A equação do vestir e as roupas para trabalhar

Quantas horas diárias você passa trabalhando? Ou melhor, quanto tempo do seu dia você passa utilizando as roupas que escolhe para trabalhar? São muitas. E, muito além das 40h semanais, temos todo um dia – quase sempre de segunda a sexta – que inclui looks chamados de profissionais, com os quais desempenhamos outras variadas tarefas.

É como se, no mínimo, 1/3 do seu dia – e da sua vida – você passasse usando as tais roupas de trabalho.

Investir em roupas chamadas “profissionais” é essencial. Assim como pensar no visual de trabalho. Ele não deve ser renegado a uma segunda categoria – abaixo, por exemplo, das roupas para festas e eventos.

Aliás, por que investimos tanto em roupas “de sair” ou de festa se saímos tão esporadicamente? O lazer tem sim muito valor. Mas, nossa autoestima e confiança é diretamente afetada pelo nosso visual diário. O mais regular.

Não cola aquela história de: “ah, é só roupa para trabalhar… pode ser qualquer coisa”. Passar tanto tempo com roupas medianas ou inadequadas,que geram infelicidade, é apostar em um tipo de visual igualmente infeliz.

Devemos ter em mente que passamos muito tempo trabalhando e que a roupa para tal tarefa requer especial atenção

A roupa de trabalho, assim como as outras, requer planejamento. Principalmente no quesito quantidade. É necessário ter um tanto suficiente para suprir suas carências diárias, evitando a falta ou o exagero.

Também é importante evitar a tal paixão doentia pelo visual profissional, super extrema. Esta que faz com que o tipo de peça basicamente domine o guarda-roupa, faltando peças para a vida pessoal. A equação de quantidades e necessidades é primordial para nortear o que estrutura o seu dia-a-dia… Ou ao menos é a representação de uma das suas mais rotineiras atitudes – o ato de vestir-se para encarar mais um dia.

Quando desejei uma imagem que não era a minha

Por muito tempo senti culpa pelas curvas. Pelo quadril largo, pelas coxas grossas. Passei a desejar um corpo que não era meu. Que fosse magro, esguio e fino. Que fosse mais reto, sem volumes. Me sentia culpada e julgada pelos movimentos. Pela sensualidade. Queria ser mais reta. Seria mais simples.

Não queria ser eu.

Por sua vez, meus cabelos cacheados, encaracolados, pareciam agressivos. Complicados. Não ficavam bonitos em um rabo de cavalo. Estavam, sempre, cheios de frizz. E as meninas consideradas mais lindas não tinham os fios assim.

E eu não gostava de ser diferente.

Mulheres empoderadas

Mas, a moda dá suas voltas. E, em uma temporada que traz empoderamento, volto a sentir o direito de ser quem sou. O direito de usar o short super curto, mesmo com as pernas grossas, com celulites. O direito de deixar os braços a mostra, mesmo que eles não sejam finos e retos demais. O prazer em me sentir bonita e desejável, sem que isso seja um erro – um absurdo.

Quando a gente deixa de se esconder, a gente se encontra. E que bom que a moda hoje nos permite tudo isso. Vai ter e tem roupa curta. Sutiã aparente. Foto de bunda no Instagram, que não seja só a da musa fitness.

Tem de tudo e mais um pouco.

Tem chance para quem quer se sentir bonita e se mostrar. Para, sim, conquistar mais confiança por meio de “likes” – por mais que seja polêmico. Para ter boas lembranças. Para ficar claro, de uma vez por todas, que não precisamos mais buscar um padrão para poder se amar.

Eu sou gaga: do medo à transformação

Eu sou gaga.

Por muito tempo evitei essa afirmativa. Foram anos negando o que era inegável. Ou melhor, fugindo de uma característica que não me define, mas é parte de mim. A gagueira, assim como tantas outras dificuldades, é um problema que machuca. E que tem impacto social. Atrapalha o convívio, as relações interpessoais, interfere no âmbito profissional e deixa marcas. Marcas, essas, que vêm de brincadeiras e piadas tortas que escutamos e carregamos sem reclamar. Mesmo sendo pura crueldade.

O que acontece é que há algum tempo descobri que a melhor maneira de lidar com uma dificuldade é aceitá-la. E encará-la de frente. Mesmo porque tratamentos variados e abordagens milagrosas podem, por hora, até ajudar. Mas não se transformam em solução.

A gagueira é traiçoeira porque vai e volta. E volta quando você menos imagina. Por incomodar – tanto quem fala, quanto quem escuta – vem comumente acompanhada de desculpas. E de tentativas de fugir da questão. Nesse caminho são muitos os que vão te dizer que você não gagueja, que isso não é nada, que isso não importa… só que cada palavra não muda o que de fato acontece dentro de nós. O desespero ao ‘travar’. A vergonha por não conseguir se expressar. A constante e automática substituição de palavras que chega a alterar o sentido e o significado do que queremos dizer.

Aprendi à minha própria custa

Como disse, um dia, Saramago, “aqueles que gozam da sorte de uma palavra solta, de uma frase fluida, não podem imaginar o sofrimento dos outros, esses que no mesmo instante em que abrem a boca para falar já sabem que irão ser objeto da estranheza ou, pior ainda, do riso do interlocutor (…) A gagueira, no meu caso, passou a ser uma pálida sombra do que foi na infância e na adolescência. Aprendi à minha própria custa”.

Antes que pareça o contrário, não sou contra tratamentos. Mas, aceitar-se como gago é a base para tudo. É reconhecer o que te desafia. Não tem isso relação com alguns tipos de tratamento? Então. A partir disso, conseguir caminhar em busca da cura. Ou melhor, curar as feridas emocionais que a gagueira deixa. E falar sobre o assunto.

Algo como sinais

“A maneira pela qual percebemos as circunstâncias da nossa vida vai determinar como reagiremos a elas. Se vemos nossas dificuldades com carência, julgamento e medo, então vamos responder com carência, julgamento e medo, bloqueando todas as orientações do universo. Mas, quando escolhemos por ver todas as dificuldades com amor, abrimos espaço para milagres”

Dia desses, entre uma leitura e outra, me peguei com uma passagem que destacava como escondemos no nosso íntimos mágoas e dores que nos marcam (veio de um livro de Gabrielle Bernstein). E como evitamos olhar para elas como forma de fingir que não existiram ou nunca aconteceram. Lembrei o quanto fiz isso com a minha maneira de falar. O quanto me calei, fugi, evitei falar sobre o assunto… e evitei (simplesmente) falar. Até que por vontade, e por coragem, comecei com os vídeos no YouTube – mesmo como um desafio profissional. E peguei gosto. Falei sobre gagueira. Conheci outros gagos, como eu. Muitos. E me redescobri confiante em frente a câmera. Com isso, parei de fingir que eu não conseguia falar, só por medo de falhar e por medo de passar vergonha. Encontrei na minha vulnerabilidade uma forma de crescimento. E tem sido bom.

Ainda gaguejo. Ainda sou gaga.

O processo de cura emocional vem seguido da melhora, propriamente dita, na fala. É libertador ver a cair a barreira que, por exemplo, me afastava do telefone. Que me fazia travar ou gaguejar. Não foi algo que mudou da noite para o dia. Foi, e tem sido, um processo de transformação. Assim como são tantos outros. Mas é bom. Não sinto nas minhas o peso da vontade de ser perfeita. Não preciso ser. E, sim, ainda gaguejo. Mas já não me sinto inferior. Ou pior. Me imponho quando escuto uma piada sem graça. Reajo em frente a um comentário que me dói – sem precisar jogar um comentário pior ainda, sobre quem faz a piada (por tantas vezes fiz isso). E tenho na gagueira um detalhe. Que não me define. Mas me deixa mais forte.

“O mundo exterior é uma projeção do mundo que criamos na nossa mente (…) o problema não está la fora, mas dentro de nós”.

Tenho a minha voz

A gagueira me isolou, por um tempo, do mundo. Me fez não só tímida, mas envergonhada. Me fez esconder meus talentos, sentir vergonha das minhas capacidades, duvidar da minha inteligência. Por tanto tempo tudo o que eu queria era, apenas, conseguir falar! E falar o que estava dentro de mim. Por isso, talvez, me apeguei tanto a escrita. E desenvolvi o amor pelos blogs, textos, contos e histórias. Com palavras no papel, ou na tela do computador, pude falar sobre qualquer coisa, sem ‘travar’. Mas, foi com o vídeo que comecei a me sentir menos sozinha e menos diferente. Por isso sou grata por cada comentário que recebi, por cada e-mail, por cada desabafo compartilhado.

São poucos os que se assumem como gagos. E eu entendo totalmente os motivos. Mas, o acolhimento das redes sociais, das plataformas de comunicação, é, em algum nível, motivador! É o que mostra caminhos, soluções e explicações.

Agora me me dei direito a ter uma voz, ainda que gaga (por que não?) não vou mais me calar. E no meu espaço, aqui nessa confusa e superlotada internet, ninguém pode me silenciar. Não só eu, mas todos nós.

No YouTube

Porque ter medo do espelho está acabando com o seu visual

Um reflexo sincero e honesto. Assim pode ser definido o espelho, ainda que a representação da imagem dependa de possíveis efeitos de luz ou ambientação. Mas, de maneira geral, o espelho é aquele amigo, ou colega que te diz, de verdade, como a sua imagem está. Ou melhor, como você está sendo vista (ou será vista) pelo mundo.

Um retrato.

Fugir do espelho não é algo raro. Podemos temer o que vamos encontrar. Curvas que não são como as desejadas, um cabelo muito diferente daquele da protagonista de novela, ou roupas que não chegam aos pés do último look postado pela celebridade do Instagram…

São tantas as cobranças!

Nossa busca por uma suporta perfeição nos priva da chance de nos admirarmos como belas. Mas, dificultamos, e muito, o processo da aceitação se não somos corajosas o suficiente para nos encarar no espelho. E falo encarar de coração aberto.

Quando paramos de nos olhar no espelho, perdemos a chance de nos apaixonar pelo que somos!

Uma maneira de se conhecer

Cada uma de nós tem algo de lindo, que se destaca. E, se nos conhecemos, podemos valorizar ainda mais essa beleza! O exercício também vale para que possamos ser capazes de disfarçar ou colocar em segundo plano aquilo que não nos deixa tão felizes. Isso é sabedoria. É inteligência.

É jogar com coragem.

Um grande espelho, de corpo inteiro, em um cômodo bem iluminado, é um convite para um melhor relacionamento com o guarda-roupa e com a própria imagem. Por meio dele você poderá se enxergar como é. Mudar o que não está bom e repetir o que agrada.

Entende porque fugir do espelho está acabando com a sua imagem? Sem um espelho você não se vê como é. Mas como acha que é. Como te contaram. Como você se deixou acreditar.

O espelho não é fonte de julgamento. O julgamento, a crítica, a decepção, vem de nós. E se nos olharmos com mais serenidade e prudência podemos melhorar a nossa autoestima.

Como usar jeans com jeans

Tecido essencialmente casual, o jeans é o tipo de material que nunca sai de moda. O máximo que vemos acontecer com ele é o surgimento de novas tendências nas formas de uso e aplicação.

Não é de se espantar que o look 100% jeans seja uma referência. Ou melhor, um tipo de combinação que é uma opção constante para quem curte uma estética um pouco mais informal.

Para quem tem medo de usar o look só com peças jeans, um aviso: não tem muito como dar errado. A questão essencial é ficar de olho no peso visual das peças, para que a composição não fique muito grosseira.

Existem peças jeans nos mais variados estilos. E, claro, com resultados que variam muito de acordo com o peso do tecido, sua cor, sua modelagem…

Quer experimentar? Segue abaixo três dicas que podem te ajudar muito a brincar com o mix de peças jeans.

– misture peças com tons de jeans diferentes: claro com escuro ou uma lisa e outra com lavagens;

– junte uma peça jeans mais pesada com outra mais leve: brinque com a questão do peso visual;

– combine uma peça jeans com um acessórios jeans, afinal o mix não precisa estar apenas nas roupas.

Que tal, já gosta ou vai tentar utilizar?

Lembre-se, sempre, que são essas ideias que fazem o nosso guarda-roupa render muito! E é com truques assim que conseguimos criar muitos looks com poucas roupas.

Tem mais no YouTube. Assista!

Para conhecer formas e maneiras de otimizar o seu guarda-roupa, conheça a Consultoria de Estilo. Me escreva no amanda@amandamedeiros.com.