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Todo excesso esconde uma falta

Correr para o shopping, passar pela loja predileta e, automaticamente, sair de lá com uma sacola em mãos. Sim, todo mundo já fez isso em algum momento.

Mas, afinal, porque compramos o que não precisamos?

Ter demais, ou ter em excesso, pode carregar vários sentidos e significados. Nos atendimentos da Consultoria de Estilo explico o hábito de várias maneiras. Exageramos quando não sabemos o que fica bem no nosso corpo. Também temos a tendência de comprar demais quando não conhecemos o nosso guarda-roupa.

Em todos os casos, ter um relacionamento ruim com o armário, e com a própria imagem, desencadeia efeitos nada bons. Mas, não é só isso. Também podemos exagerar quando tentamos compensar algo de um universo em outro.

Todo excesso esconde uma falta

Um guarda-roupa lotado, com muito mais peças do que você consegue (na ponta do lápis) utilizar nos próximos meses, pode esconder dores emocionais. Ou questões íntimas, que vão muito além da imagem.

E até mesmo as pessoas mais bem resolvidas podem projetar tristezas e decepções de uma lado em outras esferas da vida.

A solução para o consumismo ou o apego aos itens materiais pode estar onde menos se imagina. O primeiro passo, porém, é simples: uma autoanálise e um bom desapego. E que esse não seja seguido por novas e sucessivas aquisições.

Vamos conversar sobre o assunto?

Que tal repensar o seu relacionamento com o guarda-roupa? Descomplique o ato diário do vestir. Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

É só um bebê, mas é tudo!

Desde quando vi o positivo escrito com todas as letras no teste de gravidez, depois de um positivo muito suspeito na forma de risquinho rosa clarinho – quase uma sombra -, me peguei pensando no tipo de criança que criaria eu um mundo no qual você é avaliado pelo que tem.

Ainda era 2016. E, apesar das poucas semanas de gestação (praticamente duas), eu já tinha alguém crescendo dentro de mim. Um nano serzinho. Algo do tamanho de uma semente. E, no dia do Natal, na casa do meu pai, comecei a revirar fotos antigas. Tentava resgatar alguma mensagem da minha mãe. Algo que, por acaso, ela teria me ensinar ou me mostrado caso estivesse por aqui. E, de alguma maneira, ela me revelou uma coisa bem importante.

Na simplicidade das minhas poucas fotos de bebê, vi uma família muito feliz e maluca. Como sempre fomos. Muitos sorrisos, muita bagunça, liberdade, mas poucas coisas. O quarto era simples. Um berço, alguns brinquedos, mas nada muito luxuoso. Tudo bem, já se foram mais de 30 anos desde o meu nascimento. E tudo mudou. Algumas poucas décadas atrás, a indústria da maternidade, ou o mercado da gravidez, não era como o de hoje. Mal existia. Ter um filho, ao que me parece, era menos um evento e mais uma fase natural. Um ciclo mais emocional do que social. Se é que vocês me entendem…

Com aquelas fotos, anotações (no tradicional livro do bebê), recortes e detalhes, entendi que o que a minha mãe me diria, hoje, é: ter um filho é mais simples do que parece. É só um bebê! E foi nisso que foquei desde o começo. Desde quando, lá pelas oito semanas, já tendo escutado o coraçãozinho acelerado daquele que eu chamava de filhotinho, comecei a pesquisar sobre enxoval. Sobre compras. Sobre o que ter! E, claro, o que não ter.

Mas, em todos os cantos, eu era bombardeada com tantas coisas! No maior estilo, “você não vai fazer chá de bebê?”.

Ok, revelo. Fizemos a tal sexagem fetal. O que foi, pra mim, o luxo dos luxos. Seguido pelo ultrassom 4D. Aquele no qual o Francisco insistia em cobrir o rosto com as mãos, ou se cobrir com o cordão umbilical… será o feto tímido como a mãe? Em alguns anos saberemos.

A verdade é que estar grávida mexe tanto com as emoções que é fácil se deixar levar pelo que te contam que é necessário.

Listas e mais listas malucas

Desde as 12 semanas, fase na qual nos sentimos mais confiantes para contar ao mundo que temos direito a fila preferencial, as listas me pareciam muito malucas. Nas lojas online, coisas lindas! Superficialmente úteis. Mas, exageradas. Precisaria um bebê de tantas roupas? Ou melhor, precisaria, eu, de tantos cremes, almofadas, roupas novas e produtos que são inflacionados só por terem na embalagem a palavra ‘gestante’?

Precisaria eu de um enxoval ‘made in miami’, ou de um ‘chá de revelação’, um ‘chá de bebê’, seguido por um ‘chá de apresentação’ e impecáveis lembrancinhas para colocar na maternidade? Por que eu deveria me preocupar com isso e não com os gastos com vacinas e, daqui a pouco, com uma boa escolinha?

Eu nem sou a pessoa mais social! Na verdade, sou uma introvertida! Introvertidos fogem de aglomerações…

Sendo sincera, o grande investimento inicial, de quando eu nem arriscava comprar uma única roupinha de bebê, foi o de muitos repelentes. Um estoque deles. Aquele mais caro. Porque, né. Nunca se sabe. E não me arrependi.

E o tempo passou, com muitas dúvidas acumuladas quando ao que comprar. O que ter. Do que realmente vamos precisar. Não só eu, mas nós. A família. Um pai, uma mãe e um pequeno serzinho chamado Francisco.

Prioridades

Sei que ele vai precisar de amor. Muito! Além de um carinho, muitas fraldas, alguns babadores, um berço que dure muito tempo (e vire uma cama), além de uma babá eletrônica. Coloquei na lista um carrinho que coubesse no meu carro – vou seguir com o subcompacto, já pensou ter que trocar de carro, de apartamento e de estilo de vida logo agora? Muita informação.

Sei, ainda, que vamos precisar, logo menos, de uma estante nova. E de uma cachorra menos peluda (Chiquinha, minha vida, você será tosada como nunca antes). Ainda acho que precisaremos de criatividade. E será suficiente. Um bebê é só um bebê.

Paciência, aparentemente, é e sempre será pré-requisito.

Minimalista, mas nem tanto

No curso de cuidados com o bebê, conhecemos uma enfermeira que mais parecia um anjo! Com toda a sua sinceridade, nos mostrou que estamos no caminho certo. Já sei que comprei umas bobagens (mesmo com a minha tal lista minimalista), mas é o tal erro de iniciante. E, por pouco, não deixei de comprar coisas essenciais – como álcool absoluto e compressas de gaze, detalhes tão baratinhos. Mas, esses são os primeiros deslizes de muitos que vou cometer. Sempre tentando acertar. Não é isso que importa?

Enquanto isso, o tal bebê que é só um bebê – na verdade, ainda um feto – chuta enlouquecidamente o que parece ser o meu pulmão. E faz a minha bexiga de travesseiro. A sensação, por mais incômoda que seja, é maravilhosa. E importa, pra mim, muito mais do que a ideia de um quarto perfeito decorado nos mínimos detalhes, com papel de parede importado e o tal caríssimo berço preto que eu, levada por um impulso consumista, pensei em comprar. Mas, lembra? É só uma pessoinha. Que precisa de amor. E não digo isso minimizando a existência dele, do Francisco. Muito pelo contrário. Acho incrível tudo o que está acontecendo. Piro de pensar que estou gerando um ser. E que um embrião com um centímetro, lá no primeiro ultrassom, virou o que virou hoje. Esse menino tá enorme! Fico pensando nos seus dedinhos mexendo, no sorriso que você deu pra gente aquele dia no último ultrassom, quando a médica nos divertiu com o tal 4D (por mais médicos que façam isso). E vou rezando pra dar tudo certo. Só que, meu querido filhotinho, você não terá tantas roupas assim, como me dizem que você precisa. Não vai ter nem look especial para saída da maternidade – tomara, no entanto, que você caiba na roupinha RN divertida (apesar de básica) que comprei, tão bonitinha. Também não terá um quarto de príncipe. Vai faltar o banco de cachorrinho, com assinatura de designer. E nós nem teremos uma poltrona de amamentação. Mas, você vai ter um quarto de criança. Pensado para você. Sem tema especial, mas com um apelo canino porque você já nasce obrigado a gostar de cães – desculpa. E, nós, vamos conseguir nos dar bem com essa ideia da simplicidade.

Estou te esperando, como nunca esperei nada antes.

Como saber se o look está simples ou exagerado

Montar um look e avaliar se ele está sem graça, exagerado ou na medida pode ser desafiador. E a linha entre um look básico demais e um muito poluído é bem tênue.

Muitas vezes é o olhar treinado ou o hábito para combinar bem que fazem com que compor looks vire parte simples da rotina. Mas, calma lá: se esse não é o seu caso, existe um teste rápido que pode te orientar.

É uma maneira de saber se seu look está equilibrado. Estou falando do teste dos 10 pontos! Já conhece?

No teste dos 10 pontos, cada peça, elementos, acessório ou detalhe do visual recebe uma pontuação. 1 ponto. E o objetivo é que o saldo final do seu look fique entre 10 e 12 pontos.

Menos do que isso, o look está muito básico… Mais do que isso, está teoricamente exagerado.

E o que conta como ponto? Cada peça, cada cor, cada detalhe, cada elemento (textura, recorte, enfeite, aplicação); cada acessório ou ponto chamativo de maquiagem (seja batom, esmalte ou sombra).

Ou seja, um ponto para cada característica do seu look!

Na prática

Vamos contar os pontos de alguns dos meus looks postados no Instagram? (Me segue por lá: sou @consultora_de_estilo).

♥ Look 1: 7 peças (camiseta, moletom, jaqueta, calça, sapato, relógio, óculos) + 3 cores (marinho, amarelo, preto) + 2 detalhes (brilho sapato, estampa blusa) = 12 pontos

♥ Look 2: 6 peças (óculos, colar, cardigan, vestido, sapato, relógio) + 2 cores (preto, branco) + 1 detalhe (textura cardigan) = 9 pontos

♥ Look 3: 6 peças (óculos, blazer, suéter, calça, sapato, relógio) + 4 cores (bege, cinza, marinho, rosa) + 2 detalhes (estampa suéter, estampa blazer) + 1 detalhe extra (mix de estampas) = 13 pontos

♥ Look 4: 6 peças (óculos, trech coat, cardigan, vestido, bota, relógio) + 5 cores (bege, marrom, marinho, estampa) + 1 detalhe (mix de estampas) = 12 pontos

Simples, não?

O legal do teste é que ele serve como uma boa referência para avaliar o seu look. Pode ser que um look com 9 pontos esteja super bacana, ou um look com 13 pontos te faça bem feliz. A medida do ‘entre 10 e 12’ deve servir apenas como uma referência.

Então, de forma alguma se prenda aos números! Se o look ficou legal, do seu jeito, se você está feliz, ótimo! Combinado?

O que acha? Vai experimentar?

No YouTube

Dicas imperdíveis e personalizadas você recebe na consultoria de estilo. Conheça: amanda@amandamedeiros.com.

A consultoria de estilo não é como aquela da TV

Quando, como Consultora de Estilo, falo sobre transformação de imagem pode soar como um episódio de algum reality show. No qual as roupas do participante são rasgadas. Ou que um grupo de desconhecidos se reúne para avaliar a sua imagem. Na vida real, no entanto, tudo é bem diferente. Existem as limitações financeiras, as questões emocionais e, claro, o fato de que quase ninguém pode parar toda a sua rotina para viver um choque de estilo.

O que nos leva a momentos de desejo de transformação são as coisas mínimas que nos acontecem. Um novo emprego, uma viagem, diferentes hábitos de leitura, ou até mesmo alguma mudança no círculo de amigos. Quando nos alimentamos de novas influências, nossas referências passam a ser outras. Com isso, nossos gostos se transformam.

Da mesma forma, somos constantemente impactados pelo meio. Por isso é legal observar qual tipo de mensagem aqueles que nos circulam estão passando. Não digo somente os colegas, amigos ou familiares. Falo, por exemplo, das referências virtuais. Das coisas que nos impactam indiretamente. Blogueiras, novelas, revistas, e, é óbvio, programas de televisão…

Transformação real

A mudança acontece e se perpetua quando ela deixa marcas profundas. E, para isso, precisa acontecer de dentro para fora. Cabe uma mudança de pensamento. Com o foco no que vem a acontecer no futuro.

Mas, a transformação não é tão difícil ou inacessível assim. Ela pode acontecer aos poucos. Paulatinamente. Sendo que uma coisa importante é se livrar do apego ao que é urgente. Dos modismos. Do vício em compras. Para conseguir fazer com que você se destaque mais do que todo o resto.

E é isso que não vemos nos reality shows. Nos programas feitos para entreter e divertir. Que tem como mistura um pouco de drama, de comédia e até mesmo ofensas… É tão diferente na vida real!

Roupas no lixo, críticas exageradas, looks montadinhos que deixam todas as mulheres iguais… e, o pior? Lojas selecionadas não pelo estilo, mas sim por relações comerciais.

A transformação de verdade leva tempo. Coragem. Muita dedicação. Novos hábitos precisam de insistência para se solidificarem. E não podem ser resumidos em uma semaninha e um cartão recheado com alguns milhares de reais em crédito.

Quer conhecer a consultoria de estilo real? Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

Transforme a sua imagem sem gastar um centavo

Pode ser tentadora a ideia de renovar todo o guarda-roupa. Jogar fora tudo o que não combina mais com você. Sair para fazer compras. Recomeçar do zero – com direito a corte de cabelo, curso de maquiagem e um personal stylist para montar os seus looks toda semana.

Pode ser sim interessante a ideia de se livrar do passado e recomeçar sem utilizar nenhum rascunho antigo… mas, é também irreal.

As transformações de imagem pensadas para pessoas de verdade, com contas para pagar, trabalho para lidar e toda uma rotina normal para viver, esbarram nas dificuldades de uma vida real. Orçamento limitado, tempo escasso, e até mesmo aquela preguiça de levar em frente novos projetos entram no caminho.

Mas, o que acontece se eu te contar que é sim possível transformar a sua imagem sem gastar um único centavo?

Vida real, grandes ambições

Esse é um projeto para hoje. Para agora. Com resultados instantâneos e até mesmo uma maneira de se motivar mais para se jogar de cabeça em uma maior transformação.

Para hoje, é preciso mudar o seu jeito de olhar para o seu guarda-roupa. Apagar aqueles looks viciados, as combinações repetidas, as formas de usar que já te cansaram – e não trazem bons resultados.

É preciso dizer “chega” ao que não alegra mais. Parar de usar hoje, agora, qualquer peça de roupa ou acessório que não te deixa confiante.

Sei o que você está pensando… pode estar passando pela sua cabeça que se você fizer isso, não vai sobrar nada para você usar! Certo? Errado! Vai sobrar sim. Não precisamos de muitas roupa no nosso dia a dia. E o conceito do guarda-roupa cápsula chega para reforçar essa ideia.

É preciso acreditar nos seus instintos. Combinar e aceitar que as criações são interessantes.

O medo de errar, de se sentir feia o dia todo, ou de ficar triste com o visual, gera insegurança. O que faz com que a gente repita sempre os mesmos looks. Até os que não funcionam. Porque achamos que o que é ruim é menos mal do que sair da zona de conforto. Ledo engano. Monte um look, inspire-se, até mesmo reproduza (tá, copie) e acredite no potencial das suas ideias.

É preciso valorizar a simplicidade.

Descomplique o vestir

Um look bem montado, acertado, não precisa ser um look necessariamente superproduzido. Pode ser aquele atemporal. Sem exageros. Básico, feito com clássicos. Descomplique o seu vestir. Combine peças atemporais. Desapegue tanto das tendências quanto dos modismos.

O que você precisa para transformar a sua imagem pode estar bem perto de você. No seu guarda-roupa. E em uma nova maneira de olhar para o que você tem.

No YouTube: como criar looks novos com roupas velhas

Aprenda a valorizar a sua imagem e tenha um novo relacionamento com o seu guarda-roupa. Detalhes no amanda@amandamedeiros.com.