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Sobre aquela sensação estranha de errar no look e querer desaparecer

Não vou negar. É raro eu errar no look. Digo isso pensando no hoje. E não na adolescente insegura que fui. Praticamente 95% dos dias, ou das vezes que me visto, me sinto bem. Me sinto confiante, tranquila e adequada. Por isso, quando estou com uma roupa que não funciona, que cai mal, a vontade é de desaparecer!

Sempre que isso acontece, lembro de tantas outras pessoas que carregam essa sensação. Mas penso, principalmente, nas minhas clientes. Que relatam esse incômodo tão chato e sufocante.

Como é errar no look?

Antes de tudo, uma explicação: errar no look não deve ser uma questão relacionada ao olhar externo. Para mim é uma observação íntima. Acima de tudo, uma opinião pessoal. E não um julgamento externo.

Como eu sempre digo, há quem goste do seu visual, e sempre há quem odeie. Tudo bem.

Errar no look é aquilo que acontece quando você: monta um visual que não funciona, ou não valoriza sua silhueta.

Errar no look é quando você faz uma escolha que até ficou legal. Mas que não é adequada para o momento ou compromisso em questão.

E não importa a razão pela qual isso acontece. É chato! Muito chato!

O que aconteceu?

Comigo, hoje, foi assim. Errei no look.

O que era para ser uma visita agradável ao shopping foi um momento sufocante! Eu queria desaparecer. A cada vez que me via no reflexo do espelho, sentia uma vontade gigante de voltar correndo para o carro. Ou de comprar algo novo, em qualquer loja, só para melhorar o que estava ruim.

Não foi o que fiz.

Segui minha programação. Mas, com a cabeça baixa. E o alívio foi tremendo quando, finalmente, voltei para casa. E troquei de roupa.

Só que durante todo esse tempo, me fiz uma pergunta constante: o que aconteceu?

A resposta, para mim, foi clara. Eu mexi no look que havia planejado mentalmente, inicialmente. Escolhi outra peça, rapidamente. Mas, não me dei ao trabalho de avaliar o visual no espelho.

Erro de iniciante.

Porque é no espelho que a gente dá, digamos, aquela conferida. Que permite que a gente decida se ficou ótimo, bom, suficiente, ou péssimo (o que é razão para escolher outra peça).

Todo dia é um dia bom?

Hoje não era um dia, digamos, inspirado para mim. Mas, eu deveria ter realizado escolhas seguras. Quando disso isso, falo por apostar nas peças que já sei que sempre funcionam bem. Não fiz isso. Fui querer ousar, e falhei.

Mas, afinal, o que isso ensina?

Um look errado ensina muito! Te ensina que: é só uma roupa errada, e passa; que o espelho é MUITO importante; e, por fim, que a forma de cobrir a nudez interfere sim e profundamente no nosso humor.

É claro que não é uma regra.

Existem pessoas que não se importam com imagem pessoal. Enquanto outras não tem nem cabeça para se preocupar com isso – existem dramas maiores que guarda-roupa. Mas, se para você é uma questão importante, não deixe de observar o que você veste. O que te deixa feliz e o que te decepciona.

Aquela sensação estranha de querer desaparecer, por causa de um look, não precisa acontecer. É ruim, péssimo, eu sei. Aconteceu comigo. E, eventualmente, vai acontecer.

 

Sobre tudo o que perdi, por não abrir as cortinas

Já é assunto batido a ideia de que vivemos correndo. Estamos sempre com pressa. Desesperados para cumprir prazos. E pra saber de tudo o que acontece de novo. O novo de todo dia. Que quase sempre é o mesmo.

Sofremos com FOMO, ou melhor: fear of missing out. Ou, o medo de ficar por fora. Mas, até mesmo por isso, perdemos muito. Querendo saber de tudo, e ter tudo, perdemos coisas preciosas.

Ou melhor, eu perdi

Era só abrir as cortinas…

Passei alguns anos morando no mesmo apartamento, sem nunca abrir as cortinas do quarto e do escritório. Foram meses e mais meses deixando de lado a melhor vista que eu poderia ter. A vista do jeito que eu gosto. A Serra do Curral, as árvores, os prédios que se misturam com a natureza…. tudo isso sempre esteve ali, pedindo para ser admirado.

Chegava em casa e saía sem nem me preocupar com janelas. Sempre correndo, com pressa. Ocupadíssima, eu dizia. E me orgulhava. E mesmo quando não estava com pressa, estava preza no computador, na tela, na vida online, sabendo de tudo, sem saber de nada.

Mas, os meses que vieram com o nascimento de Francisco me fizeram abrir as cortinas e a janela.

O meu filho me fez olhar pela janela.

Sempre que chorava, meu bebê se acalmava observando os passarinhos, as árvores, o vento, os prédios, o sol…

E hoje, por aqui, o dia só começa com cortinas abertas. E a casa aberta para um novo dia. Para novas chances e oportunidades.

É nas dificuldades que descobrimos novas formas de se encontrar.

Era com o choro do meu bebê que eu tive que olhar menos para a tela do celular e do computador, para encarar o que viesse por aí.

Era só questão de uma nova perspectiva…

Ainda corro. Ainda tenho pouco tempo, para tudo o que quero fazer. Mas, o pouco é suficiente para dar uma pausa e respirar.

Viver é sobre perspectiva.

E olhar para o mundo com generosidade.

O belo está ai, na nossa frente. Não é preciso comprar uma passagem pra longe para entender.

E de nada adianta, aliás, ir pra longe, se não estamos abertos para olhar e ver!

Essa vida online tão boa, tão simples, faz a gente esquecer do quão rico é o mundo. Que bom que somos, vez ou outra, forçados a repensar nossos velhos e tortos hábitos.

Vou, sempre, abrir as cortinas. Olhar. E ver.

Tênis chunky: o que você precisa saber sobre a tendência

O melhor jeito de saber se uma tendência pegou, ou não, é dar uma voltinha no shopping e ver se você encontra, bastante, o item em questão. E o que a gente tem visto MUITO nas lojas são os tênis chunky. 

tendência do tênis chunky

Tênis chunky? O que é isso?

Chunky pode ser traduzido por robusto. Ou seja, são tênis bem pesadões, que também tem sido chamados de “tênis do papai”.

Isso porque o chunky é, bom, grandão – o que contraria, bastante, a ideia de que mulher tem que usar look delicado. Uma bobagem, concordo.

Regrinhas de moda limitantes já não valem mais nada. O que importa é a mistura de estilo com gosto pessoal.

tendência do tênis chunky
Tênis chunky é tendência que pegou, de vez

Por que ‘dad sneakers’? Lembra dos tênis do seu pai? Modelos grandões, desajeitados, cheios de elementos, pois então… é disso que estamos falando. 

O tênis chunky é feio?

Feio ou bonito são conceitos altamente relativos. Gosto pessoal não se discute – mesmo! Tudo depende da vivência de cada um.

Por isso não seria justo determinar, de maneira tão superficial, se o “tênis do papai” é, enfim, feio ou bonito.

“Seu passado te condena”

Lembram que não muito tempo atrás fez o maior sucesso o tênis com salto alto? Altamente questionável.

Mais recentemente, com os tênis (de maneira geral) ganhando força como tendência – olha o Adidas Stan Smith, foram muitos os que demonstraram desgosto. E está tudo bem.

Ninguém precisa gostar/comprar/usar TODA tendência.

tendência do tênis chunky
Inspire: jeitos de usar o tênis chunky

Como usar o “tênis do papai”?

É importante entender só uma coisa: o tênis chunky, por ser grandão, pode acabar pesando demais no visual. E chama atenção (visualmente) a um ponto baixo da silhueta.

Se isso te preocupa, saiba que o look precisa de uma forte linha vertical para ajudar a alongar a silhueta, como um todo.

Também vale jogar um elemento de destaque em ponto alto da silhueta! Isso pra que o ponto focal não fique nos pés.

Confira algumas dicas
  • Combine o chunky com um acessório de destaque em ponto alto (colar ou brincos);
  • Aposte em peças que tenham detalhe nas mangas, na gola – de novo a questão do ponto focal;
  • Estampas ou cor vibrante em ponto alto ajudam a equilibrar o peso visual;
  • Uma peça mais limpa na porção inferior, minimiza todo o peso na porção inferior.
tênis chunky
Jeitos de deixar o “tênis do papai” mais feminino

Pode ficar feminino?

Pode e até mesmo deve! Quem disse que look com tênis é masculino, ou fica sem charme? Não existe isso. Nem mesmo quando o tênis em questão é pesadão.

Até mesmo porque a feminilidade pode estar na essência da mulher. Nos trejeitos. Não, por regra, na roupa.

Mas, se você gostou do tênis chunky, e quer que o visual fique essencialmente feminino, combine com vestidos, saias, ou shorts encurtados. Capriche no decote, ou escolha peças que deixem um pouco de pele a mostra.

Não precisa apostar em todas essas dicas, de uma vez só. Use o bom senso, entre mostrar, e esconder.

Onde comprar?

Praticamente todas as marcas de calçados (nacionais) têm suas versões dos tênis pesadões. Arezzo lançou seu ZZ2044; Schutz, Via Uno, ou até mesmo Riachuelo e C&A – só pra citar alguns. Ou, então, você pode investir no modelo que trouxe toda a febre: um Balenciaga, por algo em torno de 5 mil legais #brincadeirinha.

Quer mais dicas? Confira o vídeo que preparei sobre o tênis chunky.

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Entre tumultuosas e intermináveis ondas de transformação

“É preciso estar preparado para tumultuosas e intermináveis ondas de transformação”, Elizabeth Gilbert

Ando meio emotiva. Ou seria emocionada? Nem sei. Estou com os nervos a flor da pele. Em breve Francisco completa um ano e tento não me tomar pela tristeza de já não ter mais meu pai aqui, comigo, por um ano. Somada à saudade de minha mãe.

A coincidência das datas ainda me dói. O que ainda mexe com meus dias e pensamentos, também. Afinal, são emoções conflitantes que me afetam, mas que não podem me abalar. Então, é uma luta diária.

recuperação e autoestima

1 ano de muitas primeiras vezes

O último ano foi uma loucura. Muitos começos. Muitas primeiras vezes. Muitos arrependimentos vieram à tona. Mas, por outro lado, descobri amigos. E me encontrei resiliente.

É engraçado, mas apesar de mais madura, mais calejada, me sinto mais jovem. Recuperei a coragem perdida com o tempo. E o gosto pelo frio na barriga.

Com isso, me sinto menos preocupada com “o que os outros vão pensar”, ou com “o que vão dizer”. Isso, por tanto tempo, foi um grande fator limitador na minha vida. Cresci em cidade do interior, sempre sofrendo com o que falavam, mas sinto que finalmente isso ficou para trás.

Vão sempre falar algo sobre você, seja bom ou ruim. Que seja. Do que isso importa?

Tenho um bebê que me desafia todos os dias, assim como todos os outros devem também ser. E nesse ano como mãe passei grandes apertos. Vi de perto a pior da solidão. Descobri como o ser humano pode ser cruel, interesseiro e ruim. Ruim mesmo, maldoso. Ou seria egoísta? Mas, mais uma vez, tento não endurecer.

Lembro a frase “há que endurecer, mas sem perder a ternura, jamais”. Que não é Che. E nem de ninguém. Mas, quem inventou merece aplausos. Eu também sempre lembro das palavras de Guimarães Rosa: “o que a vida quer é coragem”, e elas nunca deixaram de ser parte da minha história. Não é assim? Coragem e ternura?

Motivação que conforta e transforma

Pois é, virei uma grande sequência de frases motivacionais e livros de autoajuda. Virei uma esperançosa nata. Vou vivendo. Lembrando que isso já é muito bom. E que sofrer com conforto, e com a barriga cheia, já é um privilégio. O que me conforta e me faz sofrer menos. Quer saber? Eu sei, sou muito afortunada. E tudo o que passamos realmente nos engrandece. E são esses desafios que nos transformam e que nos mostram como somos capazes de nos reinventar. Mesmo quando tudo parece conspirar contra.

Aprenda a usar listras para valorizar sua silhueta

Usar listras é algo que pode deixar a sua imagem muito mais interessante. Afinal, estampas são elemento de grande importância na moda. Elas ajudam a deixar os looks mais trabalhados, são atemporais e, acima de tudo, tem o poder de a valorizar as linhas da silhueta.

Mas, o que muitos não sabem é: como usar listras? E, além disso, quais efeitos as listras horizontais ou verticais geram no corpo?

como usar listras

Horizontais x verticais

Na teoria, as estampas horizontais costumam alargar o corpo, enquanto as verticais tendem a alongar. É questão de ilusão de ótica. Mas, não é correto resumir apenas a isso o efeito. Ou, pior, deixar de usar uma, ou outra, por medo de “engordar” ou “emagrecer” visualmente.

E o que isso significa? Que não há uma estampa que é vilã, enquanto outra é a salvadora.

Estampas verticais e horizontais
Estampas verticais e horizontais geram efeitos distintos, mas não há uma vilã ou uma salvadora

Estampas são caracterizadas por vários detalhes. Os principais são: contraste de cor e espessura das linhas. E são esses dois detalhes de grande valor que determinam se um padrão de listras vertical, ou horizontal, vai de fato te aumentar, alongar, afinar ou encurtar.

Contraste em estampas
Estampas horizontais: preto e branco em alto contraste e preto com bege, em médio contraste

Observe a espessura das linhas e o contraste de cores

É através dessa combinação de fatores que a estampa listrada opera sua mágica! Por isso de nada adianta, apenas, resumir um padrão à isso ou aquilo.

Estampas horizontais
Estampas horizontais, em diversas características

Com o tempo você treina o olhar e começa a entender, rapidinho, quais são essas peculiaridades da estampa… e o que ela vai fazer com o seu corpo e pelo seu visual.

Estampas verticais
Estampas verticais, em diversos contrastes e espessuras, e efeitos totalmente diferentes

Então, um lembrete: esqueça, de vez, as regrinhas! Pare de fugir das listras (sejam elas quais forem). Avalie caso por caso e, principalmente, entenda que nada pode ser resumido à bom ou ruim.

Estampa listrada
Inspire-se: looks com peças em estampa listrada

Dicas incríveis para usar listras

  • Quanto mais finas forem as listras horizontais, menos elas aumentam visualmente;
  • No caso da listras verticais, se forem finas o efeito é multiplicado (alongam bem mais);
  • Listras grossas encurtam e aumentam visualmente a porção;
  • Baixo contraste de cores minimiza o efeito da listra;
  • Alto contraste de cores, por sua vez, potencializa o efeito;
  • A modelagem e o tecido da peça interfere no efeito das listras;
  • O conjunto de peças (a construção do look) também tem grande importância.

Mais dicas? Confira o vídeo!

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