É hora de escrever novas histórias

A cada ano que passa, um ciclo se fecha. Nesse tempo, dividido em semanas e meses – tantas denominações para marcar conquistas em meio a fracassos – colecionamos alegrias e decepções que pautam diretamente a forma com a qual encaramos o que passou. Difícil ou fácil, bom ou ruim, o tempo que ficou para trás é sempre de aprendizado. E mostra algo que pode ser útil ou promissor, olhando para o que vem pela frente. Afinal, seguimos vivos e, querendo ou não, sobrevivemos… mesmo quando pensamos que seria impossível aguentar a queda.

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A vida é surpreendente e estar vivo é algo único

Um ano não muito bom é um ano que abre as portas para algo melhor. Com decepções acumuladas, páginas viradas e a ideia de que o que passou, passou, resta esperança para seguir em frente… a ideia da superação, do “ficar livre” e encarar uma nova perspectiva. Assim, nada melhor que uma data que celebra essa guinada, mesmo que ela (sinceramente) não seja muito significante. A não ser pela mudança na folhinha e na agenda. O desafio, sempre, é se desvencilhar dos pensamentos pessimistas que insistem em dizer que nada muda, o que muitas vezes faz com que nenhuma situação de fato melhore. Até mesmo porque uma hora as coisas precisam mudar! E se é pra mudar, poxa, que seja pra melhor.

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Recomeços

Para começar um novo ano com mais esperança e disposição, vale de tudo! De simpatias à promessas; de exercícios à rituais de renovação. Entre eles, praticar o desapego e realizar uma faxina na casa; fazer listas com desejos (reais) para o próximo ano ou mesmo anotar pensamentos ruins e joga-los fora, pelo mero ato da libertação. Inclua, aí, apagar alguns nomes da agenda, encarar as dívidas, perdoar, ou ter conversas que foram adiadas por medo ou receio… sabe? Do que você precisa para se sentir melhor?! A hora é agora.

É legal usar o tempo de menos compromissos, possíveis viagens, férias, talvez… ou até mesmo esse tempo de proximidade com as pessoas amadas para repensar a vida. E estabelecer novas prioridades, traçar metas e ter um foco. O passado já era e dele sobram histórias. Outras histórias pedem para ser escritas e podem ser diferentes. Viver no piloto automático enquanto tudo acontece, deixando o controle da sua vida nas mãos do nada, não convêm. Só você sabe exatamente o que pode ser bom para você. Queira se renovar e entre as memórias que tal guardar apenas as que valeram à pena?! A escolha é sua.

Texto originalmente publicado em 26 de dezembro de 2014.

O que é elegância: 10 características

Quando você pensa em elegância, o que passa pela sua mente? Sua definição pode muito variar de acordo com a cultura na qual cada um está inserido. E isso é bom! Mesmo assim, compilei 10 características que indicam se uma pessoa é, ou não, elegante.

1 – Elegante é ser a sua melhor versão;

2 – É sentir-se confiante dentro do seu estilo, da sua identidade;

3 – Também é saber que você vale mais do que marcas, grifes, tendências ou modismos;

4 – E não precisar se fantasiar para expressar a sua personalidade;

5 – É ter poucas e boas peças que rendem muitos looks;

6 – Ter os seus clássicos, aqueles que vão além das listas;

7 – Saber que menos é mais, mesmo quando há exagero nas escolhas;

8 – Além de conseguir um bom look até mesmo com peças simples, confortáveis e práticas;

9 – Elegante é aquele que entende que dinheiro não significa requinte e que novas compras não garantem acertos;

10 – E, por fim – por definição pensando na própria palavra, vinda do francês (élégance), elegância significa algo que é harmonioso, de bom gosto e que é correto.

Falei sobre o assunto em vídeo no YouTube. Vem ver!

Quer ter uma Consultora de Estilo? Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

Se conhecer é, sem dúvida, a melhor dica de moda

Entre a última semana de moda e a mais recente tendência, existe uma pessoa, o consumidor, eu e/ou você. O modismo invadiu as ruas, estampa as revistas de fofoca, foi usado pela protagonista da novela, e continua sendo insistentemente disseminado pelas páginas de estilo pessoal. De tanto ver, você acaba cedendo, mas a roupa não convence.

Modismos são arriscados e menos importantes do que saber o que de fato valoriza seu corpo e alimenta sua autoestima

Mais forte do que o peso do que é “must have”, é o peso da autoestima. Ela pede explicações a cada look que não combina com a sua identidade ou estilo de vida. A tendência não está preocupada com as linhas de sua silhueta. Ela não tem noção do que acontece com suas proporções ou mesmo sabe quais cores valorizam a sua imagem. Ela está ali, pedindo para ser usada. Sendo divulgada como obrigatória. No entanto, não é tão grandiosa assim. Importantes, verdadeiramente importantes, são as escolhas pensadas a partir do que combina com você.

É o corte que abraça o seu corpo. A cor que dá vida ao seu rosto. Os detalhes que representam o espírito da sua identidade. Mais do que ler revistas de moda, acompanhar desfiles, ficar de olho no que as blogueiras postam e dizem estar “in love” é  apurar o olhar para o que você acha bonito, para o que te deixa confiança e eleva a sua autoestima. Ao invés de anotar dicas prontas de combinações, regrinhas feitas na base da massificação, é valioso ter suas próprias peças chave e ter na moda um elemento de consumo e não a sua salvação. Em português claro, sem a frescurite aguda das expressões em inglês, reproduzidas a exaustão, se conhecer e ter na sua satisfação pura e plena a melhor dica de moda.

Texto publicado originalmente em 1º de abril de 2013.

A coragem de ser imperfeito

Para muitas mulheres, a perfeição estética não chega a ser um objetivo. Esta meta, no entanto, cede lugar a outros tipos de cobrança tão pesadas quanto àquelas relativas ao visual. O perfeccionismo que influencia a maneira de agir e pensar acaba servindo como um bloqueio que limita as experiências de quem não consegue se entregar completamente à vida por medo de possíveis julgamentos. Ou, mesmo, pelo receio de não ser pleno ou perfeito.

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Viver na margem, no desejo da tentativa, na vontade de um dia conseguir, gera mágoas e estragos permanentes, tais como insegurança e baixa autoestima. Mais do que isso, é um tipo de escolha que superficialmente até protege (naquele momento ou fase da vida), mas que faz com que o passo além não aconteça jamais! É preciso viver com ousadia, abraçar cada uma de suas imperfeições e fazer do querer um experimento. Em um jogo de tentativas e erros, as chances ao menos existem… sejam elas meio a meio ou, talvez, até mesmo menores do que isso. O que não se pode é pensar que um mau presságio ou o receio do possível resultado negativo bloqueie o tentar.

O poder da vulnerabilidade

Em “A coragem de ser imperfeito”, livro de Brené Brow, este assunto é tratado com muita delicadeza, sendo mais do que um livro motivacional. A autora, responsável por uma das mais assistidas palestras do TED, explora o poder da vulnerabilidade e indica razões e maneiras para abrir mão da vergonha – aquela que carrega o estigma do erro e do fracasso.

A leitura é, mais do que tudo, muito indicada para quem não está 100%  de bem com a vida. Afinal, se mexer, mudar algo, renovar-se com referências e novas inspirações é essencial para traçar um caminho que leve ao acerto. Porque, mais ora, menos ora, algo tem que ser feito. E repensar a maneira de agir e de se comportar é a base para fazer acontecer.

Como Brené Brown cita em um dos capítulos do livro, “os momentos mais fortes de nossas vidas acontecem quando amarramos as pequenas luzinhas criadas pela coragem, pela compaixão e pelo vínculo, e as vemos brilhas na escuridão de nossas batalhas”. Poderoso, não?!

 

 

Texto originalmente postado em 30 de janeiro de 2015.

Pode vir, 2017. E que seja leve

Quando foi a última vez que você teve a oportunidade de recomeçar? Não sabe? Pois lembre-se que cada novo dia, cada novo momento, é sim um recomeço. Por mais que não encaremos as coisas assim.

Ciclos podem ser percebidos de maneira bem particular. Alguns medem por semanas, outros semestres, e, indiscutivelmente, a grande parte encara a troca de ano como uma nova etapa que se inicia. E é. Talvez a virada de ano seja o mais forte dos ciclos. Como uma nova idade, mas coletiva.

É a celebração e a reflexão que vem com o ano novo que gera a sensação de que é possível deixar tudo de ruim para trás e lançar novos desafios. Acreditar em portas que vão se abrir. Ter para si como possível até os mais loucos sonhos.

Seja com comemoração, ou uma celebração introspectiva, é forte a vontade de que tudo venha da melhor maneira. Tudo bem, eu sei, pode ser que o ano que se encerra (aquele que muitos nem querem mais dizer o nome) não tenha sido nada bom. E foi pesado. Mas, aprendemos muito com ele. Temos que ver assim. E as coisinhas boas não podem ser ocultadas pelo peso do que machucou. Seríamos nós quem somos hoje se não tivéssemos enfrentado problemas?

De coração aberto

Por aqui, vou me preparando para o ano de 2017 com o coração aberto. E com otimismo. Sim. Como diz Ronaldo Fraga, otimista só de raiva. Ou melhor, por pura insistência. Venho acalmando a alma e o coração para jogar fora as mágoas. A dor. E a chateação que passou. E guardando com muita alegria os bons momentos. As conquistas. As pequenas coisas que a gente nem mesmo espalha, mas celebra em silêncio.

Vou fazer uma lista. Mais uma vez. Traçar metas, das mais simples as mais ambiciosas. Vou, ainda, me reconectar comigo mesma. Com minha essência. Para que eu me livre da dor que eu possa ter causado ou sofrido.

E para vocês, desejo paz e serenidade. E que possamos ter um 2017 com menos consumismo. Com mais paciência. E confiança no que somos. Na nossa beleza, no nosso poder, na nossa força interior. Que não precisemos gastar para encontrar a felicidade. E nem se fantasiar para ter uma autoestima elevada. Que 2017 seja leve.