Temos imagens: o sobrepeso não define o estilo de uma mulher

O sobrepeso não define o estilo de uma mulher. Ou, ao menos, não deveria definir. Da mesma forma, sobrepeso não precisa significar baixa autoestima ou insegurança.

É altamente possível ter uma imagem impactante e envolvente com qualquer tipo de corpo – magro, gordo, curvilíneo ou seco.

Afinal, o que determina a relação de uma pessoa com suas roupas é a sua coragem para se expressar por meio do visual. Assim como a entrega ao seu estilo.

Vista-se pra hoje, não pra amanhã

Para ter uma imagem coesa e esteticamente bonita é essencial que você vista o corpo que você tem hoje!

Pois é… é simples assim.

E não importa quais são seus objetivos futuros… Se você quer emagrecer, engordar, afinar ou fortalecer os membros. Entenda que o ato diário do vestir é pensado para a realidade do momento. Ignorar isso é criar alimento para a insegurança. 

Te peço: pense nas suas curvas reais. 

Aquelas roupas largas, grandes…

Para a mulher que é gordinha, é muito comum encontrar um tipo danoso de saída para “esconder” o sobrepeso: as roupas largas, grandes, soltas, assim como o excesso de tecido.

É o tal de tentar se esconder por baixo das peças.

Não faça isso! Mostre-se!

Sua beleza está na sua personalidade que merece brilhar através da sua identidade visual. 

Feito Para a mulher plus size

Respeite as suas curvas. E escolha peças que acompanham as linhas do seu corpo. 

As marcas plus size são grandes aliadas para a mulher que é gordinha. Porque são pensadas – em todas as etapas de produção – para quem tem sobrepeso. Tecido, modelagem, aviamentos, tudo! E, o melhor? Sem abrir mão de uma pegada mais moderna.

É incrível perceber que a moda plus size deixou de ser aquela coisa sem graça e antiquada que foi até pouco tempo atrás. Encontramos no mercado possibilidades mil em grades generosas.

Aquele toque extra

Para garantir um toque extra de segurança e confiança, escolha bem o tecido.

Por exemplo, as peças feitas em tecidos um pouco mais encorpados (grossos) e com elastano ajudam a fazer com que a roupa acompanhe as curvas e não marque detalhes que não queremos revelar tanto assim.

É o tal truque!

Inspire-se, sempre!

Não faltam, online, referências e inspirações de mulheres plus size que tem estilos super fortes e uma imagem altamente inspiradora. Das criativas às sensuais, passando por identidades visuais mais clássicas até as que amam uma tendência.

Então, ame-se e curta o processo de valorizar a sua imagem. 

É desafiador, mas muito divertido.

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Aquela compra apressada e errada, também já fiz

Lá se foram, não sei, talvez 20 anos.

Eu morava em Sete Lagoas e havia uma loja chamada Sabata’s. Ela era o máximo – pra mim, uma menina do interior. Tratava-se de uma multimarcas que vendia todas as grifes bacanas da época.

Zapping, Zoomp, Fórum, Iodice, Ellus, Triton… esqueci alguma? Muito provável.

Até hoje tenho e uso um blazer que minha mãe me deu pra eu usar nas festinhas, comprado na tal Sabata’s… era bem esquisito na época, hoje é quase vintage, com modelagem larguinha (questão de tempo).

Mas, então, voltamos pra tal Sabata’s.

Tudo na loja era “caro”. Principalmente pra uma menina de 12 anos. E meu pai, de tempos em tempos – em datas especiais – nos presenteava com um cheque em branco. Sim, um cheque. E podíamos (eu e minha irmã) gastar 100 reais, cada. Era o suficiente pra comprar uma blusinha e uma calça. Com muita sorte.

E a gente operava o milagre, com alegria.

Vamos ao que importa

Só que não é isso que importa. O que importa é que duas vezes por ano, a Sabata’s realizava uma mega liquidação. E na época era surreal.

Liquidação de verdade, eu estou falando.

Imagina um outlet dos Estados Unidos. Aquela loucura. 50% de desconto. Talvez 70%. Era assim. As pessoas faziam fila.

Eu sempre estava na fila.

Sair mais cedo da aula, e pegar a liquidação logo no começo, era normal.

A situação fazia com que aquilo virasse quase um evento na cidade. Você encontrava com todo mundo ali. Coisas do interior, sabe?

Bons tempos, em partes.

Porque preciso ser sincera. Eu comprava muito mais do que precisava. E, pra piorar, comprava tudo errado.

Tudo tão errado, que dói lembrar

Levava calça grande, porque era o que tinha. Escolhia blusinha apertada, porque era o que tinha sobrado. Pouco importava se me servia bem.

Era de marca, tá bom? E a menina que fui só pensava nisso – na etiqueta.

Por causa disso eu passava os meses seguintes usando roupas que odiava. E lembro de uma blusinha de alcinha vermelha, curtinha, que nunca ficaria bem em mim.

Ela ficava péssima no meu corpo. Mas, eu tinha comprado e tinha que usar.

Quase consigo lembrar da menina insegura que eu era tentando fazer aquelas peças erradas funcionarem, em frente ao espelho do armário. Incluindo a blusinha vermelha.

Falo de horas de “produção”.

Essas compras erradas multiplicavam o meu sofrimento nos finais de semana. Na hora de sair pra balada. Eu só me sentia mal. Feia, gorda, estranha, esquisita, totalmente errada perto das meninas lindas que estudavam no mesmo colégio que eu. Totalmente diferente. Mas não no sentido bom.

Por isso quando vejo uma cliente relatar que mantém no guarda-roupa uma peça que não usa, que não gosta e que só usa com sobreposições (ou jeitinhos) lembro instantaneamente do que eu sentia.

Repito que não era bom.

Essa história de comprar errado…

São muitas as razões que fazem a gente comprar errado. Pode ser o preço. Pode ser o desejo de usar uma tendência. A ansiedade. Ou a insegurança. Pode ser o desconhecimento das nossas curvas. Talvez a pressa. No entanto, não é isso que gera a decepção constante em frente ao armário. É manter-se no erro – seguir usando algo que não é legal – que faz tudo ficar ainda pior.

Por isso eu sempre digo: livre-se do que não funciona em você. Não repita compras erradas.

Não compre o que não serve em você hoje! Não leve pra casa algo só pelo preço, por ser tendência, por ficar legal em alguém que você conhece (ou viu em algum lugar).

Pense 1, 2, 3 vezes antes de finalizar a compra. Evite a correria.

Como eu queria poder voltar no tempo e cancelar essas loucuras feitas em liquidações. A tristeza que se arrastava por ter no armário um monte de peças “de marca”. Que eu comprava por preços absurdos de baixos, sem entender que elas estavam ali, encalhadas, por um motivo muito especial. Porque eram péssimas pela modelagem, pelo estilo, pela forma ou pelo tecido.

Como eu queria ir em uma dessas liquidações da Sabata’s, hoje, e tentar operar um dos meus milagres da boa compra. Seria um real teste.

Voltar no tempo, me permitir resgatar memórias e lembranças da adolescente que fui – e que sofria demais com o visual – me ajuda a compreender emoções e sensações que vejo hoje em atendimentos.

É interessante.

A gente não precisa e nem deve se prender ao erros do passado. Precisamos olhar pra frente. Aprender e superar.

O hoje é perfeito para começar algo novo (e melhor).

7 coisas que aprendi com minhas clientes

Em 10 anos como consultora de estilo, posso dizer que muito ensinei, mas também aprendi. Em cada atendimento há uma descoberta – muitas vezes indireta. Algo que acrescenta ao meu trabalho e, também, na minha vivência pessoal. E a própria profissão me mostrou coisas que fizeram de mim uma pessoa melhor.

Pontual, nem que seja para esperar

Em um dos meus primeiros atendimentos, aprendi sobre a importância da organização. E sobre o valor da pontualidade. Fui muito elogiada por sempre chegar na hora certa – tanto nos encontros de compra, quanto nos encontros em frente ao guarda-roupa. Por vezes esperei na porta, dentro do carro, outras vezes ali mesmo no sofá da sala da casa da cliente… mas, sempre pontual. Se para alguns algo estranho, para outros fonte de credibilidade. Certa vez, uma cliente me disse “você leva mesmo à sério essa história de montar look”. E é verdade. Roupa mexe com sentimento, com emoções, afeta a rotina e, assim como qualquer outra coisa, merece o respeito de um horário cumprido. 

Sororidade

Antes mesmo de ter conhecimento do que era sororidade – nem mesmo sabia que existia tal termo – minha profissão me fez escutar história e desabafos, com o coração aberto. Quando as portas de um guarda-roupa se abrem, o coração se abre junto. E é preciso respeitar vivências, ainda que elas sejam muito diferentes da sua. 

Respeite o orçamento

Entre vários tipos de clientes, muitas delas chegaram até mim com valores disponíveis bem específicos. Limitados. E quantias previamente estipuladas para a compra de roupas. Pouco, muito, ou o suficiente, é preciso respeitar o orçamento. E de fazer a mágica acontecer. Sem motivos para dar errado.

Seja paciente

Cada um tem seu tempo, seja para experimentar peças, ou para assimilar novas informações. Ser paciente é básico em toda e qualquer profissão.

Seu gosto pessoal nada importa

Pessoas são diferentes, e isso se reflete diretamente na maneira de vestir. Impor formas, cortes e estilos é inaceitável. Nosso gosto pessoal é, como o próprio já diz, pessoal. Certo e errado não vem ao caso – ou nem mesmo existe.

Trate bem à todos

Como nem só de flores é feito o jardim, certa vez presenciei uma abordagem grosseira e rude por parte de uma cliente, que destratou a funcionária de uma loja. De tão incomodada, não conseguia pensar em passar mais tempo com tal pessoa. Recusei a contratação de um novo serviço de shopper (compras) e perdi uma grana. Mas me mantive fiel aos meus princípios.

Quanto mais simples, melhor

Cada cliente tem sua história. Mas, para algumas, a contratação da consultoria de estilo é algo muito (mas muito) fora do seu universo. Falo de pessoas que não entendem de moda, e nem querem entender. Só querem se sentir bem em frente ao espelho. Dar a devida atenção, e buscar atender às expectativas, é o mínimo. Até mesmo porque o que é simples e óbvio, para mim, pode ser complexo para o outro. Por isso, descobri na prática que é essencial simplificar a troca de informações. E evitar o uso de termos e expressões muito segmentadas. Mastigar as explicações faz tudo ficar muito mais fácil, em grande parte dos atendimentos. Afinal, é só roupa.

Pode usar Crocs? O que um look de cliente me ensinou

Uma foto enviada por uma cliente, e um Crocs como calçado escolhido para o look, me fez pensar e repensar minha maneira de avaliar as imagens que chegam para mim.

A profissional que fui no meu início de carreira, 10 anos atrás, diria sem pensar que aquele calçado – o tal Crocs – deveria ser abolido do guarda-roupa. A consultora de estilo que sou hoje pensa diferente.

Não importa tanto as regras, as opiniões, os padrões ou os detalhes meramente estéticos de um item. O que vale é a relação de quem usa com aquela roupa ou acessório.

Polêmicas à parte, é feio assim?

Crocs são polêmicos. É um item de plástico, pesado, visualmente grosseiro e com um visual quase que infantil. Mas, são confortáveis.

A sandália de plástico – o tal Crocs – pode ser facilmente lavada. Por isso é muito escolhida por profissionais da saúde e do setor da alimentação. Mas não estou aqui para defender o sapatinho. Nem precisaria.

Estou aqui para defender as ideias de minhas clientes. E tentar mostrar para elas possibilidades. Ainda que essas passem pelo uso de itens não tão comuns.

Enquanto eu analisava a foto do look com Crocs, me peguei pensando em todos os calçados esteticamente estranhos que já não foram ou são tendência.

Lembrei daqueles que até mesmo indiquei ou coloquei em listas de compras.

E pensei no gosto pessoal. Na utilidade. Na função.

Será que quero um Crocs?

É fácil saber o que faz a tal sandália Crocs ser tão julgada. Ela é tudo o que não é o tradicional e delicado calçado feminino. A sandália de salto vertiginoso. O scarpin. A sapatilha com bico redondo. O delicado, o sexy…

Mas, o que faz do Crocs tão pior que um oxford com salto plataforma, por exemplo? É tudo questão de gosto. De momento. De modismo. E, no fim, o que importa?

São só calçados. O Crocs. A bota Ugg. O sapato ortopédico. A Havaianas. O tênis da modinha…

Acontece que eu não sou a consultora de estilo que anda por aí impecável, com look coordenado, bolsa de grife, maquiagem e cabelos feitos. Nada disso. Sou aquela que vive feliz com o guarda-roupa. Que compra pouca roupa. Que não acha o fim do mundo uma cliente que sua Crocs. Ou Ugg. Ou legging. Que apresenta sugestões, mostra ideias, mas não impõem.

Talvez eu seja a consultora de estilo que quer experimentar um Crocs! E fazer parzinho com o filho. Os dois de Crocs. Quem sabe?

E vamos pensar, com honestidade. Se Crocs lança um calçado em parceira com uma super grife, vira tendência. Aconteceu com tenebroso Crocs plataforma, lançado pela Balenciaga. Cadê o conforto?

Já teve o Crocs de Christopher Kane. As pessoas desejaram. Compraram. Pois é, pagaram caro… E pode vir mais forte, em outro momento. Alguém duvida?

Tudo depende do ponto de vista. De quem usa. Basta lembrar da bolsa de feira que virou itens da moda.

Gosta de Crocs? Use. E eu te ajudo a usar da melhor maneira, para você!

Ser feliz é uma escolha

Não há fórmula para amar, assim como não há fórmula para ser feliz.

Amor e felicidade estão ligados. Partem do princípio de se permitir sentir e viver algo bom. Para tal, por vezes é preciso minimizar os detalhes ruins que sempre existem… e focar no lado bonito de uma história.

Sempre, sempre, amar, assim como ser feliz, é uma escolha pessoal.

Depositar todas as esperanças da sua felicidade em alguém é entregar o leme de sua vida para um estranho. Que por mais próximo que seja, não é você.

Você, você… e você

O rumo dos seus dias são de sua responsabilidade.

Não há sentido em abrir mão de algo tão grande e tão determinante para a sua história. Seja nos relacionamentos amorosos ou em outras ligações afetivas, precisamos aprender e aceitar que vamos nos decepcionar, vamos nos surpreender – negativamente e positivamente – mas que, no fim, nossos sentimento dependem apenas de nós.

Ser feliz é uma escolha.

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