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Acertando no Casaco

Comprar o casaco perfeito pode parecer tarefa simples quando o orçamento está cooperando, no entanto tal escolha não depende apenas de grife, do desconto ou do seu design para se acertar. Caimento e adequação às suas formas são fatores essenciais para a escolha – fatores os quais são geralmente esquecidos ou deixados de lado.

Não há como negar que a aquisição de um casaco, seja ele blazer, japona, capa, perfecto ou trench-coat, é muito mais complicada do que a compra de um vestido ou uma calça porque o volume de detalhes a se analisar é um tanto quanto maior e mais complicado. O lado bom?! Existem algumas adaptações ou consertos que facilitam muito o resultado final.

Observe quatro detalhes: comprimento, caimento, corte e textura. No primeiro caso o comprimento deve ser aquele que mais favorece sua silhueta ou mesmo aquele que seja mais condizente com o estilo da peça – podendo ir desde os mais curtos aos mais longos, tendo em mente que o comprimento padrão é aquele que termina logo no começo da linha dos quadris. Já o caimento vai bem da qualidade da peça, estando atado à questão da costura e do material – sem deixar de lado a mão de obra que deve ser qualificada. O corte é outro fator muito importante, estando ligado à tendências e também a gosto pessoal; mas vale lembrar que uma peça acinturada sempre valoriza mais a silhueta feminina, de forma a deixá-la mais voluptuosa. Quanto a textura atente-se ao tecido que compõem a peça, podendo ser desde um casaco mais levinho e fininho à um bem grosso – sendo que no primeiro caso ele não agrega peso visual e no segundo o resultado é contrário.

E entre essas características, detalhes, quais são plausíveis de adaptações?! É possível encurtar a manga, o comprimento do casaco, ajustar um pouquinho lateralmente ou mesmo acinturar bem discretamente. Mas há de se lembrar, sempre, que não se transforma uma peça 44 numa 40 e que existem certos pontos que complicam muito possíveis alterações – entre elas, a existência de forro, de muitos detalhes ou mesmo costureiras despreparadas.

No mais, como saber se o casaco realmente vestiu bem?! A costura da cava deve estar localizada logo na linha dos ombros, nem muito em cima e nem muito em baixo; com os braços flexionados as mangas, quando longas, devem terminar no ossinho do pulso; para conferência de tamanho feche o casaco/paletó e levante os braços, sendo que tal movimento deve acontecer sem dificuldade; botões, zíperes ou fechos quaisquer devem fechar, mesmo que você não vá usá-lo fechado.

Observe se a peça realmente lhe veste bem e veja o custo/benefício, levando em consideração a matéria-prima. Tecidos muito sintéticos tendem a valer menos que os naturais, que vestem melhor e pinicam menos; peças com muitos botões, recortes ou detalhes são naturalmente mais caras, mas nem por isso mais proveitosas; os clássicos são atemporais e merecem umalto investimento, assim como um perfeito corte/caimento. Seguindo certas orientações ainda é possível se dar bem nas liquidações de inverno onde as peças mais caras passam a ter preços relativamente aceitáveis, mas não compre só por comprar uma peça super pesada que vai ficar encalhada em seu guarda-roupa – lhe garantindo boas doses de arrependimento.

Gostaria de agradecer a leitora, querida, que me deu sugestão de post. E aproveito para lembrar que continuarei respondendo todas as dúvidas aqui pelo Conversinha ou por emai
l. Aguardem que é sempre um prazer!

Vestida pra Churras!

Somos convidadas para churrascos com enorme frequência, afinal é uma festa simples de se fazer e ótima para se curtir. Comemorações, celebrações, aniversários, além de outros mil simples motivos para reunir amigos/conhecidos; repleto de comes e bebes gostosos, ao som daquilo que mais movimenta o pessoal, os churras são difíceis de se evitar. Mesmo sendo comum este tipo de acontecimento as dúvidas quanto ao que vestir aparecem e para tal se faz possível, previsível, pensar em certas saídas práticas e fáceis de looks bacanas, pertinentes e ainda assim confortáveis – ideais para churrascos em fazendas, ao redor da piscina, em prédios/condomínios ou seja lá onde for.

Tenha em mente conforto para não passar raiva o tempo todo. Churrascos geralmente acontecem durante o dia, com o solão batendo no rosto ou mesmo esquentando o ambiente; evitar combinações complicadas, produzidas demais, é um ótimo começo para se sentir bem enquanto conversa/bebe/dança e socializa. Maquiagem exagerada, penteados, bolsas gigantes se transformam em dores de cabeça ao passar do tempo… o clima é sempre bem tranquilo, amigável, e é preciso deixar mãos livres para conversas/comilanças sem ter que ficar carregando aquela bolsa gigante.

Formas exageradamente ajustadas ou mesmo decotes muito fartos são complicados; o mesmo há de se dizer de transparências e saltos fininhos… por mais que possam ser a sua cara essa peças/características podem acabar por desencadear numa leitura rasa de seu visual, sabe?! Ninguém quer ser mal interpretado.

O jeans e a sarja entram como texturas perfeitas, seja em shorts, calças ou bermudas. Combinar blusinhas leves ou batinhas é a resposta mais óbvia e nem por isso sem graça; com complementos levinhos, soltinhos, o clima despojado cresce. Se o tempo esfria, fica fácil trabalhar com jaquetas jeans, se a outra peça não for jeans, ou mesmo cardigans levinhos para dar uma aquecida em vestidos de alças delicadas ou mesmo os mais longuinhos. Não dá para esquecer essa peça complementar, de frio, porque quando o sol some as temperaturas tendem a baixar muito… ainda mais se o churras for num local aberto.

Lenços, colares, acessórios de cabelo e sapatinhos baixo dão o tom de sua personalidade – sendo um bom local para se imprimir muito do seu estilo; se você faz mais o tipo marcante dá para trabalhar com óculos de sol (super importantes) ou mesmo sandálias de salto plataforma.

Para quem organiza a festa a roupa deve ser ainda mais prática já que correria é inevitável. De lá pra cá, fazendo a social, não sobra tempo para reclamar sobre dores nas pernas ou desconforto. Quanto a atitude, geral, muito cuidado com as bebidinhas que possuem seu efeito potencializado no calor; comer demais não é feio, contando que isso seja feito de forma discreta (?). Para tal vale fazer um lanche antes de sair de casa, mesmo sabendo que será servido almoço ou algo do tipo.

Bom, é isso. Simples assim, não?!

A La Bridget Jones

Quem nunca teve um dia assim, meio Bridget Jones?! Figura clássica da filmografia de mulherzinha ela diverte demais nossos momentos de tédio com sua mania de complicar o que poderia ser simples. Gente como a gente, possui seus dilemas pessoais e profissionais – passando longe da perfeição de outras personagens inesquecíveis que adoramos cultuar. Bridget não é it girl, não é ícone fashion, não é nenhuma super referência em sua profissão e, pra ser sincera, não é nada assim que eu queria ser. Mas, há como não ama-lá?!


Pois então, ela está de volta…. ou melhor, logo estará na continuação, provavelmente final, do longa que leva seu nome. Na história os detalhes de uma mulher que aos 40 anos que quer engravidar… e todas dificuldades e peripécias inclusas nesse processo.

Dizem por ai que Renée Zellweger já está tratando de ganhar uns quilinhos, mesmo com medo de que isso afete sua saúde; as filmagens começarão, pravavelmente, no final do ano. Uhu!

Words can't bring us down…

Certas músicas se transformam em hinos, por sua delicadeza, força ou poder de motivar multidões. Christina Aguilera possui voz e talento, mas muito mais do que isso ela acertou demais ao gravar a canção Beautiful num momento de sua carreira onde ela mesma passava por fortes transformações – de menina danada à mulher independente e livre. Beautiful foi um dos pontos mais altos do álbum Stripped, 2002; escrita por Linda Perry (que compos, pra Aguilera, outros sucessos… tipo Keeps Gettin’ Better, Hurt e Candyman) a história da música é interessante, mas não importa muito aqui… o que vale é o significado da letra e a mensagem que ela passa.

Vivemos numa sociedade cheia de preconceitos e opiniões, onde todo mundo pensa que pode se meter na sua vida e já ir palpitando isso ou aquilo. Entre os conselhos mais educados e singelos aparecem alguns brutos e chatos, em palavras que acabam por magoar – mesmo que intimamente. Não contamos pra ninguém, mas nós nos preocupamos muito com a opinião externa e muitas vezes levamos em consideração mais o que os outros acham do que realmente sentimos. Um exemplo?! Colocamos uma roupa, nos arrumamos e estamos todas belas… basta um elogio qualquer para nossa auto-estima subir um pouquinho, mas basta também uma crítica para qualquer sinal de alegria ir por água abaixo. Ok, posso estar generalizando… mas é fato que isso já aconteceu com todo mundo, nem que seja uma vez ou outra.

Acho que precisamos trabalhar mais, dia após dia, o amor próprio e a paixão pelo que somos – contando que estejamos feliz com essa realidade. Se acomodar é algo fácil e quase que preguiçoso… por isso o bom é ir em busca de melhorias, sempre com os pés no chão, dentro das possibilidades. Digo isso porque não dá pra sonhar com coisas difíceis demais de alcançar ou manter esperanças de alcançar o inatingível – sem querer ser pessimista.

Se você está acima do peso, mas se sente bem assim, tudo bem; se você gosta de certo estilo que não está na moda, tudo bem também; se você não quer cabelo liso, e ama seus cachos, mantenha-se assim; se você torce contra as preferências da maioria, e quer isso pra você, não há nada de errado nisso. O importante, o espírito da coisa, é se fazer feliz.

Nos Limites do Atrevimento

Quando alguém começa a me encarar numa loja, vou estudando as possibilidades. Na lista gigante, podem haver as seguintes variações: eu estudei com a pessoa, já fiz algum tipo de aula com esse alguém, conheço algum conhecido, é leitor do Conversinha, é conhecido de algum cliente, já assistiu alguma palestra ou workshop que ministrei, frequenta a mesma igreja que eu, gostou da minha cara, odiou minha roupa, está afim de mim. Quando essa pessoa começa a dedilhar cada linha de minha conversa com minhas amigas eu passo a ter a certeza de que essa pessoa é: sem educação, esqueceu seus limites, se excede e é curiosa.

Com isso, conselho de amiga. Por mais que a curiosidade seja latente e que a vontadezinha de ficar sabendo da vida alheia brote nos mais puros corações precisamos controlar nossos impulsos e se manter dentro dos nossos limites. Porque não há roupa bonita, carão maquiado, bolsa chique e cartão platinado que perdoem certos atrevimentos. Pra ser chique é preciso ser elegante; elegância carece de educação; uma pessoa educada jamais é inconveniente.

Nossos pets são curiosos, mas não são inconvenientes… néam?!