A moda já não é mais a mesma

Sentei em frente ao computador para escrever um texto sobre as coisas que aprendi no ano de 2017. E não foram poucas. Mas, algo chamou a minha atenção.

Meu trabalho não é mais o mesmo.

Enquanto eu refletia sobre o que passou, comecei a pensar sobre o que quero para 2018. Não só as coisas que registrei no meu mapa dos sonhos, as coisas pelas quais venho batalhando, mas o que quero para o meu trabalho como consultora de estilo…

Percebi que, mais do que nunca, o meu trabalho precisa mudar. Mudar mais, muito mais do que já mudou. Porque a moda mudou. E, o que funcionava lá a 10 anos atrás, quando fiz o meu primeiro curso de consultoria de imagem, já não funciona.

A moda mudou

Novos tempos pedem novas abordagens. E, mudar pouco, adaptar pouco, já não serve pra nada. O que eu fiz, até agora, já não é mais o bastante. Por mais que tenha me ensinado tanto. E que tenha transformado tantas vidas.

Regras, listas, tabelas e indicações engessadas já não entram mais no meu caminho há alguns muitos meses. Tenho pavor de pensar em clientes bitoladas em orientações. O tal pode e não pode. O deve e não deve.

Se com os registros de moda de rua a construção de uma tendência se transformou, é natural que as formas de consumo também tenham mudado. Já percebeu como os modismos já não pegam com tanta força, como antes?

Tendências viraram algo de nicho. Existe um grupo, que por característica de um estilo pessoal, vai estar sempre ali, buscando o que é tido mais atual, o que faz com que esse alguém se sinta como parte de um grupo. Mas, querer algo diferente disso não te faz uma pessoa “sem estilo”, como muitos pensavam.

Muito pelo contrário.

De tão cíclica, a moda ficou um pouco obvia, quase que repetitiva. Volta isso, volta aquilo, e já pensou que chato seria se todo mundo continuasse com esse desejo de pertencer, de se mostrar igual?

Que ruim! Ninguém aguenta mais isso.

O mercado, aliás, entendeu que nem sempre precisa produzir baseado nas tendências. Crescem o número de marcas que trabalham para públicos específicos. A gama plus size, as grifes de moda alternativa, marcas focadas em alfaiataria… a cada dia é mais fácil se encontrar. E a internet ajuda. Com dois cliques descobrimos uma centena de novas possibilidades. Muitas delas não sobreviverão muito tempo, outras vão deslanchar.

Por outro ladro, marcas trabalham na base da cópia. E em poucas horas reproduzem looks desfilados por celebridades ou influenciadores. É a cópia como tendência. Mesmo quando o que foi usado não é uma tendência. Confuso, não? E há quem goste assim.

Até tu, fast fashion?

Indo além, se as grandes redes de fast fashion vêm produzindo cada vez mais, por menos, saltam os relatos de casos de trabalho escravo. Quem compra, então, sabe o que está alimentando. O faz por algum motivo pessoal, seja ele pelo preço, ou por não ligar com o que acontece em algumas etapas da cadeia produtiva.

Mas, trabalhadores em situação análoga a escravidão não alimentam apenas as grandes redes… Grifes que comercializam peças caríssimas também parecem se aproveitar do desespero de alguns.

Vale à pena gastar assim?

Uma nova relação com as roupas

Ok, é clichê ao extremo dizer que a internet mudou a moda. Mas, não mudou só a moda. Mudou a nossa relação com as roupas. A gente se vê, cada vez mais, em registros de looks do dia. Se inspira. Copia. Volta no tempo, pensa sobre o que usou, porque a tecnologia trouxe também essa possibilidade… das fotos armazenadas que nos ajudam a avaliar o que um dia usamos, e gostamos; além do que vestimos, e odiamos.

Por ventura, sabemos que podemos ser quem queremos ser. Que basta um pouco de paciência para lapidar nossa imagem. E, com isso, já não servem mais aquelas transformações superficiais. A profissional que te manda umas roupinhas, ou monta os seus looks, sem querer saber mais sobre você… ou o processo que muda a sua imagem pensando apenas no seu biotipo, e não na sua personalidade.

A moda mudou. Muito! E nossa relação com o guarda-roupa já não é mais a mesma.

Para o próximo ano, a certeza é uma e única: a de que a indústria precisa de alguma forma repensar o conceito de tendência. Porque para muitas pessoas – principalmente para quem está em uma idade na qual há forte poder de compra – tanto faz o que todo mundo está usando.

Grande parte das pessoas já não querem ser mais do mesmo. Mais um na multidão. Ainda que exista quem é ávido pela cópia, quem ama uma roupa usada na novela ou na série, ou quem veste seguindo a cartilha da influenciadora digital. Há de se respeitar.

Essa nova moda, que sempre é o reflexo de um tempo, mostra como o vestir pode ser plural. E como ele é muito mais do que uma frivolidade ou uma forma de cobrir a nudez.

Que incrível perceber isso. E poder notar como em 10 anos de profissão as coisas mudaram para melhor.

Consultoria de Estilo em podcast

Sempre gostei de conversar sobre estilo pessoal. De falar sobre moda e tendências de maneira descomplicada. Compartilhar detalhes do meu trabalho e, quem sabe, ajudar alguém…

Do texto, no entanto, parti para o YouTube. E, agora, criei um podcast. Sim, mais um canal para a gente pensar e conversar sobre guarda-roupa e imagem pessoal.

Este novo espaço passa a integrar as redes por onde compartilho minha mensagem como consultora de estilo. No podcast, semanal, consigo dividir um pouco sobre o meu método, histórias de atendimentos, vivências, experiências, além de pensamentos e reflexões que contribuem no relacionamento de uma pessoa com suas roupas e acessórios.

Tá bom, eu sei. Podcasts não são tão populares assim. O que é estranho! Na verdade, quem começa a escutar, nunca mais para. É uma companhia para os dias de trânsito pesado, para aqueles banhos reflexivos (as melhores ideias surgem no banho, tá?), ou mesmo para aquela hora da faxina, de preparar o almoço, ou para quem quer aprender algo.

A qualquer momento, em qualquer lugar

Podcasts são como mensagens de rádio, que podem ser escutadas a qualquer momento, em qualquer lugar. Como define o Mundo Podcast, é “como um programa de rádio, porém sua diferença e vantagem primordial é o conteúdo sob demanda (…) você pode ouvir o que quiser, na hora que bem entender”.

Há, claro, um público alvo. E o meu segue sendo você: leitora do blog, espectadora do meu canal no YouTube. Pessoa real, normal, gente como a gente (e todo mundo) que sabe que roupas são importantes, mas não precisam ser fator complicador da rotina. É um podcast criado para quem busca um bom relacionamento com o visual. Simples assim.

Se você é nova neste mundo, aproveito para te apresentar alguns podcasts que fazem parte da minha vivência. Tem Elizabeth Gilbert, com suas Magic Lessons; tem a Priscila Armani, com O Que Assistir; tem o Good Life Project, Girlboss Radio, com Sophia Amoruso; entre tantos outros.

Que tal? Te espero por lá!

Também estou no YouTube. Quer vídeos com dicas de estilo e orientações para se entender com o seu guarda-roupa? É só se inscrever. 

Maternidade, estilo e transformação

Cada coisa que acontece em nossa vida transforma a nossa maneira de vestir. Impacta no nosso visual. Não seria diferente com uma gravidez.

Só que o momento mais marcante para uma mulher que se torna mãe não está na gestação em si. Ou no corpo diferente, com barrigão, curvas pronunciadas…

A grande transformação acontece após o parto. Naquele momento no qual a gente se vê diferente. Por inteiro. Externamente e interiormente.

100% intenso

Já pensou em como é maluco ter um corpo um dia, outro depois de nove meses e uma terceira silhueta logo depois? É tudo muito intenso!

São sensações tão profundas que não ficam só no visual. São questões internas. Questão de sentimentos. Medos, ambições, vontades… um bebê muda tudo.

E as peças do guarda-roupa antigo, aquele que talvez até mesmo funcionava bem, por vezes perdem sentido. Como explicar? Não há uma razão lógica… é tudo muito emocional. Vai além do corpo que muda. Vai além, também, do novo papel.

E, aí, chega a hora de refletir. De, em meio a uma rotina corrida – maluca, eu sei – reservar um tempo para pensar sobre gostos e vontades. É uma hora incrível para rever o guarda-roupa. Para fazer aquela superlimpeza. Um grande desapego. E planejar novas aquisições.

Dá até mesmo para melhorar aquilo que antes já incomodava. Uma oportunidade para se recriar. Ou para voltar à essência.

Tudo novo e um novo visual

Um bebê, um filho, é tudo muito novo! Tão novo que para algumas mulheres, pede um novo visual. Pensado para a mesma pessoa de sempre, em nova versão. Sem que isso afete ainda mais a autoestima. Sem grandes cobranças. Sem surtar muito com as mudanças do corpo – algo que eu mesma venho lutando contra nas últimas semanas.

Sem peso.

A maternidade transforma e convida para uma evolução. (1) Para sermos melhores, dentro das nossas vontades e possibilidades. (2) Para valorizarmos o que realmente importa, longe do consumismo e das amarras da indústria da moda. (3) E para ter um visual que realmente funciona, sem drama ou dor em frente ao guarda-roupa.

Uma experiência literalmente prática

Como consultora de estilo e mãe de primeira viagem estou neste processo de transformação. Pensando sobre como quero me apresentar ao mundo a partir de agora que não sou mais só o que era antes. Sou, também (mas não somente) a mãe do Francisco. E estou vivendo, na prática, o que já vivi com outras clientes. Só que agora é diferente. E tem que ensinado muito.

Quer conhecer a consultoria de estilo? Me escreve no amanda@amandamedeiros.com.

Como a timidez me fez gostar de roupas coloridas

Eu sou uma pessoa introspectiva. Mais do que isso, tímida. Gosto do meu espaço, de ficar sozinha… ou apenas com pessoas com as quais tenho real intimidade. E me sinto mal em meio a multidões. Sempre fui assim.

Durante muito tempo considerei essa minha característica um problema. Uma falha de personalidade. Afinal, o mundo não é dos expansivos?

Hoje, vejo que não.

Mas, o que só vim a entender muito recentemente, é o quanto essa minha característica, a timidez (e a introspecção, principalmente) afetou a minha maneira de vestir. Ainda afeta. E, mais do que isso, como podemos nos expressar de maneira distintas por meio das roupas e pela nossa personalidade.

Tímida de raiz

Nas minhas fases mais tímidas, retraídas, quando a timidez diretamente afetava o meu convívio social (lutando, em vão, contra a gagueira), eu era uma pessoa multicolorida. Usava estampas diariamente, sandálias e sapatos de plástico, além de acessórios extravagantes.

Quando eu menos falava, minhas roupas mais comunicavam.

Era como se, de alguma maneira, eu quisesse contar algo sobre mim através daquilo que vestia. Era a forma pela qual eu me apresentava ao mundo.

Alguns podem pensar que havia aí uma falha de mensagem. Afinal, como pode alguém tímido gostar tanto de chamar atenção com as roupas? Eu já vejo que essa era a minha saída, o meu recurso para falar mais sobre quem eu era.

Tímida, só na superfície

Voltando um pouco no tempo, certo dia, quase 20 anos atrás, uma colega de escola comentou o quanto eu era diferente em casa, do que era no colégio. Dizia ela que em casa eu era engraçada, divertida, e no colégio eu era séria e calada. Nunca me esqueci disso. E não achei um problema. Dentro de mim eu tenho algo de uma pessoa que gosta de se exibir. Em casa me sinto livre. Na rua, gosto mais de observar, do que falar. Olhar, sentir, perceber os detalhes…

Alguns anos depois desse episódio, comecei a caprichar mais nos looks. Eu estava na faculdade de moda, conhecendo coisas novas, em um ambiente no qual era comum a ousadia. Poucos eram os julgamentos. Pintei os cabelos de vermelho, comecei a arriscar algumas coisas.

Falava por meio das roupas, ainda que sem saber bem o que fazia. Já aos 20 anos, formada, com recursos para investir em roupas e acessórios, vivi a minha primeira transformação. Encontrei um estilo. Eu era, por essência, criativa.

Foi aí que entendi que nossas roupas podem ser essa forma de expressão que nos ajuda a contar uma história que queremos contar, mas não conseguimos de outras maneiras.

Nosso guarda-roupa pode ser um forma de dar pistas sobre algo que poucos sabem sobre nós. Da mesma forma que nossas roupas podem nos ajudar em momentos difíceis.

Tímida, com orgulho

Hoje, mais bem resolvida com a minha timidez – e orgulhosamente introspectiva – já não sinto mais tanta necessidade de me vestir de maneira exagerada, colorida, vibrante e cheia de informação. Sei que sou divertida (com e para os mais próximos). Me sinto segura com minha personalidade. E mudei meu gosto com as experiências que vivi – entre viagens, o contato com outros tipos de arte, o gosto pela leitura, além de outras vivências.

Além disso, tenho a minha casa onde consigo me comunicar de maneira vibrante. Um lugar no qual posso explorar esse meu gosto por cores, formas, por informação. Tenho o meu Pinterest particular nas paredes de casa, nos móveis, na decoração. E é o que me alegra.

Essa percepção é o que vejo em tantos casos da consultoria de estilo. As escolhas não são sempre tão óbvias, assim como os desejos. E que bom ter na moda uma forma de expressão. Como é bom usá-la com sabedoria.

Se você quer uma ajuda para se comunicar de maneira eficiência por meio das roupas, me escreva. Posso te ajudar. amanda@amandamedeiros.com.

Enfrente o seu guarda-roupa e transforme sua vida

Todos os dias tomamos uma decisão: escolhemos o que vestir. Ou melhor, como cobrir a nossa nudez. Pode ser que a escolha da vez seja um pijama, ou um vestidinho simples, até mesmo alguma composição mais complexa composta por inúmeras peças. Seja como for, existe aí algo que fala sobre você, sobre a sua personalidade e o sobre o seu momento.

Você está feliz com sua imagem?

Quando as escolhas diárias do vestir não alegram, não trazem satisfação, confiança e bem-estar, algo está errado. Algo precisa mudar.

Sofrer em frente ao guarda-roupa dia após dia é um problemão.

É uma questão que abala a nossa autoestima e que faz com que a gente não consiga tirar máximo proveito do nosso potencial.

Nossa imagem é um trampolim para conquistas. É algo que conseguimos trabalhar como uma maneira de nos impulsionar nas mais diversas esferas da vida. Seja no seu trabalho, nos relacionamentos pessoais…

Se você está infeliz com o seu visual, acha a sua imagem um ponto fraco, está na hora de fazer algo para mudar isso.

Pode ser que você seja como muitas outras pessoas e tenha o hábito de postergar, de deixar para depois, a necessidade de encarar de frente o que te faz sofrer. Ok, dói mexer no que magoa, no que fere, no que traz lembranças ruins. Mas, só assim acontece a transformação. É só com coragem que algo de novo pode vir a acontecer. Algo de bom!

E o que significa enfrentar o guarda-roupa?

É avaliar o que funciona, ou não, para você. É aceitar que você fez compras erradas, mas que quer fazer diferente das próximas vezes. É se perdoar por ter realizado investimentos péssimos… por ter desperdiçado dinheiro com roupas, como forma de compensação emocional. É descobrir novas formas de amar a sua silhueta.

Acima de tudo, enfrentar o guarda-roupa é se permitir gostar do que você vê no espelho. E isso pode começar com algumas simples atitudes.

Como melhorar a sua relação com o guarda-roupa
– Separe um tempo para se vestir e se produzir
– Experimente combinações diferentes
– Avalie o caimento das peças na sua silhueta
– Desapegue do que você não usa ou não gosta

Mas, tudo isso só funciona se você tiver coragem para exercer a sua liberdade e sair da sua zona de conforto em busca do seu estilo pessoal.

Posso te ajudar a enfrentar o seu guarda-roupa: me escreva no amandamedeiros@msn.com.