Se conhecer é, sem dúvida, a melhor dica de moda

Entre a última semana de moda e a mais recente tendência, existe uma pessoa, o consumidor, eu e/ou você. O modismo invadiu as ruas, estampa as revistas de fofoca, foi usado pela protagonista da novela, e continua sendo insistentemente disseminado pelas páginas de estilo pessoal. De tanto ver, você acaba cedendo, mas a roupa não convence.

Modismos são arriscados e menos importantes do que saber o que de fato valoriza seu corpo e alimenta sua autoestima

Mais forte do que o peso do que é “must have”, é o peso da autoestima. Ela pede explicações a cada look que não combina com a sua identidade ou estilo de vida. A tendência não está preocupada com as linhas de sua silhueta. Ela não tem noção do que acontece com suas proporções ou mesmo sabe quais cores valorizam a sua imagem. Ela está ali, pedindo para ser usada. Sendo divulgada como obrigatória. No entanto, não é tão grandiosa assim. Importantes, verdadeiramente importantes, são as escolhas pensadas a partir do que combina com você.

É o corte que abraça o seu corpo. A cor que dá vida ao seu rosto. Os detalhes que representam o espírito da sua identidade. Mais do que ler revistas de moda, acompanhar desfiles, ficar de olho no que as blogueiras postam e dizem estar “in love” é  apurar o olhar para o que você acha bonito, para o que te deixa confiança e eleva a sua autoestima. Ao invés de anotar dicas prontas de combinações, regrinhas feitas na base da massificação, é valioso ter suas próprias peças chave e ter na moda um elemento de consumo e não a sua salvação. Em português claro, sem a frescurite aguda das expressões em inglês, reproduzidas a exaustão, se conhecer e ter na sua satisfação pura e plena a melhor dica de moda.

Texto publicado originalmente em 1º de abril de 2013.

A coragem de ser imperfeito

Para muitas mulheres, a perfeição estética não chega a ser um objetivo. Esta meta, no entanto, cede lugar a outros tipos de cobrança tão pesadas quanto àquelas relativas ao visual. O perfeccionismo que influencia a maneira de agir e pensar acaba servindo como um bloqueio que limita as experiências de quem não consegue se entregar completamente à vida por medo de possíveis julgamentos. Ou, mesmo, pelo receio de não ser pleno ou perfeito.

imperfeição

Viver na margem, no desejo da tentativa, na vontade de um dia conseguir, gera mágoas e estragos permanentes, tais como insegurança e baixa autoestima. Mais do que isso, é um tipo de escolha que superficialmente até protege (naquele momento ou fase da vida). Mas, que faz com que o passo além não aconteça jamais! É preciso viver com ousadia, abraçar cada uma de suas imperfeições e fazer do querer um experimento. Em um jogo de tentativas e erros, as chances ao menos existem… sejam elas meio a meio ou, talvez, até mesmo menores do que isso. O que não se pode é pensar que um mau presságio ou o receio do possível resultado negativo bloqueie o tentar.

O poder da vulnerabilidade

Em “A coragem de ser imperfeito”, livro de Brené Brow, este assunto é tratado com muita delicadeza, sendo mais do que um livro motivacional. A autora, responsável por uma das mais assistidas palestras do TED, explora o poder da vulnerabilidade e indica razões e maneiras para abrir mão da vergonha – aquela que carrega o estigma do erro e do fracasso.

A leitura é, mais do que tudo, muito indicada para quem não está 100%  de bem com a vida. Afinal, se mexer, mudar algo, renovar-se com referências e novas inspirações é essencial para traçar um caminho que leve ao acerto. Porque, mais ora, menos ora, algo tem que ser feito. E repensar a maneira de agir e de se comportar é a base para fazer acontecer.

Como Brené Brown cita em um dos capítulos do livro, “os momentos mais fortes de nossas vidas acontecem quando amarramos as pequenas luzinhas criadas pela coragem, pela compaixão e pelo vínculo, e as vemos brilhas na escuridão de nossas batalhas”. Poderoso, não?!

Quer ler "A coragem de ser imperfeito?" Eu SUPER indico!!! Compre aqui e me conta o que achou.

Texto originalmente postado em 30 de janeiro de 2015.

Pode vir, 2017. E que seja leve

Quando foi a última vez que você teve a oportunidade de recomeçar? Não sabe? Pois lembre-se que cada novo dia, cada novo momento, é sim um recomeço. Por mais que não encaremos as coisas assim.

Ciclos podem ser percebidos de maneira bem particular. Alguns medem por semanas, outros semestres, e, indiscutivelmente, a grande parte encara a troca de ano como uma nova etapa que se inicia. E é. Talvez a virada de ano seja o mais forte dos ciclos. Como uma nova idade, mas coletiva.

É a celebração e a reflexão que vem com o ano novo que gera a sensação de que é possível deixar tudo de ruim para trás e lançar novos desafios. Acreditar em portas que vão se abrir. Ter para si como possível até os mais loucos sonhos.

Seja com comemoração, ou uma celebração introspectiva, é forte a vontade de que tudo venha da melhor maneira. Tudo bem, eu sei, pode ser que o ano que se encerra (aquele que muitos nem querem mais dizer o nome) não tenha sido nada bom. E foi pesado. Mas, aprendemos muito com ele. Temos que ver assim. E as coisinhas boas não podem ser ocultadas pelo peso do que machucou. Seríamos nós quem somos hoje se não tivéssemos enfrentado problemas?

De coração aberto

Por aqui, vou me preparando para o ano de 2017 com o coração aberto. E com otimismo. Sim. Como diz Ronaldo Fraga, otimista só de raiva. Ou melhor, por pura insistência. Venho acalmando a alma e o coração para jogar fora as mágoas. A dor. E a chateação que passou. E guardando com muita alegria os bons momentos. As conquistas. As pequenas coisas que a gente nem mesmo espalha, mas celebra em silêncio.

Vou fazer uma lista. Mais uma vez. Traçar metas, das mais simples as mais ambiciosas. Vou, ainda, me reconectar comigo mesma. Com minha essência. Para que eu me livre da dor que eu possa ter causado ou sofrido.

E para vocês, desejo paz e serenidade. E que possamos ter um 2017 com menos consumismo. Com mais paciência. E confiança no que somos. Na nossa beleza, no nosso poder, na nossa força interior. Que não precisemos gastar para encontrar a felicidade. E nem se fantasiar para ter uma autoestima elevada. Que 2017 seja leve.

Sete passos para um 2017 melhor

A menos de uma semana da virada do ano, o que não faltam são preparativos. E, para muitos, expectativas. Mas, a gente sabe. Nada muda se a gente não muda. E se não saímos da nossa zona de conforto é impossível que possamos vivenciar algum tipo de transformação.

Sempre em tempo

Se faltam poucos dias para o ano novo, vale trabalhar com uma meta de uma pequena mudança por dia ou um exercício por vez. E, daí, se preparar para um recomeço que seja representado por aquilo que mais importa por você.

Passo 1: Organize o seu guarda-roupa

Pode parecer clichê, e talvez até mesmo seja. Mas, praticar o desapego antes de um momento de mudança é como dizer que você está disposta a deixar o velho ir. E abrir espaço para o novo. É mostrar coragem, desapego, desprendimento. Além do mais, o momento pode ser aproveitado para fazer uma boa doação de peças. Em um ato de solidariedade e caridade.

Passo 2: Peça perdão

Cada um de nós passa por desentendimentos, dos mais diversos. Pelos mais estranhos motivos. E, se não agimos (esperando a ação do outro) uma bobagem pode ser alastrar por muito tempo. Assim, perdemos amigos. Pessoas queridas. Nos afastamos de quem já nos fez muito bem. Reflita sobre as pequenas confusões do ano que se encerra. E aproveite para dizer, me desculpe. Todos nós erramos. E ter a humildade para reconhecer é o que faz de nós grandiosos.

Passo 3: Exagere e extravase

Tá bom, a gente sabe. O ano não foi fácil. Foi, no mínimo, peculiar. E pode ser que você tenha ficado tensa. Preocupada com o futuro. Então, se dê um dia de relaxamento. Não precisa ser uma massagem, mas algo que te faça se sentir livre! Pode ser sair para dançar, tomar uns drinks com as amigas, massagem relaxante em um SPA urbano, curtir uma tarde de preguiça no shopping (com direito a cinema), ou uma orgia alimentar. Sabe?! Ninguém quer começar um novo ano com tensões desnecessárias.

Passo 4: Homenageia quem você ama

Na correria do ano pode ser que você tenha passado pouco tempo com as pessoas que ama. E, por mais que não seja o indicado, acontece. Que tal fazer aquela visita, curtir uma tarde ou convidar para um jantar aqueles que são parte da sua vida? Quebre a desculpa da falta de tempo.

Passo 5: Cuide de você e do seu lar

Nossa imagem e nossa casa são extensões da nossa personalidade. E é delicioso começar um novo ano com tudo funcionando bem. Ou, ao menos, longe do caos. Organize o que puder, melhore o que conseguir e valorize aquilo que está sob o seu exclusivo controle.

Passo 6: Encare um balanço anual

Tire alguns instantes do seu dia para refletir sobre os acontecimentos do ano. Não aqueles de impacto político ou econômico. Mas, aqueles pessoais. Detalhes da sua carreira, ou da sua vida afetiva. Coisas boas que você conquistou, obstáculos que superou. Veja onde você mais acertou. E, prenda-se a tudo o que foi bom e que te trouxe uma sensação de vitória. Sobre as falhas, agradeça por elas. E tente perceber formas de fazer melhor da próxima vez.

Passo 7: Anote os seus planos

Estabeleça metas para o próximo ano. Seja um pouco ousado. Coloque no papel os seus sonhos. Tenha coragem de tirar da mente o que você quer para a sua vida. Numere as coisas que você gostaria que acontecessem com você e guarde para fazer um balanço assim que o novo ano acabar. E, claro, lembre-se constantemente do que pode fazer você mais feliz. E do que, por ventura, você gostaria de realizar.

Ative o ‘modo transformação’

Cada pequena atitude já é um movimento que nos leva à evolução. Acredite na sua capacidade de se reinventar. E descubra, sempre que necessário, a sua nova melhor versão.

Que tal começar o novo ano com uma Consultoria de Estilo? Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

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Vá além dos manuais e deixe sua marca

Para começar, você precisa deixar a sua marca. Simples assim. Em um tempo de profissionais cada vez mais competentes e bem treinados, fabricados para ser um sucesso, o diferencial pode estar naquilo que mais ninguém sabe fazer.

Tal diferencial, o ponto extra, pode estar na mera capacidade de não ser mais um. De se fazer notar, de ser um risco fora do círculo. Que por vezes pode até incomodar, mas acima de tudo chama atenção.

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Cada um carrega um diferencial e este é essencial para quem quer fazer história e, assim, deixar sua marca

Com todas as outras características que os demais carregam, que a concorrência já cansou de carregar (e treinar), ser diferente, ser uma exceção, parece ser também o segredo para ser melhor. Não se trata de fabricar uma atitude inusitada. Talvez a questão seja deixar aflorar aquilo que passamos boa parte da vida tentando esconder.

Pode ser um senso de humor apurado, um jeitinho avacalhado ou mesmo um tipo de comportamento qualquer que os livros insistiram em dizer que são pouco indicados. Já pensou que regras foram quebradas e histórias de sucesso nasceram do risco?! Nada mal ser diferente. Nada mal deixar sua marca e ser demais simplesmente pela capacidade de ser você. Talvez, ainda, a questão seja ser uma mistura do profissional esperado com alguém que vai além do padrão. Alguém que sabe que um pouco de ousadia é o que faz com que não sejamos apenas medianos. Questão de escolha. Questão de deixar sua marca!

Post publicado, originalmente, em 18 de junho de 2012.

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