O que é feio e o que é bonito?

Ao pensar sobre padrões de beleza, e referências estéticas, por muitas vezes pegamos nos perguntando: isso é feio ou bonito? Delimitar um estilo, e fincar a opinião como regra, é complicado. Aliás, o que para um é bonito para outro pode ser esquisito, e vice-versa.

Então como definir o que e bonito e o que é feio? Porque muito antes de nos perguntarmos sobre outros quesitos, como conforto ou sensualidade, paramos na questão puramente estética…

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Beleza é relativo

Quando falamos de moda isso é indiscutível. Sabemos que cada um tem o seu estilo. Seus padrões. Suas referências. E, o que inspira um, pode não tocar o outro. É isso que alimenta a nossa personalidade. É isso que, também, traduz o que podemos fazer de diferente em busca da nossa autoestima.

Quando pensamos na beleza, podemos pensar, primeiro, no que vai além do gosto. Se uma pessoa se sente bem com sua imagem, ela já é linda! Essa confiança que vem de dentro é o que dá o brilho extra no olhar.

Então, o que é feio ou bonito? Em moda? Há o adequado ou o inadequado. O estranho. O ousado, inusitado, diferente ou peculiar. Mas, jamais, o horroroso.

Ganhamos quando deixamos de julgar com crueldade os outros. Pois assim também seremos menos julgados.

Quer saber mais? Assista ao vídeo.

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Será o fim da linha para o jeans skinny?

O empoderamento feminino reflete em todas as esferas. E na moda isso acontece de maneira direta. Tanto que alguns tipos de peças até pouco tempo atrás idolatradas vêm perdendo espaço. Falo, por exemplo, da calça skinny. Modelo afunilado e justo da cintura aos tornozelos, destaca pernas magras e finas – um padrão que nos acostumamos a perseguir. Só que com a mudança de comportamento das mulheres, a tendência também mudou. A skinny já não é mais a toda soberana implacável na terra das calças jeans.

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Outras modelagens de calças jeans, muito além do skinny, ganham força. O sucesso do boyfriend jeans serve de exemplo. A pegada até abriu espaço para o retorno triunfal das calças com cintura alta. Além dos modelos tradicionais de pernas retas – como o icônico Levi’s 501.

Pode ser que estejamos apenas passando por uma temporada de valorização do conforto. Ou, então, de fato, estamos mais preocupadas em desempenhar bem nossas funções. Sem precisar abrir mão do nosso estilo. Da nossa sensualidade. E talvez estejamos mais satisfeitas e felizes com nossas curvas. A ponto de destacá-las com o que mais nos valoriza. Ao invés de seguir na tentativa de mudar o corpo para que ele se adeque à modelagem mais famosa dos últimos anos.

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Jeans para todos

Vou concordar que o empoderamento virou tendência. Mas, qual o mal há? Quer um exemplo? Ame-as, ou não, as irmãs Kardashian são grandes empresárias. Que sabem como ninguém aproveitar os momentos do mercado. E, ao mesmo tempo, colocam a mulher sexy, segura, confiante e livre em voga. Exemplo recente da onda do jeans aqui descrita, e do empoderamento, foi o lançamento da nova marca de Klhoe Kardashian – Good American. O conceito trabalhado é o de calças jeans que vestem as mais variadas silhuetas. Tudo isso apresentado por modelos de etnias, corpos e estilos totalmente variados. Então, há opções para qualquer um! Tem, claro, muita calça skinny. Mas com uma grade que vai desde os tamanho pequenos aos grandes.

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RIP SKINNY JEANS?

Em um movimento junto ao primeiramente descrito, o jeans volta a ter sua pegada ‘de raiz’. Ele perde o jeito de calça colante, agarrada, com muito elastano, e volta a ser mais pesado. Quase puro. O jeans da mamãe, o modelo ‘do namorado’, as opções customizadas, além do flare e do curto, mostram que dá sim para arrasar em qualquer tipo de estilo. Já a moda de rua inspira e serve de referência.

Somos diferentes, cheias de desejos e vontades. Não precisamos, por regra, de um jeans skinny.

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Há, ainda, quem afirme  que o jeans skinny não está morto. A questão seria outra. Nas palavars de Sidney Morgan-Pedro, analista na WGSN, “os skinny jeans não morreu, ele agora apenas tem mais competição”.

Especialistas em tendência cravam que já é velha a história de que o jeans justinho está com seus dias contados. Que essa onda já vem sendo apresentada há anos, sem reais alterações nas prateleiras. O WGSN, aliás, destaca que mais de 50% dos novos modelos jeans que chegam às lojas tem modelagem skinny.

Tudo isso seria reflexo de uma demanda dos consumidores. E, sim. As marcas juram fabricar o que o público-alvo busca. E mesmo com os editoriais sugerindo outros modelos, como os largos e soltinhos, eles ainda não chegam perto do sucesso do skinny… Pra pensar.

Será que dessa vez a ideia do jeans folgado não vem com mais força e embasamento? Muitos duvidavam da aceitação do jeans do namorado. Assim como causou estranheza o sucesso dos calçados confortáveis, sem salto. Nas últimas semanas de moda, quase só se viu jeans largos, soltos e folgados. E a crescente presença de tais modelos nas ruas pode determinar um novo momento. Mudanças pesadas levam tempo.

Quem sabe, em breve, não veremos as lojas oferecem modelos variados, diversos, com pegadas distintas que possam agradar mulheres diferentes? Talvez o que falta é isso. Perceber que não dá mais para apostar em um só tipo de peça. Quando somos diferentes.

Numa frase: Iris Apfel


Iris Apfel. Não me canso de falar dela. Ícone da moda, aos 95 anos ela influencia gerações. E prova que é possível se manter incrível com o passar do tempo.

É por esse e outro motivos que hoje a frase é dela: “Quando você não se veste como todo mundo, você não precisa pensar como todo mundo”. Tá claro?

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Idade é sabedoria. Vivência traz conhecimento. Quer conhecimento maior que esse de entender a importância de ter estilo? É algo que impacta nossa vida não só no visual e nas vestes, mas representa muito mais.

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Iris Apfel e a Maturidade que traz confiança

Iris Apfel também destaca sua confiança com sua imagem. “Não vejo nada de errado com as rugas. É como uma marca de coragem”. O passar dos anos, para alguns, pode ser difícil – mas não precisa ser.

Quer saber mais sobre Iria Apfel? A Netflix tem um documentário sobre ela, bem bacana: Iris. Confira!

Orgulho cacheado: viva o seu cabelo natural

A onda do babyliss já deixava pistas do que estava por vir. Cachos. Sim, cabelos cacheados! Ou melhor, cabelo natural! Nosso cabelo de cada dia, do jeito que é – mas muito bem cuidado – é a tendência da vez. É hora de se libertar.

Sim, se o cabelo incomoda, se a vontade é alisar, esticar, pranchar, tudo bem. Faça o que te faz feliz. O que deixa sua autoestima lá no alto. Mas, se está te dando aquela vontadezinha de experimentar o seu cabelo natural… vai com tudo!

cachos1É tendência: cabelo natural

Os looks do moda de rua, e a própria rua, são indicativo da vontade do povo. E basta uma voltinha no shopping, na praça ou no parque para perceber o retorno triunfal daquilo que chamo de ‘orgulho cacheado’.

Celebridades já aderiram. Youtubers e influenciadores dão uma forcinha. E produtos específicos para cabelos cacheados, ou crespos, já não são mais tão difíceis de se encontrar.

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O segredo dos cachos e do cabelo natural, no entanto, está na manutenção diária e no corte. Não, não é tão simples o manejo diário como o do cabelo liso é. Mas, existe algo que não pede esforço? Na verdade o que fazemos ao assumir o cabelo natural é trocar horas sentada no salão em processo de alisamento por instantes de hidratação. Esta que pode ser feita em casa. E o corte, como já falei antes, é o que dita as principais regras! É ele que vai delinear o seu rosto. Ou que vai mostrar pro seu cabelo como ele deve ‘agir’. Assim, o bom resultado está garantido. Claro que nessa hora, principalmente, apostar em um ótimo profissional é um investimento!

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A decisão de ir pro natural não é permanente. Você pode mudar de ideia quando quiser! Só que seja paciente. Afinal, a tal transição capilar é muito chata! O cabelo demora a voltar a ser quem ele era. Foque no resultado. Aceite o processo. Divirta-se, enquanto isso, com penteados malucos. Ou, tudo bem… use ferramentas como a chapinha ou o babyliss para colocar o cabelo de um jeito que te agrade, enquanto ele não mostra livremente pra que veio ao mundo.

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Eu, ex-alisada, hoje cacheada, e feliz!

Como ex-alisada, hoje cacheada, sinto-me feliz e livre por ter tomado tal decisão. Sim, talvez eu alise de novo daqui um tempo. Ou pinte os fios de laranja. Pode ser que eu aposte em um estilo bem curtinho, não sei! Mas, a tendência do cabelo natural trouxe de volta algo que eu tinha esquecido lá no passado. Que é a minha essência. E a segurança de que eu posso sim ser linda como eu sou. Sem precisar me mascarar.

Falei há algum tempo sobre a minha transição capilar. Vem ver.

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Quando chega a hora de revisar o visual

Da mesma forma que de tempos em tempos sentimos a necessidade de mudar a decoração da casa, trocar as cores das paredes, encontrar outros móveis e alterar a disposição das coisas em cada cômodo, vez ou outra também surge na vida um desejo forte de reexaminar o visual. Bate aquela insatisfação com a imagem que carregamos. O problema percebido pode estar nas escolhas feitas. No que compõem o guarda-roupa. Ou mesmo na maneira de combinar tudo… Seja como for, resta repensar e recomeçar!

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Ao revisar o visual vale se desvencilhar das amarras que nos prendem ao que já é quotidiano

No primeiro momento, é necessário tentar entender ao certo o que está incomodando no visual antigo. Entre tudo o que constrói uma imagem estão formas, tecidos, cores, texturas e combinações. Além da finalização, que são os acessórios e a parte de beleza (cabelo e maquiagem). Talvez, então, o impasse visual possa ser facilmente ajustado. Senão, quando a adequação não é suficiente, o processo, completo se mostra a única saída. E, daí, é preciso recomeçar.

Coletar referências é definitivamente um bom exercício para pensar o novo. E a internet está aí, cheia de imagens incríveis para inspirar. As pastas de referência são uma ótima ideia. Assim como painéis que podem ser organizados em ferramentas (incríveis) como o Pinterest – seja por tema, peça de roupa, ocasião ou mesmo de maneira genérica. Cada um tem o seu sistema. Daí, vamos percebendo o que se repete e o que admiramos naquelas pessoas. Ou no visual daquelas mulheres que estampam nossos quadros. Entender porque aspiramos uma imagem é o que dá dicas para o próximo processo. Que é o da ação. Se é pelo jogo de cores, pela maneira que a roupa cai no corpo, ou pela mensagem que o look transmite.

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Nessa brincadeira nada simples você é o seu próprio personal stylist. Um pocesso de se analisar e ter a mente aberta para se redescobrir depois de um tempo acomodada nas escolhas rotineiras. É assim que surgem novas ideias. É aí que bate a importância de não se apegar ao que já não satisfaz e sair da zona de conforto. Afinal, não podemos perder tempo com escolhas erradas.

Uma nova imagem?

Veja que uma imagem nova, um estilo revigorado, que carrega as mensagens que você quer transmitir – aquelas que combinam com o seu momentos atual – não vai estar necessariamente de acordo com as tendências do momento. E não há nada de mal com isso. Afinal, nem todo mundo se encaixa na forma do visual quadradinho das tendências. Temos a mania péssima de querer essas roupas porque nos acostumamos a desejar o que vemos com larga frequência. O que é tido como “bacana”. Só que para mulheres, mulheres bem resolvidas, essa é uma dessas coisas que não combinam.

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Assim, quando chega a hora de revisar o visual, chega também a hora de aproveitar o momento para se desvencilhar das amarras que nos prendem ao que já é quotidiano. E o exercício trivial do vestir, ele que é tão ordinário (só que tão maravilhoso) nos dá novas chances de renascer… De dentro para fora, exteriorizando coisas da nossa personalidade que não podemos deixar passar só por preguiça ou por estarmos acomodados. Com ideias na cabeça e referências colecionadas, resta planejar e partir para as compras. Depois, é só praticar e explorar com total intensidade o tal novo – e mais pertinente – visual.