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Interpretando Composições


Compor, combinar, misturar peças parece ser o maior desafio de toda mulher. É mesmo difícil traçar formas pouco óbvias de se misturar roupas de seu guarda-roupa, sem cair no exagero ou sem ficar básica demais. Mas tudo fica mais fácil quando pensamos nas coordenações de forma mais prática e realista. Imagine um jogo – com metas, objetivos e muita diversão como resultado.

Tenha em mente: estrutura da composição, peça chave e ponto focal. Complicou?! Que nada. A estrutura da composição é o número de peças que compõem o look em questão; a peça chave é aquela que reina e atrai todos os olhares; ponto focal é o local de sua silhueta que será evidenciado no resultado final. Simples assim. Mas… não entendeu nada?! Calma lá.

Como já dissemos antes, aqui no Conversinha, todo corpo e toda mulher possui ponto fortes e pontos fracos em sua silhueta. Descobrir quais são se faz primordial para se vestir bem e são esses que devem ser a grande estrela do ponto focal. Para acertar cheio nisso é preciso jogar com roupas ou acessórios que levem toda a atenção para essa região – seja ela colo, braços, pernas, quadril… e não se tratam de regras já que hoje você pode querer valorizar o rosto e amanha os pés! Tudo muda tão rapidamente, não?!
Continuando. Em todo visual sempre vai haver uma peça chave; ela pode ser um vestido, um anel, uma blusa ou o calçado. Não resuma esse atrativo do look a uma roupa já que muitas vezes acessórios atuam como personagens principais de composição! Mas para tal as demais peças precisam dar espaço e deixar aberto esse lugar onde as luzes de foco jogarão olhares – não dá pra desejar que tudo seja super revolucionário numa só combinação. E é fato que geralmente a peça chave será a grande responsável pelo ponto focal da combinação por você estruturada… porque se você coloca uma saia super estampadona você sabe que ela vai chamar muito mais atenção do que a blusinha branca t-shirt que todo mundo têm igual.

Equilíbrio. Se uma pulga atrás da orelha te diz que você exagerou é porque, talvez, algo ali está mesmo fora do lugar… muitas vezes um detalhe mínimo polui o que poderia estar perfeito.

Estruturar uma composição de maneira coerente é algo que depende do seu astral. Uma peça única pode ser mais simples de usar, mas pede por acessórios e complementos adequados para que o visual não toque na simplicidade extrema; misturar duas peças é básico e aprendemos isso de forma quase que automática, só que nem toda peça combina com outra qualquer… muitas vezes combina com a moça da revista, mas não fica bem em gente como a gente; e fazer um mix de três ou mais peças é lindo sim e fica maravilhoso quando funciona… só que não é só jogar e realizar sobreposições loucas… você precisa medir qual o peso visual daquilo ali pra que você não trabalhe com um foco errado que pode deformar sua bela silhueta.

Simplicidade + simplicidade é chique, clean, elegante… mas só fica assim se as peças possuem corte ótimo em tecidos melhores ainda! Sobreposições são bacanas, atuais e despojadas no entanto as cores precisam conversar, assim como texturas e possíveis padronagens. Bom. Todas essas palavras servem para dar duas dicas finais: sempre, sempre, trabalhe com um espelho companheiro e nunca fique presa às soluções mais simples pois nelas podem estar chances gritantes de erro. Será melhor, talvez, se equivocar por ter tentado à ser mais uma no meio da multidão… e se você se produziu toda e não gostou, paciência… acontece. Sinta-se orgulhosa por ter coragem para sair da tediosa zona de conforto. E é como uma escola… erramos, acertamos e aprendemos muito nesse jogo de composições.

Desculpas Mil em Tempos de Liquidação

Tenho que admitir que me divirto até em lojas que estão em liquidação – principalmente naquelas bem movimentadas, onde o estoque é limitado e o desconto é mais camarada. Entre olhares ansiosos, dedos que se estalam, conversinhas baixas e nervos a flor da pele estão mulheres enlouquecidas e ansiosas por boas compras… e igualmente temerosas quanto à possibilidade de perder boas oportunidade. Bate aquele leve desespero.

Nesse tempo todo de personal stylist, e consumidora porque também sou gente já escutei ótimas frases que entraram para minha listista de Desculpas de Liquidação. Mas, não é crime… afinal, quem nunca tentou se enganar?! Quem nunca quis se convencer de que aquela peça valia mesmo o investimento?!
  • Vai servir porque os pés na parte da manha estão mais inchados.
  • Vou emagrecer, eu sei que vou.
  • Vai ser tendência na próxima estação… eu li e a Glorinha falou.
  • Vou levar, pra caso eu ganhe algum peso.
  • Não é pra mim, é pra minha mãe.
  • O preço está tão bom que não posso perder essa oportunidade.
  • Mas é a cor do verão! Verde limão some combinado à preto.
  • Esse estragadinho em arrumo em casa, com dois pontinhos.
  • Mas é muito barato! Quase de graça! Posso parcelar em 5x?
  • Se você usar a roupa por um dia inteiro, ela alarga.
Alguém ai já escutou algo do tipo?! Ou quer compartilhar uma desculpa pessoal?! Aha! Eu esqueci algumas do top 10! Aliás, uma das melhores é/era minha, mas não vou contar qual!

Comprando Roupas em Lojas Virtuais

Acertar modelo e tamanho na hora de comprar em lojas virtuais pode ser um grande desafio. Muitas vezes as próprias páginas de e-commerce falham pela rasa explicação sobre o produto, o que acaba desencadeando no erro. No entanto, alguns simples cuidados podem facilitar muito a vida de quem quer aproveitar o conforto do lar para realizar boas aquisições – basta ficar atento às tabelas de medidas e às várias visualizações que os bons, e confiáveis, sites oferecem.

É preciso interpretar as informações oferecidas pelo site e passá-las à sua silhueta – mesmo que de forma virtual. Pegue as medidas da peça e compare às medidas de seu corpo; por isso se faz necessário ter sempre uma fita métrica por perto, porque por mais que ela possa não ser a salvação da pátria ela ajuda muito nas conferências finais. Além disso dê preferência aos sites que disponibilizam várias visões da peça (frontal, lateral, traseira, diagonal) – para que você possa conferir cada mínimo detalhe da roupa. Porque muitas vezes existem laços, aplicações, estampas localizadas ou mesmo recortes que alteram totalmente o resultado do produto. Com isso, acho que é mais sensato nunca comprar uma roupa levando em consideração apenas uma visão limitada da peça… Mas geralmente as boas lojas virtuais disponibilizam uma enorme gama de informações sobre cada produto, caminhando entre descrições, imagens que giram, orientações e tudo mais.

Um bom exemplo a ser observado é o do Coquelux, que disponibiliza além de vários ângulos da peça uma grade de numeração, muito útil para o caso de roupas gringas; há, também, uma completa descrição da peça – incluindo composição, dicas de lavagem e detalhamento sobre comprimento ou largura relativa a cada número em questão. Vale lembrar que essa descrição varia de peça pra peça sendo que no caso de camiseta ela funciona de um jeito… e no caso de calça, vestido ou jaqueta ela é aplicada de outro.


Já no OqVestir, o sistema é bem parecido. Descrição, modelagem, numeração (com informações sobre o comprimento da peça) e visão super ampla do item colocado em manequim. É difícil dizer o que é melhor… peça em manequim ou em modelo vivo, mas acho que no manequim a coisa fica mais neutra já que num corpo de verdade a roupa tende a melhorar ou piorar dependendo da silhueta de quem a veste… e geralmente essas modelos de site são ‘gente como a gente’. Ali pelo manequim é possível visualizar volumes, onde ficam os detalhes, como são feitas possíveis amarrações… de forma quase nada influenciável. Olha que arraso!

E por fim a Richards, que algumas vezes peca pelas poucas opções de visualização, mas é ótima nas descrições. Outro ponto fraco da loja é que geralmente a roupa selecionada aparece dentro de um look, no qual as vezes fica impossível decifrar o que pertence a o que. Mas, no caso de qualquer dúvida, é só escrever para o sac de lá que o pessoal é super simpático na hora de explicar as coisas. De toda forma isso é algo que pede por cuidados – no caso de roupas combinadas se faz necessário prestar dupla atenção às explicações pois muitas vezes uma sobreposição ou mesmo uma peça transparente pode causar uma enorme confusão.

Então fica a dica. Para comprar virtualmente, roupa, dê total e plena preferência aos sites que disponibilizam: fotos em várias visões/ângulos, descrição do produto, tabela de medida dos comprimentos, composição do tecido e orientações sobre os cuidados com a peça – porque as vezes você não quer um vestido que só pode lavar à seco ou então é alérgica a certos tipos de tramas ou afins…. vá saber, né?! E, como sempre, boas compras!

Pra ver a imagem grandinha, e entender do que estou falando, é só clicar que ela amplia.

Pra Usar o Boyfriend Jeans

Antes tarde do que nunca, o boyfriend jeans anda aparecendo por ai. Depois de virar febre entre as celebridades gringas isso à duas décadas atrás ele começa a aparecer, mesmo que de forma tímida, nos shoppings, cinemas, faculdades e lugares onde existem mulheres joviais e com pegada fashionista – daqui a pouco dominam as ruas. É o tempo da moda. Parece que algumas vezes as tendências demoram um pouquinho mais do que o normal para pegar, ainda mais quando a peça, de certa forma, esconde a sensualidade feminina e joga com as proporções que já foram cristalizadas por ai (leia-se quadril e busto sempre em voga).

Nós nos acostumamos a valorizar de todo jeito as curvas do corpo, esquecendo que as vezes acontece de uma roupa larguinha ou soltinha ser muito mais interessante aos olhos masculinos. Mas em alguns casos brincar com volumes pode ser muito interessante! E diferenciado.

Antes de tudo, não confunda jeans boyfriend com jeans largo e velho. Calma lá. O modelo é caracterizado por gancho rebaixado (tipo um saruel contido) barras dobradas, lavagens, puídos (ocasionalmente) e bolsos grandes. Mas a peça não é gigante e nem é larga na cintura, por exemplo; o jeans deve ter cós marcado para que o gavião baixo não vire roupa tipicamente de homem. As pernas não precisam e nem devem ser super largas… da mesma forma que a barra não é pra ser usada, necessariamente, dobrada. O jeans boyfriend permite variações.

Se você gosta da ideia do tal jeans boyfriend, mas sente que a peça irá achatar a sua silhueta, vale investir no visual monocromático, ou pelo menos de tons próximos. Se você sente que a calça é masculinizada demais, a dica é combinar com outras peças super femininas que podem ser saltos, tops com detalhes de fita/renda/bordado ou mesmo cores mais comuns no guarda-roupa das mulheres – como é o caso do rosa, roxo ou tons pastel. Se você acha moderninho demais misture a peça com itens mais clássicos, como é o caso do blazer, cardigan ou mesmo camisetas basiquinhas pra dar um toque mais dia-a-dia ao visual. Agora se você sente que é a sua chance de brincar com o masculino x feminino vale jogar com transparências, decote ou pele de fora na porção superior do corpo – mas cuidado para não perder a mão nessa brincadeira de sensualidade.

As mulheres magrinhas e altas podem pirar com a calça boyfriend, reforçando as curvas da silhueta com linhas verticais na porção superior ou mesmo com sobreposições que criam a ilusão de uma silhueta mais cheinha – porque existem mulheres que se sentem magras demais, e dariam tudo para ganhar uns quilinhos. Já as que sofrem com culote ou coxas grossas (oi?!) podem disfarçar o efeito com um jeans em tom escuro, mais larguinho, e blusa mais justinha – provando que de gorda você não tem nada (adoro!).

E, por fim, não acredito que seja uma peça que super vale um investimento gigante. Comprar um jeans boyfriend super grifado e de preço alto pode ser algo complicado… as vezes é melhor apostar num mais baratinho e, caso você ame, garimpar um baphonico mais tarde. Mas é questão de gosto. Só é bom tomar cuidado com essas peças de modinha… que daqui pouco tempo já ficam ultrapassadas. Há de se pensar, sem medo de usar.

Evitando o Erro nas Compras Virtuais

Uma dos motivos mais fortes do meu amor às lojas virtuais é a possibilidade de pensar e refletir à exaustão antes da compra, evitando decisões precipitadas ou realizadas no impulso. Gastar por aflição ou carência é sim possível no mundo virtual, mas aquele tempo que você gasta indo buscar o cartão de crédito ou pensando no pagamento do boleto já é mais do que suficiente para que ocorram mudanças de opinião. Porque com um mundo de lojas virtuais à nossa disposição, já que elas estão aumentando muito aqui em terras brasileiras, parece que você se sente seguro por na hora que quiser, no dia que for melhor, fazer suas compras sem ter que dar satisfação a ninguém. Além de todas as vantagens que já citei aqui em outros posts (de comodidade à inexistência de vendedores chatos) existem aquelas outras que todo mundo pensa, mas ninguém fala a respeito. Quais?! A chance de parcelar em mil vezes sem ter que ficar envergonhada, a possibilidade de comprar as coisas mais bizarras sem ficar sem graça, a alegria de receber encomendas pelo correio, a chance de exagerar nas compras sem parecer uma louca consumista aos olhos dos outros clientes das lojas ou mesmo a sensação de que você pode fazer o que quer na hora que quer. E não falto só sobre roupas… pense em livros, vinhos, coisas de farmácia ou mesmo chocolates… vergonha zero, mas possível arrependimento depois – pelos gastos ou mesmo pela inutilidade/exagero das compras.


Então a dica é. Antes de fechar a compra, pense duas vezes. Dê uma voltinha pela casa, assista tv, jogue uma paciência ou tome um banho. Esses 10, 15 minutos podem lhe poupar um gasto inconsciente. Ligue para uma amiga, converse com sua mãe… vá a padaria ou faça qualquer coisa que lhe afaste daquela empolgação louca que te leva ao erro. Se seu desejo de compra continuar latente após esse momentos de abstração, vá frente e aguarde com calma a visita do carteiro.