Enxoval: uma necessidade ou uma ode ao consumismo?

Revirando lembranças, vi uma foto de minha mãe, lá em 1981, aguardando e organizando o quartinho da minha irmã. No armário, algumas poucas mudas de roupa esticadas em cabides delicados. Ao seu redor, um carrinho, uma sacola, e só. Não éramos pobres, muito pelo contrário. Costumo lembrar, sempre, do quanto cresci com uma vida privilegiada – sem riquezas, mas na qual nada faltava. Então, o pouco que ali tinha, era o que era considerado normal para a época. Para os dias de hoje, seria assustador.

enxoval1
substantivo masculino
1.
conjunto de roupas e acessórios de quem se casa, seja do vestuário, seja para o serviço de casa.
2.
p.ext. qualquer conjunto de roupas e acessórios necessários para um recém-nascido, para um estudante que vai ao internato, para o serviço, uma viagem etc.

 

Pra que tanto?

Quando fiquei grávida, pensei logo no tal enxoval. Acumulei arquivos com listas e mais listas do que era necessário (ou obrigatório) para um bebê. Pesquisei, pensei, assisti vídeos… fiz o que pude para tentar evitar erros, ou compras desnecessárias. Mas, elas acontecem.

A quantidade necessária, básica, de coisas, pra mim parecia MUITO! Fiquei perdida.

O excesso era, desde o princípio, o meu maior medo. Sabia que bebês crescem rápido. Mas, não imaginava que comprar um monte de roupinhas para meses subsequentes traria problemas.

Revendo, hoje, a definição real da palavra enxoval, me dei conta de que o que remete apenas a um conjunto de itens virou termo para justificar o exagero e o consumismo.

Comprei relativamente pouco, mas, se fosse hoje, teria comprado menos ainda. A ideia do enxoval, das muitas sacolas, das gavetas lotadas – e lindas – com roupinhas pequeninas alinhadas, é tentadora para qualquer mamãe empolgada. Mas, vou te contar…. é uma bobagem!

Influenciadoras do consumismo

No YouTube, vídeos de gestantes influenciadoras digitais (gente, isso existe mesmo!) se multiplicam. Há, ainda, quem diga, que muitas meninas vêm ficando grávidas para aproveitar o bom momento publicitário do segmento, no qual marcas buscam pessoas “reais” para divulgar seus produtos – de casa, de vida, de tudo – nas redes sociais. Já repararam como tudo virou roteiro para história? Pedido de casamento, casamento, gravidez, compra de apartamento, reforma, tudo tem um preço…

Voltando à vida real, na qual as compras são feitas com um cartão de crédito de verdade – que vira uma fatura no final do mês – temos a ideia errônea de que é importante se previnir e comprar demais, contra a deliciosa realidade, de que pouco é o melhor.

As desculpas para adiantar todas as compras são as de que a puérpera não tem cabeça para nada. Ou de que as primeiras semanas com um bebê são difíceis, e que tudo é caro… Ok, em partes é verdade. Mas, se você tem um esposo, mãe, amiga, colega, ou internet em casa, tudo isso vira bobagem. Há, sempre, alguém que pode te ajudar com possíveis compras urgentes. No pior (ou melhor) dos casos, alguma loja online. 

Não compre muito.

O enxoval de raiz, aquele que nossos pais fizeram, do bordado à mão, das roupas tecidas por avós, tios, ou amigas, deu lugar a uma loucura generalizada que faz cada momento da gestação virar uma coisa um tanto quanto esquisita.

E a gente compra.

Na minha realidade, o que eu percebi é que o melhor a ser feito teria sido comprar roupinhas apenas até o terceiro mês. Assim, eu saberia que Francisco não gostava de camisetas – e só veio a gostar depois que aprendeu a sentar. E que camisas, jaquetas, calças grossas, entre outras lindezas, são muito bonitas no cabide, mas não funcionam pra um bebezinho. Eu saberia que ele, pequenino até os 4 meses, viraria um bebê enorme daí pra frente. E poderia ter feito, desde sempre, o que faço hoje: vou à loja, e compro sob demanda.

Gavetas mais vazias fazem com que tudo seja melhor aproveitado.

Quanto aos brinquedos, cadeiras, centros de atividades, alugue. Se você reside em capitais, existem lojas especializadas em tal – algumas também no interior. E, o preço que você paga pelo aluguel é infinitamente menor do que a perda que você teria tentando vender algo antes utilizado (alô Mamãe eu Quero, queria vocês na minha vida desde o mês 1).

Enxoval em Miami?

A não ser que você seja uma dessas mães que vai fazer uma viagem de compras aos Estados Unidos, não caia na bobagem de comprar demais. E, mesmo se for fazer o seu tal enxoval em Miami, segure a ansiedade. Talvez essa viagem seja parte da sua rotina, então que tal deixar para comprar as coisinhas aos poucos? A cada semestre ou ano?

Essa ideia do enxoval que enche o quarto, os olhos, a tela do celular, não me pega mais. O que me pega é o sorriso enorme de um bebê que nem entende nada sobre consumismo, que nem precisa de muito, além do amor dos pais. Pode ter certeza. Seu filho pequenino não vai ligar se ele tem 5 ou 50 roupinhas na cômoda, ou se a decoração é minimalista ou escandinava – aliás, acho tão estranho colocar um bebê em um universo branco, sendo que cores é que estimulam o desenvolvimento dos pequenos… Então, vamos deixar de lado as nossas loucuras, as nossas carências, e repensar um pouquinho do que fazemos para os nossos pequenos e que pode impacta-los de alguma maneira. Uma infância sem consumismo começa desde cedo, ou melhor, desde a barriga da mãe.

Respeite a calça jeans de cintura alta

Se o que você busca é conforto na hora de vestir, comece a prestar mais atenção na calça jeans de cintura alta. Ela valoriza as curvas e garante o conforto. Faz o bumbum ficar lindão (a honesta) e aloooonga as pernas.

Ao contrário da calça jeans de cintura baixa, a cintura alta acompanha as formas femininas e não reparte o quadril em dois! O que é melhor? Segura a barriguinha. Chega de insegurança. Chega de passar o dia ajeitando a calça!

Outro ponto positivo da calça jeans de cintura alta é o fato de que, com ela, fica bem mais fácil apostar nos complementos superiores usados para dentro do cós. Sabe? O que ajuda a destacar as curvas e permite um resultado mais “arrumadinho”.

O que temos, então? Silhueta feminina naturalmente destacada.

Inúmeras possibilidades

São inúmeras as possibilidades para a calça jeans de cintura alta. Ela pode aparecer tanto em modelagem mais ajustada, skinny; no corte reto, estilo mom jeans, ou mesmo com a pegada bem anos 70, com a pantalona ou bootleg.

Qual você prefere? Pense não só no que destaca as suas curvas ou valoriza as suas proporções, mas também no seu gosto pessoal. Os resultados são bem distintos.

Como ter um visual profissional impactante, sem exageros

Por muito tempo, a dica para acertar no visual profissional era: vista-se para o trabalho que você quer ter. Porém, as coisas já não funcionam mais assim.

Você deve se vestir para o seu trabalho de hoje. E, com equilíbrio, salpicar elementos que remetam à sua personalidade e aos seus anseios futuros.

Falo sobre revelar algo a respeito de você, mas com honestidade.

As roupas que usamos podem sim impactar positivamente aqueles que estão ao nosso redor. Só que isso é algo que vem com o dia a dia. Um trabalho constante. Por isso é essencial ter coerência

Dia após dia

Sabe a questão da marca registrada? É disso que estou falando. Mais do que uma imagem superficial, você não deve se vestir de maneira meramente superficial. Isso não traz nenhum efeito positivo. Pelo contrário. Transmite a ideia de insegurança.

É questão de se vestir com alma. E não de se enfeitar para o trabalho dos sonhos. E assim agregar firmeza e credibilidade a sua imagem profissional.

De nada adianta, por exemplo, caprichar na imagem um dia e no outro vestir a primeira coisa que encontra no guarda-roupa. Isso só reforça a ideia de que o seu visual profissional é falso.

E é aqui que está. A ideia é passar a sensação de algo autêntico. Que vêm da sua essência.

Feminino e profissional, por que não?

Se antes as mulheres precisavam recorrer ao guarda-roupa dos homens para encontrar elementos que transmitissem sensação de credibilidade, hoje isso não é mais necessário. No guarda-roupa feminino já existem inúmeras possibilidades para tal.

A ideia ultrapassada do visual com pegada masculino para passar sensação de autoridade e competência caiu por terra.

Existe a alfaiataria que respeita as curvas femininas. Existem tecidos, com elastano na composição, que permitem cortes mais ajustados.

É até possível colocar elementos de feminilidade e delicadeza no visual. Sabe? Se isso fizer parte do seu estilo…

De toda forma, tudo deve ser feito com equilíbrio.

Imagens extremamente femininas, românticas ou delicadas transmitem a sensação de alguém que precisar ser cuidado. Assim como uma pegada sensual passa a imagem de alguém que quer conquistar o seu lugar por seu atributos físicos, e não tanto pelas capacidades.

Entra aí a importância de se conhecer e de saber o que você pode comunicar de bom.

Sua personalidade profissional é o que vai ditar suas escolhas.

Você é mais incisiva? É flexível? É aberta ao novo? O que você quer contar com a sua imagem? Pense no que é importante pra você. E não no que chama a sua atenção no visual da colega, sabe? Ela é outra pessoa. E se o visual dela funciona e impacta positivamente é porque é sincero e verdadeiro.

Pense em como você é vista. E como quer ser vista.

Outro ponto importante é: preste atenção aos detalhes.

A roupa pode ser básica, simples, até previsível. Mas, como você adorna? O que você usa como acessório? Pode ser um blazer tradicional de três botões, mas em tecido diferenciado. Ou então uma calça risca de giz, combinada a um sapato com estampa de oncinha. Ou mesmo uma camisa de seda que você usa com um lenço.

Acredite no potencial da sua personalidade. Aquilo que conta sobre quem você é.

Características como criatividade, por exemplo, são interessantes em quase qualquer ambiente profissional. Ainda mais nos dias de hoje.

De olho nos códigos profissionais

Pense nos códigos do seu ambiente profissional. Cada profissão tem os seus. É obrigatório, ou recomendado, o uso do branco? Ou é essencial calçados confortáveis? O que a sua rotina de trabalho pede, por um motivo prático ou social?

Hoje a moda oferece uma ampla gama de possibilidades para a mulher que quer construir um visual marcante e profissional, sem precisar se fantasiar.

A roupa nunca vai fazer de você mais capaz, melhor, ou mais inteligente. Mas, vai te dar confiança para que você demonstre e apresente melhor seu know-how. Seu conhecimento e suas aptidões.

Anotou? Conheça os códigos da sua profissão, salpique, na sua imagem, elementos da sua personalidade e do seu estilo; e vista-se com constância e coerência.

No YouTube

“Mamãe foi trabalhar” e teve que esconder seus sentimentos

Chorei como criança lendo um livro infantil.

Me senti a JoutJout. Se debulhando em lágrimas com um livro infantil em mãos. E pensei nas emoções que escondi durante muitos diasEu fui trabalhar. E meu bebê, de apenas seis meses, foi pro berçário. Eu só fui trabalhar…

Tudo tão planejado…

Desde que estava grávida, eu já planejava como seria o meu retorno ao trabalho. Pesquisei inúmeras escolas. Visitei berçários. Conversei com responsáveis, avaliei custos, pensei, ou melhor, pensamos em tudo! Fiz matrícula. Tudo tão certo!

Entre uma babá e uma escolinha, optamos pela segunda opção. Afinal, para um bebê – uma criança – avaliamos que seria mais divertido passar um tempo em um lugar lúdico, lindo, fofo, que até tem periquitos, do que dentro de casa, com uma mesma pessoa.

O bebê foi pro berçário. 

Antes mesmo disso, mamãe ficou sabendo que seria demitida. E escutou mais de uma dezena de vezes aquela famosa frase: “que ótimo, assim você vai poder cuidar do seu bebê”.

Não.

Ninguém demite um pai para que ele cuide do seu bebê.

Parece que a nova mãe está sempre na linha de frente do corte de gastos. Das substituições. Das trocas. Ou das buscas por economia. Por melhorias. A nova mãe leva a culpa.

A gente sabe que não tem tanta culpa assim, mas sofre.

Leva a culpa pelos meses que “ganhou” de presente. Leva culpa por procriar.

A nova mãe demitida, vulnerável, encontra um mercado de trabalho fechado. Que duvida de suas capacidades. Afinal, como pode uma mulher dar conta de cuidar de um bebê e de algum projeto profissional? Impossível.

Que loucura. Mal sabem das coisas que a gente da conta… o quanto a gente se multiplica para fazer acontecer!

Pense, então, se essa nova mãe não tem mãe. Não tem aquela ajuda gloriosa que protege e resguarda. E não tem mais um monte de coisas. Ninguém liga se a nova mãe ama trabalhar. Se ela precisa de trabalhar. Se ela quer trabalhar. Boletos não esperam.

Poderia eu demitir alguns boletos? Corte de gastos que chama, né?

Dá-se um jeito

Mas, mamãe queria trabalhar. E, com tudo planejado, assim seria. Mamãe deu um jeito e foi trabalhar. O bebê foi para o berçário, como planejado.

Entre medo, insegurança, desespero, ansiedade, empolgação, vários sentimentos juntos, a nova mãe, que sou, teve que esconder alguns sentimentos. O peso na consciência. A dúvida. E mais um monte de questionamentos…

Não chorei na porta da escola. Não chorei entregando meu filho para uma desconhecida. Não chorei enquanto aguardava, sentada na pracinha da escolinha, o seu primeiro dia de adaptação. Também não chorei no segundo, e nem no terceiro, ou no quarto.

Fiz tudo com alegria. Com um sorriso no rosto. Vesti a melhor “cara boa” que estava disponível.

Mas, chorei no quinto. Quando ele adoeceu pela primeira vez.

Me senti culpada, questionei se conseguiria, de fato, voltar para um mercado de trabalho que me fechou a porta. Fui persistente. Voltei.

Dei passos para trás, para caminhar para frente. Coloquei, de alguma forma, outros vários sentimentos de lado.

Fiz o que muitas outras mulheres fazem todos os dias, eu sei.

Fui.

Uma vida toda nova

Esqueci de algumas das minhas emoções, enquanto outras eu manifestava chorando durante a noite, brigando com o marido, invejando o fato dele poder ser homem, pai, e não se sentir deixado de lado ou esquecido como profissional. Porque o pai não tem suas capacidades questionadas. O pai não entra na assombrosa estatística de demitidos após dar a luz.

Coloquei a cabeça no lugar e lembrei de tudo o que aconteceu. A vida que mudou por completo. Os três últimos anos. As pessoas que se foram, que deixaram um vazio na minha vida, mas que me ensinaram o valor do trabalho. Da coisa certa. De correr atrás. De acordar cedo, batalhar, merecer. Do meu primeiro trabalho aos 12 anos. Do primeiro salário. Do dinheiro suado e merecido. Pensei nos meus privilégios, que perduram até hoje. Nas graduações que, de alguma forma, caíram no meu colo. Fui lá. Fui trabalhar.

Poderia eu fazer diferente? Ou, queria eu fazer diferente?

E hoje, quando peguei o livro “Mamãe foi trabalhar”, não aguentei. Fui trabalhar e deixei meu pequeno para trás. Vi toda a culpa aflorar, aquela que estava dentro de mim. Choro de novo pensando que o bebê pode sentir falta do meu abraço, do meu colo, do jeito que só eu sei colocar ele para dormir – porque sim, é assim. E dei ainda mais valor para o sorriso que ganho a cada vez que busco meu pacotinho. Mesmo quando recebo ele com combinações de roupas super engraçadas, desencontradas, e penso que isso é uma bobagem, mas só eu sei montar os looks dele da maneira certa.

Quem mistura cachorrinho com astronautazinhos?

Mamãe foi trabalhar. O bebê ficou no berçário. E o que fica é o amor. 

Os novos desafios. As portas que se abrem, enquanto outras fecham. Os recomeços. Impostos, ou desejados. As fases difíceis que vão sendo aos poucos superadas. E o amor incondicional, enorme, imenso, absurdo, por um bebê que é tudo. Que me transforma. E que me faz renascer a cada dia. Ainda que com sono.

Porque sinto pena da menina que fui

A cada vez que eu escuto um “cabelo ruim”, remetendo ao cabelo cacheado ou crespo, eu lembro daquela menina de 11 anos que, uma vez por semana, ía ao salão fazer escova e passava o máximo de dias possível sem lavar os fios.

Porque cabelo liso é que era bom e bonito.

Eu lembro daquela menina que odiava as aulas de natação – mesmo sendo boa – porque tinha que, depois lavar os cabelos… O que fazia surgir, de volta, o tal cabelo natural. Cacheado. Ruim.

Lembro da menina que amava as aulas de jazz, mas se sentia horrível a cada vez que se via no espelho. Porque o cabelo cacheado tinha muito frizz. E, nas aulas de ballet, o coque nunca ficava tão impecável quanto o de meninas com cabelo liso… Era preciso muito creme, muito gel, o que só deixava o cabelo ressecado.

Essa menina fui eu.

Meu tal cabelo ruim

Hoje, a cada vez que me falam do cabelo ruim, do cabelo cacheado ruim – quando, por exemplo, eu disse que queria que meu filho tivesse cabelo cacheado como o meu, e não lisinho e louro – eu sinto pena da adolescente que fui.

O que me faz querer usar mais e mais meus cachos. Mais cacheados. Mais volumosos. O quanto menos possível.

E quem não gosta dos meus cachos, não gosta de mim. Porque eu sou uma mulher de cabelos cacheados. Uma mulher que lá em algum momento dos anos 80, dispensaria o difusor.

Meu cabelo liso e tão ruim…

As coisas são muito malucas. E hoje eu vejo como o meu cabelo alisado, oleoso, sofrido debaixo de uma hora debaixo do secador – depois da chapinha e, por fim, a escova progressiva cheia de formol – era ruim.

O meu cabelo alisado, pra mim, era ruim.

Principalmente quando me limitava. Quando me fazia desgostar de coisas que me traziam felicidade.

Mesmo quando a progressiva fez do meu cabelo um cabelo que enganava bem, quase um liso natural – e que sim, lá pelos 20 e poucos anos era um cabelo bonito – eu não me sentia tão melhor que agora.

Bom, pra mim, hoje, é tomar um banho, lavar os cabelos e não me preocupar com mais nada. É não ter que passar o dia no salão fritando debaixo da chapinha e do produto que, supostamente, não tem formol.

Liberdade é meu cabelo cacheado. Que para alguns é ruim. E pra mim é meu. Bom, ótimo, lindo, natural. É meu. Puro. Minha essência. 

Sinto pena da menina que fui. Mas me orgulho da mulher que me tornei.