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Temporada de Liquidações

Quem está atento já percebeu. Está oficialmente aberta a temporada de liquidações. Quer fazer boas compras?! Levar pra casa aquelas peças que você amou, mas que considerou caras demais?! Corra às lojas porque os descontos suaves são os melhores para fazer realizar maravilhosas aquisições que serão usadas e aproveitadas ainda no auge desse inverno. Quer andar na moda, sem ter que pagar caro?! Vá correndo atrás dos 40%, 50% off que possibilitam ótimos negócios – enquanto os descontos mais drásticos, de 70% (por exemplo) acabam como acúmulos de peças consideradas ‘fumo’ e/ou modelos com grade de numeração extremamente furada. 


O recado foi dado. Basta ir ao shopping mais próximo para tirar máximo proveito dessa maravilhosa época do ano. Porque pra vestir bem não é preciso gastar muito… o que vale é saber quando, onde e como comprar. 

Michael Jackson

A primeira coluna do Persona Moda, pro Opperaa, que escrevi logo no início do ano passado foi sobre Michael Jackson. Na minha cabeça não havia como imaginar outra figura grandiosa na história da música e do mundo pop que pudesse ser tão significativa, tão marcante e tão confusa ao mesmo tempo. Entender o astro não é algo simples, tanto que até hoje me pego pensando em tudo que perdi sobre a história desse ídolo enquanto eu ainda era muito nova, muito criança… e a cada nova pesquisa, a cada novo olhar, uma descoberta que ora me espanta, ora cativa. Impossível não ficar vidrada nos seus passos ágeis e certeiros; improvável deixar de balançar o esqueleto apenas por um estante ao escutar algum de seus grandes sucessos. Não há como não querer prestar uma mera homenagem a MJ que mesmo entre tantas loucuras cativou tal imensa multidão.


Michael Jackson
(publicado para a coluna Persona Moda, em 11.03.08, no Opperaa)


Um mito se fez através da união de música, dança e moda. Ousado.

Amado e odiado; copiado e imitado até a exaustão. Nas transformações explicitas na face, um reflexo das mudanças impostas pelos cânones da beleza. Do penteado afro, ao liso, seus cabelos apontam um desejo de ser quem não se é – o peso de ser Michael Jackson refletido na pele.

Colorido por cores fortes e contrastantes, sua personalidade sempre abraçou o teatral. Com seu chapéu, levemente jogado sobre o rosto, Michael alimentava e fortalecia o mistério através de seu olhar profundo. Quem dançaria de terno?! Michael Jackson.

As roupas sempre foram aliadas, testemunhas da força e poder deste simbolo.

Sua vida exótica se complementava por um visual nada convencional. Impossível imaginar um reles mortal passeando pelas ruas com seus sapatos de plataforma e bico fino combinados a sua inconfundível luvinha branca.

O astro de Billie Jean, sempre elegante e sofisticado, fez misturas perigosas ao trabalhar com acessórios militares e texturas quase sadomasoquistas como couro e vinil; no break foi alem dos sons e se transformou num modo de vestir e adornar. Grande ícone.

Sua individualidade, expressada através de tramas e texturas, já chamava atenção desde os tempos do Jackson Five. Uma imagem caracterizada pela hoje cobiçada moda de vanguarda, repleta de figurinos que parecem não saber onde começam e onde terminam os palcos. Seus figurinos se entrelaçaram a sua vida e o homem Michal Jackson parece não mais existir.

Uma estrela que nunca se entregou as tendências e armadilhas da moda. Ao contrário, ele as criou. Sua sofisticação emergia em visuais teatrais e dramáticos expostos nos palcos. Até mesmo nos seus momentos mais
controversos, Michael prendia a atenção dos fashionistas que aguardavam ansiosos qual visual apresentaria em encontros com a corte onde ele era julgado, não só por seus atos, mas por ser quem sempre foi.

Michael Jackson, cada vez mais inacessível, promete ainda este ano recriar sua imagem e já apresenta um visual elegantemente clássico e ousado, como sempre. Resta aguardar de qual forma seu retorno afetará as vertentes da moda que parecem, cada vez mais, respirar e absorver todas as transformações oriundas das mais diversas formas de arte.

Marie Antoinette adora Nude!

Quer aprender a combinar nudes e tons pastel?! Veja tal cartela de cores aplicada na prática no filme Marie Antoinette, da Sofia Coppola. Todo mundo já assistiu, claro, mas vale a pena assistir de novo apenas pra roubar inspirações pro verão que chega em breve. Logo, logo post mais explicadinho sobre tons de pele e tudo mais.

Porque ser só It não basta…

Super It Girl a Maria Antonieta. Alguém duvida?!


Vivemos o tempo do ‘it’. It girls, it bags, it blogs… são referências adoradas por muitos que encontram nessas pessoas, lugares ou coisas um interesse comum dentro de determinado grupo. No entanto, entrar na dança de querer ser (ou ter) esse adjetivo no seu universo requer cuidado para que a jogada não dê errado.

Não basta ter itens ou roupas consideradas itens de desejo – é preciso incorporar o estilo, e atitude, para conquistar o respeito e a admiração desejada… aquela digna de uma it girl, por exemplo. Uma Chanel 2.55 pode sim fazer vista, mas você vai passar despercebida se sua confiança e elegância não caminharem junto com o poder da bolsa. Dentro do seu estilo, dentro das suas vontades e dos seus gostos, se faz necessário crescer de forma despojada… vide Vic Ceridono, do Dia de Beauté. Por que ela é considerada uma it girl?! Porque nela não existem rastros de ‘nojentice’… ela solta uma imagem real e possível (nada de artificial) e uma confiança natural, tanto na forma de falar quanto na forma de agir. Combina com ela.

Não queira ser uma cópia de it girl. O que faz de alguém um símbolo ou ícone é a capacidade de moldar sua imagem dentro das suas vontades. Cópias, até mesmo as bem feitas, são meras reproduções que acabam como toscas e nada bem estruturadas. Caso aconteça de você se transformar numa it girl será porque você, dentro do seu jeito, atraiu muitos olhares e passou a servir de inspiração para as pessoas que admiram um conjunto (imagem/atitude/profissão) como o seu.

Não se sinta obrigada a ser uma ir girl. O mundo é feito de pessoas diferentes, cada uma com suas qualidades. Nem todo mundo precisa ser it, ou ser nerd, ou rica, ou ‘chefe’ para encontrar seu lugar ao sol. Tudo bem em ser você, numa versão feliz daquilo que você quer ser… seguindo suas ambições. Não se trata de aceitação mas sim de auto-conhecimento onde você descobre que, talvez, a sua felicidade está em se sentir bem com sua imagem e com sua personalidade sem se preocupar em estampar um falso rótulo em busca de sucesso, fama, coisas do tipo. Novamente, tudo de bom (ou ruim) que vêm é consequência.

Ser só it simplesmente não basta. É preciso ser alguém que pelo que faz ou como faz é admirado. Nisso você não necessariamente será uma it girl, cheia de it coisas… talvez você seja a figura da mulher moderna que alia trabalho à família, ou talvez seja a mulher independente que se vira sozinha com todos os problemas que aparecem pela frente. Existem inúmeras personas que nem sempre são it, mas são reconhecidas, respeitadas, admiradas (ou não) por serem quem querem ser. São médicas, donas de casa, engenheiras, professoras… ah, já deu pra entender né.

Enfim. O que eu quero dizer é que ser só it, não basta. Até mesmo porque quem se transformou em it conseguiu isso provavelmente sem grande planejamento, focando no trabalho ou mesmo em outras coisas que auxiliaram na “conquista” desse título. Faça suas coisas bem feitas, com carinho e boa vontade que a recompensa um dia aparece.

Quando a interferência vai além da roupa…

Muitas vezes, mais comum do que se imagina, opta-se por interferências drásticas no corpo em busca de um visual mais adequado a determinadas ambições e desejos pessoais. Nas cirurgias plásticas mulheres investem toda a sua expectativa de ter um corpo perfeito, acreditando que caimento perfeito ou horas na academia não são suficientes para adaptar o corpo aos padrões. Talvez seja verdade. No entanto o que mais se sabe por ai é que se jogar na mesa de cirurgia não é algo assim tão simples, sendo preciso grande análise e muita paciência antes de escolher por uma lipoaspiração, um implante de silicone ou um lifting facial. Além de saber se você quer mesmo aquilo é necessário pesquisar desde profissionais mais adequados à detalhes sobre a recuperação que vai muito além do pós-operatório.

Antes de tudo, se pergunte: eu quero mesmo passar por esse processo?! Porque muitas vezes somos levados pelo discurso dos próximos ou da sociedade que incute em nossas cabeças que, por exemplo, peito pequeno é feio. Olha, tudo é muito relativo. Não faça nunca uma plástica por pressão de namorado/marido ou por comentários de amigas/familiares. Se for o que você quer, o que você precisa, tudo bem. Vá para a segunda fase.

Pesquise a exaustão o currículo do médico que for lhe operar, e antes mesmo de tomar qualquer decisão observe as possibilidades… os profissionais disponíveis. Procure pacientes, converse com outros médicos de outras áreas e veja sempre se tudo está certinho quanto a formação e participação no conselho dos médicos. Preocupe-se com o pré-operatório e faça todos os exames solicitados… caso o médico não peça nenhuma exame, desconfie e muito! Que tipo de profissional é esse?! Inclua ai uma visita ao anestesista e um questionário detalhado sobre seu estilo de vida. Acredite em mim: um bom médico se preocupa com sua saúde e não vai lhe operar caso você apresente algum risco de complicações… tudo o que ele quer são bons resultados – estéticos e tudo mais.

Outra dica, um tanto quanto relativa: não agrade logo de cara de médicos de fácil acesso – digo aqueles para os quais é possível marcar consulta/cirurgia para o outro dia. Bons médicos são, geralmente, mais competentes e por tal razão mais requisitados já que carregam no currículo um grande volume de operações. Além disso, bons médicos não empurram plástica em ninguém. Se você for em busca de uma rinoplastia e o doutor lhe oferecer várias outras coisas não aceite apenas porque ele quer lhe vender um suposto ‘pacote completo’. Quanto maior o número de procedimentos mais difícil a recuperação e mais pesada a invasão no seu corpo.

Agora, uma opinião pessoal. Não opere fora de hospitais e pense muito no caso das clínicas. Algumas são ótimas, já outras… Cirurgias são interferências super drásticas que abrem as portas para possíveis complicações e infecções. Respeite a recuperação e respeite seu corpo. Muitas vezes marcas e cicatrizes não são culpa do médico…. são culpa do paciente que, ao invés de ficar quietinho tjá vai logo correndo para a academia ou pula massagens e afins. Já vi coisas horríveis por ai. Respeite sua idade e não passe por algo do tipo só para perder 2kg de gordura…. respeite sua vida e não fume ou beba dias antes da plástica… pare de tomar pílula e atente-se para a alimentação. No mais, caso seja algo importante para você, vá com tudo e com todos os cuidados possíveis e impossíveis. A internet está ai repleta de boas orientação… assim como as revistas que estão salpicando o assunto devido ao crescente número de acidentes por conta de médicos criminosos. Verifique se seu médico está na lista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e seja feliz – com a certeza de que tudo conspira a favor de um maravilhoso retorno visual com grande final feliz.