Como a timidez me fez gostar de roupas coloridas

Eu sou uma pessoa introspectiva. Mais do que isso, tímida. Gosto do meu espaço, de ficar sozinha… ou apenas com pessoas com as quais tenho real intimidade. E me sinto mal em meio a multidões. Sempre fui assim.

Durante muito tempo considerei essa minha característica um problema. Uma falha de personalidade. Afinal, o mundo não é dos expansivos?

Hoje, vejo que não.

Mas, o que só vim a entender muito recentemente, é o quanto essa minha característica, a timidez (e a introspecção, principalmente) afetou a minha maneira de vestir. Ainda afeta. E, mais do que isso, como podemos nos expressar de maneira distintas por meio das roupas e pela nossa personalidade.

Tímida de raiz

Nas minhas fases mais tímidas, retraídas, quando a timidez diretamente afetava o meu convívio social (lutando, em vão, contra a gagueira), eu era uma pessoa multicolorida. Usava estampas diariamente, sandálias e sapatos de plástico, além de acessórios extravagantes.

Quando eu menos falava, minhas roupas mais comunicavam.

Era como se, de alguma maneira, eu quisesse contar algo sobre mim através daquilo que vestia. Era a forma pela qual eu me apresentava ao mundo.

Alguns podem pensar que havia aí uma falha de mensagem. Afinal, como pode alguém tímido gostar tanto de chamar atenção com as roupas? Eu já vejo que essa era a minha saída, o meu recurso para falar mais sobre quem eu era.

Tímida, só na superfície

Voltando um pouco no tempo, certo dia, quase 20 anos atrás, uma colega de escola comentou o quanto eu era diferente em casa, do que era no colégio. Dizia ela que em casa eu era engraçada, divertida, e no colégio eu era séria e calada. Nunca me esqueci disso. E não achei um problema. Dentro de mim eu tenho algo de uma pessoa que gosta de se exibir. Em casa me sinto livre. Na rua, gosto mais de observar, do que falar. Olhar, sentir, perceber os detalhes…

Alguns anos depois desse episódio, comecei a caprichar mais nos looks. Eu estava na faculdade de moda, conhecendo coisas novas, em um ambiente no qual era comum a ousadia. Poucos eram os julgamentos. Pintei os cabelos de vermelho, comecei a arriscar algumas coisas.

Falava por meio das roupas, ainda que sem saber bem o que fazia. Já aos 20 anos, formada, com recursos para investir em roupas e acessórios, vivi a minha primeira transformação. Encontrei um estilo. Eu era, por essência, criativa.

Foi aí que entendi que nossas roupas podem ser essa forma de expressão que nos ajuda a contar uma história que queremos contar, mas não conseguimos de outras maneiras.

Nosso guarda-roupa pode ser um forma de dar pistas sobre algo que poucos sabem sobre nós. Da mesma forma que nossas roupas podem nos ajudar em momentos difíceis.

Tímida, com orgulho

Hoje, mais bem resolvida com a minha timidez – e orgulhosamente introspectiva – já não sinto mais tanta necessidade de me vestir de maneira exagerada, colorida, vibrante e cheia de informação. Sei que sou divertida (com e para os mais próximos). Me sinto segura com minha personalidade. E mudei meu gosto com as experiências que vivi – entre viagens, o contato com outros tipos de arte, o gosto pela leitura, além de outras vivências.

Além disso, tenho a minha casa onde consigo me comunicar de maneira vibrante. Um lugar no qual posso explorar esse meu gosto por cores, formas, por informação. Tenho o meu Pinterest particular nas paredes de casa, nos móveis, na decoração. E é o que me alegra.

Essa percepção é o que vejo em tantos casos da consultoria de estilo. As escolhas não são sempre tão óbvias, assim como os desejos. E que bom ter na moda uma forma de expressão. Como é bom usá-la com sabedoria.

Se você quer uma ajuda para se comunicar de maneira eficiência por meio das roupas, me escreva. Posso te ajudar. amanda@amandamedeiros.com.

Enfrente o seu guarda-roupa e transforme sua vida

Todos os dias tomamos uma decisão: escolhemos o que vestir. Ou melhor, como cobrir a nossa nudez. Pode ser que a escolha da vez seja um pijama, ou um vestidinho simples, até mesmo alguma composição mais complexa composta por inúmeras peças. Seja como for, existe aí algo que fala sobre você, sobre a sua personalidade e o sobre o seu momento.

Você está feliz com sua imagem?

Quando as escolhas diárias do vestir não alegram, não trazem satisfação, confiança e bem-estar, algo está errado. Algo precisa mudar.

Sofrer em frente ao guarda-roupa dia após dia é um problemão.

É uma questão que abala a nossa autoestima e que faz com que a gente não consiga tirar máximo proveito do nosso potencial.

Nossa imagem é um trampolim para conquistas. É algo que conseguimos trabalhar como uma maneira de nos impulsionar nas mais diversas esferas da vida. Seja no seu trabalho, nos relacionamentos pessoais…

Se você está infeliz com o seu visual, acha a sua imagem um ponto fraco, está na hora de fazer algo para mudar isso.

Pode ser que você seja como muitas outras pessoas e tenha o hábito de postergar, de deixar para depois, a necessidade de encarar de frente o que te faz sofrer. Ok, dói mexer no que magoa, no que fere, no que traz lembranças ruins. Mas, só assim acontece a transformação. É só com coragem que algo de novo pode vir a acontecer. Algo de bom!

E o que significa enfrentar o guarda-roupa?

É avaliar o que funciona, ou não, para você. É aceitar que você fez compras erradas, mas que quer fazer diferente das próximas vezes. É se perdoar por ter realizado investimentos péssimos… por ter desperdiçado dinheiro com roupas, como forma de compensação emocional. É descobrir novas formas de amar a sua silhueta.

Acima de tudo, enfrentar o guarda-roupa é se permitir gostar do que você vê no espelho. E isso pode começar com algumas simples atitudes.

Como melhorar a sua relação com o guarda-roupa
– Separe um tempo para se vestir e se produzir
– Experimente combinações diferentes
– Avalie o caimento das peças na sua silhueta
– Desapegue do que você não usa ou não gosta

Mas, tudo isso só funciona se você tiver coragem para exercer a sua liberdade e sair da sua zona de conforto em busca do seu estilo pessoal.

Posso te ajudar a enfrentar o seu guarda-roupa: me escreva no amandamedeiros@msn.com.

3 grandes erros ao vestir que estão destruindo a sua imagem

Existem algumas coisas que não devem nunca fazer parte da sua rotina do vestir. São escolhas que podem destruir o seu visual! Ou mesmo que enviam mensagens pouco positivas. Os chamados erros ao vestir.

Acha um exagero? Pois então veja só.

3 grandes erros ao vestir

  • Comprar roupas incríveis, lindas e maravilhosas, mas que não te servem. Se você não encontra a peça no número do seu manequim, desista e parta para outra. Ela não foi feita para você – seja por estar grande demais, ou pequena demais. Não naquele momento.
  • Roupas velhas devem ser descartadas. Não importa o preço, a marca, a história e o apego. Uma peça com tecido desfazendo, costuras abrindo e outras falhas de uso deve ser substituída ou, simplesmente, abandonada.
  • Cópias (ou inspirações) só devem ser aplicadas se compatíveis ao seu estilo de vida ou personalidade. O mesmo vale para tendências. Elas precisam te valorizar. Valorizar a pessoa que você é e o corpo que você tem hoje.

Pode-se dizer que são três atitudes que prejudicam a sua imagem. Ou melhor, três grandes erros ao vestir.

Confira no YouTube!

Precisa de uma ajuda para melhorar o seu relacionamento com o seu guarda-roupa? Me escreva no amanda@amandamdeiros.com.

Pinterest: a ferramenta que te ajuda a melhorar a sua imagem

Inspirações e referências transformam o nosso olhar. E nos fazem enxergar possibilidades no que é novo ou diferente. Quando pensamos em imagem pessoal então… o resultado pode ser incrível!

Mas, afinal. O que te inspira?

Tudo! Tudo transforma o seu olhar. Os filmes que você assiste, as séries, viagens, as pessoas com quem você convive, o que você lê, os lugares que você visita, a arte que você admira…

Ainda assim, por vezes é difícil encontrar um lugar ou uma maneira de compilar e organizar tais referências. Ou mesmo descobrir uma forma de se inspirar ainda mais!

Um painel de referências virtual

É aí que entra o Pinterest. Um painel de referências virtual que serve como grande mural de inspirações. Um lugar no qual é possível colocar e combinar tudo aquilo que te inspira – em qualquer esfera da sua vida, não só na moda.

Como o assunto aqui na consultoria de estilo é moda, vale destacar que o site é um ótimo lugar para você usar como base de referências para quando está sem inspiração para usar uma roupa, ou precisa de ideias de corte de cabelo… quem sabe formas de combinar cores!

Quer saber como usar o Pinterest para valorizar a sua imagem? Ou mesmo saber por onde começar? Confira o vídeo!

Conheça a consultoria de estilo. Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

Como saber se o look está simples ou exagerado

Montar um look e avaliar se ele está sem graça, exagerado ou na medida pode ser desafiador. E a linha entre um look básico demais e um muito poluído é bem tênue.

Muitas vezes é o olhar treinado ou o hábito para combinar bem que fazem com que compor looks vire parte simples da rotina. Mas, calma lá: se esse não é o seu caso, existe um teste rápido que pode te orientar.

É uma maneira de saber se seu look está equilibrado. Estou falando do teste dos 10 pontos! Já conhece?

No teste dos 10 pontos, cada peça, elementos, acessório ou detalhe do visual recebe uma pontuação. 1 ponto. E o objetivo é que o saldo final do seu look fique entre 10 e 12 pontos.

Menos do que isso, o look está muito básico… Mais do que isso, está teoricamente exagerado.

E o que conta como ponto? Cada peça, cada cor, cada detalhe, cada elemento (textura, recorte, enfeite, aplicação); cada acessório ou ponto chamativo de maquiagem (seja batom, esmalte ou sombra).

Ou seja, um ponto para cada característica do seu look!

Na prática

Vamos contar os pontos de alguns dos meus looks postados no Instagram? (Me segue por lá: sou @consultora_de_estilo).

♥ Look 1: 7 peças (camiseta, moletom, jaqueta, calça, sapato, relógio, óculos) + 3 cores (marinho, amarelo, preto) + 2 detalhes (brilho sapato, estampa blusa) = 12 pontos

♥ Look 2: 6 peças (óculos, colar, cardigan, vestido, sapato, relógio) + 2 cores (preto, branco) + 1 detalhe (textura cardigan) = 9 pontos

♥ Look 3: 6 peças (óculos, blazer, suéter, calça, sapato, relógio) + 4 cores (bege, cinza, marinho, rosa) + 2 detalhes (estampa suéter, estampa blazer) + 1 detalhe extra (mix de estampas) = 13 pontos

♥ Look 4: 6 peças (óculos, trech coat, cardigan, vestido, bota, relógio) + 5 cores (bege, marrom, marinho, estampa) + 1 detalhe (mix de estampas) = 12 pontos

Simples, não?

O legal do teste é que ele serve como uma boa referência para avaliar o seu look. Pode ser que um look com 9 pontos esteja super bacana, ou um look com 13 pontos te faça bem feliz. A medida do ‘entre 10 e 12’ deve servir apenas como uma referência.

Então, de forma alguma se prenda aos números! Se o look ficou legal, do seu jeito, se você está feliz, ótimo! Combinado?

O que acha? Vai experimentar?

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Dicas imperdíveis e personalizadas você recebe na consultoria de estilo. Conheça: amanda@amandamedeiros.com.