Do que você acha que precisa para se vestir bem, de mais roupas?

Quando você abre o armário e não sabe o que usar, qual a primeira coisa que vem à sua mente? Para muitas mulheres, é: “preciso comprar algumas roupas”.

Errado.

Você não precisa comprar roupa. Você precisa de um olhar mais criativo. 

Armários cheios e mulheres insatisfeitas, o que explica?

Desde que comecei a atuar como consultora de estilo, mais de 10 anos atrás, já me deparei com dezenas e dezenas de armários lotados, com muitas possibilidades e mulheres insatisfeitas.

Quantidade, volume de roupas, novas compras, não são garantia de confiança ou eficiência no ato diário do vestir.

O que vem como solução para a dor de cabeça e a demora na hora de montar looks ou realizar escolhas de roupas – aquelas mais banais, do dia a dia – é a otimização do guarda-roupa. Ou seja, retirar o que sobra ou está em exagero (e esconde as boas possibilidades); organizar o que fica de maneira inteligente (facilitando a rotina) e, por fim, misturar o que há ali, de forma interessante e criativa.

A fórmula da otimização:anote

  • Retirar o que está sobrando no guarda-roupa (em exagero), velho (em mau estado de conservação), ou não combina mais com você – seja sincera;
  • Organizar o que fica de maneira inteligente e eficiente – bagunça é uma droga;
  • Analisar se é o caso de pontuais aquisições, para potencializar looks – compras estratégicas e planejadas;
  • Misturar/combinar as peças de maneira criativa, em looks que sejam compatíveis à sua rotina – trabalho, vida social, momento em casa, ou vida do lar (registrar, para ter um referência).
como multiplicar os looks do seu guarda-roupa

Compras e mais roupas são sempre a solução?

As compras de novas peças podem ser a solução emocional mais rápida e simplista para um incômodo em frente ao guarda-roupa. Afinal, é só correr ao shopping (ou acessar alguma loja online) e adquirir algumas coisinhas.

Porém, o peso que essa atitude quase que impensada gera, não é apenas financeiro. Ele é, também, interno/íntimo. Porque não resolve o problema em questão. E não vai no centro da dor diária, da infelicidade, da dúvida, da demora… só acrescenta mais possibilidades aleatórias de roupas que, no final do dia, nem sempre facilitam a rotina.

Mas é claro que, em alguns casos, algumas peças de ligação podem (e devem) ser adquiridas. Estes são os elementos que entram para potencializar a multiplicação do looks. Falo de, quase sempre, escolhas básicas, ou neutras, que ajudam a deixar o armário mais versátil, sabe? Só que, até mesmo tal, deve estar de acordo com o que você precisa!

O que fazer para vestir com mais eficiência?

O olhar externo e especializado no guarda-roupa lotado, ou mesmo naquele com poucas peças (mas que não funciona) ajuda a dar um norte ao que deve ser feito.

É um plano de ação.

A começar por uma mudança direta, ou instantânea, com a montagem de composições que podem ser utilizadas desde o dado momento. Sem demora.

Isso é o que anima e inspira: ver como funciona o guarda-roupa otimizado e poder curti-lo, sem demora.

Há um serviço? Como ele funciona?

O processo da consultoria de estilo para otimização de guarda-roupa funciona em 4 etapas.

  1. Avaliação do estilo/perfil da cliente, mediante questionário;
  2. Encontro prático para montagem de looks;
  3. Indicação de aquisições (peças de conexão);
  4. Conclusão, com análise dos resultados obtidos e indicação de exercícios práticos, além da entrega dos registros – fotos.

É um processo, na teoria, simples, mas que traz incríveis resultados. 

O serviço? No encontro presencial são 2h horinhas. E, no MÍNIMO, 20 looks!! \”/. Por vezes, chegamos a montar 50 looks.

Seu guarda-roupa não precisa ser um problema. E, muito menos, você não é o problema – nem seu corpo, nem o quanto você pode investir em roupas. O que falta, talvez, é um olhar mais apurado e criativo. Além de fórmulas para sair da zona do conforto. E colocar, em prática, escolhas que combinem com a sua vida real, de hoje, com looks bacanas que te deixem feliz em frente ao guarda-roupa.

Mais do que nunca, vestir não precisa ser tão complicado.

O que lhe incomoda na sua relação com as roupas e guarda-roupa? Me conte no amanda@amandamedeiros.com.

Jeitos de usar parka: inspire-se com looks vida real

Parka: a palavra parka tem origem num dialeto e refere-se a um casaco de pele com capuz usado pelos esquimós. Sua versão em tecido impermeável verde escuro, confeccionada com 50% de nylon e 50% de agoldyão, foi adotada pelas Forças Armadas americanas como uma proteção contra o frio ou a chuva a partir dos anos 50. Tem comprimento até o meio das coxas, fechamento e bolsos frontais e cadarços que correm em sua bainha, originando um leve franzido. Nos anos 60, foi adotada pelos mods ingleses, que a consideravam útil tanto para compor seu visual, quanto para servir com proteção ao vento e ao frio, ao se locomoverem em vespas ou lambretas. Desde então, as parcas têm reaparecido na moda em inúmeras interpretações, tecidos e em cores que vão geralmente do cáqui ao verde escuro | Dicionário da Moda, por Marco Sabino.

Você pode ter, ou gostar, da parka “original”, ou dos modelos que têm apenas como referência a peça clássica – as interpretações. Não importa. Pois o legal é você tirar máximo proveito do item e aproveitar toda a sua versatilidade.

Quando digo que a parka combina e vai com tudo é porque realmente funciona! É claro que se combina com o seu estilo e com sua identidade visual, certo?

Escolha a parka que te agrada

A dica é: escolha um modelo que tenha características que te agradam! Eu, particularmente, gosto da parka bem clássica – dos bolsos, do comprimento alongado e o tecido em partes impermeável. Mas, se você considera muito poluído ou informal, tudo bem. Saiba que existem opções mais lisas e feitas em outros tipos de tecido!

Como usar?

Fiz um vídeo para o meu canal do YouTube mostrando vários jeitos de usar a parka. Então, confira e se inspire!

Mais dicas para usar e combinar a sua parka:

  • Monte um look como base, com pecas que você gosta, e experimente finalizar com a parka;
  • Combine com jeans e camiseta. É a mistura mais básica e versátil possível. E, para fechar, adicione acessórios da sua preferência;
  • Que tal usar com vestido? Pois funciona muito bem! Combine com modelos justos e sensuais, para um resultado contrastante;
  • A parka pode ser uma peça intermediária, quando você sobrepõem um casaco mais pesado – para dias de muito frio, claro;
  • Lembre-se de escolher um modelo de tamanho perfeito, nem grande, nem pequeno demais. Isso afeta diretamente o resultado de todo e qualquer look;
  • Experimente, sem medo! O segredo de um armário versátil e que “rende bastante” está na ousadia de tentar. Confira no espelho como ficou e resultado, e pronto!

Repetir suas roupas por inúmeras vezes pode mudar sua vida

Acredite, repetir as suas roupas o máximo de vezes possível, e usá-las com a maior frequência que conseguir – ou que a máquina de lavar permitir – vai transformar a sua relação com o guarda-roupa e a sua vida!

Amanda Medeiros Consultora de Estilo

Cada novo evento, momento, ou ocasião pede uma roupa nova e especial? Em partes.

Uma roupa nova é gostosa, claro. A mística do produto novo traz consigo uma alegria de experimentar algo que é diferente. É como sair da rotina, mas na forma de imagem.

Mas, esse desejo pelo produto novo por vezes traz mais angústia do que alegria. E banaliza a compra. Desde a experiência até essa própria sensação agradável de se ver diferente.

Posso repetir?

Acontece que quando você tem no seu guarda-roupa peças que realmente te favorecem, que te completam, que potencializam a sua beleza e alimentam a sua autoestima, tudo fica muito mais fácil! Dá gosto em usar, de novo, e de novo, algo que traz boas recordações.

E o exercício da repetição do uso passa a ser um exercício de criatividade. Criatividade do olhar que se estende para outras formas de expressão.

+ o momento, – as coisas

Quando a gente repete as nossas roupas, a gente passa a viver mais o momento e menos as coisas! Passamos a valorizar mais a nossa essência e menos aquilo que buscamos ser com o ato de acumular coisas – a necessidade de afirmação que vem através de bens materiais.

Só que pra ter esse tesão em repetir roupas, essa alegria em usar algo pelo máximo de vezes possível, é preciso: acertar na compra no seu sentido mais amplo! Escolher só aquilo que valoriza a nossa silhueta e também que completa a nossa identidade. E evitar comprar peças repetidas, não só na sua forma, mas também na função.

O guarda-roupa cápsula é o resumo máximo desse hábito. E ele é tentador! Mas, não é a única saída. Aliás, é possível ter pouco sem precisar abrir mão do guarda-roupa… pode ser um processo lento, de transição. Um trajeto de comprar pouco – ou o mínimo possível – e se desapegar, nesse caminho, daquilo que vai deixando e fazer sentido.

Eu, eu mesma e meu trabalho

A multiplicação do looks através de peças acertadas é uma das bases do meu trabalho. É o que me alegra, como consultora de estilo. O que me diverte na minha rotina do vestir (que compartilho, em partes, no meu Instagram @CdEAmandaMEdeiros).

Por isso, acho que é algo extremamente importante (e até mesmo chique) repetir e repetir itens. Além de pegar emprestado, vender, comprar roupas usadas, e tudo mais…. é um processo que faz a roupa ganhar ainda mais vida! E faz com que a moda, na própria indumentária, tenha muito mais sentido.

Vestir não precisa ser tão complicado. Mais dicas (em vídeo) no meu canal no YouTube!

Temos imagens: o sobrepeso não define o estilo de uma mulher

O sobrepeso não define o estilo de uma mulher. Ou, ao menos, não deveria definir. Da mesma forma, sobrepeso não precisa significar baixa autoestima ou insegurança.

É altamente possível ter uma imagem impactante e envolvente com qualquer tipo de corpo – magro, gordo, curvilíneo ou seco.

Afinal, o que determina a relação de uma pessoa com suas roupas é a sua coragem para se expressar por meio do visual. Assim como a entrega ao seu estilo.

Vista-se pra hoje, não pra amanhã

Para ter uma imagem coesa e esteticamente bonita é essencial que você vista o corpo que você tem hoje!

Pois é… é simples assim.

E não importa quais são seus objetivos futuros… Se você quer emagrecer, engordar, afinar ou fortalecer os membros. Entenda que o ato diário do vestir é pensado para a realidade do momento. Ignorar isso é criar alimento para a insegurança. 

Te peço: pense nas suas curvas reais. 

Aquelas roupas largas, grandes…

Para a mulher que é gordinha, é muito comum encontrar um tipo danoso de saída para “esconder” o sobrepeso: as roupas largas, grandes, soltas, assim como o excesso de tecido.

É o tal de tentar se esconder por baixo das peças.

Não faça isso! Mostre-se!

Sua beleza está na sua personalidade que merece brilhar através da sua identidade visual. 

Feito Para a mulher plus size

Respeite as suas curvas. E escolha peças que acompanham as linhas do seu corpo. 

As marcas plus size são grandes aliadas para a mulher que é gordinha. Porque são pensadas – em todas as etapas de produção – para quem tem sobrepeso. Tecido, modelagem, aviamentos, tudo! E, o melhor? Sem abrir mão de uma pegada mais moderna.

É incrível perceber que a moda plus size deixou de ser aquela coisa sem graça e antiquada que foi até pouco tempo atrás. Encontramos no mercado possibilidades mil em grades generosas.

Aquele toque extra

Para garantir um toque extra de segurança e confiança, escolha bem o tecido.

Por exemplo, as peças feitas em tecidos um pouco mais encorpados (grossos) e com elastano ajudam a fazer com que a roupa acompanhe as curvas e não marque detalhes que não queremos revelar tanto assim.

É o tal truque!

Inspire-se, sempre!

Não faltam, online, referências e inspirações de mulheres plus size que tem estilos super fortes e uma imagem altamente inspiradora. Das criativas às sensuais, passando por identidades visuais mais clássicas até as que amam uma tendência.

Então, ame-se e curta o processo de valorizar a sua imagem. 

É desafiador, mas muito divertido.

No YouTube

7 coisas que aprendi com minhas clientes

Em 10 anos como consultora de estilo, posso dizer que muito ensinei, mas também aprendi. Em cada atendimento há uma descoberta – muitas vezes indireta. Algo que acrescenta ao meu trabalho e, também, na minha vivência pessoal. E a própria profissão me mostrou coisas que fizeram de mim uma pessoa melhor.

Pontual, nem que seja para esperar

Em um dos meus primeiros atendimentos, aprendi sobre a importância da organização. E sobre o valor da pontualidade. Fui muito elogiada por sempre chegar na hora certa – tanto nos encontros de compra, quanto nos encontros em frente ao guarda-roupa. Por vezes esperei na porta, dentro do carro, outras vezes ali mesmo no sofá da sala da casa da cliente… mas, sempre pontual. Se para alguns algo estranho, para outros fonte de credibilidade. Certa vez, uma cliente me disse “você leva mesmo à sério essa história de montar look”. E é verdade. Roupa mexe com sentimento, com emoções, afeta a rotina e, assim como qualquer outra coisa, merece o respeito de um horário cumprido. 

Sororidade

Antes mesmo de ter conhecimento do que era sororidade – nem mesmo sabia que existia tal termo – minha profissão me fez escutar história e desabafos, com o coração aberto. Quando as portas de um guarda-roupa se abrem, o coração se abre junto. E é preciso respeitar vivências, ainda que elas sejam muito diferentes da sua. 

Respeite o orçamento

Entre vários tipos de clientes, muitas delas chegaram até mim com valores disponíveis bem específicos. Limitados. E quantias previamente estipuladas para a compra de roupas. Pouco, muito, ou o suficiente, é preciso respeitar o orçamento. E de fazer a mágica acontecer. Sem motivos para dar errado.

Seja paciente

Cada um tem seu tempo, seja para experimentar peças, ou para assimilar novas informações. Ser paciente é básico em toda e qualquer profissão.

Seu gosto pessoal nada importa

Pessoas são diferentes, e isso se reflete diretamente na maneira de vestir. Impor formas, cortes e estilos é inaceitável. Nosso gosto pessoal é, como o próprio já diz, pessoal. Certo e errado não vem ao caso – ou nem mesmo existe.

Trate bem à todos

Como nem só de flores é feito o jardim, certa vez presenciei uma abordagem grosseira e rude por parte de uma cliente, que destratou a funcionária de uma loja. De tão incomodada, não conseguia pensar em passar mais tempo com tal pessoa. Recusei a contratação de um novo serviço de shopper (compras) e perdi uma grana. Mas me mantive fiel aos meus princípios.

Quanto mais simples, melhor

Cada cliente tem sua história. Mas, para algumas, a contratação da consultoria de estilo é algo muito (mas muito) fora do seu universo. Falo de pessoas que não entendem de moda, e nem querem entender. Só querem se sentir bem em frente ao espelho. Dar a devida atenção, e buscar atender às expectativas, é o mínimo. Até mesmo porque o que é simples e óbvio, para mim, pode ser complexo para o outro. Por isso, descobri na prática que é essencial simplificar a troca de informações. E evitar o uso de termos e expressões muito segmentadas. Mastigar as explicações faz tudo ficar muito mais fácil, em grande parte dos atendimentos. Afinal, é só roupa.