Words can't bring us down…

Certas músicas se transformam em hinos, por sua delicadeza, força ou poder de motivar multidões. Christina Aguilera possui voz e talento, mas muito mais do que isso ela acertou demais ao gravar a canção Beautiful num momento de sua carreira onde ela mesma passava por fortes transformações – de menina danada à mulher independente e livre. Beautiful foi um dos pontos mais altos do álbum Stripped, 2002; escrita por Linda Perry (que compos, pra Aguilera, outros sucessos… tipo Keeps Gettin’ Better, Hurt e Candyman) a história da música é interessante, mas não importa muito aqui… o que vale é o significado da letra e a mensagem que ela passa.

Vivemos numa sociedade cheia de preconceitos e opiniões, onde todo mundo pensa que pode se meter na sua vida e já ir palpitando isso ou aquilo. Entre os conselhos mais educados e singelos aparecem alguns brutos e chatos, em palavras que acabam por magoar – mesmo que intimamente. Não contamos pra ninguém, mas nós nos preocupamos muito com a opinião externa e muitas vezes levamos em consideração mais o que os outros acham do que realmente sentimos. Um exemplo?! Colocamos uma roupa, nos arrumamos e estamos todas belas… basta um elogio qualquer para nossa auto-estima subir um pouquinho, mas basta também uma crítica para qualquer sinal de alegria ir por água abaixo. Ok, posso estar generalizando… mas é fato que isso já aconteceu com todo mundo, nem que seja uma vez ou outra.

Acho que precisamos trabalhar mais, dia após dia, o amor próprio e a paixão pelo que somos – contando que estejamos feliz com essa realidade. Se acomodar é algo fácil e quase que preguiçoso… por isso o bom é ir em busca de melhorias, sempre com os pés no chão, dentro das possibilidades. Digo isso porque não dá pra sonhar com coisas difíceis demais de alcançar ou manter esperanças de alcançar o inatingível – sem querer ser pessimista.

Se você está acima do peso, mas se sente bem assim, tudo bem; se você gosta de certo estilo que não está na moda, tudo bem também; se você não quer cabelo liso, e ama seus cachos, mantenha-se assim; se você torce contra as preferências da maioria, e quer isso pra você, não há nada de errado nisso. O importante, o espírito da coisa, é se fazer feliz.

Nos Limites do Atrevimento

Quando alguém começa a me encarar numa loja, vou estudando as possibilidades. Na lista gigante, podem haver as seguintes variações: eu estudei com a pessoa, já fiz algum tipo de aula com esse alguém, conheço algum conhecido, é leitor do Conversinha, é conhecido de algum cliente, já assistiu alguma palestra ou workshop que ministrei, frequenta a mesma igreja que eu, gostou da minha cara, odiou minha roupa, está afim de mim. Quando essa pessoa começa a dedilhar cada linha de minha conversa com minhas amigas eu passo a ter a certeza de que essa pessoa é: sem educação, esqueceu seus limites, se excede e é curiosa.

Com isso, conselho de amiga. Por mais que a curiosidade seja latente e que a vontadezinha de ficar sabendo da vida alheia brote nos mais puros corações precisamos controlar nossos impulsos e se manter dentro dos nossos limites. Porque não há roupa bonita, carão maquiado, bolsa chique e cartão platinado que perdoem certos atrevimentos. Pra ser chique é preciso ser elegante; elegância carece de educação; uma pessoa educada jamais é inconveniente.

Nossos pets são curiosos, mas não são inconvenientes… néam?!

Mulheres de Pernas Grossas

A maior parte da mulherada brasileira possui pernas grossas, coxas grossas, e o que para umas é uma benção para outras é razão de dor de cabeça. Não são todas as roupas que caem bem e encontrar um comprimento adequado se faz um grande desafio em determinados casos. Difícil acertar a mão no caminho entre a sensualidade e a feminilidade, mas mais complicado ainda é tentar esconder o que nasceu para ser notado. O melhor é adaptar seu guarda-roupa a essa característica de seu corpo, sem querer mostrar ou esconder demais as coxas que pedem atenção.

Boas ideias para mulheres de coxas grossas.


Apostar em formas levemente abertas, de comprimento mediano ou longo, se faz a receita de sucesso. Todas as peças estão permitidas, desde os shorts às saias, calças ou macacões, mas é preciso olhar atentamente a modelagem que não deve apertar demais e nem amassar as coxas. Porque existem dois tipo de mulheres de pernas grossas: aquelas com pernas saradas, malhadas, e as de pernas cheinhas e rechonchudas sendo que no primeiro caso uma imagem popozuda é fácil de ser adquirida, já no outro o perigo está em parecer gordinha apenas por ter pernas voluptuosas – o que em muitos casos, não procede.

Se por um lado essa característica da silhueta pede cuidados, por outro ela é facilmente feminina e desejada pelos marmanjos; por isso nada de querer esconder-se com uma burca ou um saião. Há um limite do bom senso que brinca muito com o esconder e mostrar.

Shorts com barra soltinha e larguinha, modelagem aberta no estilo evasê, linhas amplas, vestidos ou saias larguinhas de comprimento um pouco mais curto, calça pantalona, joelhos a mostra… o que se vê é que para balancear o peso visual essas peças inferiores amplas devem ser aliadas à partes superiores justinhas, prontas a harmonizar o peso da silhueta.

E se a peça superior é mais justinha, e a de baixo um pouco mais ampla, se faz urgente que os calçados sejam de peso mediano, nem pesadíssimos e nem super delicados para que haja um nexo entre todo o conjunto. No caso de vestidos trabalhe com aqueles que acompanham as curvas do corpo, sendo ajustados em cima e mais soltinhos, ou literalmente abertos, em baixo.


Ideias não tão boas para mulheres de coxas grossas.

Shorts com elástico na barra, calças legging, mini saia justinha, calça curta agarrada, saia ou vestido de corte balonê acabam por engrossar ainda mais as pernas, atraindo todos olhares à esse ponto da silhueta que acaba pesando o visual e acrescentando muito volume a imagem. O jogo precisa ser contrário; já que como as coxas são naturalmente atrativas elas já chamam olhares e se faz necessário jogar um pouco de atenção para um ponto alto do corpo e, enfim, alongar bastante a imagem.

Complementar os modelitos acima com botas de cano longo ou mesmo com sandálias delicadíssimas de tiras finas e salto agulha pode engrossar absurdamente as coxas de uma mulher de pernas grossas, fazendo com que um ponto sexy vire alvo de olhares tortos.

Em contrapartida vemos que os exemplos que não caem bem para as mulheres ‘brasileiras’ são perfeitos para aquelas de pernas delicadas e finas, que buscam dar uma engrossada instantânea às pernocas.

Nesse jogo de disfarçar, mostrar, esconder e mostrar cada tipo de corpo pede por certas adaptações já que o que vale, de fato, é o conjunto. Para tal observe-se no espelho e veja o que lhe deixa mais confortável, feliz e confiante. Porque, de forma geral, trabalhamos com adaptações e cada silhueta clama por inúmeras análises para que seja delineado um visual que faça jus a todo seu potencial.

Vestida para Malhar

Exercícios físicos são importantes não apenas para o culto à forma, mas também pelo bem que fazem a mente. Correr, nadar, caminhar, pular, dançar, pedalar, puxar peso… são tantas as possibilidades que se faz impossível alimentar a desculpa de que não há nada que lhe interesse. Existem opções para as mais diversas mulheres, com os mais variados orçamentos e disponibilidade de tempo então deixe de lado a preguiça e se entenda com sua saúde (física e mental). 


Assim como existem inúmeras variações nas modalidades, das mais agitadas às mais relaxantes, existe também uma gama ampla de vestimentas onde certos modelos e ajustes se adaptam melhor a determinadas funções.
  • Para caminhadas ou corridas busque, sempre, calças ou shorts ajustados para evitar a fricção entre as coxas, o que realmente incomoda muito; na parte de cima, tops ajustados aliados a blusas mais soltinhas que não fiquem subindo com o movimento.
  • Para aulas de spinning vale apostar em calças/shorts sobrepostos a shorts larguinhos que não marcam o bumbum e escondem o cofrindo; na parte de cima, blusas mais ajustadas que não fiquem caindo no sobe e desce do exercício.
  • Aulas de jump, box, step ou outros exercícios dançantes pedem por tops extremamente resistentes que lhe dêem conforto, assim como roupas bem fresquinhas já que as temperaturas tendem a subir e muito.
  • Musculação e roupas apertadas demais não combinam, já que a peça tende a subir/descer; o mesmo acontece com as roupas largas demais que prendem o movimento e podem até agarrar nos aparelhos.
  • Aulas de alongamento, pilates e yoga são perfeitas para as malhas amplas e relaxantes que se misturam ao clima da atividade; vale ainda apostar nos modelos decotados que dão amplitude às movimentações.
No mais, vá descobrindo as suas necessidades com o tempo e por isso não compre uma grande quantia de roupas de ginástica de uma só vez  – a não ser que você já que conheça perfeitamente, e saiba ao certo o que lhe deixa bem durante a prática de exercícios físicos; aposte sempre em calcinhas de cor semelhante ao da calça, para não ficar com o bumbum marcado, e atente-se sempre as costuras que podem ir se soltando com o tempo. Limpeza e higiene são quesitos primordiais, hein?! Mas não custa lembrar. E não caia na bobagem de acreditar que um sutiã cumpre a função de um bom top porque é bem provável que você se veja literalmente desamparada em pelo salão de ginástica.

Não dá pra fugir. É ótima a sensação pós ginástica e é algo apaixonante… basta que você descubra o que mais combina com você.

The Proposal | A Proposta


Ir ao cinema e ver um filme divertido, engraçado e envolvente já é algo ótimo pra um dia de domingo. Melhor ainda quando o figurino da personagem principal é lindo e clássico – uma elegância bacana de admirar.
 

A personagem de Sandra Bullock no longa A Proposta é aquele tipo de mulher aparentemente intragável. Margaret, editora workhollic e super cruel, é exigente em seus atos, olhares, traços de expressão e até mesmo em sua forma de vestir super calculada – moldada à perfeição; sem contar sua maquiagem e cabelos que sempre estão impecáveis. Nada de erros, ousadias, brincadeiras ou acessórios inusitados. Margaret se veste com clássicos do guarda-roupa feminino, numa mistura de preto com bege que envolve em linhas secas, retas e sempre afuniladas… que podem facilmente demonstrar, também, o quanto ela é contida emocionalmente. Tudo isso se estende ao seus cabelos que durante grande parte da história estão sempre presos, esticados ou puxados pra trás… demonstrando ou remetendo a sua enorme auto-crítica. Com o passar do filme, e com o decorrer dos fatos, sua postura vai levemente se abrindo e isso acontece um pouco também com seu figurino que parece relaxar. No fim da história pode-se dizer que brota uma mulher mais leve, saudável e nem por isso menos elegante – com cores, formas e texturas renovadas.  

Achei ótimo não apenas a história, o drama, o romance e as piadinhas mas também a escolha das roupas que acaba por ser parte primordial da construção da personalidade do personagem Margaret. 

Queria falar muito mais, mas não vou já que o filme é muito novinho e é chato estragar a festa dos outros. Assistam, comentem e me falem o que acharam.