No estilo anos 90, a volta da calça de cintura baixa

Alerta tendência polêmica: a calça de cintura baixa voltou. E, não. Não estamos nos anos 90, mas a referência – do cós por vezes ausente – parece estar fazendo a cabeça de muita gente.

E como a cintura baixa por si só não basta, ela voltou no estilo Britney Spears e outras musas pop… combinada a blusinhas curtinhas que deixam boa parte da barriga a mostra.

Sem desespero. Se já te bateu um pânico por agora, esqueça! A tendência combina com um estilo bem jovem e sensual. E, como sempre, não precisa por regra ser aplicada no seu dia a dia.

Barriga de fora

O que vem de bem diferente da moda dos anos 90, para agora, é a interpretação. Se antes o mix de calça de cintura baixa com blusas curtinhas era composto por peças cheias de detalhes, hoje ele surge bem mais básico.

A ideia é uma blusinha simples e curtinha e um jeans bem básico, de cintura baixa. Com conceito despretensioso… de quem se arrumou de qualquer jeito e, pá: ficou assim, sexy, exibida e confiante.

Sexy e confiante

Sim, pra usar é preciso um toque extra de confiança. Não rola escolher as peças e ficar tentando esconder a barriga, ou as curvas.

A ideia é assumir o conceito de mostrar o corpo! Tem a ver com segurança. E até mesmo com empoderamento. Porque não, não é preciso ter uma barriga chapada para exibir as formas!

Se você gostou da tendência e ficou animada, mas ainda não acha que revelar toda a barriga funciona, que tal optar por uma blusa menos curta, e um jeans de cintura baixa, mas não super baixo? O meio termo surge como uma boa opção.

E investir em uma terceira peça leve, maleável, ajuda a compor o look e garantir que o cofrinho fique sempre protegido. Quase uma saída anti-incidentes.

O que acha?

Já conhece a Consultoria de Estilo? Estou aqui para te ajudar a descomplicar o ato diário do vestir! Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.

Toda hora é hora de gastar a vida, até agora

A vida foi feita para ser vivida, simples assim. Tanto trabalho, tanta correria, esforço, dedicação e tantas outras coisas pelas quais passamos são pela nossa sobrevivência. Mas, também, para que possamos arcar com pequenos luxos. Estes que devem ser fonte de felicidade e diversão.

Em busca de uma vida estável, longe de problemas financeiros e com a segurança de ter como pagar por coisas básicas – como alimentação e moradia – muitos deixam de aproveitar o que há para ser aproveitado. Todo o tempo é dedicado ao trabalho. E, a poupança cresce na mesma medida que os mínimos gastos são cortados – em busca de uma conta bancária gorda que ficará de herança para a geração futura, esta que poderá nascer em um berço de ouro e nunca entender o real valor do trabalho.

Filhos e netos podem, ainda, sofrer com a saudade de pais presentes nos mais diversos e simples momentos, lamentando as viagens que não aconteceram ou mesmo as noites e finais de semana sem pai, ou mãe, para brincar e conversar.

Por mais que a riqueza financeira seja interessante e tentadora (ainda mais em tempos de crise), ela parece não ser tão incrível quanto outros tipos de riqueza. Tudo indica que o maior bem de alguém, o mais valioso, é um misto de gastos e momentos, uma junção de investimentos em lazer que melhora o dia-a-dia e quebra a rotina.

Entre a segurança e o exagero

Não se trata de se endividar para fazer uma viagem apenas para se gabar, ou de comprar um carro caro para se enquadrar no padrão. Trata-se de fazer aquilo que lhe deixa feliz e saber que o seu salário, o seu rendimento, deve preencher as suas necessidades.

Claro que cada um tem prioridades, mas você está vivendo e sendo feliz?! Os números que se multiplicam na poupança, ou nos investimentos super bacanas dos quais você se orgulha, terão tanto valor assim quando a idade bater?! Economizar é cortar gastos desnecessários, poupando para um objetivo maior… mas este hábito não deve engessar a vida, travar sorrisos, cortar a alegria. Se é para viver, e se sua felicidade vai lhe custar literalmente caro, arque com este gasto. Ao menos assim todo trabalho terá valido a pena.

Texto publicado originalmente em 9 de setembro de 2012.

Como a timidez me fez gostar de roupas coloridas

Eu sou uma pessoa introspectiva. Mais do que isso, tímida. Gosto do meu espaço, de ficar sozinha… ou apenas com pessoas com as quais tenho real intimidade. E me sinto mal em meio a multidões. Sempre fui assim.

Durante muito tempo considerei essa minha característica um problema. Uma falha de personalidade. Afinal, o mundo não é dos expansivos?

Hoje, vejo que não.

Mas, o que só vim a entender muito recentemente, é o quanto essa minha característica, a timidez (e a introspecção, principalmente) afetou a minha maneira de vestir. Ainda afeta. E, mais do que isso, como podemos nos expressar de maneira distintas por meio das roupas e pela nossa personalidade.

Tímida de raiz

Nas minhas fases mais tímidas, retraídas, quando a timidez diretamente afetava o meu convívio social (lutando, em vão, contra a gagueira), eu era uma pessoa multicolorida. Usava estampas diariamente, sandálias e sapatos de plástico, além de acessórios extravagantes.

Quando eu menos falava, minhas roupas mais comunicavam.

Era como se, de alguma maneira, eu quisesse contar algo sobre mim através daquilo que vestia. Era a forma pela qual eu me apresentava ao mundo.

Alguns podem pensar que havia aí uma falha de mensagem. Afinal, como pode alguém tímido gostar tanto de chamar atenção com as roupas? Eu já vejo que essa era a minha saída, o meu recurso para falar mais sobre quem eu era.

Tímida, só na superfície

Voltando um pouco no tempo, certo dia, quase 20 anos atrás, uma colega de escola comentou o quanto eu era diferente em casa, do que era no colégio. Dizia ela que em casa eu era engraçada, divertida, e no colégio eu era séria e calada. Nunca me esqueci disso. E não achei um problema. Dentro de mim eu tenho algo de uma pessoa que gosta de se exibir. Em casa me sinto livre. Na rua, gosto mais de observar, do que falar. Olhar, sentir, perceber os detalhes…

Alguns anos depois desse episódio, comecei a caprichar mais nos looks. Eu estava na faculdade de moda, conhecendo coisas novas, em um ambiente no qual era comum a ousadia. Poucos eram os julgamentos. Pintei os cabelos de vermelho, comecei a arriscar algumas coisas.

Falava por meio das roupas, ainda que sem saber bem o que fazia. Já aos 20 anos, formada, com recursos para investir em roupas e acessórios, vivi a minha primeira transformação. Encontrei um estilo. Eu era, por essência, criativa.

Foi aí que entendi que nossas roupas podem ser essa forma de expressão que nos ajuda a contar uma história que queremos contar, mas não conseguimos de outras maneiras.

Nosso guarda-roupa pode ser um forma de dar pistas sobre algo que poucos sabem sobre nós. Da mesma forma que nossas roupas podem nos ajudar em momentos difíceis.

Tímida, com orgulho

Hoje, mais bem resolvida com a minha timidez – e orgulhosamente introspectiva – já não sinto mais tanta necessidade de me vestir de maneira exagerada, colorida, vibrante e cheia de informação. Sei que sou divertida (com e para os mais próximos). Me sinto segura com minha personalidade. E mudei meu gosto com as experiências que vivi – entre viagens, o contato com outros tipos de arte, o gosto pela leitura, além de outras vivências.

Além disso, tenho a minha casa onde consigo me comunicar de maneira vibrante. Um lugar no qual posso explorar esse meu gosto por cores, formas, por informação. Tenho o meu Pinterest particular nas paredes de casa, nos móveis, na decoração. E é o que me alegra.

Essa percepção é o que vejo em tantos casos da consultoria de estilo. As escolhas não são sempre tão óbvias, assim como os desejos. E que bom ter na moda uma forma de expressão. Como é bom usá-la com sabedoria.

Se você quer uma ajuda para se comunicar de maneira eficiência por meio das roupas, me escreva. Posso te ajudar. amanda@amandamedeiros.com.

Anna Wintour avisa: “ninguém precisa de outra bolsa”

A toda poderosa da Vogue America, Anna Wintour – aquela representada em O Diabo Veste Prada e a mulher que tem como crush o tenista Roger Federer adoro! – apareceu com boas novidades. 

Não é que a controversa Vogue (para nós amantes da moda real) parece estar aceitando que modelos esqueléticas, fórmulas e tendências quadradinhas, impostas, já não funcionam mais?

Mas, não é só isso.

Parece que a onda vida real / proximidade que tanto seduz em vlogs publicados no YouTube e postagens em redes sociais como o Instagram chegou também às passarelas e, claro, à moda. E em balanço gravado para a publicação, Anna Wintour avalia o cenário.

Ou você pensou que essa indústria tão forte simplesmente aceitaria ficar em segundo plano, enquanto influenciadores ditam tendências e vendem muito? Ou achou que as revistas de moda fechariam suas portas, assim, fácil? Claro que não.

Questão de representatividade

Após cobrir algumas centenas de desfiles para a temporada, a Vogue aponta que diversidade, nas passarelas, agora é uma realidade. E que o que se viu foram identidades diversas (em suas mais variadas etnias, idades e tipos de corpos), representadas.

É tudo sobre conexão.

É, também, sobre ter na moda um respiro. Para 2018, a tendência são roupas que façam sorrir e que sejam divertidas… Um antitodo ao que vem da realidade e seus tempos difíceis. Mais do que a calça de cintura baixa, a transparência o jeans, ou os tons pastel.

Significa algo

“Ninguém precisa de outra bolsa, ou outro casaco…”, afirma Anna Wintour. Mas, o que quer a Vogue e sua editora com essa afirmação? O que esperar? Não estaria a revista apenas querendo pegar carona em algo que já vem há tempos sendo discutido? Pode ser que sim, mas isso é importante. E é grande.

Pensando no quanto as revistas femininas influenciam o comportamento de mulheres – principalmente as jovens meninas – essa afirmativa, assim como outras, ajuda a desconstruir uma série de pensamentos problemáticos que desencadeiam em relacionamentos tóxicos com o guarda-roupa e com a imagem.

Sim! É bom quando há um novo discurso, ainda que ele possa não ser 100% natural. Asim como faz bem ver a moda ser desfilada por mulheres reais.

É bom ter na moda uma forma de expressão pessoal. Afinal, roupas são complementos da nossa personalidade. Roupas são parte do que somos. E já não era hora da maior publicação de moda existente na atualidade aceitar isso e reforçar o discurso.

Novos tempos.

Enfrente o seu guarda-roupa e transforme sua vida

Todos os dias tomamos uma decisão: escolhemos o que vestir. Ou melhor, como cobrir a nossa nudez. Pode ser que a escolha da vez seja um pijama, ou um vestidinho simples, até mesmo alguma composição mais complexa composta por inúmeras peças. Seja como for, existe aí algo que fala sobre você, sobre a sua personalidade e o sobre o seu momento.

Você está feliz com sua imagem?

Quando as escolhas diárias do vestir não alegram, não trazem satisfação, confiança e bem-estar, algo está errado. Algo precisa mudar.

Sofrer em frente ao guarda-roupa dia após dia é um problemão.

É uma questão que abala a nossa autoestima e que faz com que a gente não consiga tirar máximo proveito do nosso potencial.

Nossa imagem é um trampolim para conquistas. É algo que conseguimos trabalhar como uma maneira de nos impulsionar nas mais diversas esferas da vida. Seja no seu trabalho, nos relacionamentos pessoais…

Se você está infeliz com o seu visual, acha a sua imagem um ponto fraco, está na hora de fazer algo para mudar isso.

Pode ser que você seja como muitas outras pessoas e tenha o hábito de postergar, de deixar para depois, a necessidade de encarar de frente o que te faz sofrer. Ok, dói mexer no que magoa, no que fere, no que traz lembranças ruins. Mas, só assim acontece a transformação. É só com coragem que algo de novo pode vir a acontecer. Algo de bom!

E o que significa enfrentar o guarda-roupa?

É avaliar o que funciona, ou não, para você. É aceitar que você fez compras erradas, mas que quer fazer diferente das próximas vezes. É se perdoar por ter realizado investimentos péssimos… por ter desperdiçado dinheiro com roupas, como forma de compensação emocional. É descobrir novas formas de amar a sua silhueta.

Acima de tudo, enfrentar o guarda-roupa é se permitir gostar do que você vê no espelho. E isso pode começar com algumas simples atitudes.

Como melhorar a sua relação com o guarda-roupa
– Separe um tempo para se vestir e se produzir
– Experimente combinações diferentes
– Avalie o caimento das peças na sua silhueta
– Desapegue do que você não usa ou não gosta

Mas, tudo isso só funciona se você tiver coragem para exercer a sua liberdade e sair da sua zona de conforto em busca do seu estilo pessoal.

Posso te ajudar a enfrentar o seu guarda-roupa: me escreva no amandamedeiros@msn.com.