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Efeito em Listras

Listras, listras e listras. Muitos se limitam a dizer que as verticais emagrecem e as horizontais engordam. Que denominação mais cruel essa, hein?! Seria razão para que o sindicado das listras se revoltasse, já que algumas sofrem sérios preconceitos em sociedades quase que dominadas por pessoas que querem, de qualquer forma, parecer mais magrinhas.

Brincadeiras à parte há de se dizer que entender e aplicar de forma prática e eficiente as listras no visual pode ser mais divertido e menos óbvio do que se parece. Além de analisar a posição das mesmas na peça precisamos observar, ainda, as cores, espessuras e também a intensidade das mesmas – sem contar o efeito que a própria modelagem pode gerar.

  • Listras grossas, sejam elas verticais ou horizontais, vão sempre agregar volume – ainda mais se forem estruturadas por tons contrastantes. Há de se lembrar que quanto maior o contraste, a diferença, entre as cores das listras mais peso visual a mesma possui.
  • Tamanho e a força da listra deve ser medidos em comparação a sua silhueta e não a de outras pessoa; uma listra pode ser fina pra mim, mas grossa pra você… dependendo de como seu corpo é.
  • Listras finas, trabalhadas em ton sur ton, são maravilhosas para se disfarçar gordurinhas ou mesmo volumes extra; quando há variação entre a espessura das listras tal efeito é potencializado de forma a criar uma ilusão perfeita que engana muito os olhares.
  • Quando colocadas em diagonal as listras passam a ter outro sentido, o que muito acontece em saias ou vestidos; de toda forma pode-se pensar mais no efeito positivo da posição, já que tal orientação tende a alongar a silhueta.
  • Em alguns casos as listras de espessura estática, sempre igual, e combinação de apenas dois tons tendem a gerar um efeito extremamente caracterizado; a imagem que automaticamente surge é a de prisioneiro, palhaço ou marinheiro – dependendo da opção de cor.
Porque, enfim, nada muito simples e generalizado constrói efeito coerente a nossa realidade. Se vestir fosse tão tabuada assim, no sentido de isso é isso e aquilo é aquilo, as revistas de moda seriam fininhas e os blogs nunca teriam posts como esse aqui. Mas ah, deve ser algo como preguiça de pensar ou mesmo falta de vontade de se divertir com as vestimentas que ora nos fazem quebrar a mente e logo depois nos ofertam deliciosas loucuras. Por isso antes de sair fechando a cara pra camiseta de listras horizontais dê uma chance ao modelo e veja se ele cai bem… em você!

Mil formas de cobrir ou mostrar os Braços

Braços são motivo de amor ou ódio entre nós mulheres. Se para algumas a região é um super ponto forte, para outras é razão de preocupação e receio (oi?!). Por isso blusas, camisas e até mesmo vestidos podem auxiliar bastante nesse trabalho de esconder ou mostrar a região – de maneira a valorizar a imagem. Afinal, vestir-se é manipular tecidos, tramas e texturas em prol de um conjunto mais harmônico e satisfatório.

Mulheres de braços bem delineados, magros e longos podem e devem abusar das regatas e blusas de mangas curtinhas, trabalhando ainda com os modelos que carregam abotoamentos diferenciados – chamando a atenção para a região. Vale imaginar manguinhas bufantes ou modelos de alças onde a falta de algo para tampar os braços é realçada por tiras de renda ou afins.

Saia na zona comum, dos modelos típicos à t-shits ou regatas básicas, e se aventure por entre outras possibilidades nas quais um ponto alto do corpo é valorizado, dando mais charme também a região alta do tronco.


Já as mulheres de braços cheinhos ou gordinhos precisam fugir de qualquer manga que tenha elástico ou fecho com botão, para que o mesmo não fique esmagando a parte mais cheinha do braço. E já digo… de nada adianta pensar que deixar o fecho aberto melhora a situação, porque isso só vai sinalizar aos quatro ventos que a região está mais cheia do que deveria.

Se modelos bufantes demais ou mesmo justíssimos são prejudiciais as mangas com transparência ou mesmo com linhas amplas aparecem para salvar a pátria, alimentando o guarda-roupa com todo um rico leque de variações. Difícil resistir.

Então, ficamos assim. Faça o exercício de usar e abusar de blusinhas, camisas e afins cheios de personalidade em suas mangas, lembrando que não existem limitações quando o assunto em questão é ousadia em modelagens. São pequenos detalhes, coisas simples, que fazem com que qualquer mulher ganhe muitos pontos em seu visual… tudo isso, sempre, sem prejudicar o resultado final do look que deve estar pertinente às necessidades de sua silhueta – sem que você precise se escravizar por ela.

Fazendo a Magrinha….

Valorizar as partes magras do corpo é uma maneira simples e muito eficiente de deixar a silhueta mais leve e delicada. Pense em colo, antebraços e canelas. Já repararam o forte efeito dessas regiões muitas vezes esquecidas?! Pois bem. Deixar bem visíveis tais partes do corpo, que geralmente são delicadas, faz com que seja criada instantaneamente uma forte ilusão de que todo corpo é magrinho. É claro, algumas pessoas argumentam que sentem que suas canelas são grossas ou seus braços são tortos mas é fato que ao menos uma dessas três porções não incomodam por alguma razão… e é nisso que se deve focar.


Fora que quase sempre temos em mente ideias óbvias de sensualidade, imaginando decotão no busto, bumbum bem ressaltado ou pernocas super de fora… mas dá pra sair dessas partes, muitas vezes perigosas, e correr para outras que facilmente atraem olhares, só que de maneira aparentemente mais elegante.

E, como é que faz?!
  • Saias e vestidos muitas vezes esquecidos, em comprimentos variados, tendem a valorizar bastante a batata da perna que possui lá seu charme; para ressaltar o valor da região vale brincar com saltos ou mesmo com sapatinhos baixos bem diferenciados que fazem com que os olhos pulem automaticamente para esse ponto. Claro que as pernocas devem estar hidratadas e bem depiladas, só pra constar.
  • Ao pensar em braços brinque com os inúmeros comprimentos de mangas que existem por ai, sempre lembrando que eles interferem diretamente na barriguinha ou mesmo no busto, sendo que cada caso é um caso. Punhos diferenciados em mangas na altura dos cotovelos tendem a ser super eficientes… assim como mangas mais curtinhas que deixam livre todo o braço, decorado por uma pulseira interessante ou por um anel que carrega muita personalidade.
  • Um colo aberto e a mostra é super sensual, principalmente quando as clavículas saltam e encantam pelo estranho mas forte poder de sedução. Algumas vezes uma correntinha delicada ou mesmo um detalhe diferenciado na costura do decote pode fazer com que o efeito dobre.
E o melhor de tudo é que nessa onda de sensualidade, feminilidade e elegância ganhamos, ainda, a grande vantagem de ficar parecendo magrinha já que ao deixar a mostra um ponto fino e delicado do corpo é criada aquela sensação visual de que todo o resto da silhueta segue a mesma linha de proporção… e viva a ilusão de ótica que nos proporciona essa mágica envolvente de manipular formas e volumes sem plásticas ou ginástica – lembrando que milagres já são outra história.

Momentos de Transformação

Um novo emprego mudou muito a vida Andy…
Mas os resultados não foram bons por completo.

Passamos por momentos de transformação em nossas vidas, nos quais sentimos a necessidade de mudar alguma coisa ao nosso redor. São separações, trocas de emprego, términos de namoro, brigas com amigas, aquisição de imóvel, um novo carro… acontecimentos que sinalizam, de maneira material ou não, que as coisas não estão mais como antes. Nessa hora logo surge aquela vontade de passar isso tudo para o visual, já que ele representa de forma mais que profunda toda realidade.


Tudo é muito poético… a questão da mudança, da transformação, do desprendimento, mas alterações drásticas podem gerar resultados não lá muito agradáveis. Coloque na sua mente que é preciso pensar e analisar a real necessidade desse novo look, de uma possível nova tatuagem, reformulação da decoração da casa ou mesmo uma viagem cujo o investimento será boa parte ou mesmo toda sua poupança. Pra que e porque buscamos essas mudanças?! Para sair da rotina?! Para se sentir melhor?! Ou, seria por vontade de fugir da dolorosa realidade?!

Porque algumas mudanças que acontecem são ótimas e empolgantes, dando aquele gás maravilhoso pra vida… só que outras doem até e ao invés de tentar cobrir a dor se faz igualmente interessante tentar aprender com tudo o que está acontecendo, num processo de auto-conhecimento.

Então é o seguinte. Acho que é bem válido pensar duas vezes antes de mudar muito de repente algo de sua vida… porque quando a transformação se prende a corte de cabelo, tudo bem…. mas a situação pode acabar piorando se a atitude impensada tiver o poder de impactar muito profundamente sua vida.

Questão de Quantidade

Um dia disse aqui que devemos pensar também no nosso guarda-roupa de fim de semana e dias de descanso, tentando fugir das roupas de trabalho nos momentos de lazer. Por ai já se cria, naturalmente, a concepção de dois guarda-roupas separados na vida – sendo que um atende ao trabalho e outro aos dias de diversão. Bom, a história não é tão cruel assim.

O que se deve ter em mente é que devemos pensar em proporções, numa forma simples e prática de suprir todas as necessidades, de segunda à segunda, sem que nada (ou quase nada) falte ou sobre.

Pense: o que você mais faz na sua vida?! Entre trabalho, festas, exercícios físicos, cuidados com a casa e momentos de abstração total… o que mais ocupa seu tempo?! Crie essa lista mental ou mesmo coloque as informações no papel para visualizar como você divide seu tempo e, por consequência, as roupas que usa. Do que você mais precisa?! Veja que a questão é toda muito pessoal e vai depender mesmo apenas da sua rotina.

A partir disso dê uma olhada ou pensada nas roupas que você possui e veja se as quantidades estão pertinentes a sua realidade. Você nunca vai a academia, mas possui inúmeros conjuntos de ginástica?! Bom, há algo errado. Você trabalha seis dias por semana, mas possui muito mais roupas de festa do que de aquelas usadas na sua profissão?! Uhm, vejamos… também há algo errado.

As vezes criamos ou alimentamos aquela ideia de que é preciso ter muito daquilo que gostamos, deixando de lado o que não nos deixa tão empolgados… então acumulamos um enorme volume de ‘peças fantasia’ que alimentam a sensação de uma vida muito diferente da realidade. O clássico guarda-roupa fantasma, que dá vida a ilusão. Mas… não seria mais prático abraçar e se divertir com a realidade?! Uhm! Você não curte seu trabalho e se arrasta todos os dias até o escritório, por mera obrigação; vestir-se como uma retirante ameniza sua dor?! Claro que não. Experimente alimentar bem seu guarda-roupa profissional e ganhe pelo menos mais pontos na auto-estima. E veja pelo lado bom… você já sai do trabalho super pronta para um happy-hour. Outro exemplo… Você passa o dia cuidando das crianças, naquela correria que mistura vida de motorista à baba e educadora; pra que se vestir de forma largada?! Coloque algo confortável e prático e veja os olhinhos de seu marido e filhos saltarem de orgulho – sem contar que vestir bem chega a ser uma questão de amor próprio.

Olha, ainda preciso dizer que vestir bem não está ligado a quantidade e nem luxo. Um conjunto de plush pode ser lindo, se estiver de acordo com a situação; da mesma forma um vestido maravilhoso pode ficar ridículo se usado no momento errado. Entendem onde eu quero chegar?! Ligar proporções à realidade apenas serve para amenizar chateações do dia-a-dia, enfeitando sua rotina com coisas bonitas que alegram a vida. Abra seu guarda-roupa, abra a mente, e veja se tudo está compatível a sua realidade… a partir disso será mais fácil suprir suas necessidades.