anos geralmente podem viajar no colo gratuitamente, ou pagando uma pequena taxa.

Sobre os voos

Demos super sorte tanto na Latam, quanto na Viva Air, e viajamos sem ninguém ao nosso lado – e Francisco com uma poltroninha só para ele.

Os voos não foram fáceis. No primeiro ele ficou MUITO agitado, nos outros ficou mais tranquilo. Mas não é mole cuidar de um bebê por tantas horas.

No primeiro trecho, um comissário da Latam nos tranquilizou, enquanto eu me desesperava com o choro do meu bebê. Ele disse: “todos nós já choramos um dia, agora chegou a vez dele. Temos que respeitar”. Achei fofo demais! Obrigada, cara! <3 Achei demais o carinho dele.

O que aprendi é que o povo vai olhar torto, vai te julgar, mas deixa estar #paz.

Dica

Eu levei dois pacotes pequenos de biscoito polvilho na bagagem de mão, um pra ida, outro pra volta. Consegui super distrair ele com a comidinha. Na volta ele, dormiu o tempo todo, mas foi bem útil nos voos diurnos.

A escolha dos hotéis

Sou a louca do Booking.com, e me orgulho de fazer ótimas reservas, com preços incríveis. Paciência é a chave do negócio.

Mais uma vez digo que mandei bem.

Em Bogotá, ficamos no Cabrera Imperial, e depois no Jazz Apartaments. Em Medellin, no Affinity.

Por causa do Francisco, optamos por flats. Eu queria muito uma cozinha para conseguir organizar as mamadeiras, comidinhas etc. Mas não queria um apartamento, por questão de segurança. Fiquei imaginando o bebê em risco por causa de janelas sem tela de proteção, ou sacadas perigosas.

Avaliei com cuidado as fotos de cada hospedagem e consegui hotéis que, apesar de terem sacadas, eram seguros para bebês.

Solicitei berço em todos, apesar de não ter sido atendida no Affinity. O que gerou um problema!! Francisco caiu da cama enquanto dormia. Foi horrível. Nunca havia acontecido, mas não me culpo. Ele dormia na cama de casal, entre muitos travesseiros, e de alguma forma tentou descer, e caiu. Não machucou acho que por milagre, e por não ter batido a cabeça, mas causou muito desespero na mamãe aqui.

O que levar em viagem internacional com bebê?

Comuna 13, em Medellín
Comuna 13, em Medellín

Minha grande dúvida ao planejar a viagem era quanto ao bebê-conforto, fórmula, fraldas e remédios.

A questão dos remédios resolvi da maneira mais prática: comprei um estoque absurdo de todos os medicamentos que ele poderia precisar, e levei as receitas médicas.

Também fiquei tranquila por ter o celular da médica que super responde WhatsApp. <3

O drama das fraldas

Sobre fraldas, levei um pacote de Huggies Soft Touch que eu acho a top das galáxias) e achei que conseguiria comprar mais lá. Ledo engano.

As fraldas na Colômbia são horríveis!!

Me contentei com umas Huggies mais ou menos, e outra marca local (Pequeñín) em sua versão superior, shortinho. Vários vazamentos ocorreram e chegamos a pagar quase R$ 150 pela lavagem de um edredom no Cabrera – o Affinity não cobrou.

Lenços umedecidos também compramos no Carulla, o supermercado local que virou nossa segunda casa. Foi lá que também compramos o Nan.

O drama do Nan

Para nossa decepção e desespero não encontramos o Nan que Francisco usa, o Comfort 3 – e tivemos que optar por uma versão similar. Porém caríssima!

Fórmula custa muito caro na Colômbia, e só havíamos levado uma lata grande. Ele usou outra uma lata grande, e outra pequena.

Isso nã considero uma falha minha, porque no site da Nestlé Colômbia indicava que havia o mesmo Nan que o Francisco toma hoje. Mas sei lá… não encontramos. Procurei em farmácia, tudo mais. Enfim, paciência. Deu tudo certo.

Também lembro que não há papinha salgada na Colômbia, e como eu já havia lido sobre isso levei algumas papinhas Nestlé. Pois é.

Me julguem, só que pra voos foi essencial!!

Francisco come bem, come qualquer coisa, mas sente falta de comidinha salgada e tem os horários dele muito regradinhos.

No país, conseguimos comprar tanto no Carulla, quanto em uma loja local (Pepe Ganga) alguns biscoitos de arroz, entre outras comidinhas de bebê. Era ótimo para ter na bolsa, enquanto realizávamos passeios.

Sem drama pras comidinhas normais

As frutas no país são tão boas quanto aqui, e também baratas. Encontramos arroz, feijão, carninha moída etc. Comidas que ele come por aqui.

Pois é, Francisco come comidinha normal! Por mais chocante que possa ter sido para alguns locais, que nos lançavam olhares chocados com o bebê comendo frango, por exemplo.

Deixe que olhem. Seja feliz.

Também conseguimos sair com Francisco durante à noite, e o melhor lugar que fomos com ele foi no Andrés Medellin. A equipe foi super atenciosa, rápidos, levaram balão e tudo mais. Pude até mesmo curtir feliz da vida.

Já na BBC (cervejaria local – Bogotá Beer Company) não nos deixaram entrar com Francisco. Era por volta de 19h. Fiquei arrasada. Mas vida que segue. Cada país tem suas normas.

O que fazer com um bebê de um ano na Colômbia?

Parque Quebrada de la Presidenta, em Medellín
Parque Quebrada de la Presidenta, em Medellín

Tanto Bogotá, quanto Medellín, tem vários parques incríveis! E eu recomendo fortemente que você curta o seu tempo nesses locais.

Vários espaços coletivos da cidade, como os grandes parques, são um pouco inseguros. Como eu fui roubada no meu primeiro dia em Bogotá, fiquei um pouco sem vontade de visitar o Jardim Botânico, e tals. Mas fomos.

Pra curtir mesmo os parques/praças que ficam dentro da cidade. O El Virrey e o 93 foram meus prediletos, em Bogotá. Em Medellín, me encantei pela Quebrada de la Presidenta. São áreas verdes, em pontos ótimos das cidades, e, no meu caso, bem pertinho do hotel.

Mas um detalhe: um parque não é, por regra, uma área verde gigantesca! Pode se resumir à uma pracinha de bairro… Pra não se decepcionar, pesquise antes no Google Maps.

Digo isso porque táxi é um problema na Colômbia. Eles são baratos, mas têm péssimo estado de conservação, geralmente. O povo também dirige feito louco!

Com bebê, não rola.

Táxi x Uber

Usamos muito Uber (que não é legalizado no país, mas rola – como no Brasil), e os táxis do hotel, que são melhores.

No mais, todas as atrações das listas a gente fez com o Francisco. Algumas consideramos mais difíceis, outras tranquilas.

Mas calma lá. Faça tudo com folga de tempo, porque o trânsito nas cidade é caótico (!!!). Em Bogotá principalmente.

Visitamos museus, centro histórico, fomos até à Comuna 13, em Medellín. Deu super certo, apesar de não ter sido muito fácil.

Pra visitar El Peñol, combinamos com um motorista, que nos levou tanto na pedra, quanto em Guatapé. Ele esperou a gente subir, ficou várias horas com a gente e tudo mais. Valeu super a pena. Custou algo como R$ 250, R$ 300.

Pueblito Paisa na Colina Nutibara, em Medellín
Pueblito Paisa na Colina Nutibara, em Medellín

No mais, não foi uma viagem tradicional, com roteiro fixo. O que fiz foi anotar todas as atrações interessantes, preços, horários e características para conseguir planejar melhor o dia, de acordo com o humor do bebê. Também avaliei a previsão do tempo.

No fim, acabamos “perdendo” muito tempo nas praças. Mas que valeu demais, já que o bebê começou a andar sozinho – livre e animado – no último dia de viagem. Foi muito intenso! Pra Francisco então…

Se eu puder dar uma única dica é: não faça planos demais. Respeite o tempo do bebê e assimile que uma viagem com criança é diferente de uma viagem normal.

O resto, conto em um vídeo no YouTube (e explico o que QUASE estragou toda a minha viagem).

Gostou do post? Então confira como foi a minha viagem para o Vale Sagrado – mas sem bebê, tá?!

Auschwitz e a Mina de Sal, sem excursão

Quando contei aqui no blog sobre minha viagem ao Peru, em 2015, falei que não gosto muito de excursões. Continuo assim. Por isso, ao decidir viajar para a Polônia comecei a pensar em formas de ir para o Museu de Auschwitz e para a Mina de Sal Wieliczka sozinha.

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Nos dois casos, o ponto de partida foi a Cracóvia. É a posição mais estratégica para quem pensa em conhecer esses dois lugares. Uma opção seria contratar um motorista, como fizemos no Vale Sagrado, mas não era necessário. Afinal o sistema de transporte da região é muito eficiente. As opções foram, então, ônibus ou trem. É claro que escolhi ir de trem – #TimeTrem.

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De Cracóvia a Wieliczka

Wieliczka é uma cidade localizada localizada a 15 km da Cracóvia, no entanto mesmo de carro o trajeto é feito em 30, 40 minutos. Por lá está uma das mais antigas e icônicas minas de sal do mundoWieliczka Salt Mine. Não, ela não funciona mais como mina de sal, mas está ativa como museu, espaço para eventos, missas, e tem até campo de futebol. Uma coisa louca.

Por que visitar? Porque é diferente de tudo. São quase 400 metros de profundidade, sendo que no tour que fizemos chegamos a cerca de 200 metros. Aliás, existem dois tipos de tour e optamos pelo que eles chamam de Tourist Route. Por 84 zlotys você entra na mina acompanhado de um guia – horários pré-determinados, separados por línguas. São 2h de passeio, dentro da mina. Compramos os ingressos no site para o horário das 10h30. Além disso, é cobrado 10 zlotyz para fotografar. No mais, existem outras opções complexas e demoradas para conhecer.

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Como chegar em Wieliczka

Enfim, como chegar nesse lugar tão bacana? De trem. No próprio site da empresa eles explicam tudo direitinho. Seguimos as orientações e, partindo da estação central da Cracóvia (a Kraków Glówny), compramos os tickets para Wieliczka Rynek Kopalnia – da Malopolskie. A compra foi feita nas maquininhas mesmo. Existem partidas, em média, de hora em hora. Preço: 5.50 zlotys. Barato é pouco. Tempo: cerca de uma hora, ou menos. Na hora de voltar, muito fácil. O ponto da Mina de Sal é o última de Wieliczka – não é uma estação. Lá há uma máquina onde você compra seu ticket também pra volta. Só existe um trem que passa ali. O Wieliczka Rynek. Mais fácil que tudo!

E esse ponto de trem fica longe da Mina de Sal? Não! Uma curta caminhada. Basicamente é uma linha reta. Placas ajudam. No mais, gastamos toda a manhã e um pouco da tarde no passeio. Eu escolheria o primeiro tour disponível, se fosse voltar.

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De Cracóvia a Auschwitz

Os campos de concentração Auschwitz e Birkenau ficavam localizados na cidade de Oświęcim. Assim é preciso ir de Cracóvia a Oświęcim para visitar o museu. A viagem de trem, pra lá, tem um significado todo peculiar. E pode ser feita pela companhia Przewozy Regionalne. A compra é feita, também, nas maquininhas da estação central da Cracóvia. Preço: 8.50 ztolys.

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Aí tá, eu sei, é bem demorada a viagem. Sim. São 3h em um trem antigo, bem antigo. Quem preferir pode fazer de ônibus…

Sobre a viagem de trem. Ao desembarcar na estação de Oświęcim você tem que ir até o Museu de Auschwitz. É uma curta caminhada. Ensaiamos ficar perdidos, mas um desconhecido, de dentro do carro, gritou para onde deveríamos que ir. Que povo simpático é o povo polonês.

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Sobre Auschwitz e Birkenau, compramos as entradas com antecedência, para o horário que queríamos, na língua que escolhemos. Preço: 45 zlotys. Também é possível visitar sem guia e sem pagar (só Auschwitz). Mas, faz toda a diferença conhecer o lugar com um guia especialista no assunto. Porque tudo é muito grande. E a pessoa vai te levando ao que importa. Depois de terminado o passeio guiado, que leva cerca de 3h30, você pode continuar a visita sozinho. E, ah! Um trem gratuito faz o trajeto entre os dois campos.

Na volta compramos os tickets do mesmo trem na estação central de Oświęcim e partimos de volta para a Cracóvia.

Escolhas espertas de hotéis no Leste Europeu

Pra mim viajar é relaxar e curtir. Pra isso preciso de um bom lugar para descansar. Ou, ao menos, um local no qual eu tenha conforto similar ao da minha casa.

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Para a viagem ao leste europeu reservei hotéis pelo Booking. Desde que comecei a organizar sozinha minhas viagens passei a apostar na plataforma. Fiz o mesmo na viagem ao Peru, México, Chile, entre várias outras – mesmo quando vou a São Paulo, ou Rio. Costumo combinar o Booking com o TripAdvisor (onde analiso a reputação da unidade e as fotos). E o que acontece?

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Golden Crown, em Praga

Em Praga o hotel escolhido foi o quatro estrelas Golden Crown. Preço: 60 euros / dia, quarto de casal superior com café da manhã. A localização é muito boa. Fica entre duas estações de trem, em frente a estátua de Franz Kafka, a cerca de três quadras do Relógio Astronômico e muito perto de tudo. Praga é uma cidade onde conseguimos fazer tudo a pé, mas ficar na região de Praga 1, do centro antigo, ajuda bastante. Café da manhã farto (um cappuccino feito na hora delicioso), quarto grande e limpo. Pelo preço achei maravilhoso.

Ibis Stare Miastro, Cracóvia

A escolha por um Ibis é, digamos, fácil. Mas, pode trazer arrependimentos. Pensando na rede, a unidade Ibis Kraków Stare Miastro foi disparado a pior que conheci em todas as minhas viagens (incluindo as de trabalho). E olha que já fiquei em muitos Ibis. Só a localização segurou – fica bem perto da estação central Główny. Perto, também, da praça central da cidade. Fizemos o caminho a noite várias vezes, caminhando mesmo, sem problema. O que irritou é que o quarto não estava limpo como eu esperava e a cama não era nada confortável, mesmo sendo um três estrelas. O bom é que isso dava motivo para chegar ao hotel já querendo sair novamente. Preço: 153 zlotys / dia, quarto casal. Não optamos pelo café da manhã – ao lado da estação de trem também há um shopping. Onde o que não faltam são opções para comer e repor o estoque de água.

Ibis Centrum, Varsóvia

Fui preguiçosa ao escolher, mais uma vez, um Ibis. Mas, o arrependimento dessa vez não bateu. Apesar de ser um dois estrelas, o que assusta, o Ibis Warszawa Centrum é confortável e bem localizado. Podia estar mais limpo, não minto. Mas, é pertinho de um ponto de tram que nos levava rapidinho ao centro antigo. Também não optamos pelo café da manhã. Um bom motivo para começar o dia já batendo perna. E curtir um bom Costa Coffee. Preço: 222 zlotys / dia, quarto casal.

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La Prima Fashion Hotel, Budapeste

O nome do hotel foi o que me chamou atenção, de cara. E o visual dos quartos também. Gostei, ainda, do atendimento antes mesmo de chegar na cidade. Trocamos e-mails e mandei entregar meu Budapest Card por lá (tudo certinho). Além disso, ao realizar o check-in no La Prima Fashion Hotel recebemos todo um kit com vários mapas e materiais que ajudam na organização de passeios. Aquela coisa pequena que faz toda a diferença. O quarto era bem lindo e grande. Banheiro ótimo. Tudo muito limpo. O café da manhã, no entanto, não estava no nível do hotel. Apesar de farto, a qualidade era mediana. Não compatível com um quatro estrelas. No mais, localização na altura da Ponte Elisabeth, a dois quarterões do Danúbio, do lado Buda, perto de muitos comércios e restaurantes. Na região do que eles chamam de calçadão de Budapeste. A noite a área fica um pouco esquisita, mas a gente que é brasileiro tira de letra! Preço: 70 euros / dia, quarto casal deluxe com café da manhã.

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Ruby Marie Hotel Vienna / Viena

E lá fomos nós pra Viena e seus hotéis caros. Seria maravilhoso ficar hospedado ao lado da Opera de Viena. Mas, o orçamento não permitia. Como a cidade tem um ótimo sistema de transporte focamos em um hotel bom, próximo a uma  estação de trem. O eleito foi o Ruby Marie. Que escolha! O hotel fica em um prédio reformado, na esquina da Mariahilfer que é conhecida como a rua de compras de Viena. Pode melhorar? Claro! Seu design é todo legal e charmoso, com quarto amplo e moderno, com café da manhã bem selecionado. Há cinema, sala de leitura e muito mais disponível para os hospedes… aqueles hotéis que fazem você se sentir em casa. Parecia um eterno painel de Pinterest. Só o check-in que começa tarde (3 pm). Preço: 130 euros / dia, quarto casal standart com café da manhã.

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Boscolo Prague Autograph Collection

O final de uma viagem é sempre um pouco triste, pra mim. Com isso, queria fechar com chave de ouro. Um cinco estrelas. Escolhi o Boscolo Autograph Collection, em Praga. Outro reforço para a decisão foi a localização, ao lado da estação central de Praga – e chegamos de Viena por ali. Ou seja, maravilha. Preço: 108 euros / dia. Como nem tudo é perfeito, o hotel tem uma escadaria gigante na entrada – é um prédio antigo, super tradicional, onde era um banco checo. Enfim. Vamos ao motivo do amor pelo Boscolo. Ganhamos um upgrade para uma suíte junior (reservamos um quarto clássico) e quase chorei de alegria. Elegante, gigante e confortável, o quarto era perfeito. Destaque, ainda, para a simpatia do staff do hotel. Solícitos e muito bem treinados. Pra quem precisa relaxar, a piscina é um sonho. Quero conhecer outras unidades com a bandeia Autograph Collection.

Sobre os preços

Viajamos em novembro, o que já não é mais alta temporada. É começo de baixa temporada. Além disso, em quase todas as escolhas aproveitei o desconto de 10% do Genius no Booking (juro que isso não é publieditorial). Também fiz o seguinte. Escolhi os hotéis com muita antecedência e realizei a reserva com cancelamento gratuito. Mais próximo da viagem fui trocando para reserva sem cancelamento, em alguns casos troquei o hotel, o que diminui muito os preços. À princípio, por exemplo, eu ficaria no Buddha-Bar Budapest e no One Wien Staatsoper. Mas, achei preços melhores nos hotéis acima citados. Sempre penso em garantir uma reserva e depois avalio as melhores possibilidades para agarrar os melhores preços e descontos. #JeitinhoBrasileiro

Viajando de trem pelo Leste Europeu

Entre sonhar com uma viagem e, de fato, viajar, existe certo tempo. Com suas dificuldades e desafios. Quando decidi viajar pelo leste europeu por conta própria, sem excursão, sabia que o mais complicado seriam os deslocamentos. Mas, não é que deu tudo mais que certo?!

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Na hora de montar o seu roteiro tenha em mãos um mapa. Pense em quais países, ou cidades, você quer conhecer. E pesquise sobre as rotas. Sim, na Europa já sabemos que dá pra ir de qualquer lugar para qualquer lugar de trem. Mas, não é melhor escolher um caminho mais fácil? Ou com viagens mais curtas e agradáveis?

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Roteiro

O roteiro final foi: Praga (3 noites), Cracóvia (3 noites), Varsóvia (2 noites), Budapeste (3 noites), Viena (4 noites) e Praga (1 noite). O que eu mudaria? Ficaria mais uma noite na Cracóvia e mais uma noite em Budapeste. Na verdade ficaria mais dias em todos os lugares, mas a vida real pede que sejamos cautelosos…

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De trem por aí

Todas os deslocamentos foram feitos de trem. Com exceção da viagem entre Varsóvia, na Polônia, e Budapeste, na Hungria. Neste caso, a escolha foi pelo avião, com a companhia polonesa Lot, pelo custo de US$ 70 – com direito a uma bagagem despachada e uma bagagem de mão. A compra foi realizada com meses de antecedência, por isso o ótimo preço.

De Praga para Cracóvia

De Praga, na República Checa, para Cracóvia, na Polônia, viajamos de Leo Express. Assim como a Student Agency, a empresa faz o trajeto em um combo trem + ônibus. Por 28.5 euros viajamos na categoria business, muito confortável. A compra do ticket foi feita com antecedência de um mês e meio. São 3h30 de Praga a Bohumín seguidos por 2h30 Bohumín até a estação central da Cracóvia. É cansativo? Um pouco. Mas com internet liberada, serviço de bordo ótimo e poltronas confortáveis tudo fica bem mais fácil. Além disso,a paisagem tinha muitas coisas legais! Dá vontade de parar em cada lugar.

De toda forma, a pegadinha, ou o desafio, da viagem é a troca do trem para o ônibus. Mas, não há dificuldade. Basta ficar de olho no painel e descer na estação certa. O ônibus fica bem na porta da estação de Bohumín – lembrando que desembarcamos dentro da estação, então é preciso cruzar o prédio. Sem mistério.

De Cracóvia para Varsóvia

De Cracóvia para Varsóvia, também na Polônia, uma viagem intermunicipal, optamos pela Intercity. Pensando nos descontos por compra com antecedência, adquiri os bilhetes um mês antes do embarque – a empresa chama de SuperPromo. Custou 46.5 zlotys, na segunda classe. A viagem demorou 2h20. Confortável.

De Budapeste para Viena

Agora é hora de falar sobre coisa boa. Quando pesquisei sobre viagem de trem pelo leste europeu logo descobri o tal de Sparschiene. É de comer? Beber? Na verdade é o sistema de descontos da austríaca OBB, pensado para quem viaja de maneira planejada, em trechos com mais de 150 km. Os preços partem de 19 euros.

Comprei o ticket de Budapeste para Viena, na Áustria, com mais de três meses de antecedência. É muito, sim.  Mas, arrisquei. Paguei 29 euros + 3 euros pela reserva do assento, na primeira classe – fomos de Eurocity. A título de curiosidade, o preço seria 77 euros para comprar um bilhete sem desconto, em situação similar. Nem preciso dizer como vale a pena! A viagem leva 2h40.

De Viena para Praga

Saindo de Viena e voltando para Praga, fizemos mais uma viagem comprada na OBB, com o Sparschiene. O preço? 34 euros + 3 euros pela reserva de lugar, na Railjet. Para comprar com menos antecedência, e sem desconto, o preço médio é 102 euros. Enfim, quando voltar a viajar pela região vou sempre optar pela Railjet. Trem muito confortável, espaçoso e ótimo serviço. A viagem leva 4h. Nem vi passar…

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Pormenores

Só para constar, todos os bilhetes foram adquiridos online, como já destaquei. No caso da OBB, apresentei o bilhete no aplicativo da empresa – você escolhe essa opção ainda durante a compra. Já os da Leo Express e da Intercity foram impressos.

No geral, uma dificuldade que pode aparecer na hora do processo é com a aprovação da compra. Lembre-se de liberar o mesmo para transações internacionais. Mesmo assim, o sistema pode bloquear a tentativa. É só ligar no cartão, tá?!

Fique de olho, ainda, no ponto de partida e no ponto final da rota. Cada cidade tem mais de uma estação de trem – e em qual você quer descer?! O mais seguro é na estação central. Mas, pode ser que seu hotel ou hospedagem fique mais perto de outra opção…

Também não se esqueça do horário. Atrasos sã raros. Tudo é muito pontual. Deu a hora? Já era. No caso de atrasos eles são insistentemente avisados no painel e no sistema de som – mesma que seja uma coisa de dois minutinhos.

A hora do embarque

E na hora de embarcar? Não, ninguém vai chamar seu nome no sistema de som, ou não vão avisar com horas de antecedência de qual plataforma o seu trem parte. Geralmente a informação aparece no painel cerca de 10, 20 minutos antes da partida. Talvez, mais, talvez menos. Por isso, chegue com antecedência na estação (tô repetitiva, eu sei). Ambiente-se. Encontre um painel. E observe de onde partem os trens para destinos similares. Ou de empresas semelhantes. Assim não há erro.

Por isso também é legal viajar com pouca bagagem. E com uma mala leve. Optei por um tamanho M. E seria ótimo se ela estivesse menos pesada. Cada um é responsável pela sua bagagem do início ao fim do processo – tanto para entrar/sair do trem, quanto para guardar a mesma no compartimento reservado para tal. São detalhes que parecem bobos, mas podem ser assustadores para um principiante.

E não aceite ajuda de estranhos. Vimos muitas pessoas se passando por funcionários da estação de trem para “ajudar” quem estava perdido. Principalmente em Praga e em Budapeste. Olha, tudo tem o preço. Se você quiser pagar…

Minha dica final é: combine os meios de transporte. Não é preciso usar taxi na região. Desembarcou na estação central? Vai ter um tram, ônibus ou metro conectado. Com uma hospedagem bem pensada tudo fica mais fácil. E isso é possível calcular ainda na hora da reserva.

Vantagens de viajar de trem

  • Atrasos mínimos;
  • Não há raio-x, imigração, despacho de bagagem…
  • Poltronas maiores e mais confortáveis que as do avião;
  • Não é preciso chegar com horas de antecedência;
  • As estações costumam ficar em pontos centrais;
  • Dá pra admirar a paisagem;
  • Sua bagagem chega com você, sempre;
  • Resumindo: menos burocracia.

Também tem vídeo no meu canal do YouTube falando sobre o assunto. Dá o play!

Boa viagem!

Vale Sagrado, muito além de Machu Picchu | parte 2

Comecei a contar aqui sobre a minha viagem ao Peru – já expliquei como foram os seis primeiros dias. Continuo, hoje, do sétimo dia!

Pedra dos 12 Ângulos

Dia 7

Reservamos o dia após conhecer Machu Picchu, e voltar de Águas Calientes, para descansar e curtir Cusco. Já estávamos habituados à cidade, sem medo do tal soroche, mas precisávamos relaxar um pouco depois de muita correria.

Caminhamos por pontos conhecidos da cidade, como a Pedra dos 12 Ângulos, o Templo do Sol, igrejas, e museus. Vimos tudo o que dava para ver na cidade usando o Boleto Turístico. Encerramos a noite na Plaza das Armas, que se tornou nosso habitat natural. Aproveitamos o tempo livre, também, para planejar como seriam os próximos dias.

Templo do Sol

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